sexta-feira, 26 de março de 2010

NAVE ESPACIAL EUROPEIA


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Os engenheiros da Agência Espacial Europeia, construíram uma nave que é o maior e mais sofisticado veículo espacial jamais construído na Europa.
Foi lançado em 2008, da base da referida agência, na Guiana Francesa e foi transportado até lá, por via marítima.
A nave foi apelidada de Júlio Verne e pesa 7.500 quilos.
Foi lançada por um foguetão Arianne e colocada em órbita a cerca de 400 quilómetros de altura.
Um dos seus objectivos era acoplar à Estação Espacial Internacional (na imagem), onde se encontram equipas de astronautas, revezando-se, a realizar variadas experiências.
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domingo, 21 de março de 2010

DEUSES DA MITOLOGIA - Mercúrio



MERCÚRIO

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Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.

O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.

Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.

Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.

Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.

Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.

Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.

Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.

Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…

Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.

Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!

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Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII


segunda-feira, 15 de março de 2010

A RADIAÇÃO SOLAR

O Sol #2


A radiação solar não é apenas a luz solar visível, aquela que dá forma às árvores, aos horizontes, ao mar, a todos os objectos que nós somos capazes de observar, durante o dia. Ela incluí, também, a luz solar invisível aos nossos olhos e os raios cósmicos provenientes do Sol. Há ainda a considerar o neutrino, essa partícula ínfima e fantasmagórica, que hoje se sabe possuir massa.
A natureza da radiação é um assunto da maior importância para a compreensão do mundo em que vivemos. Não só do nosso universo macrofísico (o nosso mundo das realidades mais palpáveis e comuns do dia a dia, e do comportamento de corpos de grande massa, como as estrelas), mas também para a compreensão dos fenómenos ditos do infinitamente pequeno.
Foi o físico alemão Albert Einstein (1879–1955), quem descobriu que a velocidade da luz é constante, seja qual for o movimento do sistema no qual é medida. Essa e outras teorias respeitando o comportamento e a natureza da luz, revolucionaram a física moderna.
De qualquer maneira, a luz ou as suas manifestações ou aplicações dominam a nossa vida quotidiana, e isso acontece desde sempre.
Isaac Newton, no ano já distante de 1704, tinha-a descrito como uma "torrente de crepúsculos", para explicar certas propriedades do raio luminoso que, segundo o físico e astrónomo holandês Christiaan Huygens (1629–1695) se propaga em ondas, antecipando de dois séculos, o conhecimento que, hoje, dela temos.
Compreender a luz solar, é compreender um pouco das nossas vidas e a vida de toda a Terra. Esta vida que nós conhecemos não era possível sem ela, pois é dela que as plantas tiram a energia para realizar a fotossíntese, absorver e transformar os nutrientes, crescer e desenvolver-se.

domingo, 7 de março de 2010

O SOL

O Sol #3

O Sol é uma estrela, igual a tantas outras. Por estar próxima, parece-nos a maior de todas.
Sabemos a sua idade, volume e massa, composição química e temperatura, distância a que dela nos encontramos, e por aí adiante.
Mas os nossos mais remotos antepassados, não a comparavam às outras estrelas do céu e nada sabiam do seu princípio e destino último. Julgavam-na um deus imorredoiro, como todos os deuses da imaginação do homem.
No antigo egípcio, o Sol era Rá, ou Ámon-Rá e navegava num barco, através do céu, tendo Akenaton eleito Áton - o disco solar - como o único deus. A ele se refere um dos mais longos e harmoniosos poemas da antiguidade:

"
Como a tua aurora é bela, no horizonte,
Ó Aton, iniciador da vida
..."

Por todo planeta o Sol foi adorado como deus: desde a Austrália, dos Arunta, passando pelos Celtas e pela Mesopotânia, até à região dos esquimós do árctico. Na antiga Grécia era simbolizado por Apolo e representava a beleza física, em Babilónia por Shamash ou "a luz dos deuses", e alguns povos africanos viam-no como o "olho da suprema divindade", sempre presente, omnisciente e omnipotente. No Extremo Oriente, para os religiosos seguidores do Ryôbu-Xintô, o Sol é Amaterasu - o mais nobre dos deuses japoneses, irradiando claridade e luz.
Gago Coutinho conta que, quando atravessou a África Austral, encontrou umas tribos que pensavam que a Terra estava coberta por um manto e que o Sol, durante o dia, se encontrava aquém do referido manto. No entanto, à noite, o Sol estaria para aquém do manto. Como o manto se encontrava esburacado era possível ver a luz do sol pelos diversos buraquinhos, e isso eram as estrelas.
Hermes Trismegisto, tido pelo primeiro dos alquimistas, confundia Sol e ouro, considerando-o "formado por um mercúrio muito subtil e por um pouco de enxofre muito puro". Também na fria Dinamarca, os povos que habitavam Trundholm, na Idade do Bronze, adoravam o astro-rei e tinham-no representado por um disco coberto por uma folha de ouro. Situação semelhante se verificava na região dos astecas, que adoravam um Sol de uma braça de diâmetro, nesse metal precioso. Como se vê, quase todas as civilizações primitivas adoravam o Sol e muitas consideravam-no como deus. E não sem razão. Na verdade, sabemos hoje, a Terra é uma espécie de subproduto do Sol, feita dos restos da estrela, aquando da sua formação, vai para cinco mil milhões de anos. Mas não só a Terra foi engendrada pela estrela em formação, como, depois, passou a depender dela, da sua luz, do seu calor, da sua energia. Foi, muito certamente, esta constatação que fez como o Sol fosse tido como deus criador, pelos antigos. Até mesmo os primeiros cristãos se referiam a Cristo como "a luz", ou o Sol, certamente por ter sido associado a outras divindades solares mais antigas, da região.
Na verdade, o Sol é quase exclusivamente constituído por hidrogénio, um pouco de hélio e vestígios doutros elementos, como o oxigénio, na proporção de uma parte por cada mil e quinhentas de hidrogénio. Formou-se há mais de quatro mil e quinhentos milhões de anos e deve manter o aspecto actual, pelo menos durante mais outro tanto tempo. O seu diâmetro, que hoje é cem vezes maior que o terrestre, expandir-se-á até nós, engolindo a Terra e depois Marte. Por essas alturas, a estrela amarela e média que é o Sol, tendo consumido a maior parte do seu hidrogénio, convertendo-o em hélio, transforma-se numa gigante vermelha, idêntica a outras que se conhecem no céu da Galáxia. A sua luz empalidece e a estrela esfria inexoravelmente até comprimir-se a dimensões mínimas, muito inferiores ao seu actual volume e tornar-se anã-branca.