DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

MERCÚRIO



MITOLOGIAS


Mercúrio está identificado como planeta, desde o tempo dos Sumérios, no terceiro milénio a. C., onde apelidado de Nebo, divindade que «fazia advertências». No Egipto era Thot, o escriba dos deuses, responsável pelos livros divinos e conhecedor dos segredos e dos mistérios. Aparece, também, como Hermes Trimegistro, tido como o primeiro dos alquimistas, pai das ciências. Na Índia está associado a Buda, e no cristianismo primitivo seria Jesus, o intermediário entre Deus Pai e o Espírito Santo.
Na Grécia antiga, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após seu nascimento mostrou possuir grande inteligência. Era frequentemente representado com um capacete que lhe dava invisibilidade, e sapatos com asas – um adorno fugidio que, embora com uma inevitável aparência humana, mostrava a sua condição de mensageiro dos deuses, célere e esquivo, provavelmente pela maneira rápida e fugaz como parece comportar-se o céu. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico. O dom da palavra é atributo desse deus. Diz-se que, quando São Paulo foi à Ásia Menor e tão eloquentemente pregou à população local, que era pagã, foi aclamado como enviado dos deuses, um deus em forma de homem – o que, aliás, desagradou profundamente ao santo! Para os Romanos, era o deus dos viandantes, mas também, imagine-se, o deus dos comerciantes... e dos ladrões.

domingo, 27 de setembro de 2009

Perigos Vários

Em portagens anteriores já foram referidos alguns dos perigos de origem astronómica que a Terra enfrenta.

Os cometas e os asteróides são algumas dessas potenciais sérias ameaças, para o nosso planeta.

Neste momento há um asteróide bem perto da Terra, a uma distância de 600 mil quilómetros. Felizmente não é uma ameaça, apesar de estar a uma distância pequena, o dobro da que se encontra a Lua.

Tem cerca de 1 quilómetro de diâmetro e, se eventualmente chocasse com o nosso planeta, causaria uma catástrofe de proporções avassaladoras.

Mas ele segue uma trajectória paralela à que a Terra descreve na sua órbita em volta do Sol e afastar-se-à dentro de dias.

Até hoje, um asteróide de tais dimensões, nunca tinha sido observado a tão curta distância.

Denominado 2009 ST19, e observado pela 1ª vez a 16 de Setembro último, este asteróide voltará dentro de 3 anos, mas a mais perigosa aproximação só virá a acontecer no ano de 2038.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais duas nebulosas planetárias

...................................................Imagens Hubble
..............................................clicar nas imagens
..............Nebulosa mz3............................................Nebulosa do Esquimó

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NEBULOSA PLANETÁRIA


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A imagem que produzimos é duma nebulosa planetária catalogada com o nome de NGC 6751.

A denominação “planetária” nada tem a ver com planetas existentes ou em formação.

A designação genérica ficou, porque na primeira, do género desta a ser observada, os astrónomos julgaram ver a formação de planetas.

Ela é o resultado da expulsão de gases e poeiras (ver postagem anterior), indiciando o fim da estrela.

As cores mostram diferentes temperaturas e são obtidas por filtros especiais.

As regiões azuis são as mais quentes e as vermelhas ou laranja, as mais frias.

Também foi calculada a temperatura da superfície da estrela (que se encontra no meio da imagem): cerca de 140.000º Célcius.

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Imagem Hubble

domingo, 6 de setembro de 2009

Nebulosa Dumbbell

imagem Google (nebulosa Dumbbell)

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As nebulosas são dos objectos celestes mais espectaculares. São descritas pelos astrónomos, com nuvens de gás e poeiras produzidas pela explosão de estrelas de grande massa. Ou, noutras situações, são produzidas por estrelas que expelem esses gases e essas poeiras. O gás presente em maior percentagem é o hidrogénio, o elemento mais leve da Natureza, composto por apenas um protão e um electrão.

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Sem procurar entrar em grandes detalhes (que estão fora do propósito destes pequenos artigos, destinados aos iniciados), diremos que certas nebulosas são como que verdadeiras maternidades ou creches de novas estrelas!

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Duma estrela que morreu, passados milhões de anos, os seus restos começam a aglutinar-se em vários espaços e, se os aglomerados resultantes forem suficientemente grandes, nascem novas estrelas!

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Há boas razões para crer que o nosso Sol seja uma estrela de 3ª geração.

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Na nossa Galáxia são conhecidas algumas nebulosas que derivaram duma dessas colossais explosão de estrelas e que foram observadas na Terra.

