DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sábado, 21 de fevereiro de 2009

COMETA LULIN

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Está um cometa, nos nossos céus! Trata-se do cometa Lulin (C/2007 N3), descoberto em 2007 por um grupo de astrónomos de Taiwan e da China.

Tem uma cor esverdeada, o que não é habitual. E pensa-se que será a primeira vez que se chega até nós. A análise espectral da sua cauda induz essa possibilidade. A cor verde é dada pelo cianogénio - um veneno violento - e pelo carbono diatómico. E ostenta uma anti-cauda, o que só no princípio deste mês, pôde ser vislumbrada. Não é que não se tenha ainda visto essa curiosa ocorrência, mas não é muito comum. Quando foi descoberto, em 11 de Julho de 2007, com uma magnitude 18.8 (portanto só acessível a muito potentes telescópios), os seus descobridores pensaram que se tratava dum asteróide.

A maior aproximação à Terra será no próximo dia 24 de Fevereiro – o perigeu –, quando estiver a uns 60 milhões de quilómetros. A magnitude prevista para essa altura é de 4, o que permitirá ser facilmente observado à vista desarmada, tanto mais que nunca se afastará da elíptica (a linha imaginária por onde passam os planetas). Além disso a Lua (dada a sua fase), não perturbará a observação.

Para o observar, na noite de 23 para 24 de Fevereiro, virtualmente no seu brilho máximo, o melhor é usar uns binóculos de grande angular, sobre um tripé, e assestá-los na direcção da constelação de Leão, logo ao anoitecer. O cometa estará situado a apenas 2 graus Sul-Sudoeste do planeta Saturno, também fácil de identificar. Depois, à medida que a noite passa, ele irá subindo céu. A olho-nu, num céu longe das cidades, poderá ser visto como uma pequena mancha esbranquiçada.


: Jack.............Créditos: Jack-Newton 1



domingo, 1 de fevereiro de 2009

O CRUZEIRO DO SUL

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A constelação do Cruzeiro do Sul não é visível nas nossas latitudes. Mas foi de grande importância para os europeus, antigos navegantes e descobridores das terras e ilhas austrais.

Servia de referência segura, para quem navegava nesses mares.

Assim como no hemisfério norte, a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), indica o pólo Norte, também uma das estrelas do Cruzeiro do Sul, indica o pólo austral.

Trata-se da estrela α (alfa), conhecida por Estrela de Magalhães, ou Acrux, a mais brilhante da constelação e uma das mais brilhante de todo céu nocturno. Na verdade, a observação ao telescópio, mostra que a α não é uma só estrela, mas duas!

É sempre visível nessas latitudes, pois faz a circunvalação do pólo Sul celeste e nunca entra em ocaso.

Outras estrelas da constelação merecem referência: a β (beta), também muito brilhante e que se pode observar num dos braços menores do diagrama. Chamam-lhe Becrux, ou Mimosa.

No topo superior, podemos ver uma estrela avermelhada, denominada Rubídea. É, pela cor, uma estrela velha.

Uma interessante curiosidade desta constelação é que ela se encontra bem próximo duma das que compõem a constelação de Centauro, a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol.

E, como se sabe, as estrelas do Cruzeiro do Sul (juntamente com outras), estão representadas na bandeira do Brasil. Todas essas estrelas representam os muitos Estados brasileiros.

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imagem Google


domingo, 25 de janeiro de 2009

A SONDA GIOTTO

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A Sonda Giotto

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Uma das razões que levam a considerar os cometas como astros muito interessantes, para além do fascinante espectáculo visual que podem proporcionar, é saber a sua constituição.

Eles são tidos, pelos astrónomos e demais cientistas, como objectos virgens, na medida em que, durante milhares de milhões de anos, se mantiveram bem longe do Sol, sem que a matéria de que são constituídos, tenha sido minimamente afectada.

Devem ter preservado, portanto, a matéria primeira de que foi feito o Sistema Planetário.

Por muitas razões estes conhecimentos são importantes. Quando se procura saber como apareceu a vida na Terra, temos invariavelmente de recuar até tempo em que isso aconteceu.

Mas não se pode ficar por aí. É preciso recuar ainda mais e tentar perceber os mecanismos que levaram a que a matéria inerte ganhasse a capacidade de reproduzir-se, crescer e dar lugar a diferentes organismos, cada vez mais complexos, num processo de evolução constante.

Embora depois da sua formação, a Terra tenha sofrido inúmeras e drásticas transformações, a grande probabilidade é que a matéria prima de que foi feita, seja é a mesma dos cometas. As proporções dos seus constituintes não é a mesma, mas isso tem muito a ver com questões ligadas à força da gravidade. Aliás, isso também é assim nos diferentes planetas e seus satélites.

