DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sexta-feira, 24 de julho de 2009

ESTRELAS DE NEUTRÔES

Imagem de artista, de Casey ReedPenn, State University

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Estrelas de neutrões são objectos muito estranhos.

Formam-se aquando dos últimos estádios da evolução de estrelas maciças – umas oito vezes mais pesadas que o Sol – que entraram em colapso gravitacional.

A energia cinética dos átomos é transformada em energia térmica, dando origem a uma gigantesca explosão. A estrela brilha como mil milhões de sóis, durante algumas semanas!

Assim, parte da estrela é expulsa para o espaço e origina uma nebulosa, composta de gases e poeiras.

A matéria que fica, aglomera-se num núcleo com uma massa equivalente a uma vez e meia a do Sol, e apenas umas duas dezenas de quilómetros de diâmetro, onde os protões e os electrões se fundem devido à enorme força gravítica, originando neutrões. Daí, o nome dado a estes objectos.

Têm a particularidade de girar muito rapidamente, a centenas de vezes, por segundo. pelo efeito chamado "do patinador". Ou seja, à medida que a estrela encolhe, a velocidade de rotação aumenta, como um patinador a girar e que começa a encolher os braços.

Essa característica engendra a emissão de radiação de alta frequência, que chega até nós e é observada como se fosse um farol a girar muito regularmente. Por isso, às estrelas de neutrões também se lhes chama pulsars.

A matéria de que são constituídas é extremamente pesada. Uma colher de chá desse material pesará à volta de 100 milhões de toneladas!

A parte exterior da estrela – a crosta – assim se lhe pode chamar, é formada pelo material mais rijo que se conhece, no Universo, uns dez bilhões de vezes mais resistente que o aço!

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Estes números foram obtidos através de modelos processados
por computadores, mas, para os simples conhecedores
daquilo que são as dimensões do átomo, é fácil perceber...


sábado, 11 de julho de 2009

O Sistema Solar #1

Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

POEMA AO DEUS SOL

..O astro rei exibindo manchas solares, sinal de actividade


A ZONA VITAL DA ESTRELA

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Se estou aqui

é porque o Sol está onde está

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nem perto nem longe

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no sítio exacto onde deve estar

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para que eu esteja aqui.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

O SOL

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O Sol fotografado pela sonda Soho, nos ultravioletas
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Apesar de ser a estrela que se encontra mais perto de nós, aquela que verdadeiramente podemos estudar com um certo rigor, o Sol ainda se encontra envolto em muitos mistérios e incertezas. A luz e todo o tipo de radiação que ele continuamente nos envia, têm sido, até agora, o meio privilegiado para o seu estudo e compreensão.
No entanto, é sabido que a atmosfera terrestre filtra muita dessa radiação e, por conseguinte, nos esconde algumas informações preciosas. Para contornar estas barreiras, os grandes observatórios são geralmente implantados em altos cumes de montanhas, em lugares remotos, locais secos e sem poeiras, onde o ar se encontra mais rarefeito e onde é menor ( ou quase nula) a poluição luminosa provinda das cidades. A sua localização a grande altitude, também evita a maior parte das nuvens.
Contudo, para as exigências de muitas das necessidades observacionais da moderna astronomia, eles já não são suficientemente úteis. Por isso se recorre aos satélites artificiais e às sondas.
Inventado pelo francês Bernard Lyot em 1930, o coronógrafo, foi um dos primeiros instrumentos capaz de observar a coroa solar, aquando dos eclipses. Durante esses raros mas espectaculares acontecimentos, pode ser observada a nebulosidade que rodeia o Sol, porque a fonte de luz se encontra encoberta pela Lua.
Para melhor estudar o Sol, também se utilizam filtros adaptados aos telescópios para obter fotografias que permitem distinguir diversos tipos de radiação, em separado. Essas fotografias mostram-nos imagens que não nos são familiares e permitem importantes dados sobre a actividade solar, em particular sobre as camadas exteriores, onde é possível verificar o movimento da sua matéria superficial.
Mas, muitas destas pesquisas continuam a revelar-se inconclusivas ou insuficientes, apesar dos progressos da tecnologia. A atmosfera da Terra continua a ser a maior barreira, pelo modo como distorce as imagens recolhidas, devido à inevitável circulação da massa aérea, ou por absorver parte dessa radiação. Pequenas diferenças de temperatura conferem heterogeneidade às camadas de ar, a humidade turva a visibilidade, a própria composição e estrutura das moléculas da camada aérea que cobre o nosso planeta, é uma barreira.
O problema começou a ser resolvido, com o evento dos satélites artificiais e, mais recentemente ainda, com o envio de sondas na direcção do Sol, munidas de complexa aparelhagem para fotografar, observar e medir as radiações solares, de muito perto. Mas não só as radiações solares. Também o seu campo gravitacional e magnético, o vento solar e demais incidências que se verificam no nosso astro-rei.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CASSIOPEIA