A mais célebre é a nebulosa do Caranguejo, que resultou duma super-nova vista pelos Chineses em 1054, e também por índios americanos que desenharam o que viram, numa pedra!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

AS ESTRELAS

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Estrelas #1


Há boas razões para crer que foi o Big Bang (uma explosão inicial, de proporções inimagináveis), que deu origem ao nosso Universo.
Esse acontecimento apocalíptico ter-se-á dado há cerca de treze mil milhões de anos, segundo os últimos cálculos, iniciando um decurso que levou à formação das estrelas e à sua diversidade, embora não esteja ainda estabelecida a maneira como elas se agruparam, para produzir esses conjuntos gigantescos a que chamamos galáxias.
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No entanto, os astrónomos não têm dúvidas de que as primeiras estrelas eram quase exclusivamente compostas por hidrogénio. Todas as observações, medições e cálculo, apontam no sentido de que elas eram constituídas por esse elemento, de um só protão e um só electrão, o mais simples de todos os elementos da Natureza.
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Quando nasce uma estrela, o seu destino fica imediatamente marcado pela sua massa. A massa está intimamente ligada à força da gravidade. Se for muito maior que o Sol, essa força (que tudo puxa para o interior - o centro de gravidade) engendra colossais pressões e temperaturas internas e consequentes reacções de fusão nuclear: a estrela consome-se rapidamente e subsiste durante pouco tempo, antes de experimentar catastróficas convulsões que acabarão por levá-la a explodir.
Ao invés, se for pequena, terá uma existência serena durante muito milhares de milhões de anos.
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É o caso do Sol, que muito consideram como um estrela anã.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A IDADE DO SOL

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A energia solar que chega à Terra, cifra-se por 2 calorias/minuto/metro quadrado. Sabendo-se que a intensidade da luz emitida é inversamente proporcional ao quadrado da distância percorrida, pode-se calcular a quantidade total de energia que o Sol produz, num dado espaço de tempo.

O Sol transforma cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogénio, por segundo, em hélio, sendo 4 milhões de toneladas dessa matéria, convertidas directamente em energia. Parte dessa energia chega até nós.

À Terra chegam apenas cinco milésimos de mil milionésimos da energia que o Sol produz. Mas esta pequena fracção equivale a mais de 50.000 vezes a energia produzida em todo o mundo, pelo homem.

Se o Sol queimasse carvão e a Terra recebesse as mesmas 2 calorias por metro quadrado, em cada minuto, teria que queimar mil milhares de milhões de toneladas de carvão, em cada segundo!

E, assim sendo, considerando a massa solar, ele extinguir-se-ia em cerca de 2.000 anos.

O resto das contas leva-nos a uma idade de mais de 4 mil e 500 milhões de anos, para o Sol.

A Terra é apenas um pouco mais jovem…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O PLANETA SATURNO

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Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.

No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.

Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.

Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.

É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BÓLIDE


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http://www.youtube.com/watch?v=YhWTIuqthR0

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clicar

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Estamos num período de chuva de estrelas. São as chamadas Perseides, pois parecem vir da constelação de Perseu. Resultam dos fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

Milhões de observadores, passam horas a fio, a olhar o céu nocturno, pelo prazer de observar as estrelas cadentes que vão surgindo.

Acontece que, de onde em onde, surge um filamento mais espesso, por vezes, verdadeiramente espectacular.

Foi o que aconteceu há duas noites, visível em Portugal e agora reproduzido pelo youtube.

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Créditos: (Canela's Robotic Observatory Website)


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O SISTEMA SOLAR

Imagem produzida pelo Observatório de Paris
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PARA ALÉM DE PLUTÃO.

