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| Créditos: Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais |
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A estrela Spica é a mais brilhante da constelação de
Virgem. Por isso é designada por α. É uma estrela
binária azul que se encontra a 260 anos-luz, sendo uma das mais brilhantes do
céu ‒ a décima
quinta. Na verdade, a olho nu, não conseguimos ver que, afinal, a α… são duas! Elas giram em volta uma da outra, a curta distância. Só um telescópio pode distinguir que são duas. A maior
é dez vezes maior que o Sol, mas umas doze mil vezes mais brilhante!.. Também
é seis vezes mais brilhante que a companheira.
A maior, sendo uma estrela de tão grande massa, é candidata a
tornar-se numa super-nova, a mais próxima do Sistema Solar. Por isso é muito
estudada.
Pensa-se que Hiparco tenha descoberto o fenómeno da precessão
dos equinócios, baseando-se em dados que foi colhendo pela observação das posições
de Spica, uma vez que ela se encontra muito perto da elíptica. Um templo, em
Tebe, foi construído e orientado em relação à estrela, em 3200 a. C., e aí foi sendo
registada a precessão, até mesmo por Copérnico.