Não há nenhuma razão para pensar que os elementos que temos na Terra, não existam nos outros planetas do Sistema Solar (e por todo o Universo) e, pela mesma ordem de razões, mesmo nos pequenos corpos frígidos que compõem a longínqua Cintura de Kuiper, nem a ainda mais remota nuvem de Oort, donde nos chegam os cometas.

O que é necessário é saber como começou, e em que condições, começou o fenómeno da vida. Quais eram as combinações químicas e factores outros que deram azo a que isso acontecesse.

Saber a constituição inicial do Sistema Solar, é imprescindível.

Por isso, os astrónomos e as instituições científicas que procuram desvendar estes mistérios, têm lançado diversas sondas ao encontro de determinados cometas para, de muito perto, estudar a sua constituição.

Foi o que aconteceu durante a última passagem do Halley.

Na sua direcção foram lançadas sondas (de diversos países), sendo a mais importante a sonda europeia Giotto.

A sonda, em si, tinha pequenas dimensões e pesava de 960 quilos e, esperavam os cientistas, que ela fosse capaz de manter-se o máximo de tempo possível dentro da cauda do Halley, sendo a velocidade relativa entre ambos de 245.000 quilómetros por hora!

A sua missão era obter de fotografias a cores obtidas de muito perto, determinar os elementos químicos da sua cauda, verificar quais e medir a produção de gazes, medir e contar o tamanho das partículas sólidas também emanadas do cometa e outras.

Para tanto, Giotto ia equipada com diversos instrumentos: uma câmara fotográfica com teleobjectiva, um painel para as diversas contagens de partículas sólidas, espectrómetros de massa, de neutrões e de iões e outros.

A sonda Giotto realizou um trabalho brilhante.

Mas isso haveremos de ver noutro artigo.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

A ESTRELA DE BARNARD

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Estrela

de Barnard

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A Estrela de Barnard é uma estrela de pouca massa, tipo M 5, uma anã.

Da Terra, é vista na constelação de Serpentário.

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Encontra-se bem perto de nós, em termos astronómicos – apenas a 6 anos-luz.

Assim sendo, apenas as estrelas do Sistema de Centauro, se encontram mais próximas.

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Trata-se de estrela muito mais velha que o Sol, com o dobro da sua idade, ou seja: mais de 9 mil milhões de anos.

A sua cor avermelhada sugere imediatamente essa faceta.

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É completamente invisível à vista desarmada e foi descoberta pelo astrónomo americano Edward Emerson Barnard, em 1916. Daí o seu nome. Barnard foi um dos primeiros astrónomos a fotografar o céu invisível à vista desarmada e também um "caçador de cometas", tendo descoberto 16.

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Para além da curiosidade de ser uma estrela bem próxima, ela tem a particularidade de ser a que mais velozmente se desloca no céu que vemos. Na verdade, ela aproxima-se de nós a cerca de 140 quilómetros, por segundo.

Por volta do ano 12 mil, estará mais próxima do que as estrelas do citado Sistema de Centauro. Entretanto, mudará de rumo e afastar-se-à na direcção doutra região da Galáxia.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

ECLIPSES DE SOL E EINSTEIN



A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia.
Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil.
Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado.
Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas.
Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos.
Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
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Foto obtida no Sobral.
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sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

BOLAS DE FOGO

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A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.

Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.

Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.

Na verdade, no pretérito dia 7 de Outubro, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.

O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.

Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártica ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.

No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.

Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.

Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.

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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.


sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

2ª VIA

Porque os grandes números sempre nos deixam
sem a devida compreensão,
aqui volto a colocar uma postagem, do ano transacto
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A EXPOSIÇÃO DO MILHÃO

Aqui há umas boas décadas atrás, esteve patente ao público americano, uma exposição chamada simplesmente do "MILHÃO".
Isto, porque toda a gente tem a consciência de que deixa de ter qualquer ideia de números que estejam fora do seu quotidiano.
A exposição era simples, sem grandes adornos. Construíram um pavilhão de quinhentos metros de comprimento, com um tabique ao meio, de modo a que os visitantes pudessem entrar pela porta de acesso, seguir até ao fundo pavilhão, dar a volta para o sentido contrário e continuar a visita até sair pela porta que dava novamente para a rua. Quando aí chegavam, tinham percorrido um quilómetro, ou seja, mil metros.
Colocaram mil painéis quadrados de um metro de lado, à altura dos olhos, ao longo dos quinhentos para lá e outros tantos para cá. E dentro de cada quadrado colaram mil bolinhas coloridas, de várias cores.
Escusado será dizer que, mil quadrados a multiplicar pelas mil bolinhas de cada um, dá um milhão!
Imaginemos o que se terá passado - a imensidão de bolinhas com que cada um foi confrontado! Não é de crer que alguém se tenha disposto a contá-las.
Se o fizesse, mesmo a uma média de dois segundos por bolinha, levaria pelo menos duas semanas, dia e noite, sem parar, para contá-las todas!
A opinião generalizada, mediante um inquérito feito a cada um dos que saíam, era de que, antes da exposição, não tinham nenhuma ideia, mesmo vaga, do que fosse a astronómica quantidade que representa o simples milhão.
Resta dizer que, em astronomia, números destes, ou ainda bem maiores. (por exemplo, milhares de milhões, são uma constante, quando se fala de estrelas, galáxias, possíveis planetas, tempo, ou espaço
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quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