Muitas das cenas da mitologia encerram conceitos de moral que, de resto, é uma característica de todos os cultos religiosos. As antigas religiões de Roma e da Grécia enquadravam, nesse aspecto, a sabedoria e as atitudes que deveriam reinar entre os mortais da Terra.
A história mitológica de Cassiopeia (que podemos admirar como uma bela constelação situada na parte norte do céu nocturno, no fino e denso aglomerado de estrelas da Via Láctea), está intimamente ligada a Andrómeda. No céu, é fácil distinguir as suas mais importantes cinco estrelas em forma de W.
Cassiopeia, a que os Persas chamavam Shuter, era muito bela e era esposa do rei Cefeu, da Etiópia. O desmedido orgulho pela sua beleza tomava-a arrogante a ponto de apregoar ser mais bela do que as ninfas do oceano, as Nereides. Esta presunção irritou as ninfas, que eram filhas de um dos senhores dos oceanos, Nereu. Não é que as ninfas não estivessem cientes da sua superior beleza física, mas porque a rainha parecia não perceber que os seus atributos de beleza não poderiam ser considerada uma virtude em si, porque apenas tinham nascido consigo e não tinham sido fruto dum esforço pessoal conseguido. Cassiopeia devia apenas agradecer a sua sorte; e não vangloriar-se dela. Assim, por considerarem que o comportamento da rainha denotava um deplorável desvio de valores, pediram ao rei que governava os oceanos, Posidon (Neptuno), para castigar Cassiopeia. Considerando justa a pretensão das Nereides, Posidon ordenou ao gigantesco monstro marinho, a Baleia, que destruísse o reino da Etiópia. Quando os respectivos soberanos foram informados da decisão, dirigiram-se a um sábio oráculo do reino para lhe pedirem conselho, como era usual, na época. A resposta foi que deveriam sacrificar a sua filha, para apaziguarem os deuses marinhos. Compreensivelmente desagradados, com os corações despedaçados pela sorte da sua querida filha, amarraram Andrómeda a um rochedo virado para o mar, sabendo que a Baleia viria destruí-la. Quando o monstro começou a aproximar-se de Andrómeda, ela gritou por socorro.
Entretanto, Perseu, montado no seu grande cavalo alado, Pégaso, regressava a casa com a cabeça da Medusa, ouviu o grito de Andrómeda e voou imediatamente em seu auxílio. Perseu chegou precisamente a tempo de mostrar a horrível e ameaçadora cabeça da Medusa à Baleia, que se aproximava. O monstro parou imediatamente, pois o olhar da Medusa tinha a espantosa propriedade de transformar em pedra tudo a que olhasse. Então, Perseu libertou Andrómeda, que caiu nos seus braços, ficando ambos imediatamente apaixonados. E embora o deus do oceano não tivesse gostado que o castigo que havia decretado não tivesse sido cumprido, o súbito e profundo amor de Perseu e de Andrómeda sensibilizou-o de tal modo que os colocou no céu, um perto do outro, para que o seu amor fosse para sempre recordado pelos mortais, na Terra. Mas Posídon entendia que Cassiopeia devia ser castigada. Por isso a colocou numa posição em que ficasse eternamente condenada a girar em volta do pólo, metade do tempo voltada para cima e outra metade virada para baixo.
Esta é, a traços largos, a história fantástica de Andrómeda. A nós, a proximidade das constelações de Perseu, de Andrómeda e da Baleia, permite-nos, melhor localizá-las, a todas elas. Tem especial interesse a localização da constelação de Andrómeda, pois que é aí que se encontra a galáxia do mesmo nome, que pertence ao chamado Grupo Local e que é a mais próxima da nossa.
As duas estrelas mais importantes da constelação são a alfa Cas, Shedar, uma estrela gigante laranja, muito luminosa, a uns 230 anos luz de nós e a beta Cas, a 42 anos-luz, uma estrela branca, conhecida por Kaff, ou Al Sanam al Nakah, segundo os árabes, que vêm na constelação a bossa dum camelo.
Deveremos ainda a registar a presença, na constelação, da extraordinária estrela gigante azul, gama Cas, a 780 a. l., uma variável com uma espécie de uma concha ou envelope de gás que regularmente expele para o espaço e que oscila entre as magnitudes 3,6 e 1,6, a epsilon Cas, uma belíssima dupla, que se pode destrinçar por intermédio de pequenos binóculos, composta por uma estrela amarela e outra vermelha.
Além das muitas outras estrelas que se encontram dentro do espaço da constelação, há a considerar os seguintes cúmulos de estrelas:

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1 - o M 52 (NGC 7654), a 3. 800 a anos- luz, com cerca de 120 estrelas, visível aos binóculos.
2 - o distante cúmulo NGC 663 a 2.600 a.l., com cerca de 80 estrelas, visível com uns bons binóculos.
3 - o M 103 (NGC 581), a 3800 a.l., com 60 estrelas, em forma de losango.
4 - NGC 457, que pode ser visto ao lado da estrela supergigante fi de Cassiopeia, de magnitude 5.0.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PALESTRA sobre ASTRONOMIA, em FARO










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No âmbito do Ano Internacional da Astronomia, têm sido desenvolvidos por todo o país, diversos projectos, observações e palestras sobre Astronomia.

Na minha modesta contribuição, acedendo a um amável convite da Direcção da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, proferi no pretérito dia 22, nessa Escola, uma palestra sobre temas candentes da Astronomia.

Na circunstância dissertei sobre “A comunicação presencial e não presencial, ao nível galáctico”, perante um anfiteatro onde se encontravam alunos de 5 turmas do 11º e 12º anos, dos ramos das ciências, professores das respectivas disciplinas e algum público.

Aproveito a oportunidade para publicamente agradecer o convite, particularmente à Professora Suzel Nogueira, que tanto esmero pôs na consecução do evento, organizando todo o processo e expondo na Biblioteca (durante uma semana) um quadro com fotografias, minha bibliografia e biografia, alguns dos meus livros e outros materiais.

E também o livro sobre a vida e obra do patrono da Escola, da autoria da Professora Maria Armanda Mesquita bem como um belo quadro alusivo, elaborado pelos alunos, que me foram oferecidos, no final da sessão. Também me sinto muito honrado por me terem convidado para, no próximo ano lectivo, voltar a falar de Astronomia, nessa Escola.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CONSTELAÇÃO do SAGITÁRIO

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Sagitário é uma das constelações do Zodíaco. O seu principal interesse astronómico deve-se ao facto de projectar-se nas regiões centrais da Galáxia. É representado na Mitologia por um centauro – uma figura fantástica, meio homem meio cavalo. Está armado com um arco e uma flecha que aponta para o Escorpião (outra constelação do Zodíaco).
Curiosamente, as estrelas de Sagitário, tem nomes que remotam aos árabes: Rukbat – o joelho, Ascela – a axila, Al Nash – a ponta da seta (apontada ao ferrão do Escorpião), Nunki – o peito do centauro.
A posição da constelação implica que ela seja muito rica em nebulosas e aglomerados de estrelas. É necessário utilizar instrumentos ópticos para poder visualizá-los a todos. Para alguns deles, basta um bom binóculo.
Três nebulosas merecem destaque, na banda da luz visível: a nebulosa do Lago (M8),- na gravura, a M 17 (NGC 6618) - nebulosa da Ferradura ou Ómega, e a Trífide, M 20, a 50 mil anos-luz. Todos estes objectos são conhecidos pela letra M e um número de catálogo que foi elaborado por Charles Messier, em 1764. A designação NGC é dum catálogo mais recente.