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Depois de Plutão e Neptuno, cujas órbitas se cruzam, há uma cintura de pequenos asteróides de interior rochoso, cobertos essencialmente de água em estado sólido e poeiras, dando-lhes um aspecto de gelo sujo.
Encontram-se bem para além dos últimos planetas (com a excepção de Plutão, aliás, despromovido da condição de planeta...), e nem por isso, deixam de pertencer ao Sistema Solar e depender das forças de atracção que emanam do Sol. Contam-se por milhões esses minúsculos corpos que, de vez em quando, ao sabor de desequilíbrios gravíticos, vêm na direcção do Sol, constituindo-se em cometas. A todo esse conjunto se chama Cintura de Kuiper.
Porém, a influência do nosso astro-rei continua ainda por uma imensidão de espaço e só termina depois dum outro enorme conjunto de pequenos corpos celestes conhecido por Nuvem de Oort, donde, provavelmente, também nos chegam outros cometas, esses, de longo período. Essa Nuvem de Oort, que terá uns 100 mil milhões de potenciais cometas, alonga-se entre as 55 mil e as 100 unidades astronómicas.
O Sistema estende-se até onde a influência do Sol se fizer sentir, antes que comece a prevalecer o reino de outra estrela.
Entre uma e outra há um descomunal espaço inter-estelar. O vazio entre as estrelas é, correntemente, tão grande, que passa a ser inútil e desenquadrada a utilização da unidade de medida U.A. - unidade astronómica, ou seja: 150 milhões de quilómetros - a distância entre a Terra e o Sol. Esta medida usa-se apenas para as distâncias dentro do Sistema Solar.
Depois passa a utilizar-se o ano-luz, a distância percorrida pela luz, num ano, à tremenda velocidade de 300 quilómetros, por segundo!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O DESVIO DA LUZ


A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia.
Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil.
Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado.
Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas.
Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos.
Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
Foto obtida no Sobral.

sábado, 1 de agosto de 2009

O DEUS PROTECTOR JÚPITER

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Clicar para melhor ver

Fotografias de Fábio Carvalho, S. Carlos, Brasil.

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Júpiter era o deus supremo dos Romanos (Zeus, para os Gregos).

Os homens desses tempos tinham a sua postura por majestática e imperturbável, verdadeiramente digna dum soberano austero e estável, no firmamento nocturno.

Ao contrário de Vénus e Marte – igualmente brilhantes – mas que se deslocavam, ao longo das noites, com um carácter volúvel e buliçoso, características que os identificavam com a Deusa do Amor, Vénus, e Marte, o Deus da Guerra.

A mais de 2.000 anos de distância, não imaginavam Gregos e Romanos, que Júpiter fosse um verdadeiro deus protector da Terra!

Como se sabe, num passado mais ou menos remoto, asteróides ou cometas de grandes dimensões viajando pelo interior do Sistema Planetário, acabaram por colidir com a Terra, provocando grandes cataclismos de dimensões planetárias. Foi o caso da queda do enorme meteorito que deu origem à extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. Ou de outros, mais remotos (ou até bem recentes), como o acontecimento conhecido por Tungusta, que teve lugar na tundra russa, há cerca dum século*.

Mais recentemente, em 1993, o cometa, Shoemaker-Levy 9, afundou-se em Júpiter, interrompendo, assim, a sua viagem. Como esses corpos viajam na direcção do Sol, podem, eventualmente, passar nas proximidades da Terra e vir a chocar com ela.

É por isso que Júpiter tem um papel muito importante, pois absorve muitos destes bólides, preservando a Terra de eventuais colisões.

E, há bem pouco tempo, pela segunda vez na história da astronomia, foi possível verificar uma dessas colisões.

Nas imagens que mostramos, pode ver-se, na região polar norte de Júpiter, o efeito ainda visível dessa colisão extraordinária.

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* Ver postagem sobre esse acontecimento.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

ESTRELAS DE NEUTRÔES

Imagem de artista, de Casey ReedPenn, State University

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Estrelas de neutrões são objectos muito estranhos.

Formam-se aquando dos últimos estádios da evolução de estrelas maciças – umas oito vezes mais pesadas que o Sol – que entraram em colapso gravitacional.

A energia cinética dos átomos é transformada em energia térmica, dando origem a uma gigantesca explosão. A estrela brilha como mil milhões de sóis, durante algumas semanas!

Assim, parte da estrela é expulsa para o espaço e origina uma nebulosa, composta de gases e poeiras.

A matéria que fica, aglomera-se num núcleo com uma massa equivalente a uma vez e meia a do Sol, e apenas umas duas dezenas de quilómetros de diâmetro, onde os protões e os electrões se fundem devido à enorme força gravítica, originando neutrões. Daí, o nome dado a estes objectos.

Têm a particularidade de girar muito rapidamente, a centenas de vezes, por segundo. pelo efeito chamado "do patinador". Ou seja, à medida que a estrela encolhe, a velocidade de rotação aumenta, como um patinador a girar e que começa a encolher os braços.

Essa característica engendra a emissão de radiação de alta frequência, que chega até nós e é observada como se fosse um farol a girar muito regularmente. Por isso, às estrelas de neutrões também se lhes chama pulsars.

