sábado, 26 de junho de 2010

Breve História dos Cometas

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Do meu próximo livro "História Breve dos Cometas",  
a ser apresentado na Feira do Livro da Praia da Luz, Lagos, em Julho,
um pequeno extracto da Nota de Apresentação:  
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O(...) O presente trabalho pretende constituir-se como leitura de fácil apreensão, que possa contribuir para aguçar alguma apetência para aprofundar aspectos relevantes da ciência astronómica.
Também tem como finalidade dar a conhecer algumas estórias – no mínimo surpreendentes… que, ao longo dos tempos, têm envolvido o aparecimento de cometas, e o seu enquadramento histórico.
 Essas estórias ficaram para a posteridade na História da Astronomia, não pelo seu valor científico, mas que, em alguns casos, envolvem factos curiosos que deverão contribuir para evidenciar a racionalidade de uns e também o obscurantismo de outros, face a desusados ou esporádicos acontecimentos celestes, desde tempos recuados, até praticamente aos nossos dias. (...)

terça-feira, 15 de junho de 2010

MEDIDAS ASTRONÓMICAS

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Quando nos referimos a distâncias astronómicas, idades ou massas de estrelas ou planetas, ou mesmo a determinados parâmetros universais, referimos números arredondados ou, por exemplo, médias. Assim, a velocidade da luz, no vácuo, não é exactamente de trezentos mil quilómetros por segundo, como correntemente se diz. Esse número é apenas uma aproximação (arredondada) ao valor real.
Utiliza-se esse número, por duas razões: uma, é que seria necessário precisar de que vácuo estamos a falar, para dizer da verdadeira velocidade da luz, nesse meio. Aquilo a que laboratorialmente chamamos vácuo, está ainda bem longe da ausência de matéria que se verifica nos vazios interestelares, ou mesmo nos vazios intergalácticos. Mas, mesmo nessas regiões, ainda não há o vácuo.
A outra é por razões de ordem prática. Em si, o número é apenas uma aproximação. De facto, a velocidade da luz, no vácuo, é de duzentos e setenta e sete mil quilómetros e mais uns tantos metros e ainda uns tantos centímetros... e aí por diante, em cada segundo!
Do mesmo modo, a distância Terra/Sol, não é de exactamente cento e cinquenta milhões de quilómetros. Esse número é apenas a média (arredondada) entre a distância máxima e a mínima, já que a Terra não descreve uma circunferência em redor do Sol, mas sim, uma elipse. O mesmo se passa em relação à Lua. O nosso satélite natural, também não descreve uma circunferência à volta da Terra, mas sim, uma elipses alongada. Daí que, por vezes, a Lua se encontre a pouco mais de trezentos mil quilómetros de nós, e outras vezes, essa distância vá até a mais de setecentos mil quilómetros.

terça-feira, 8 de junho de 2010

OS ASTERÓIDES



Os asteróides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrido há muito tempo. Mais provavelmente, os asteróides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De facto, se se juntasse a massa total estimada de todos os asteróides num único objecto, esse objecto teria menos de 1.500 quilómetros (932 milhas) de diâmetro - menos de metade do diâmetro da nossa Lua.
Muito do nosso conhecimento acerca dos asteróides vem do exame das rochas e dos fragmentos do espaço que caem na superfície da Terra. Os asteróides que estão numa rota de colisão com a Terra são chamados meteoroides. Quando um meteoroide atinge a nossa atmosfera em alta velocidade, a fricção provoca a incineração desta porção de matéria espacial, provocando um raio de luz conhecido por meteoro. Se um meteoroide não arde completamente, o que resta atinge a superfície da Terra e é chamado um meteorito.
De todos os meteoritos examinados, 92.8% são compostos de silicato (pedra), e 5.7% são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres.
Por os meteoritos serem matéria do início do sistema solar, os cientistas estão interessados na sua composição. As sondas espaciais que passaram pela cintura de asteróides descobriram que a cintura está bastante vazia e que os asteróides estão separados de grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteróides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteróide 951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se no primeiro asteróide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 Galileo aproximou-se do asteróide 243 Ida. Este foi o segundo asteróide a ser visitado por sondas espaciais. Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteróides do tipo S, compostos por silicatos ricos em metais.
Em 27 de Junho de 1997 a sonda NEAR aproximou-se em alta velocidade do asteróide 253 Mathilde. Este encontro deu aos cientistas a primeira vista de perto de um asteróide do tipo C , rico em carbono. Esta visita foi única porque NEAR não estava preparada para encontros em voo. NEAR era uma sonda destinada ao asteróide Eros em Janeiro de 1999.
Os astrónomos estudaram vários asteróides por observações de Terra. Alguns asteróides notáveis são Toutatis, Castalia, Geógrafos e Vesta. Os astrónomos estudaram Toutatis, Geógrafos e Castalia usando observações de radar de Terra durante as maiores aproximações ao nosso planeta. Vesta foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

AS PRIMEIRAS LUZES DO UNIVERSO




O telescópio espacial Spitzer efectuou uma observação, durante 10 horas, na região da constelação do Dragão e pode ter detectado as primeiras estrelas do universo. Essas estrelas teriam existido há mais de 13 mil milhões de anos. Eram descomunais, com uma massa umas cem vezes a massa do Sol. Viveram apenas uns poucos milhões de anos, (como acontece a todas as que têm grande massa), antes de dar origem a buracos negros. Recorde-se que a idade estimada para o Universo é de 13,7 mil milhões de anos.
Esta hipótese surge porque a câmara de infravermelhos do Spitzer, detectou esse tipo de radiação, nessa região do céu. A luz agora identificada é a das primeiras estrelas ou de gases muito quentes a ser sugados pelos primeiros buracos negros do Universo.
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Imagem: JPL - NASA