Quanto aos aglomerados de estrelas, ou cúmulos, podemos ver o M22 (NGC 6656), de umas 70. 000 estrelas, que é um dos mais chegados ao Sol, apenas a 10 anos-luz. Num outro, M 23, haverá apenas umas 130 estrelas, bem distanciadas, por isso se lhe chama aglomerado aberto. Não muito diferente é o M 25, a uns 2 000 anos-luz, de 86 estrelas. Mas, na região, há uma multidão de outros, só perceptíveis com bons instrumentos ópticos.
No entanto, se observarmos na faixa dos raios x e nas ondas-rádio, podemos dar-nos conta de qualquer coisa de verdadeiramente extraordinário: provavelmente o efeito produzido por ondas de choque de super-novas (grandes e pesadas estrelas em estado explosivo) que aqueceram as nuvens de gás a milhões de graus e que alimentam o que se crê ser um buraco negro, denominada Sagitário A.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

OS NOMES DAS ESTRELAS

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URSA MAIOR
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Às estrelas principais de uma determinada constelação são atribuídas letras gregas e a designação latina (o genitivo ). Assim, Aldebaran, um nome que vem dos árabes, uma gigante vermelha, é a alfa de Taurus. Geralmente é atribuída a letra alfa, a primeira do alfabeto grego, à estrela de maior brilho. Segue-se beta, gama, delta, etc. Estas designações tiveram origem no século XVII e foram instituídas por Bayer, em 1603. Mas as constelações não se limitam às estrelas mais brilhantes. Outras há, por vezes de fraca luminosidade, que também lhes dizem respeito. Estas nomenclaturas, para além do nome e consequente localização da própria constelação, servem para melhor referenciar outros “objectos” do espaço que elas parecem projectar no céu, vistas por nós, da Terra. Por exemplo, nebulosas, cúmulos de estrelas, galáxias distantes. Ou ainda, num dado momento, a posição dum qualquer planeta, asteróide, ou cometa.
São uma ajuda preciosa, principalmente para os amadores que não possuam instrumentos que localizam todos os objectos, por intermédio das coordenadas celestes.
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Imagem Google (promenor)

quarta-feira, 6 de maio de 2009

A NOSSA GALÁXIA

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A nossa galáxia (a Via Láctea, ou Estrada de Santiago), faz parte dum conjunto chamado Grupo Local, que inclui a Andrómeda, as duas Nuvens de Magalhães, Fornax, Leo I e Leo II, Escultor, Draco e Carina, entre outras. Estas galáxias, por sua vez, têm pequenas outras que lhes estão directamente associadas. Por isso também se lhes chama galáxias satélites. Uma das mais conhecidas é a do Triângulo, subsidiária da espiral gigante Andrómeda. As duas Nuvens de Magalhães (assim chamadas porque terão sido vistas pela primeira vez por europeus, durante a célebre viagem de circun-navegação, em 1519, pelos tripulantes da armada do navegador luso, no hemisfério austral), são visíveis a olho nu, no dito hemisfério. No entanto, sabe-se que os mais antigos registos já dão conta da sua existência. Esse registo atribui a um persa, Al Sufi, o seu visionamento, em 964 a.C.
A Galáxia, uma estrutura com uma forma espiralada, com três braços distintos, é quase plana, tendo um diâmetro de mais de cem mil anos-luz. Como tudo (parece), no Universo, está em rotação, perfaz uma volta completa em 220 milhões de anos. Assim sendo, o Sol já deu umas 25 voltas, juntamente com as outras estrelas, desde a formação da Galáxia, há uns 5 500 milhões. Estes números surgem porque se conhece a idade do Sol, a partir do seu hidrogénio já foi transformado em hélio.
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quarta-feira, 29 de abril de 2009

EXOPLANETAS

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Volta e meia surgem notícias da descoberta de novos planetas, doutras estrelas.

Até hoje já se conhecem mais de trezentos.

A incansável busca destes exoplanetas, visa, em última instância, encontrar algum que seja semelhante à Terra.

Semelhante, em vários aspectos: massa, constituição rochosa e distância à estrela. Estes três parâmetros são essenciais para o desenvolvimento da vida que nós conhecemos.

