segunda-feira, 27 de junho de 2011

CONSTELAÇÃO dos GÊMEOS

nebulosa esquimó
os gêmeos, tal como eram visto na Antiguidade Clássica
As duas estrelas mais brilhantes da constelação dos Gêmeos, a α e a β, são Castor e Pólux. Representam as cabeças dos gêmeos. Na mitologia grega, eram irmãos da célebre Helena de Tróia.
Sob o ponto de vista da Astronomia, é interessante saber que afinal Castor não é uma estrela, mas sim, três que se confundem, aos nossos olhos. Elas orbitam em torno umas das outras. Mas, mais interessante ainda é que cada uma dessas três estrelas, são, na realidade, sistemas binários. Assim sendo, Castor é um sistema sextuplo, que nos parece uma só estrela!
Encontram-se a cerca de 50 anos-luz de nós. Pólux, essa, está a 35 anos-luz. Portanto, não são gêmeos coisa nenhuma, porque não há nenhuma relação entre a α e β. O que nós vemos da Terra, é apenas a sua projecção no fundo do écran do céu.
Na espaço aparente ocupado pela constelação (que no céu é atravessada pela Elíptica – a linha vermelha), há a salientar um cúmulo aberto, o M 35, uma estrela de neutrões e a Nebulosa do Esquimó (NGC 2392), uma nebulosa planetária.

terça-feira, 21 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O ECLIPSE


A parte branca já saíu do eclipse - clicar para aumentar
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segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eclipse total da Lua, a 15 de Junho

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É já na próxima quarta-feira, dia 15 de Junho, um eclipse total de Lua, que será visto em quase todo o globo. Entre nós, a Lua nasce pouco antes das 21 horas, já completamente mergulhada na sombra que a Terra projecta no Espaço.
Por volta das 22 horas, vamos assistir à parte final da fase de eclipse total, quando a Lua começar a sair da sombra da Terra, entrando numa fase de penumbra, que durará até à meia-noite.
Em todo o Brasil, a Lua também nasce já encoberta.
Um acontecimento semelhante, visível em Portugal, só virá a repetir-se em 2015, no dia 28 de Setembro.
Será interessante verificar que a Lua continuará a ser vista, durante o eclipse. Isso deve-se à refracção da luz, na atmosfera terrestre. E a cor que apresentará será consequência do estado da própria atmosfera: gases diversos, nuvens ou nebulosidade, e poeiras. Ou, as recentes cinzas vulcânicas que têm sido ejectadas por vulcões.
A cor da Lua poderá ir do cinzento ao avermelhado, passando pelo laranja ou pelo castanho.
De referir que estes fenómenos – eclipses totais de Lua –, só acontecem pela Lua Cheia, porque é nessa situação que o nosso satélite natural poderá passar pelo cone da sombra da Terra, provocada pelo Sol.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Supernova na M 51

espere um pouco, ou mova o rato, para observar
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Foi recentemente anunciada uma supernova (uma estrela que chegou ao fim da existência e explodiu), na galáxia Whirlpool (também catalogada por NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós.
Na mesma imagem, pode ver-se o aspecto da galáxia, antes e depois desse acontecimento extraordinário. Como se constata, não havia nada de significativo no sítio onde aparece agora essa estrela em estado explosivo.
As enormíssimas temperaturas atingidas durante a explosão são as responsáveis pela formação de elementos pesados (acima do ferro e do silício), indispensáveis para que as novas estrelas resultantes, possam ter planetas rochosos idênticos à Terra. Mas isso só vem a acontecer passados muitos milhares de milhões de anos.
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* Os outros pontos de luz mais brilhantes visíveis na imagem, são estrelas da nossa própria galáxia, excepto a parte central, onde a concentração de estrelas é maior; de resto, como acontece noutras galáxias, incluindo a Via Láctea.
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A imagem é de Stéphane Lamotte Bailey