COMETAS

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10 ─ A CAUDA DOS COMETAS

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A cauda dos cometas é a consequência da sublimação de compostos voláteis e outros, emanados do núcleo cometário.

Geralmente, ela estende-se por milhões de quilómetros no vazio inter-planetário. Assim sendo, por todo percurso do cometa (sem estarem sujeitos a praticamente nenhuma força atractiva), esses compostos e também poeira ou grãos de areia provenientes do núcleo, ficam como que em suspensão.

São todos esses materiais que, sujeito ao efeito da luz solar, nós vemos da Terra.

Há muito que se conhecem estes factos, embora só há umas três décadas tenha sido possível verificar in loco, qual a composição duma cauda comum. Para tanto, foram enviadas diversas sondas que se aproximaram e penetraram até ao interior da cauda dos cometas a estudar, a dezenas de milhões de quilómetros da Terra.

Essas sondas estavam munidas de complexa aparelhagem e instrumentos vários, preparadas para contar e analisar os ínfimos grãos de poeira e verificar o calibre dos diversos grãos de areia.

A maioria dessas poeiras eram tão exíguas que tinham dimensões mil vezes menores que as partículas do fumo dos cigarros!

Quanto aos grãos de areia, havia-os de diversas dimensões, sendo que, quanto maiores, menos frequentes eram.

Quando a Terra, no seu movimento de translação em volta do Sol, passa por essas regiões do Espaço, capta alguns desses grãos de pó ou bagos de areia (mercê da sua força atractiva – a força da gravidade). Ao penetrar a enormes velocidades na atmosfera terrestre, aos cem ou mais quilómetros acima do nível do mar, esses materiais aquecem fortemente, acabando por incendiar-se, dando origem às conhecidas estrelas cadentes e às chuvas de estrelas.

No entanto, refira-se, há estrelas cadentes isoladas e esparsas, que provavelmente nada têm a ver com os cometas. Vêm, não se sabe donde, dos confins do Sistema Solar.

As chuvas de estrelas acontecem regularmente, em determinadas épocas do ano, como foi referido.

As mais importantes, pela quantidade de estrelas cadentes que produzem num determinado espaço de tempo, são as que seguem, indicando-se também, qual o radiante.

O radiante é a região do céu donde as estrelas cadentes parecem provir.

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Quadrântidas – entre 2 e 5 de Janeiro, nas regiões das constelações de Boieiro e Ursa Maior

Aquáridas – entre 5 e 6 Maio, na parte norte de Aquário

Perseidas – entre 11 e 13 de Agosto, em Perseu

Oriónidas – entre 20 e 23 Outubro, entre Orion e Gémeos

Táuridas – desde 2 a 5 Novembro, entre as Plêiades e as Híades

Leónidas – por volta de 17 e 18 Novembro, perto da cabeça do Leão

Gemínidas – entre 13 e 14 Dezembro, perto da estrela Castor, nos Gémeos


* A gravura é da época (1833), aquando duma extraordinária chuva de estrelas, na América do Norte.

sábado, 15 de novembro de 2008

MISSÕES ESPACIAIS


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A estação espacial soviética, denominada Salyut 1 (saudação, em russo), que pesava mais de 18 toneladas, foi lançada há mais de 30 anos, em Abril de 1971, e fora concebida para vários programas e testes. Uma das suas missões era estudar os recursos da Terra. Uma outra dessas missões, era levar a cabo experiências biológicas.
Uma dessas experiências consistia em obter sementes, no espaço. Essas sementes de cereais e outras, seriam depois utilizadas noutras sondas ou naves espaciais, para se saber se seriam capazes de produzir sucessivas gerações de novas sementes, em condições de mínima imponderabilidade.
A força da gravidade no interior das naves que saem para o espaço interplanetário, fora do campo gravítico da Terra, não vai além do centésimo milésimo da que temos no nosso planeta. Apesar disso, pensava-se que ela seria suficiente para as sementes memorizarem a informação e saberem dirigir correctamente as folhas e as raízes, em noutros nascimentos, dentro de posteriores naves.
Estas experiências, como facilmente se compreende, são de vital importância para os futuros navegantes do espaço planetário e, particularmente para os do espaço interestelar, porque uma nave dessa natureza deverá ser auto suficiente, talvez para sempre...