Mas há outros a considerar. Por exemplo, a idade e tipo da estrela.

Recentemente, a Organização Europeia para a Pesquisa Astronómica no Hemisfério Sul, anunciou a descoberta do mais pequeno planeta fora do nosso Sistema. Tem quase o dobro da massa da Terra e, pensa-se, é de constituição rochosa. Encontra-se a 20 anos-luz, de nós, uma pequena distância (em termos astronómicos), na constelação Lira.

No entanto, a pequena distância a que se encontra da estrela (dum sistema apelidado de Gliese 581), torná-lo-à, porventura, demasiado quente para poder albergar vida.

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Imagem AP/ESO

quinta-feira, 23 de abril de 2009

COMETA SHOEMAKER-LEVY

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O cometa Shoemaker-Levy 9 foi a grande sensação dos primeiros anos da década de noventa. Na realidade ele transformara-se numa fileira de nove corpos distintos. Pouco depois de ter sido descoberto, os seus descobridores, Shoemaker e Levy deduziram que ele tinha uma órbita muito elíptica e que iria passar próximo do planeta Júpiter, possivelmente em rota de colisão.

Quando passou por Júpiter, provavelmente a uns 100 mil quilómetros, a enorme força atractiva do maior gigante gasoso do Sistema Solar, fragmentou o cometa.

Os fragmentos foram observados pelos telescópios da Terra e também pelos satélites artificiais HST e Galileu, entre outros. Esses fragmentos (em número de 21, os maiores) acabaram por cair no planeta, um a um, proporcionando um espectáculo único, em 1994.

Calcula-se que, originariamente, o cometa deveria ter um diâmetro da ordem dos dez quilómetros e que os seus fragmentos maiores poderiam ter entre 1 e 3 quilómetros de diâmetro.

A queda desses fragmentos provocou efeitos espectaculares, bem nítidos e nunca antes observados, na atmosfera de Júpiter, visíveis até Fevereiro de 1995.

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Na imagem: o cometa já fragmentado, a caminho de Júpiter. Imagem Google

sábado, 18 de abril de 2009

O SOL



O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma das estrelas do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros.
A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invisíveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível.
Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.


segunda-feira, 13 de abril de 2009

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

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* Foi em 1947, depois de acabar a Grande Guerra que assolou a Europa e o Mundo, que o piloto Kenneth Arnold, nos U.S.A. que disse ter visto nove objectos voadores brilhantes que subiam a mais de 1.500 Km/h. Foi então que se começou a falar de discos-voadores.
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* Vista do espaço, apenas a poucas centenas de Kms de altitude, a Terra enche metade do céu.
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* Montgolfier construiu o 1º balão aeróstático em 1783, em Avingnon. Numa gaiola iam um pato, um carneiro e um galo.
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* Entre dois astros, por exemplo entre a Terra e o Sol, há pontos onde as forças gravíticas emanadas, se anulam. Um deles é o Ponto Lagrange 1 - a 1,5 milhões de kms da Terra . Dele se aproveitam os cientistas para colocar satélites artificiais. No ponto Lagrange 1 encontra-se o satélite Soho, para observação contínua do Sol.
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* Chamava-se Koroliov, o percursor da astrofísica russa. Ele foi o obreiro do sputnik, (o primeiro satélite artificial). Também sob a sua tutela estiveram a cadela Laika (o primeiro ser vivo a voar para fora da Terra), Gagarine, a 1ª mulher no espaço e ainda a sonda que primeiro foi à Lua, deixando placas de foices e martelos espalhadas na sua superfície. Foi também o responsável pelo foguetão N1 que deveria levar um homem à Lua. Mas o dito explodiu num ensaio.
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* Se fizéssemos corresponder o Universo a uma nota musical, essa nota deveria ser um dó! Porquê? Porque a energia (remanescente) do Universo, ou seja, a radiação que nos cerca por todos os lados e que é o resultado do Big Bang, apresenta um pico de frequência que corresponde a 26 oitavas acima do último dó, a mais alta nota dos nossos pianos!
O curioso é que o grande Johannes Kepler (1571-1630), dizia que “a Terra trautea, na música das esferas, até à eternidade, as notase mi”, (fami – em latim fome!)