A matéria de que são constituídas é extremamente pesada. Uma colher de chá desse material pesará à volta de 100 milhões de toneladas!

A parte exterior da estrela – a crosta – assim se lhe pode chamar, é formada pelo material mais rijo que se conhece, no Universo, uns dez bilhões de vezes mais resistente que o aço!

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Estes números foram obtidos através de modelos processados
por computadores, mas, para os simples conhecedores
daquilo que são as dimensões do átomo, é fácil perceber...


sábado, 11 de julho de 2009

O Sistema Solar #1

Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

POEMA AO DEUS SOL

..O astro rei exibindo manchas solares, sinal de actividade


A ZONA VITAL DA ESTRELA

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Se estou aqui

é porque o Sol está onde está

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nem perto nem longe

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no sítio exacto onde deve estar

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para que eu esteja aqui.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

O SOL

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O Sol fotografado pela sonda Soho, nos ultravioletas
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Apesar de ser a estrela que se encontra mais perto de nós, aquela que verdadeiramente podemos estudar com um certo rigor, o Sol ainda se encontra envolto em muitos mistérios e incertezas. A luz e todo o tipo de radiação que ele continuamente nos envia, têm sido, até agora, o meio privilegiado para o seu estudo e compreensão.
No entanto, é sabido que a atmosfera terrestre filtra muita dessa radiação e, por conseguinte, nos esconde algumas informações preciosas. Para contornar estas barreiras, os grandes observatórios são geralmente implantados em altos cumes de montanhas, em lugares remotos, locais secos e sem poeiras, onde o ar se encontra mais rarefeito e onde é menor ( ou quase nula) a poluição luminosa provinda das cidades. A sua localização a grande altitude, também evita a maior parte das nuvens.
Contudo, para as exigências de muitas das necessidades observacionais da moderna astronomia, eles já não são suficientemente úteis. Por isso se recorre aos satélites artificiais e às sondas.
Inventado pelo francês Bernard Lyot em 1930, o coronógrafo, foi um dos primeiros instrumentos capaz de observar a coroa solar, aquando dos eclipses. Durante esses raros mas espectaculares acontecimentos, pode ser observada a nebulosidade que rodeia o Sol, porque a fonte de luz se encontra encoberta pela Lua.
Para melhor estudar o Sol, também se utilizam filtros adaptados aos telescópios para obter fotografias que permitem distinguir diversos tipos de radiação, em separado. Essas fotografias mostram-nos imagens que não nos são familiares e permitem importantes dados sobre a actividade solar, em particular sobre as camadas exteriores, onde é possível verificar o movimento da sua matéria superficial.
Mas, muitas destas pesquisas continuam a revelar-se inconclusivas ou insuficientes, apesar dos progressos da tecnologia. A atmosfera da Terra continua a ser a maior barreira, pelo modo como distorce as imagens recolhidas, devido à inevitável circulação da massa aérea, ou por absorver parte dessa radiação. Pequenas diferenças de temperatura conferem heterogeneidade às camadas de ar, a humidade turva a visibilidade, a própria composição e estrutura das moléculas da camada aérea que cobre o nosso planeta, é uma barreira.
O problema começou a ser resolvido, com o evento dos satélites artificiais e, mais recentemente ainda, com o envio de sondas na direcção do Sol, munidas de complexa aparelhagem para fotografar, observar e medir as radiações solares, de muito perto. Mas não só as radiações solares. Também o seu campo gravitacional e magnético, o vento solar e demais incidências que se verificam no nosso astro-rei.

