terça-feira, 22 de março de 2011

OBSERVAR O CÉU

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Para quem quer iniciar-se na astronomia, a primeira observação do céu deve ser feita durante o dia. Ao contrário do que poderá parecer, há muita coisa interessante a descobrir, desde o nascer do Sol até que ele se ponha.
Vamos partir do princípio que os nossos observadores residem em zonas de latitudes médias, Portugal e Brasil.
Podemos começar por verificar que os pontos onde o nosso astro rei desponta, a Oriente, vão mudando ao longo do ano. E, pela mesma ordem de razões, onde ele desaparece a Poente.
E também se pode constatar que, no hemisfério norte, a trajectória (aparente) do sol vai subindo, a partir do equinócio de Março (equinócio: noites iguais - do latim). E ao contrário, no hemisfério sul.
A consequência, é o aumento ou o encurtamento das horas de luz solar, ou da noite. No dia dos equinócios, a noite e o dia têm igual duração.
Também será interessante constatar que o Sol e a Lua parecem descrever uma mesma trajectória (ou muito próxima), no céu. Isto deve-se ao facto de estarem - a Terra e a Lua -, a girar sobre planos muito aproximados. É quase como se tivéssemos três bolinhas (uma delas sendo o Sol), em cima duma mesa. Na verdade, todos os planetas estão aproximadamente no mesmo plano, e por isso parecem descrever idêntica trajectória, no céu. Exceptua-se Plutão, que cruza a órbita de Neptuno. E essa é uma das razões porque já não é considerado um planeta, além de,
recentemente, se ter compreendido  que faz parte da Cintura de Kuiper.
Se for possível ver algum planeta ao cair do dia ou ao nascer do Sol, poderá verificar-se que eles também se encontram por ali, na mesma linha. Essa imaginária linha é a Elíptica
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quinta-feira, 17 de março de 2011

APRESENTAÇÃO DE LIVRO EM S. PAULO

8º  SARAU POÉTICO DO BECO DOS POETAS

20 de Março,
das 10hs ás 12hs.

Apresentação do livro
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POR DETRÁS DAS PALAVRAS”,
(esgotado em Portugal)
do poeta português Vieira Calado
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E como sempre, é uma grande alegria 
ver você lendo ou declamando sua poesia, 
falando de suas conquistas literárias e compartilhando conosco.
Contamos com sua presença no Dia 20 de Março, 
será um Domingo de alegria e muita Poesia, 
 você não pode faltar!
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CEU Caminho do Mar
Av. Engº Armando de Arruda Pereira, 5.241- Jabaquara-SP
                                                                                    tel. 011-5021-2233