domingo, 5 de abril de 2009

A VIA LÁCTEA

A Via Láctea, vista durante o Verão, entre Cassiopeia e Sagitário

Formação da Via Láctea, segundo a Mitologia
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Uma galáxia é um conjunto de variados objectos celetes e estrelas que, muito vezes, atinge as centenas de milhares de milhões, com é o caso da nossa. Quando a ela nos referimos, convencionou-se escrever com g maiúsculo - Galáxia.
Se olhamos para um céu nocturno, sem nuvens, fora da poluição luminosa das cidades, podemos ver cerca de 2 000 estrelas. Mas, numa cidade, os nossos olhos não conseguem vislumbrar além de umas duzentas.
Também poderemos ver parte da Galáxia, se a noite for escura e límpida. Ela aparece-nos como uma mancha comprida, esbranquiçada leitosa, donde, aliás, lhe vem o nome. Deriva do grego galaktikos, que significa branco leitoso. Segundo a mitologia, a galáxia teve origem em Hera, mãe de Hércules. Esta personagem, um dia, quando era ainda bebé, apertou com tanta força as mamas da mãe, que uma grande quantidade do seu leite se derramou pelo céu, originado a mancha que podemos ver, desde a Terra!
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Créditos: Naoyuki Kurita

segunda-feira, 30 de março de 2009

NEBULOSA DO CARANGUEJO

Imagem NASA
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O ano de 1054 da nossa era, ficou para a história da astronomia como o ano em que a primeira supernova foi descrita pelos habitantes do planeta. O acontecimento foi registado no dia 4 de Julho, pelos astrónomos Chineses da dinastia Sung, que chamaram ao fenómeno, estrela convidada.
Mas também, por outros povos da Terra. Os índios Navajos, de Chaco Canon, no Novo México, gravaram o fenómeno, numa pedra, tendo o cuidado de aí colocar a Lua, na sua correcta fase, e algumas estrelas próximas, tal como observaram. Isso permitiu que os modernos astrónomos soubessem que o fenómeno registado por esses índios americanos, fora o mesmo que os chineses registaram.
O que aconteceu foi qualquer coisa de verdadeiramente surpreendente. Numa região do céu, na constelação do Touro, onde não havia nenhuma estrela proeminente, apareceu, subitamente, um luzeiro de grande intensidade a aumentar o seu brilho, de noite para noite, de tal maneira que, em poucos dias, o seu resplendor chegou a atingir cinco vezes o do planeta Vénus e ser claramente visível, em pleno dia!
Tratava-se duma supernova, ou seja: uma estrela que explodiu, debitando tanta energia em poucas semanas, como o nosso Sol o tem vindo a fazer, desde há milhares de milhões de anos!
Assestando os telescópios para o sítio exacto onde se verificou o acontecimento, os astrónomos de hoje podem observar uma nebulosa que, vagamente, faz lembrar um caranguejo, sendo conhecida por esse nome. Messier, um astrónomo que elaborou o primeiro mapa celeste dos tempos modernos, deu-lhe a designação de M 1. Encontra-se a mais de três mil anos luz da Terra e no seu centro está um estrela de neutrões – um pulsar – que gira sobre si mesmo, trinta vezes por segundo.
Quando, a intervalos de quarenta ou cinquenta anos, se tiram fotografias ao pulsar, pode ver-se que a explosão não chegou ao fim. Na verdade, filamentos visíveis de matéria, ainda se afastam do centro, a cerca de mil quilómetros por segundo, passado que foi mais dum milénio, sobre esse tão extraordinário acontecimento!

domingo, 22 de março de 2009

UMA OUTRA TERRA?

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Foi descoberto, aqui há um ano, gravitando em redor duma estrela, um planeta semelhante à Terra!
A proeza deve-se a um grupo de astrónomos operando no Observatório de Genebra, na Suíça.