quarta-feira, 3 de junho de 2009

CASSIOPEIA



Muitas das cenas da mitologia encerram conceitos de moral que, de resto, é uma característica de todos os cultos religiosos. As antigas religiões de Roma e da Grécia enquadravam, nesse aspecto, a sabedoria e as atitudes que deveriam reinar entre os mortais da Terra.
A história mitológica de Cassiopeia (que podemos admirar como uma bela constelação situada na parte norte do céu nocturno, no fino e denso aglomerado de estrelas da Via Láctea), está intimamente ligada a Andrómeda. No céu, é fácil distinguir as suas mais importantes cinco estrelas em forma de W.
Cassiopeia, a que os Persas chamavam Shuter, era muito bela e era esposa do rei Cefeu, da Etiópia. O desmedido orgulho pela sua beleza tomava-a arrogante a ponto de apregoar ser mais bela do que as ninfas do oceano, as Nereides. Esta presunção irritou as ninfas, que eram filhas de um dos senhores dos oceanos, Nereu. Não é que as ninfas não estivessem cientes da sua superior beleza física, mas porque a rainha parecia não perceber que os seus atributos de beleza não poderiam ser considerada uma virtude em si, porque apenas tinham nascido consigo e não tinham sido fruto dum esforço pessoal conseguido. Cassiopeia devia apenas agradecer a sua sorte; e não vangloriar-se dela. Assim, por considerarem que o comportamento da rainha denotava um deplorável desvio de valores, pediram ao rei que governava os oceanos, Posidon (Neptuno), para castigar Cassiopeia. Considerando justa a pretensão das Nereides, Posidon ordenou ao gigantesco monstro marinho, a Baleia, que destruísse o reino da Etiópia. Quando os respectivos soberanos foram informados da decisão, dirigiram-se a um sábio oráculo do reino para lhe pedirem conselho, como era usual, na época. A resposta foi que deveriam sacrificar a sua filha, para apaziguarem os deuses marinhos. Compreensivelmente desagradados, com os corações despedaçados pela sorte da sua querida filha, amarraram Andrómeda a um rochedo virado para o mar, sabendo que a Baleia viria destruí-la. Quando o monstro começou a aproximar-se de Andrómeda, ela gritou por socorro.
Entretanto, Perseu, montado no seu grande cavalo alado, Pégaso, regressava a casa com a cabeça da Medusa, ouviu o grito de Andrómeda e voou imediatamente em seu auxílio. Perseu chegou precisamente a tempo de mostrar a horrível e ameaçadora cabeça da Medusa à Baleia, que se aproximava. O monstro parou imediatamente, pois o olhar da Medusa tinha a espantosa propriedade de transformar em pedra tudo a que olhasse. Então, Perseu libertou Andrómeda, que caiu nos seus braços, ficando ambos imediatamente apaixonados. E embora o deus do oceano não tivesse gostado que o castigo que havia decretado não tivesse sido cumprido, o súbito e profundo amor de Perseu e de Andrómeda sensibilizou-o de tal modo que os colocou no céu, um perto do outro, para que o seu amor fosse para sempre recordado pelos mortais, na Terra. Mas Posídon entendia que Cassiopeia devia ser castigada. Por isso a colocou numa posição em que ficasse eternamente condenada a girar em volta do pólo, metade do tempo voltada para cima e outra metade virada para baixo.
Esta é, a traços largos, a história fantástica de Andrómeda. A nós, a proximidade das constelações de Perseu, de Andrómeda e da Baleia, permite-nos, melhor localizá-las, a todas elas. Tem especial interesse a localização da constelação de Andrómeda, pois que é aí que se encontra a galáxia do mesmo nome, que pertence ao chamado Grupo Local e que é a mais próxima da nossa.
As duas estrelas mais importantes da constelação são a alfa Cas, Shedar, uma estrela gigante laranja, muito luminosa, a uns 230 anos luz de nós e a beta Cas, a 42 anos-luz, uma estrela branca, conhecida por Kaff, ou Al Sanam al Nakah, segundo os árabes, que vêm na constelação a bossa dum camelo.
Deveremos ainda a registar a presença, na constelação, da extraordinária estrela gigante azul, gama Cas, a 780 a. l., uma variável com uma espécie de uma concha ou envelope de gás que regularmente expele para o espaço e que oscila entre as magnitudes 3,6 e 1,6, a epsilon Cas, uma belíssima dupla, que se pode destrinçar por intermédio de pequenos binóculos, composta por uma estrela amarela e outra vermelha.
Além das muitas outras estrelas que se encontram dentro do espaço da constelação, há a considerar os seguintes cúmulos de estrelas:

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1 - o M 52 (NGC 7654), a 3. 800 a anos- luz, com cerca de 120 estrelas, visível aos binóculos.
2 - o distante cúmulo NGC 663 a 2.600 a.l., com cerca de 80 estrelas, visível com uns bons binóculos.
3 - o M 103 (NGC 581), a 3800 a.l., com 60 estrelas, em forma de losango.
4 - NGC 457, que pode ser visto ao lado da estrela supergigante fi de Cassiopeia, de magnitude 5.0.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

PALESTRA sobre ASTRONOMIA, em FARO










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No âmbito do Ano Internacional da Astronomia, têm sido desenvolvidos por todo o país, diversos projectos, observações e palestras sobre Astronomia.

