DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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terça-feira, 14 de maio de 2013

CONSTELAÇÃO DA BALEIA



A constelação da Baleia voltou recentemente a estar na mira dos astrónomos, porque nela há uma estrela que tem massa e radiação semelhante ao Sol. 
Um seu planeta (dos cinco já detectados), encontra-se na chamada zona vital. Trata-se da τ, de Baleia (ou Tau Ceti), a vigésima-primeira estrela mais próxima da Terra, a cerca de 12 anos-luz, de nós.
O planeta, nem muito quente, nem muito frio, permite uma atmosfera e água em estado líquido, à superfície. Estas condições são consideradas necessárias para a existência duma qualquer forma de vida.      

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESTRELAS PRÓXIMAS DO SOL


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A possibilidade de haver estrelas próximas com condições para terem desenvolvido vida superior, são escassas, por várias e muitas razões de ordem astronómica.
Uma das mais próximas do Sistema Solar é a Estrela de Barnard (uma anã vermelha, sem condições para albergar vida como a que temos por cá). A seguir vem o Sistema de Centauro, com três estrelas que gravitam entre si. Uma dessas estrelas é a Próxima, a que chega mais perto de nós. Uma outra é relativamente parecida com o Sol, mas o facto de gravitarem entre si, é muito limitativo, para a vida. Das que vêm depois, por ordem de distância, a mais interessante é a épsilon de Eridanus, a 10,5 anos-luz, também semelhante ao Sol, embora muito mais jovem.
Mais longe, já a mais de 12 anos-luz, está a tau Ceti.
Das que aparecem no diagrama, mercê da sua idade, talha e género, apenas a τ Ceti (deficiente em metais, o que é uma forte limitação), e a ɛ de Eridanus, são consideradas como eventualmente poderem ter planetas semelhantes aos planetas rochosos do Sistema Solar e, algum, semelhante à Terra, podendo albergar (clicar) vida superior e (tecnológica?), agora, ou no futuro.

segunda-feira, 7 de março de 2011

SUPER-NOVAS

Hoje, para variar,
vai um extracto do meu livro de ficção extraterrestre "Eram Dinossauros", 
onde aparece  uma descrição romanceada
do que é uma super-nova.
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A implosão duma gigante é um acontecimento apocaliptíco, como Zstst frisara. Nada se lhe compara, em violência. É como se a estrela, à beira da morte irredutível, gritasse a vacuidade de ter vivido, o fim anunciado de todas as veleidades, num inferno de desespero, até à consumação do tempo. Mas a morte violenta duma estrela, é também o lodo de que Anaximandro diz ter sido feita a Vida numa infinidade de mundos donde evoluirão os homens que somos, a majestosa e mítica cleyera ochancea, o Lap-Tamo que, em tempos remotos, veio trazer frutos capitosos ao povo da Nova Guiné, o holoptychius do planeta biológico de Baleia, ou a hiperexótica ichthyostega sideral, cor de prata, dos lagos gelados do pulsar do Caranguejo.                            
Uma supernova é como se fosse um Big Bang, em miniatura. Mas mesmo assim suficiente para anunciar a Ressurreição. O calor e as forças reinantes no interior duma tal estrela, são quase infinitas – ou infinitas, mesmo!...–, se considerarmos a nossa pequenez, a dimensão das nossas vidas. O estertor final duma estrela agonizante anuncia o Caos e o Brama, a ressurreição de todos os elementos do Cosmos; e é esse adeus à vida, feito de pressões e temperaturas inimagináveis, que sintetiza os metais pesados. Eles são a utopia de todas as conquistas, com que mais tarde se há-de chegar à tecnologia e aos outros planetas das estrelas, e que fazem a balbúrdia das nossas vidas:
A prata e a platina; o chumbo, que os Romanos utilizavam para moldar em barro, a eternidade, no bronze das estátuas; o zinco; o cobalto tido como génio maléfico na mitologia germânica; o gálio que lembra o alumínio; o bismuto e o selénio, para fazer electricidade em pó; o níquel comum; o esguio mercúrio, com que Lavoisier concluiu que nada se cria, nada se perde; o estanho da lata; o cobre, para fazer tachos, fios, anéis de ouro, hélices, amuletos, moedas, cataplanas, alambiques, bugigangas; o cádmio, amante de neutrões lentos;  o estrôncio, primo do cálcio, que serve para pouco, a não ser para dar cabo dos ossos das criancinhas, em Hiroshima, ou no atol de Mororoa; o césio, pior ainda, maldito até à última geração; as luzes coloridas do crípton e do xénon; o zinco, das pilhas de Volta, e que, em menino, vi dar hidrogénio, em laboratório; o tântalo e o háfnio; o irídio, do museu de Sèvres e da fronteira C.T., onde se afogaram os dinossauros terrestres; o lantâneo, o cério, o neodínio, o promécio, o samário, o európio, o galodínio, o holmo, o túlio, o lutécio, que lembram os frutos exóticos de Tau Ceti; o paládio, que Pons julgou descobrir a pólvora; o ouro, da máscara de Toutakanon; o molibdénio, das lâmpadas e das rótulas; o térbio, com que se espera ir à Andrómeda pelo hiper-espaço; o tungsténio e o ósmio, e os outros todos, até ao urânio, na tábua de Mendlief, sintetizados no estertor final da gigante.                     
Tempo das estrelas e tempo dos átomos, este tempo cósmico onde vivemos a nossa vida! Ciclo macroscópico feito de pequenos nadas!
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Somos efectivamente feitos do pó das estrelas!
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Ou: "... como o climax fugaz que conduz o sémen redentor! " – na versão de Zstst, procurando trazer de novo, o discurso, ao tema que ali os reunira: "Do protoplasma às ondas-rádio".
   
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Nota do autor: Zstst (um dinossauro dum planeta distante) 
é uma das principais personagens de  
"ERAM DINOSSAUROS", 
(a publicar).