segunda-feira, 7 de março de 2011

SUPER-NOVAS

Hoje, para variar,
vai um extracto do meu livro de ficção extraterrestre "Eram Dinossauros", 
onde aparece  uma descrição romanceada
do que é uma super-nova.
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A implosão duma gigante é um acontecimento apocaliptíco, como Zstst frisara. Nada se lhe compara, em violência. É como se a estrela, à beira da morte irredutível, gritasse a vacuidade de ter vivido, o fim anunciado de todas as veleidades, num inferno de desespero, até à consumação do tempo. Mas a morte violenta duma estrela, é também o lodo de que Anaximandro diz ter sido feita a Vida numa infinidade de mundos donde evoluirão os homens que somos, a majestosa e mítica cleyera ochancea, o Lap-Tamo que, em tempos remotos, veio trazer frutos capitosos ao povo da Nova Guiné, o holoptychius do planeta biológico de Baleia, ou a hiperexótica ichthyostega sideral, cor de prata, dos lagos gelados do pulsar do Caranguejo.                            
Uma supernova é como se fosse um Big Bang, em miniatura. Mas mesmo assim suficiente para anunciar a Ressurreição. O calor e as forças reinantes no interior duma tal estrela, são quase infinitas – ou infinitas, mesmo!...–, se considerarmos a nossa pequenez, a dimensão das nossas vidas. O estertor final duma estrela agonizante anuncia o Caos e o Brama, a ressurreição de todos os elementos do Cosmos; e é esse adeus à vida, feito de pressões e temperaturas inimagináveis, que sintetiza os metais pesados. Eles são a utopia de todas as conquistas, com que mais tarde se há-de chegar à tecnologia e aos outros planetas das estrelas, e que fazem a balbúrdia das nossas vidas:
A prata e a platina; o chumbo, que os Romanos utilizavam para moldar em barro, a eternidade, no bronze das estátuas; o zinco; o cobalto tido como génio maléfico na mitologia germânica; o gálio que lembra o alumínio; o bismuto e o selénio, para fazer electricidade em pó; o níquel comum; o esguio mercúrio, com que Lavoisier concluiu que nada se cria, nada se perde; o estanho da lata; o cobre, para fazer tachos, fios, anéis de ouro, hélices, amuletos, moedas, cataplanas, alambiques, bugigangas; o cádmio, amante de neutrões lentos;  o estrôncio, primo do cálcio, que serve para pouco, a não ser para dar cabo dos ossos das criancinhas, em Hiroshima, ou no atol de Mororoa; o césio, pior ainda, maldito até à última geração; as luzes coloridas do crípton e do xénon; o zinco, das pilhas de Volta, e que, em menino, vi dar hidrogénio, em laboratório; o tântalo e o háfnio; o irídio, do museu de Sèvres e da fronteira C.T., onde se afogaram os dinossauros terrestres; o lantâneo, o cério, o neodínio, o promécio, o samário, o európio, o galodínio, o holmo, o túlio, o lutécio, que lembram os frutos exóticos de Tau Ceti; o paládio, que Pons julgou descobrir a pólvora; o ouro, da máscara de Toutakanon; o molibdénio, das lâmpadas e das rótulas; o térbio, com que se espera ir à Andrómeda pelo hiper-espaço; o tungsténio e o ósmio, e os outros todos, até ao urânio, na tábua de Mendlief, sintetizados no estertor final da gigante.                     
Tempo das estrelas e tempo dos átomos, este tempo cósmico onde vivemos a nossa vida! Ciclo macroscópico feito de pequenos nadas!
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Somos efectivamente feitos do pó das estrelas!
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Ou: "... como o climax fugaz que conduz o sémen redentor! " – na versão de Zstst, procurando trazer de novo, o discurso, ao tema que ali os reunira: "Do protoplasma às ondas-rádio".
   
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Nota do autor: Zstst (um dinossauro dum planeta distante) 
é uma das principais personagens de  
"ERAM DINOSSAUROS", 
(a publicar).

terça-feira, 1 de março de 2011

A CINTURA DE KUIPER

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Para além da órbita de Neptuno, entre as 30 e as 50 u.a. (unidades astronómicas)*, há uma enormidade de pequenos corpos que volteiam o Sol, formando uma espécie de cintura a que deram o nome de Cintura de Kuiper. O primeiro desses corpos a ser descoberto foi Plutão que, como se sabe, foi recentemente despromovido da sua condição de planeta, para ser considerado um elemento da referida cintura.
Ainda Plutão era considerado planeta, descobriram o (então primeiro) objecto da cintura que o astrónomo Kuiper propusera. Baptizaram-no de 1992 QB1, no ano aí referenciado. De lá para cá, já foram catalogados uns mil ou mais desses objectos transneptunianos. Os maiores têm diâmetros que ultrapassam os mil quilómetros, como é o caso do próprio Plutão, e de Ério e Varema, entre outros.
Estes pequenos corpos são geralmente descritos como “bolas de gelo sujo” e podem constituir-se em cometas, sempre que sujeitos a certos desiquilíbrios gravíticos, ao se chegarem próximo das órbitas de Neptuno ou Júpiter. Mas também podem sofrer impulsos que levem as suas órbitas a passarem de elípticas a hiperbólicas, sendo projectados para fora do Sistema Solar ou a só regressar às imediações do Sol, mil ou mais anos depois.
Calcula-se que a massa total dos corpos que constituem a referida cintura, não exceda um décimo da massa da Terra.
Mas o seu conhecimento é da maior importância, porque essas bolas de gelo sujo se mantêm, provavelmente, como eram quando se formou o Sistema Solar, vai para 4.500 milhões de anos. O seu estudo permitirá perceber melhor o modo como o Sistema Solar se formou, com todas os conhecimentos científicos que daí advêm.

* 1 u.a. são cento e cinquenta milhões de quilómetros, a distância Terra/Sol.