domingo, 9 de novembro de 2008

CONSTELAÇÃO DO TOURO (3)

Ver também as postagens 1 e 2, mais abaixo

As Plêiades

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Nos domínios desta constelação estão patentes várias curiosidades importantes. Para além da famosa nebulosa do caranguejo, há dois aglomerados de estrelas, as Híades e as Plêiades (estas últimas, na direcção de Orion e facilmente observáveis à vista desarmada), e ainda, regularmente, uma chuva de meteoros (vulgo, chuva de estrelas), cujo radiante parece emanar da estrela epsilon. Este acontecimento tem lugar todos os anos, no dia 8 de Novembro, verificando-se uma queda máxima de doze meteoros por hora, nesse dia. De referir que, anualmente, há outras chuvas de meteoros bem mais significativas, noutras épocas do ano, e provenientes doutras regiões do céu.

A nebulosa do caranguejo é o resultado duma super nova (estrela em estado explosivo, brilhando mais que mil sóis) que teve lugar no ano de 1054, da nossa era, e que terá sido observada pelos astrónomos chineses desse tempo e pelos índios navajos da América.

Anteriormente não era visível a olho nu, mas de repente começou a brilhar na abóbada celeste, durante semanas, sendo visível, mesmo de dia e desapareceu sem deixar rasto.

Parece vagamente ter a forma dum caranguejo e é conhecida pela M1, do catálogo de Messier, ou pela NGC 1952, dum catálogo mais recente. Não é observável à vista desarmada mas, em 1968, utilizando potentes telescópios, os astrónomos descobriram que, no seu interior, se encontra um pulsar, confirmando a tese de que ela é o resultado da explosão duma estrela de grandes dimensões e massa.

O enxame das Plêiades, ou M45, conhecido, entre nós, pelo sete-estrelo, encontra-se a mais de quatrocentos anos luz, de nós. Uns bons binóculos ou os telescópios revelam que as sete estrelas são, na realidade, muitíssimas mais, cerca de duzentas. As fotografias de longa exposição que hoje têm sido feitas ao aglomerado dessas estrelas, mostram uma cor de fundo azulada, que é entendida como o resultado dos gases e poeiras que ainda formam uma gigantesca nuvem onde, desde há poucos milhões de anos se têm vindo a formar novas estrelas.

Para terminar, diremos que das centenas das outras estrelas que compõem o enxame das Híades, é possível vislumbrar cerca de vinte e quatro, em óptimas condição de visibilidade. Todo o conjunto encontra-se a cerca cento e cinquenta anos luz, bastante mais próximo que as Plêiades.

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Imagem Google

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

COMETA. 17/P HOLMES


Há cerca de um ano, era possível observar este cometa, a olho nu, desde a Terra.

Ele foi alvo de muita excitação, entre os astrónomos, particularmente os amadores, pois representava um desafio à observação.

Fora descoberto, em 1892, pelo astrónomo inglês que lhe deu o nome. Curiosamente a sua órbita situa-se entre os planetas Júpiter e Marte, encontrando-se, em fins de Outubro transacto, a mais duzentos e vinte milhões de quilómetros da Terra, uma distância maior do que a que nos separa do Sol.

É um cometa periódico, com um período de quase 7 anos.

O que a citada passagem deste comete teve de verdadeiramente interessante foi que, quando foi avistado, tinha uma magnitude de 17. Isto é: completamente impossível de ser visto, a não ser por meios ópticos de grande alcance. No entanto, e sem que se soubesse bem porquê, passou rapidamente a ostentar um brilho que permitia ser observado à vista desarmada, próximo da magnitude 3, nas imediações da constelação Perseu. Depois, o seu brilho diminui, embora se estivesse a aproximar de nós. Em princípio, passa-se o inverso; tanto mais próximo mais visível se torna.

Não tendo sido um cometa espectacular, longe disso, como foi o recente Hale Bopp, na década de 90, foi um bom teste à persistência e capacidades de observação de muitos amadores, pois ficou visível, quase nos limites da observação, durante muito tempo.

