DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

GALÁXIA DE ANDRÓMEDA


A galáxia de Andrómeda  (a M 31, do catálogo de Messier), é a mais próxima da nossa Via Láctea. Pertence ao chamado Grupo Local, constituído por umas 40 galáxias. A seguir à Andrómeda e à Via Láctea, por ordem de grandeza, destaca-se a do Triângulo (M 33) e as duas Nuvens de Magalhães (visíveis no hemisfério austral).
Crê-se que foi o persa Abd-al-Rahman Al-Sufi quem a descreveu pela primeira vez, no ano de 964.
Andrómeda é bem maior que a nossa galáxia (mais de 400 mil milhões de estrelas), e dista de nós uns 2 milhões e 500 mil anos-luz.
É visível apenas no hemisfério norte. Encontra-se facilmente se procurarmos a constelação do mesmo nome, pois é visível a olho nu, em céus escuros. Pode ser melhor visionada com binóculos.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CASSIOPEIA



Muitas das cenas da mitologia encerram conceitos de moral que, de resto, é uma característica de todos os cultos religiosos. As antigas religiões de Roma e da Grécia enquadravam, nesse aspecto, a sabedoria e as atitudes que deveriam reinar entre os mortais da Terra.
A história mitológica de Cassiopeia (que podemos admirar como uma bela constelação situada na parte norte do céu nocturno, no fino e denso aglomerado de estrelas da Via Láctea), está intimamente ligada a Andrómeda. No céu, é fácil distinguir as suas mais importantes cinco estrelas em forma de W.
Cassiopeia, a que os Persas chamavam Shuter, era muito bela e era esposa do rei Cefeu, da Etiópia. O desmedido orgulho pela sua beleza tomava-a arrogante a ponto de apregoar ser mais bela do que as ninfas do oceano, as Nereides. Esta presunção irritou as ninfas, que eram filhas de um dos senhores dos oceanos, Nereu. Não é que as ninfas não estivessem cientes da sua superior beleza física, mas porque a rainha parecia não perceber que os seus atributos de beleza não poderiam ser considerada uma virtude em si, porque apenas tinham nascido consigo e não tinham sido fruto dum esforço pessoal conseguido. Cassiopeia devia apenas agradecer a sua sorte; e não vangloriar-se dela. Assim, por considerarem que o comportamento da rainha denotava um deplorável desvio de valores, pediram ao rei que governava os oceanos, Posidon (Neptuno), para castigar Cassiopeia. Considerando justa a pretensão das Nereides, Posidon ordenou ao gigantesco monstro marinho, a Baleia, que destruísse o reino da Etiópia. Quando os respectivos soberanos foram informados da decisão, dirigiram-se a um sábio oráculo do reino para lhe pedirem conselho, como era usual, na época. A resposta foi que deveriam sacrificar a sua filha, para apaziguarem os deuses marinhos. Compreensivelmente desagradados, com os corações despedaçados pela sorte da sua querida filha, amarraram Andrómeda a um rochedo virado para o mar, sabendo que a Baleia viria destruí-la. Quando o monstro começou a aproximar-se de Andrómeda, ela gritou por socorro.
Entretanto, Perseu, montado no seu grande cavalo alado, Pégaso, regressava a casa com a cabeça da Medusa, ouviu o grito de Andrómeda e voou imediatamente em seu auxílio. Perseu chegou precisamente a tempo de mostrar a horrível e ameaçadora cabeça da Medusa à Baleia, que se aproximava. O monstro parou imediatamente, pois o olhar da Medusa tinha a espantosa propriedade de transformar em pedra tudo a que olhasse. Então, Perseu libertou Andrómeda, que caiu nos seus braços, ficando ambos imediatamente apaixonados. E embora o deus do oceano não tivesse gostado que o castigo que havia decretado não tivesse sido cumprido, o súbito e profundo amor de Perseu e de Andrómeda sensibilizou-o de tal modo que os colocou no céu, um perto do outro, para que o seu amor fosse para sempre recordado pelos mortais, na Terra. Mas Posídon entendia que Cassiopeia devia ser castigada. Por isso a colocou numa posição em que ficasse eternamente condenada a girar em volta do pólo, metade do tempo voltada para cima e outra metade virada para baixo.
Esta é, a traços largos, a história fantástica de Andrómeda. A nós, a proximidade das constelações de Perseu, de Andrómeda e da Baleia, permite-nos, melhor localizá-las, a todas elas. Tem especial interesse a localização da constelação de Andrómeda, pois que é aí que se encontra a galáxia do mesmo nome, que pertence ao chamado Grupo Local e que é a mais próxima da nossa.
As duas estrelas mais importantes da constelação são a alfa Cas, Shedar, uma estrela gigante laranja, muito luminosa, a uns 230 anos luz de nós e a beta Cas, a 42 anos-luz, uma estrela branca, conhecida por Kaff, ou Al Sanam al Nakah, segundo os árabes, que vêm na constelação a bossa dum camelo.
Deveremos ainda a registar a presença, na constelação, da extraordinária estrela gigante azul, gama Cas, a 780 a. l., uma variável com uma espécie de uma concha ou envelope de gás que regularmente expele para o espaço e que oscila entre as magnitudes 3,6 e 1,6, a epsilon Cas, uma belíssima dupla, que se pode destrinçar por intermédio de pequenos binóculos, composta por uma estrela amarela e outra vermelha.
Além das muitas outras estrelas que se encontram dentro do espaço da constelação, há a considerar os seguintes cúmulos de estrelas:

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1 - o M 52 (NGC 7654), a 3. 800 a anos- luz, com cerca de 120 estrelas, visível aos binóculos.
2 - o distante cúmulo NGC 663 a 2.600 a.l., com cerca de 80 estrelas, visível com uns bons binóculos.
3 - o M 103 (NGC 581), a 3800 a.l., com 60 estrelas, em forma de losango.
4 - NGC 457, que pode ser visto ao lado da estrela supergigante fi de Cassiopeia, de magnitude 5.0.

quarta-feira, 4 de março de 2009

ANDRÓMEDA

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A religião da Antiga Grécia sustentava-se em mitos, deuses para todas as situações, personagens fabulosas, semi-deuses e heróis humanos transformados em divindades.
Os deuses eram entidades superiores, imunes ao perpassar do tempo, mas com aparência humana e muito frequentemente adoptando comportamentos humanos, os mais variados. Tinham a faculdade de comunicar com os homens por intermédio de quem lhes apetecesse, sem que os hospedeiros, transmissores da mensagem, tivessem qualquer conhecimento do que estavam a fazer.

E protagonizavam histórias muitas vezes belas, outras vezes vis, sórdidas, de amores proibidos, traições, vinganças e interesses, à semelhança do que fazem os homens.

Essas histórias chegaram até nós pelas lendas, cânticos, icnografia, poemas e outras obras literárias, e descrições transmitidas geralmente pela tradição oral.

A história sobrenatural de Andrómeda começa com sua mãe, Cassiopeia, que se gabava ser mais bela que as próprias Nereides, umas formosíssimas ninfas, filhas do deus do Mar. Estas, ofendidas com o desplante, queixaram-se ao pai, o tal deus do Mar, Poseidon. E este para vingar as filhas, mandou um monstro marinho, Cetus (a baleia), para destroçar a Etiópia, cujo rei era Cefeu, esposo de Cassiopeia.
Porém, neste imbróglio meteram-se os oráculos (adivinhadores do futuro), que avisaram Cefeu do que se iria passar, podendo ele remediar a questão se sacrificasse a filha, Andrómeda. Então, para salvar o seu povo, Cefeu mandou amarrar Andrómeda a um rochedo para ser devorada pelo monstro.
A história haveria de acabar em bem, pois, entretanto, surgiu em cena o herói Perseu, que matara a Medusa, cortando-lhe a cabeça. Mostrando-a a Cetus, transformou-a em pedra, na própria rocha, e salvou a princesa. Como resultado destes extraordinários acontecimentos, e no que à Astronomia diz respeito, Andrómeda foi posta no céu, em forma de galáxia e Perseu, de constelação.


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.Imagem Google: Perseu libertando Andrómeda

terça-feira, 14 de outubro de 2008

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

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* Se nos fosse possível viajar à velocidade da luz (300 mil quilómetros por segundo) daríamos sete voltas à Terra, nesse pequeníssimo lapso de tempo.

* A distância entre a Terra e o Sol é de 150 milhões de quilómetros. Se o Sol se apagasse neste momento, só deixaríamos de vê-lo, cerca de oito minutos depois.

* A galáxia da Andrómeda é algo semelhante à nossa, mas bem maior. É constituída por cerca de 400 mil milhões de estrelas e lembra um casulo ligeiramente espalmado, vista ao telescópio. Se se apagasse neste momento, seria ainda visível durante mais de dois milhões de anos! No entanto, é uma das mais próximas de nós. Conhece-se uma enormidade de outras, que se encontram milhões de vezes mais longe.

* A estrela alfa da constelação de Hércules - uma gigante vermelha, conhecida desde o tempo dos antigos gregos pelo nome de Rasalgeti e que se encontra a quinhentos anos-luz de nós -, tem um diâmetro seiscentas vezes maior que o nosso Sol. Este, por sua vez, é um milhão de vezes mais volumoso que a Terra.

domingo, 13 de julho de 2008

GALÁXIAS

galáxias #1

M 31 - a galáxia de Andrómeda
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A nossa galáxia é um enorme conjunto de estrelas e outros corpos celestes interdependentes, ligados pela força da atracção universal. A palavra galáxia vem do grego "galactos" que significa leite. É por isso que chamamos Via Láctea àquela grande mancha esbranquiçada que podemos ver no céu e que não é outra coisa senão o aspecto dos miríades de estrelas da nossa própria galáxia, vistas de dentro, do local onde nos encontramos. As que podemos ver no céu são apenas uma ínfima quantidade das mais de 100 mil milhões da Galáxia. E este número é, para muitos, considerado pouco realista.
Pensa-se que as estrelas anãs, de muito pequenas dimensões e que não são susceptíveis de observação, possam fazer subir o número para o dobro, isto é: 200 mil milhões ou mais.
Se observada de fora, a Via Láctea (também lhe chamam Estrada de Santiago), deveria ter o aspecto dum casulo, semelhante à Andrómeda, muito brilhante na parte central, com espirais que se desvanecem para o exterior. É num desses braços anónimos, numa posição discreta, sem nada de peculiar, que se encontra o Sol e obviamente a Terra.
De perfil, vê-la-íamos fortemente achatada. O seu diâmetro é da ordem dos 125.000 anos-luz. Tem um movimento de rotação e perfaz uma volta completa em cerca de 220 milhões de anos. A Galáxia também tem os seus satélites. Estão neste caso as Nuvens de Magalhães, duas pequenas galáxias, e ainda vários aglomerados de estrelas chamados "exames".
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(continua)