quarta-feira, 23 de abril de 2014

PEQUENA IDADE DO GELO


Os estudos que os cientistas têm levado a cabo, para determinar com exactidão, quando começou e acabou essa assim chamada Pequena Idade do Gelo, não levam a uma conclusão unânime.
A verdade é que se sabe que a época romana foi um período quente e se prolongou pela Idade Média. Mas aí, não sabe quando as temperaturas médias começaram globalmente a descer.
No entanto, é certo que a partir do século XVIII / meados do século XIX, o clima da Terra aqueceu, de novo.
A Pequena Idade do Gelo, foi um período de tal maneira frio, pelo menos no Hemisfério Norte que, tanto o Tamisa como o Sena gelavam. Em 1607, o rio que passa por Londres, gelou pela primeira vez e a última só aconteceu em 1780.
Ao Vikings que habitavam a Groelândia, viram-se obrigados a procurar outras paragens, já que a vegetação se transformou em tundra inóspita. O mesmo aconteceu na Islândia e na Finlândia.
As vias fluviais, como os canais e os rios, gelavam e tornava-se impossível essa tão útil via para transporte. Na América o panorama era idêntico, por exemplo em Nova York, e nos Alpes, mais a sul. 
Não se sabe bem a causa dessa descida global das temperaturas, mas há dois factores que estarão na base do sucedido:
1 - Grandes erupções vulcânicas que encheram os ares de poeiras, impedindo a penetração dos raios solares e, portanto, de calor.
2 - Poucas manchas solares, denotando uma menor actividade do Sol.
A actividade humana não era para aí chamada, e há muita gente a sustentar que ainda hoje ela tem pouco peso nestas questões…
Na Holanda gelada, em 1608. Quadro de Hendrick Avercamp (1585 - 1634)

terça-feira, 15 de abril de 2014

ANTARES




Antares é uma estrela de dimensões colossais, que podemos ver ao meio da constelação do Escorpião. Se estivesse onde está o Sol, em relação nós, estender-se-ia para além da órbita de Marte, até à Cintura de Asteroides, entre este planeta e Júpiter!
Este nome deriva do grego antigo, e o seu significado é o de “que se opõe a Marte” o deus Ares. A razão de ser desta oposição, provém da cor de ambos, a estrela e o planeta. Essa cor é o avermelhado, daí que, ainda hoje, chamemos a Marte o planeta vermelho. A sua luminosidade é também colossal, umas 10 mil vezes maior que o sol. Mas encontra-se a cerca de 550 anos-luz, de nós…
No entanto, a sua massa é apenas umas 17, ou pouco mais vezes, superior ao Sol, tendo, portanto, uma densidade média muito pequena
É uma estrela em vias de transformar-se radicalmente, tal como a recém referida, neste blog - Betelguese. Poderá explodir em supernova, formando depois um buraco-negro ou uma estrela de neutrões. Em termos cósmicos, essa espectacular explosão está para breve – talvez um milhão de anos.
Para terminar esta sucinta apresentação da estrela, diremos apenas que ela esteve, na Antiguidade, no centro de várias e interessantes histórias mitológicas, desde o Egípto à Pérsia.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

HIPATIA DE ALEXANDRIA




Se nos reportarmos à Antiguidade ou aos séculos primeiros da nossa Era, também mulheres se distinguiram no campo da astronomia e outras ciências, ou artes.
É o caso de Hipatia, uma egípcia dos primórdios do século V, e que foi uma neoplatónica da Escola de Alexandria. Ela é a primeira mulher matemática, de que há memória. Também se debruçou sobre a geometria e a álgebra. Interessou-se pela oratória e pela mecânica. Inventou um dispositivo para destilar água, um outro para medir o nível da água do mar e um hidrómetro, para determinar a densidade dos líquidos.
Os astrolábios, que são instrumentos muito antigos, para determinar as posições das estrelas, foram melhorados por ela, nalgumas das suas características.
Era uma mulher austera e dedicou a sua vida ao pensamento e ao ensino. Estudou a história de todas as religiões, numa altura em que Roma adoptava o Cristianismo. 
Esta decisão por parte do imperador Teodósio, o Grande, veio a causar grandes disputas entre pagãos e religiosos. O Egípto, nesse tempo, relembre-se, era uma província romana.
Hipatia manteve-se sempre pagã, e terá sido essa sua condição que levou a que fosse assassinada, por esses primeiros cristãos do Império.