segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Trifid nebula

Nebulosa Trifid, em Sagitário
A nebulosa, catalogada como M 20, por Messier, encontra-se a mais de 5000 anos luz, de nós!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A CONSTELAÇÃO DE SAGITÁRIO

A constelação de Sagitário é muito importante para a Astronomia porque ela se projecta no centro da Via Láctea. Aí há uma fortíssima aglomeração de estrelas, mas nós não a podemos ver à vista desarmada. As poeiras entre nós e ela, absorvem muita da radiação. Mas é possível, com meios apropriados, observá-la noutros comprimentos de onda, que não a da luz visível.  
A constelação é rica em aglomerados de estrelas e nebulosas. Destas, as mais importantes são a M8 (Nebulosa do Lago), M17 (Nebulosa da Ferradura) e a M20 (Nebulosa Trífida). Quanto aos aglomerados de estrelas (ou cúmulos) há a destacar o M22, que dista cerca de 10.400 anos luz, e é um dos mais próximos de nós. Deve ter umas 70.000 estrelas espalhadas por uma região de mais de 200 anos-luz de diâmetro. Já no mais modesto M23 foram apenas contadas 129 estrelas. O distante M25 é um aglomerado aberto de estrelas e encontra-se a aproximadamente 2.000 anos-luz. Terá pouco mais do que 80 estrelas. 
Mas o mais impressionante e importante dessa região do céu é um objecto denominado “Sagitário A”, provavelmente um gigantesco buraco negro no centro da nossa galáxia!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MEDIR O TEMPO

Embora o grande físico e cosmologista inglês Stephen William Hawking, mostre matematicamente que o tempo "é uma abstracção" a verdade é que, para a nossa vida diária foi necessário inventar uma qualquer maneira de medi-lo.
Desde muito cedo, os antigos preocuparam-se em medir o tempo. Não só no que dizia respeito às modificações que iam constatando acontecer durante o ano, como também ao que viam acontecer com o correr do dia. Desde que a agricultura passou a fazer parte integrante das suas vidas, e em face das diferentes condições climatéricas que se iam processando ao longo do anos, tornou-se necessário saber as épocas mais favoráveis para fazer as plantações e as colheitas. Os primeiros calendários tinham essa finalidade.
Mas hoje vamo-nos ocupar apenas do facto quase bizarro de, ainda hoje, o dia e a hora não se enquadrarem no sistema decimal.
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta permite múltiplas divisões. Os babilónios dividiam o dia em 24 «parasangs», equivalentes a 720 estádios, uma medida de comprimento, da época, sendo que um estádio equivale a 7.420 metros. E isto, porque pensavam eles, um caminhante lesto era capaz de percorrer essa distância no vinte quatro avos do percurso diário do Sol!
Deve-se a Hiparco, um grego que viveu no século II a.C., a introdução do sistema, na Grécia e depois no resto da Europa.