Na minha modesta contribuição, acedendo a um amável convite da Direcção da Escola Secundária Pinheiro e Rosa, de Faro, proferi no pretérito dia 22, nessa Escola, uma palestra sobre temas candentes da Astronomia.

Na circunstância dissertei sobre “A comunicação presencial e não presencial, ao nível galáctico”, perante um anfiteatro onde se encontravam alunos de 5 turmas do 11º e 12º anos, dos ramos das ciências, professores das respectivas disciplinas e algum público.

Aproveito a oportunidade para publicamente agradecer o convite, particularmente à Professora Suzel Nogueira, que tanto esmero pôs na consecução do evento, organizando todo o processo e expondo na Biblioteca (durante uma semana) um quadro com fotografias, minha bibliografia e biografia, alguns dos meus livros e outros materiais.

E também o livro sobre a vida e obra do patrono da Escola, da autoria da Professora Maria Armanda Mesquita bem como um belo quadro alusivo, elaborado pelos alunos, que me foram oferecidos, no final da sessão. Também me sinto muito honrado por me terem convidado para, no próximo ano lectivo, voltar a falar de Astronomia, nessa Escola.

terça-feira, 19 de maio de 2009

CONSTELAÇÃO do SAGITÁRIO

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Sagitário é uma das constelações do Zodíaco. O seu principal interesse astronómico deve-se ao facto de projectar-se nas regiões centrais da Galáxia. É representado na Mitologia por um centauro – uma figura fantástica, meio homem meio cavalo. Está armado com um arco e uma flecha que aponta para o Escorpião (outra constelação do Zodíaco).
Curiosamente, as estrelas de Sagitário, tem nomes que remotam aos árabes: Rukbat – o joelho, Ascela – a axila, Al Nash – a ponta da seta (apontada ao ferrão do Escorpião), Nunki – o peito do centauro.
A posição da constelação implica que ela seja muito rica em nebulosas e aglomerados de estrelas. É necessário utilizar instrumentos ópticos para poder visualizá-los a todos. Para alguns deles, basta um bom binóculo.
Três nebulosas merecem destaque, na banda da luz visível: a nebulosa do Lago (M8),- na gravura, a M 17 (NGC 6618) - nebulosa da Ferradura ou Ómega, e a Trífide, M 20, a 50 mil anos-luz. Todos estes objectos são conhecidos pela letra M e um número de catálogo que foi elaborado por Charles Messier, em 1764. A designação NGC é dum catálogo mais recente.

Quanto aos aglomerados de estrelas, ou cúmulos, podemos ver o M22 (NGC 6656), de umas 70. 000 estrelas, que é um dos mais chegados ao Sol, apenas a 10 anos-luz. Num outro, M 23, haverá apenas umas 130 estrelas, bem distanciadas, por isso se lhe chama aglomerado aberto. Não muito diferente é o M 25, a uns 2 000 anos-luz, de 86 estrelas. Mas, na região, há uma multidão de outros, só perceptíveis com bons instrumentos ópticos.
No entanto, se observarmos na faixa dos raios x e nas ondas-rádio, podemos dar-nos conta de qualquer coisa de verdadeiramente extraordinário: provavelmente o efeito produzido por ondas de choque de super-novas (grandes e pesadas estrelas em estado explosivo) que aqueceram as nuvens de gás a milhões de graus e que alimentam o que se crê ser um buraco negro, denominada Sagitário A.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

OS NOMES DAS ESTRELAS

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URSA MAIOR
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Às estrelas principais de uma determinada constelação são atribuídas letras gregas e a designação latina (o genitivo ). Assim, Aldebaran, um nome que vem dos árabes, uma gigante vermelha, é a alfa de Taurus. Geralmente é atribuída a letra alfa, a primeira do alfabeto grego, à estrela de maior brilho. Segue-se beta, gama, delta, etc. Estas designações tiveram origem no século XVII e foram instituídas por Bayer, em 1603. Mas as constelações não se limitam às estrelas mais brilhantes. Outras há, por vezes de fraca luminosidade, que também lhes dizem respeito. Estas nomenclaturas, para além do nome e consequente localização da própria constelação, servem para melhor referenciar outros “objectos” do espaço que elas parecem projectar no céu, vistas por nós, da Terra. Por exemplo, nebulosas, cúmulos de estrelas, galáxias distantes. Ou ainda, num dado momento, a posição dum qualquer planeta, asteróide, ou cometa.
São uma ajuda preciosa, principalmente para os amadores que não possuam instrumentos que localizam todos os objectos, por intermédio das coordenadas celestes.
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