domingo, 26 de dezembro de 2010

CAPRICÓRNIO


Capricórnio é uma das doze constelações do Zodíaco que, segundo a Astrologia, diz respeito aos que nasceram entre 22/12 e 20/01. 
O agrupamento de estelas de que hoje falamos, foi um dos primeiros a ser integrado nessa espécie de roda que se imaginou rodear o Sol – o Zodíaco. Mas nem sempre assim foi. Terá sido figurado pelo menos há uns 5500 anos, a. C., a avaliar por gravuras deixadas em objectos de barro, datando desses tempo e, alguns estudiosos, baseando-se em desenhos e pictogramas feitos na Mesopotâmia, cerca de 4000 a. C., afirmam que Capricórnio é apenas parte duma constelação imaginada anteriormente, que incluía a de Aquário.
Capricórnio representava uma cabra, em diversas regiões do Médio-Oriente. As histórias mitológicas que se foram produzindo em seu redor, na Antiguidade, são inúmeras e de variadas configurações. Em algumas é uma caracterização de Pã, um músico! – mas também um fauno que ajudara Zeus uma feroz batalha contra Tifão. Zeus, o deus supremo da mitologia grega, transformou-o em constelação, em sua homenagem e reconhecimento pelo serviço prestado. 
A constelação, em si, só com muita boa vontade poderá fazer lembrar uma cabra, sendo as suas estrelas pouco brilhantes, geralmente de magnitude 3 ou 4.
A estrela α, conhecida por Algedi é, na verdade, uma estrela dupla – ou seja: um par de estrelas que gravitam ente si, girando uma em redor da outra, e vice-versa.
Curiosamente a estrela β que era anunciadora do inverno, nesses tempos remotos, 4000 anos depois… já não o é!
A estrela δ, ao contrário do que é costume, é a mais brilhante constelação, também uma binária, mas que se eclipsa durante um período regular de 24h 32m 47.2s!
Capricórnio é uma constelação de reduzido interesse para a Astronomia. O único objecto que merece atenção é o M 30 do catálogo de Messier, ou  NGC 7099 (New General Cataloge), a 40.000 anos-luz. Tem a particularidade de ter uma grande concentração de estrelas na sua parte central, como se pode ver na gravura.

domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL

DESEJO A TODOS OS MEUS ESTIMADOS LEITORES
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

   PARALAXE
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A luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelas fixas mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através da paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que são medidos de seis em seis meses, para aproveitar aberturas angulares entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; a Vega, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a  6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz; a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.
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EFEITO DE DOPPLER
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No entanto, se pretendermos medir a distância a outras estrelas de galáxias distantes, ou às próprias galáxias, o método já não é eficaz.
Recorre-se ao efeito doppler, que nos diz que o espectro da luz dos corpos que se afastam de nós a enormes velocidades, tende para o vermelho. Essas medições são feitas por intermédio de instrumentos chamados espectógrafos que analisam a luz vinda das estrelas ou galáxias para onde os telescópios apontavam.
          

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

OS SATÉLITES DE JÚPITER


Io é o satélite que se encontra mais próximo do planeta Júpiter e foi visto pela primeira vez por Galileu, com a ajuda da luneta que inventara. Os restantes três, descobertos pelo célebre físico, são Europa, Calisto e Ganimedes. O diâmetro de Io é de mil e seiscentos quilómetros, o que lhe confere umas dimensões semelhantes à da Lua. Mas, além de possuir um núcleo metálico e uma densidade elevada, deve ter um campo magnético, o que não acontece com o nosso satélite natural. Apresenta tons amarelos que podem ser de enxofre e fósforo, talvez em estado líquido. As fotografias colhidas pela sonda Voyager, porém, revelam qualquer coisa de inesperado, bem nítidas na gravura, colhida pela sonda. São visíveis vários vulcões em plena actividade, como o que se pode observar na orla do satélite, claramente expelindo magma e gases para a atmosfera. De tal maneira assim é que o astro se encontra envolto numa nuvem muito ténue que o envolve completamente e que têm sido observadas desde há poucas décadas. Nessa nuvem também foi detectado o cloreto de sódio.
Essas erupções vulcânicas devem-se aos efeitos da força atractiva de Júpiter e de dois dos outros satélites. Io é constantemente puxado na direcção desses vizinhos, particularmente o gigante Júpiter e sofre fortíssimos efeitos de maré. Esses efeitos de maré podem deformar a sua crosta até aos cem metros. O calor desenvolvimento é o responsável pelos fenómenos de vulcanismo.
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