terça-feira, 25 de março de 2014

A ESTRELA DE BARNARD


Esta estrela é uma das mais próximas de nós. Encontra-se a quase seis anos-luz, e só a Ross 154 e as que constituem o Sistema da Alfa de Centauro, estão mais próximas.
Mas é invisível, à vista desarmada, sendo a sua luminosidade cerca de 4/10.000 menor que a do Sol. Tem uma massa muito pequena, cerca de 15% do Sol. É uma anã vermelha, muito mais velha e tem uma menor percentagem de metais. Pode estar entre as estrelas mais velhas da Galáxia!
O interesse especial que tem, é que é a estrela que mais velozmente se desloca em relação a nós, vista no écran do céu. Durante uns setenta anos, desloca-se o equivalente ao diâmetro angular duma meia Lua cheia e aproxima-se de nós. A aproximação máxima será por volta do ano 9800 d. C, chegando-se aos 3,75 anos-luz.

sexta-feira, 14 de março de 2014

ESTRELA BETELGUESE


O Sol é apenas um pixel...

A Betelguese é uma das mais visíveis estrelas da esbelta constelação de Orion.
É uma supergigante vermelha. Quer isso dizer que tem uma coloração claramente avermelhada e que tem um diâmetro gigantesco, de mais de 800 milhões de quilómetros! Se estivesse onde está o Sol, chegaria até além da órbita de Marte. Foi a primeira estrela cujo diâmetro foi medido com alguma precisão, graças às potencialidades dos interferómetros.
È uma estrela velha (embora tenha uma idade duns meros dez milhões de anos*) e que deverá explodir em supernova, já que caminha para o fim da vida. Quando isso acontecer terá uma luminosidade tal que, mesmo à distância a que está (cerca de seiscentos anos-luz), será tão brilhante como a Lua em quarto crescente! E isso poderá acontecer dentro duns mil anos, ou um pouco mais, talvez uns dez mil. No entanto, ela encontra-se muito longe, e o efeito catastrófico dessa explosão, não deverá afectar o Sistema Solar, nomeadamente, a Terra, e a sua camada de ozone vulnerável aos raios cósmicos formados durante a explosão, e que destroem o ozone.

Betelguese é a Alfa.
* A massa duma estrela condiciona o seu tempo de vida. Quanto mais massa tiver, menos tempo vive. Acontece que ela tem vinte vezes mais massa que o Sol e é quarenta milhões de vezes maior. O Sol, relembre-se deve durar uns dezmil milhões anos, estando, agora, em meia-idade.

terça-feira, 4 de março de 2014

OS GRANDES ASTRÓNOMOS - CASSINI

O traço curvo que se vê no planeta, é a sombra da descontinuidade que Cassini descobriu nos anéis.

Os meios de que dispõem os astrónomos actuais são incomparavelmente mais desenvolvidos e mais diversificados, do que, digamos, nos séculos XVII e XVIII. E é espantoso como esses homens foram capazes de deduzir as estruturas físicas e o funcionamento do nosso universo próximo.
Está neste grupo, Giovanni Cassini. As suas reconhecidas capacidades, cedo o levaram à Universidade de Bolonha, apenas, com 25 anos.
Mais tarde, como não podia deixar de ser, foi catedrático.
Um dos seus primeiros trabalhos foi o de corrigir as tábuas vigentes, para o movimento do Sol. Depois descobriu que Júpiter e Marte giravam sobre si próprios e calculou esses períodos de rotação, bem como os dos movimentos dos quatro satélites de Júpiter que Galileu tinha visto, pela primeira vez, com a sua famosa luneta. Estas medições vieram mais tarde a servir a Olaf Roemer, para deduzir a velocidade da luz!
Depois de ser nomeado director do Observatório Astronómico de Paris, descobriu os quatros principais satélites de Saturno e a famosa “Divisão de Cassini”, nos anéis de Saturno. Sustentou que a luz zodiacal era de natureza extraterrestre e não meteorológica, como até então se julgava.
Calculou a distância ao Sol, com a ajuda de outro astrónomo, Richter, colocado a 10 mil kilómetros de distância, na Guiana Francesa, pelo método da paralaxe, e também a Marte e, baseando-se nas leis de Kepler, determinou as distâncias dos outros planetas, ao Sol.