Até agora, sabia-se que essa estrela abrigava outros dois planetas muito maiores, mas semelhantes a muitos outros já conhecidos.
Foi em 1995, que se detectou o primeiro exoplaneta. Orbita uma estrela da constelação de Pégasus, e foi descoberto através dum método dito da Velocidade Radial.
De lá para cá já foram encontrados mais uns duzentos, mas, todos eles têm características físicas que os colocam perto do maior dos planetas gasosos do nosso sistema, Júpiter.
Podem ter as suas dimensões, ou ser ainda muito maiores.
O planeta agora descoberto orbita uma estrela anã vermelha denominada Gleise 581, a cerca de 20 anos-luz de nós, tem provavelmente uma estrutura rochosa e pensa-se que tenha água. Assim sendo, poderá ter água líquida. Essa (crê-se), é uma condição necessária para o aparecimento da vida - o tipo de vida que temos.
As estrelas anãs vermelhas típicas, são muito comuns na galáxia. Têm geralmente cerca dum décimo do raio solar e uma densidade umas cem vezes a do Sol. A temperatura de superfície da Gleise 581 ronda os 2.700 graus comparadas com os 5.000 ou 5.500 graus da estrela mãe do nosso Sistema Planetário.
O planeta descoberto gira muito próximo da estrela mas, dado que a anã vermelha produz menos energia que o Sol, deverá ter temperaturas médias entre o zero e os 40 graus Celsius. Na Terra, a temperatura média é de 15 graus. A sua massa deverá rondar umas cinco massas terrestres e gira em volta da estrela em apenas 13 dias, um ano nosso, para os hipotéticos habitantes do planeta!

terça-feira, 10 de março de 2009

-constelações # 3
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A Ursa Menor é uma importante constelação dos nossos céus, pelo facto de incluir a Estrela Polar. Ao longo dos séculos, essa estrela tem sido a referência do Polo Norte. Por isso, era quase imprescindível para os velhos navegadores dos oceanos setentrionais. E, por isso mesmo, de nada servia para os mares austrais. Aí, a referência do Polo Sul é a Cruzeiro do Sul. Esta última, de tal maneira era importante, que figura na bandeira brasileira!
Curiosa é a história mitológica desta constelação, com de resto, de quase todas as outras. A imagem que reproduzimos é bem elucidativa. Os antigos viam, inscrito nesse agrupamento de estrelas, uma ursa! Bem poderiam ter visto um macaco, um determinado herbívoro ou felino, ou uma qualquer outra imagem, por exemplo, uma caçarola.

O caso é idêntico ao que envolve todas as outras constelações do Zodíaco.
Os astrólogos antigos viram um touro num determinado grupo de estrelas e, então, os nativos do Touro terão as características do touro! Nada mais discriminatório.

No caso vertente, a história mitológica começa em Cronos, um dos antigos deuses. Com tinha sido profetizado que um dos seus filhos o destronaria, Cronos não fazia por menos: comia os filhos à nascença! Um desses filhos, Zeus, acabou por ser salvo e passou a ser o deus supremo, conforme a profecia também suprema!

Continua numa próxima postagem

quarta-feira, 4 de março de 2009

ANDRÓMEDA

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A religião da Antiga Grécia sustentava-se em mitos, deuses para todas as situações, personagens fabulosas, semi-deuses e heróis humanos transformados em divindades.
Os deuses eram entidades superiores, imunes ao perpassar do tempo, mas com aparência humana e muito frequentemente adoptando comportamentos humanos, os mais variados. Tinham a faculdade de comunicar com os homens por intermédio de quem lhes apetecesse, sem que os hospedeiros, transmissores da mensagem, tivessem qualquer conhecimento do que estavam a fazer.

E protagonizavam histórias muitas vezes belas, outras vezes vis, sórdidas, de amores proibidos, traições, vinganças e interesses, à semelhança do que fazem os homens.

Essas histórias chegaram até nós pelas lendas, cânticos, icnografia, poemas e outras obras literárias, e descrições transmitidas geralmente pela tradição oral.

