quinta-feira, 28 de julho de 2011

Descobrir planetas extrasolares, sem sair de casa

 Parte 2
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Ver postagem de15 de Julho
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Quando em relação a nós, um planeta passa pela frente duma estrela, dá-se um ligeiro abaixamento do seu brilho. É esta situação que permite aos astrónomos deduzir o volume do planeta e também a distância a que orbitam a estrela. O que a sonda procura são planetas idênticos à Terra, pelo menos em dois parâmetros julgados necessários para a existência de vida: que estejam na “zona vital” da estrela e cujas dimensões sejam propícias à existência de atmosfera e água líquida.
A agência disponibiliza o site http://www.zooniverse.org a partir do qual é possível a qualquer um, sem sair de casa, descobrir planetas nas condições referidas!
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

COMETA NO CÉU

Foi recentemente anunciada a presença dum interessante cometa, no interior do Sistema Solar, já para aquém da órbita de Júpiter. Foi descoberto por Elenin, há uns meses e, como é usual, terá o nome do seu descobridor. Foi baptizado Elenin (C/2010 X1). Tem um período muito longo, de cerca de 11.750 anos. Neste momento está a ser seguido pelos telescópios, na região da constelação de Virgem, e há quem pense que poderá vir a ser tão espectacular como o Hale-Bopp, da última década do século XX. Se isso acontecer, nunca será antes de fins de Agosto/princípios de Setembro.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

COMO DESCOBRIR UM PANETA EXTRASOLAR EM CASA

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Parte 1
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Neste momento está em órbita a nave espacial Missão Kepler, que tem como objectivo rastrear o céu numa região entre as constelações de Hidra e Cisne, à procura de planetas em estrelas próximas. Para ser mais preciso, diremos que a nave está equipada com uma câmara digital de 95 megapixels, o que lhe permite procurar planetas com as dimensões aproximadas da Terra, entre 150 mil estrelas!
Sabe que pode fazer isto, em casa, apenas usando o computador?
A técnica está em procurar pequenas variações no brilho duma dada estrela.
Hoje já são conhecidas as estrelas que são intrinsecamente “variáveis”, isto é: que mudam de intensidade porque têm ciclos de produção de mais ou menos energia. Outras há, conhecidas, que têm regiões mais frias e a rotação da estrela inibe saber muito mais.
Estas, à partida, são para pôr de parte.
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(continua)

sábado, 9 de julho de 2011

MIZAR E ALCOR

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Como foi dito em anterior postagem (clicar aqui), é a partir da bem visível Ursa Maior que se chega à Estrela Polar – indicadora do Norte.
A Ursa Maior é uma constelação dita circumpolar (norte) porque, é sempre visível nas latitudes norte, ao longo do ano.
Tem uma estrela muito interessante (a do meio da cauda)... que são duas!
Estão imensamente distantes uma da outra, mas, da Terra parecem estar ligadas. Chama-se a essa circunstância binárias visuais, para destingir daquelas (muitas outras) que dependem gravitacionalmente uma da outra.
Essas estrelas são a Mizar e a Alcor.

domingo, 3 de julho de 2011

AINDA A SUPERNOVA NA M 51

O que nós vemos hoje, na galáxia (clicar M 51), ou Whirlpool, também catalogada NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós, é uma supernova – uma estrela em estado explosivo. Isso aconteceu no início da época do Miocénio, há 23 milhões de anos, durante a era do Cenozóico.
Nesse tempo já a Terra era habitada por animais semelhantes aos que há hoje. Os dinossauros extinguiram-se à 65 milhões de anos. Mas o homem estava ainda bem longe de aparecer. No entanto, até meados do Miocénio (14 milhões de anos), desenvolveu-se um novo grupo de primatas, que estão na origem dos primeiros homnídeos, o australopithecus que, por sua vez, haveria de evoluir para dar o grupo homo percursor do homem, o homo sapiens.