Ele poderia ser visto à vista desarmada, quase ao alto, junto à constelação de Perseu e distinguia-se, com uma certa facilidade, duma vulgar estrela. Utilizando um binóculo (por exemplo de 8 x 30), notava-se-lhe perfeitamente a cabeleira redonda, azulada, de apreciáveis dimensões. Obviamente que a poluição luminosa das localidades é um grande obstáculo à visualização de cometas e do céu, em geral e, em fins de Outubro do ano passado, também a Lua era bem presente na abóbada nocturna. Por isso, a cauda não era perceptível, à vista desarmada, como se pode observar na imagem do húngaro, Éder Ivan.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

CONSTELAÇÃO DO TOURO (2)


As coincidências citadas no anterior postagem, de 17 de Setembro, Constelação do Touro (1), têm feito com que certos estudiosos destas matérias se tenham debruçado sobre elas e tenha sido aventada uma ideia curiosa:

há cerca de dezasseis mil anos, o nascimento da constelação do Touro deveria fazer-se próximo do equinócio da Primavera, trazendo, possivelmente, aos de então, quer aos europeus e norte-africanos, quer aos povos das américas, uma imagem de paraíso do regresso à terra-mãe, com temperaturas amenas e bucólicos prados e vacas, dado pela sensação de calor (pensava-se) que emana da alfa, Aldebaran - (o olho do touro, segundo a mitologia árabe) -, uma gigante vermelha alaranjada.

Aldebaran é a mais brilhante da constelação e, por isso, há dois ou três milénios, por vezes, era utilizada para orientação no mar. Assim sendo, é fácil de perceber a importância que tinha. E nesse tempo, marcava o equinócio de Verão.

Em termos astronómicos, a estrela encontra-se relativamente próxima do nosso sistema solar, a sessenta e cinco anos luz.

Na constelação, as suas estrelas beta e zeta representam as pontas dos cornos do touro e perfilam-se, em riste, ameaçadores, na direcção de Orion, segundo reza a Mitologia.

Dizer-se que é uma constelação do Zodíaco, significa que se encontra no equador celeste. Vista da Terra, a projecção desse grupo de estrelas, no céu, parece ser anualmente atravessada pelo Sol, entre meados de Abril e meados de Maio. O mesmo acontece com as outras constelações ditas do Zodíaco, cada uma delas correspondendo a um período de tempo semelhante, no que respeita ao trânsito aparente do Sol, ao longo do céu.


terça-feira, 14 de outubro de 2008

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

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* Se nos fosse possível viajar à velocidade da luz (300 mil quilómetros por segundo) daríamos sete voltas à Terra, nesse pequeníssimo lapso de tempo.

* A distância entre a Terra e o Sol é de 150 milhões de quilómetros. Se o Sol se apagasse neste momento, só deixaríamos de vê-lo, cerca de oito minutos depois.

* A galáxia da Andrómeda é algo semelhante à nossa, mas bem maior. É constituída por cerca de 400 mil milhões de estrelas e lembra um casulo ligeiramente espalmado, vista ao telescópio. Se se apagasse neste momento, seria ainda visível durante mais de dois milhões de anos! No entanto, é uma das mais próximas de nós. Conhece-se uma enormidade de outras, que se encontram milhões de vezes mais longe.

* A estrela alfa da constelação de Hércules - uma gigante vermelha, conhecida desde o tempo dos antigos gregos pelo nome de Rasalgeti e que se encontra a quinhentos anos-luz de nós -, tem um diâmetro seiscentas vezes maior que o nosso Sol. Este, por sua vez, é um milhão de vezes mais volumoso que a Terra.

sábado, 4 de outubro de 2008

COMETAS (5)

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O COMETA DO VINHO DO PORTO
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Como dissemos num anterior artigo, os cometas têm suscitado uma onda de irracionalidade e superstição, ao longo dos séculos, tanto na crença em malefícios (principalmente), como em dádivas celestes, sempre que algum de maior porte é visível na abóbada nocturna.
Em Março de 1811, um astrónomo francês de nome Honoré Flaugergues, fez saber da existência dum cometa que haveria de mostrar-se de grande brilho, muito fácilmente visível a olho nu e que acabou por permanecer nos céus, durante nove meses! Dos últimos que se conhece, só recentemente, neste aspecto, foi ultrapassado pelo Hale-Bopp, que foi visível durante ano e meio, entre 1997 e 1998.
Por toda a Europa, o cometa aterrorizou, as populações. E Portugal não fugiu à regra.
No entanto, quis o acaso que, nesse ano de 1811, tivesse sido produzida uma colheita de Vinho do Porto de qualidade rara, classificada como vintage de 5 estrelas!
Logo associaram a excepcional qualidade do vinho ao aparecimento do cometa e ele foi considerado um bom presságio, muito embora nesse mesmo ano, tivessem caído as exportações do célebre néctar.
Mas a atribuição da denominação vintage passou a ser utilizada daí em diante. Chamaram-lhe Flaugergues, como haveriam de dar o nome de Waterloo, à de 1815, quando outro grande cometa fez a sua aparição.
Na Europa ele suscitou as atenção de Napoleão que o considerou como bom presságio para as campanhas na Rússia e que, afinal, foram desastrosas!
O cometa, em si, além do enorme espaço de tempo em que permaneceu visível, tinha outras características notáveis. A cauda estendia-se por mais de 150 milhões de quilómetos (a distância Terra/Sol), e a cabeleira ostentava um diâmetro de quase 2 milhões de quilómetros!
Um grande astrónomo da época, Herschel, conseguiu perceber que o núcleo destes astros está sujeito a uma rotação. E um outro, Argelander, calculou que a órbita do cometa Flaugergues tinha um período de 3.065 anos.
Este artigo também foi publicado, muito recentemente, no jornal Notícias de Lagos