A história sobrenatural de Andrómeda começa com sua mãe, Cassiopeia, que se gabava ser mais bela que as próprias Nereides, umas formosíssimas ninfas, filhas do deus do Mar. Estas, ofendidas com o desplante, queixaram-se ao pai, o tal deus do Mar, Poseidon. E este para vingar as filhas, mandou um monstro marinho, Cetus (a baleia), para destroçar a Etiópia, cujo rei era Cefeu, esposo de Cassiopeia.
Porém, neste imbróglio meteram-se os oráculos (adivinhadores do futuro), que avisaram Cefeu do que se iria passar, podendo ele remediar a questão se sacrificasse a filha, Andrómeda. Então, para salvar o seu povo, Cefeu mandou amarrar Andrómeda a um rochedo para ser devorada pelo monstro.
A história haveria de acabar em bem, pois, entretanto, surgiu em cena o herói Perseu, que matara a Medusa, cortando-lhe a cabeça. Mostrando-a a Cetus, transformou-a em pedra, na própria rocha, e salvou a princesa. Como resultado destes extraordinários acontecimentos, e no que à Astronomia diz respeito, Andrómeda foi posta no céu, em forma de galáxia e Perseu, de constelação.


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.Imagem Google: Perseu libertando Andrómeda

sábado, 21 de fevereiro de 2009

COMETA LULIN

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Está um cometa, nos nossos céus! Trata-se do cometa Lulin (C/2007 N3), descoberto em 2007 por um grupo de astrónomos de Taiwan e da China.

Tem uma cor esverdeada, o que não é habitual. E pensa-se que será a primeira vez que se chega até nós. A análise espectral da sua cauda induz essa possibilidade. A cor verde é dada pelo cianogénio - um veneno violento - e pelo carbono diatómico. E ostenta uma anti-cauda, o que só no princípio deste mês, pôde ser vislumbrada. Não é que não se tenha ainda visto essa curiosa ocorrência, mas não é muito comum. Quando foi descoberto, em 11 de Julho de 2007, com uma magnitude 18.8 (portanto só acessível a muito potentes telescópios), os seus descobridores pensaram que se tratava dum asteróide.

A maior aproximação à Terra será no próximo dia 24 de Fevereiro – o perigeu –, quando estiver a uns 60 milhões de quilómetros. A magnitude prevista para essa altura é de 4, o que permitirá ser facilmente observado à vista desarmada, tanto mais que nunca se afastará da elíptica (a linha imaginária por onde passam os planetas). Além disso a Lua (dada a sua fase), não perturbará a observação.

Para o observar, na noite de 23 para 24 de Fevereiro, virtualmente no seu brilho máximo, o melhor é usar uns binóculos de grande angular, sobre um tripé, e assestá-los na direcção da constelação de Leão, logo ao anoitecer. O cometa estará situado a apenas 2 graus Sul-Sudoeste do planeta Saturno, também fácil de identificar. Depois, à medida que a noite passa, ele irá subindo céu. A olho-nu, num céu longe das cidades, poderá ser visto como uma pequena mancha esbranquiçada.


: Jack.............Créditos: Jack-Newton 1



domingo, 1 de fevereiro de 2009

O CRUZEIRO DO SUL

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A constelação do Cruzeiro do Sul não é visível nas nossas latitudes. Mas foi de grande importância para os europeus, antigos navegantes e descobridores das terras e ilhas austrais.

Servia de referência segura, para quem navegava nesses mares.

Assim como no hemisfério norte, a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), indica o pólo Norte, também uma das estrelas do Cruzeiro do Sul, indica o pólo austral.

Trata-se da estrela α (alfa), conhecida por Estrela de Magalhães, ou Acrux, a mais brilhante da constelação e uma das mais brilhante de todo céu nocturno. Na verdade, a observação ao telescópio, mostra que a α não é uma só estrela, mas duas!

É sempre visível nessas latitudes, pois faz a circunvalação do pólo Sul celeste e nunca entra em ocaso.

Outras estrelas da constelação merecem referência: a β (beta), também muito brilhante e que se pode observar num dos braços menores do diagrama. Chamam-lhe Becrux, ou Mimosa.

No topo superior, podemos ver uma estrela avermelhada, denominada Rubídea. É, pela cor, uma estrela velha.

Uma interessante curiosidade desta constelação é que ela se encontra bem próximo duma das que compõem a constelação de Centauro, a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol.

E, como se sabe, as estrelas do Cruzeiro do Sul (juntamente com outras), estão representadas na bandeira do Brasil. Todas essas estrelas representam os muitos Estados brasileiros.

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imagem Google