No anterior artigo, referente à constelação do Escorpião, referimos um pouco da sua história, segundo a visão da Mitologia Clássica. Mas, na verdade, a verdadeira condição da constelação, é bem outra.
Para os astrónomos as constelações são campos, dos 88 em que a abóbada celeste foi dividida (em constelações), na sua projecção no fundo celeste, tal com é vista de cá. Para os antigos, a configuração das estrelas, desenhava abstractamente um guerreiro, um cão, uma balança, ou um escorpião, por exemplo.
Para os astrónomos, as constelações funcionam como pontos de referência para as diferentes regiões da abóbada celeste.
E por vezes não são as estrelas de maior brilho (magnitude) as que mais suscitam o interesse. Outros objectos são mais importantes.
Na constelação do Escorpião, Antares (Alpha Scorpii, a denominação latina), a sua estrela principal merece referência, pois é uma supergigante vermelha, 700 vezes maior do que o Sol e 10.000 vezes mais brilhante. Na realidade a estrela (de magnitude 1) tem uma companheira, sendo portanto uma estrela binária. É dos objectos mais avermelhados do inteiro céu sendo, por vezes, confundida com o planeta Marte (o planeta vermelho). Encontra-se a 600 anos-luz de nós.
Outros objectos, na mesma constelação, merecem especial referência. A este assunto voltaremos em próxima postagem.