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CONSTELAÇÃO DO TOURO (1)

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O Touro é uma das quarenta e oito constelações da lista elaborada por Ptolomeu, na sua obra, Almagest, dois séculos antes de Cristo. É reconhecida como constelação, desde os caldeus que viveram há cinco mil anos.

Podemos facilmente observá-la na região zodiacal, nos nossos céus nocturnos, entre Carneiro e Gémeos, próxima da grande constelação de Orion. É uma das mais celebradas e esbeltas dos nossos céus e representa a cabeça do touro, segundo as mitologias ocidentais, mas também um prado (a inteira constelação), na mitologia inca das américas pré-columbianas, relacionando-se com o mesmo tipo de fantasia ou ilusão, embora se saiba quão distante dos povos do Mediterrâneo se encontrava essa civilização.

No entanto, sabe-se o valor que os antigos atribuíam ao touro, que era sinónimo de força e fertilidade e isso, provavelmente, tem a ver com o que se pretendia para o nascimento dum novo ano.

É citado na mitologia grega e seria Zeus disfarçado de touro, numa das suas habituais aventuras amorosas. Para os egípcios era Ápis e até os judeus o assimilavam ao Bezerro de Ouro.

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(continua)

domingo, 3 de agosto de 2008

AS CONSTELAÇÕES (1)

Para os nossos antepassados, a anos-luz das estrelas, parecia que elas se encontravam agrupadas, moldando silhuetas de imagens diversas, no escuro manto do céu nocturno.
Toda a gente já ouviu falar da Orion, as duas Ursas, a Cassiopeia, ou das doze constelações do Zodíaco, onde os astrólogos dizem saber ler a sina de cada um de nós…
Muitas das culturas antigas, desde a egípcia e a babilónica, à clássica grega e romana, imaginaram esses agrupamentos, e deram-lhes nomes.
Algumas culturas utilizavam-nas para se guiarem nas colheitas ou na navegação. Como se sabe, o céu nocturno vai rodando ao longo ano e eram essas modificações cíclicas que lhes diziam, por exemplo, quando iniciar as sementeiras.
No antigo Egipto, Sírio (ou Sírius), da constelação do Cão Maior, anunciava as cheias do Nilo, pois aparecia no céus antes do solstício de Verão. Por isso foi adorada e as casas eram geralmente construídas de maneira que a sua luz pudesse entrar por elas adentro!
As mais antigas constelações terão sido imaginadas na Mesopotâmia, há cerca de 4.000 anos.
Mais tarde, Ptolomeu (127-145 d.C.), elaborou um célebre catálogo, numa obra imensa de 13 volumes, o Algamesto, onde estão enumeradas 1022 estrelas, das 48 constelações da época.
Com o rodar do tempo, foi necessário recorrer a outros agrupamentos de estrelas. No século XVIII, o abade francês Lacaille, tendo permanecido alguns anos na região do Cabo da Boa Esperança, introduziu 14 novas constelações, que só por essas regiões austrais podem ser observadas.
Deu-lhes nomes de invenções modernas, como o telescópio, o relógio, a bússola, ou o microscópio, entre outras.
Depois, em 1888, a União Astronómica Internacional, passou a considerar 88 constelações. Elas foram oficialmente declaradas em 1930, de modo a cobrir todo o céu e poder, assim, contribuir para uma mais fácil localização dos planetas, estrelas, galáxias, buracos negros ou mesmo, os cometas, ao serem vistos pela primeira vez ou se deslocarem no céu.

terça-feira, 29 de julho de 2008

cometas

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O COMETA de HALLEY

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.................................................O cometa Halley em 1835. Gravura do séc. XIX

O cometa Halley é o mais célebre de todos os cometas. A sua história remonta ao ano de 239 a. C.
Devemos aos remotos astrónomos chineses as observações que efectuaram nesses tempos recuados e também todos os registos de outros cometas, incluindo as 10 posteriores aparições do mesmo cometa, entre os anos de 760 e 66 d.C. Mas eles não foram capazes de associar nenhuma dessas aparições a qualquer outra anterior, porque nesse tempo se pensava que esses estranhos visitantes nunca mais voltavam. Hoje sabe-se que assim não é, depois que Edmond Halley, um astrónomo inglês que viveu no século XVII, observou e estudou a trajectória dum cometa brilhante que se via nos céus, em 1682 e a que foi dado o seu nome.
Baseando-se nos escritos enunciados no «Principia», de Newton, onde eram deduzidas as leis da mecânica celeste e nas leis que Kepler equacionara para descrever o movimento dos planetas em torno do Sol, Edmond Halley determinou a trajectória do cometa e foi capaz de prever o seu regresso. Essa órbita é uma elíptica muito alongada e, contas feitas, o cometa regressaria dentro de 75 ou 76 anos. E regressou. O astrónomo já não pertencia ao número dos vivos, para poder presenciar e rejubilar-se com a sua extraordinária previsão, mas o seu nome ficou para sempre ligado à astronomia e o feito serviu de prova complementar às leis de Kepler e à revolucionário teoria da gravitação de Newton.
Mas nem por isso se esvaneceram as crenças nos maus augúrios trazidos pelos cometas.
Antes de Edmond Halley, em 66 d. C., segundo relatos ocidentais da época, o cometa permaneceu visível quase durante um ano, sobre Jerusalém e "parecia um sabre ameaçando a cidade". Esta passagem do Halley ficou associada à Guerra Judaica. Como se sabe, os romanos do tempo do imperador Vespasiano, cercaram Jerusalém em 70 d. C. e acabaram por tomar a cidade sitiada.
Em 1066, ano em que o cometa também reapareceu nos céus da Terra, é de lembrar o resultado da célebre batalha de Hastings, entre Normandos e Ingleses: para os Normandos ele ficou como um bom presságio, pois ganharam a guerra, enquanto que os Ingleses o amaldiçoaram...
Também uma situação semelhante aconteceu em 1910, aquando da implantação da República, em Portugal. Para os republicanos, o Halley tinha sido uma boa promessa; para os monárquicos, o anúncio duma grande desgraça...
É vasta a lista conhecida de desgraças e cataclismos atribuídas aos cometas, quer ao Halley, quer aos outros. Ainda em relação a este célebre "viajante interplanetário", lembremos Mehemed II e a queda de Constantinopla, em 1456. O responsável por essa calamidade, para os Cristãos e para toda a cristandade... fora o Halley, que, no entanto, só passou 3 anos depois!...
A última passagem do Halley, junto da Terra, verificou-se entre 1985 e 1986, como previsto. Mas as condições de visibilidade foram muito afectadas pela grande distância a que passou de nós, no seu caminho em direcção ao Sol, e também na sua rota de regresso aos confins do Sistema Solar. Na Europa, na maior parte do tempo ele aparecia-nos muito próximo da estrela, ao nascer ou por do Sol, sendo ofuscado pelo seu brilho. Mas no hemisfério austral – por exemplo, na África do Sul –, o Halley manteve-se muito tempo ao alto, no céu nocturno e foi possível observá-lo sem dificuldade. Esta última aparição do célebre cometa terá sido uma das mais pobres de toda a História.

A próxima passagem será no ano de 2061.

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS (1)

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A nossa vida diária impõe a necessidade da utilização de vários sistemas de medidas. Os instrumentos ou os aparelhos que utilizamos (balanças, fitas métricas, relógios, entre outros) podem considerar-se inexactos, mas são os exactamente adequados a essas funções.
No entanto, quando o Homem pretende estudar aprofundadamente certos aspectos das ciências, quer seja a física tradicional e a física atómica, a química ou a astronomia, são necessários instrumentos de medida de grande sensibilidade e precisão.
Assim, a nave que transportou Aldrin e Armstrong (os primeiros homens a desembarcar na Lua), viajando a uma velocidade bem determinada, tinha de estar completamente segura de que ia aterrar num sítio exacto do mar da Tranquilidade, e isso só era possível desde que se conhecesse, de antemão, entre muitas outras coisas, a distância certa, entre o Cabo Canaveral e a Lua.
Calcular as distâncias que nos separam de diferentes corpos celestes, parece muito difícil. Mas não é.
Assim como não é difícil, ao homem comum, desconhecedor das matemáticas e da trigonometria, saber por exemplo, a altura exacta duma árvore bem alta, sem necessidade de subir ao seu topo, mesmo se estiver muito longe dela! Basta usar um pauzinho. Com um olho fechado e de braço esticado, faz-se coincidir a imagem do pauzinho, com a da árvore. Uma rotação, até à horizontal, permite ver aonde recai a outra extremidade. O tamanho da árvore é igual à projecção horizontal do pauzinho, no chão! Depois, é só medir.
A primeira das medições que se pode considerar astronómica, foi realizada por um grego antigo, chamado Eratóstenes, director da famosa Biblioteca de Alexandria. Ele realizou a proeza impressionante de calcular o perímetro da Terra, há mais de dois mil anos!
É o que veremos em posterior postagem.

domingo, 13 de julho de 2008

GALÁXIAS

galáxias #1

M 31 - a galáxia de Andrómeda
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A nossa galáxia é um enorme conjunto de estrelas e outros corpos celestes interdependentes, ligados pela força da atracção universal. A palavra galáxia vem do grego "galactos" que significa leite. É por isso que chamamos Via Láctea àquela grande mancha esbranquiçada que podemos ver no céu e que não é outra coisa senão o aspecto dos miríades de estrelas da nossa própria galáxia, vistas de dentro, do local onde nos encontramos. As que podemos ver no céu são apenas uma ínfima quantidade das mais de 100 mil milhões da Galáxia. E este número é, para muitos, considerado pouco realista.
Pensa-se que as estrelas anãs, de muito pequenas dimensões e que não são susceptíveis de observação, possam fazer subir o número para o dobro, isto é: 200 mil milhões ou mais.
Se observada de fora, a Via Láctea (também lhe chamam Estrada de Santiago), deveria ter o aspecto dum casulo, semelhante à Andrómeda, muito brilhante na parte central, com espirais que se desvanecem para o exterior. É num desses braços anónimos, numa posição discreta, sem nada de peculiar, que se encontra o Sol e obviamente a Terra.
De perfil, vê-la-íamos fortemente achatada. O seu diâmetro é da ordem dos 125.000 anos-luz. Tem um movimento de rotação e perfaz uma volta completa em cerca de 220 milhões de anos. A Galáxia também tem os seus satélites. Estão neste caso as Nuvens de Magalhães, duas pequenas galáxias, e ainda vários aglomerados de estrelas chamados "exames".
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(continua)

domingo, 6 de julho de 2008


PLANETA : VÉNUS....
planetas #3

A verdadeira natureza de Vénus só veio a ser conhecida depois de 1960, quando foi possível observá-lo na banda das ondas-rádio.
Até então, pensava-se que planeta estaria coberto de espessa vegetação, com oceanos de água ou de hidrocarbonetos e uma espessa atmosfera.
Também muitos acreditavam que fosse habitada pelos venusianos.
Os primeiros observadores do céu julgavam que Vénus não seria um planeta, mas sim dois, pelo simples facto de que geralmente só é facilmente vista pela manhã e depois à tarde. Na verdade, pelo facto de girar mais perto do Sol do que nós, (e embora seja o objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua), não é fácil vê-la em pleno dia. Assim, é tanto conhecida pela “estrela da manhã”, como pela “estrela da tarde”.
Na verdade, o planeta gira em volta do Sol, de leste para oeste, ao contrário da Terra. Um dia, em Vénus, equivale a 243 dias terrestres, sendo maior que o ano venusiano, que tem apenas 225 dias!

Tal como a Lua, é vista da Terra, num ciclo de fases, como a que se pode observar na gravura.
O planeta é conhecido desde tempos pré-históricos e é curioso que os maias elaboraram calendários que se baseavam no ciclos de Vénus.
Vénus é muito parecida com a Terra, em diversos aspectos: é um astro rochoso, constituiu-se a partir da mesma nebulosa, ao mesmo tempo que a Terra e tem uma massa, densidade e volume apenas ligeiramente inferiores. A sua distância ao Sol de cerca de 108 milhões de quilómetros comparados com os 150 milhões (uma unidade astronómica), que nos separam do astro-rei.
Quanto ao resto, sabe-se hoje, possui uma enorme e espessa atmosfera constituída por anidrido carbónico, praticamente sem vapor de água, não tendo oceanos.
As suas nuvens contêm gotículas do corrosivo ácido sulfúrico, uma pressão atmosférica, à superfície, mais de noventa vezes a que temos na Terra e temperaturas de 480º centígrados! Esta temperatura é devida principalmente ao efeito de estufa causado pelo anidrido carbónico.
Assim sendo, as primeiras sondas terrestres que para lá foram enviadas, não conseguiram vencer esses obstáculos e desfizeram-se ao descer na corrosiva e pesadíssima atmosfera, antes de poder enviar informações úteis.
Recentemente têm recorrido a outros métodos, para melhor conhecer o planeta, já que a atmosfera do planeta impede fotografar a sua superfície.
Utilizam-se radiotelescópios, sistemas de radar e sondas que se aproximam do planeta. Sabe-se agora que essa superfície é relativamente recente, onde existem grandes planícies cobertas de lava e rochas vulcânicas, atravessadas por correntes de lava e canais que se estendem por centenas de quilómetros
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