DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

M E R C Ú R I O - o planeta




Mercúrio é um planeta difícil de observar. Ele encontra-se (visto no céu) sempre muito próximo do Sol e é ofuscado pelo seu brilho.
Por isso, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol, nunca durante o pleno dia. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte. Isto faz com que a sua luz tenha de atravessar o equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre, para chegar até nós.
Trata-se do mais pequeno planeta do Sistema Solar, fazendo a sua superfície lembrar a da Lua, coberta de crateras. Essas crateras poucas modificações têm sofrido, ao longo do tempo, porque o planeta não tem atmosfera reconhecível, nem há água, os dois factores da erosão.
Os romanos consideravam-no um deus, o mensageiro dos deuses (com asas nos pés), porque ele parece mover-se mais depressa que os outros planetas do sistema.
Tal como a Lua, Mercúrio tem fases, e isso foi verificado pela 1ª vez pelo astrónomo italiano Giovanni Zupus, em 1639.
A massa de Mercúrio foi determinada por Franz Enke, que dá o nome a um famoso cometa. O extraordinário cálculo foi feito a partir das perturbações gravitacionais sobre ele exercidas pela estrela. E isto passou-se em 1841!
Modernamente, foi possível melhor estudar o planeta, mercê das observações e medições produzidas pela sonda Mariner 10, lançada em 1973.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

O SOL

.
O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma estrela do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros.
A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invísiveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível.
Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

CONVITE


clicar para melhor ler

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

.
Algumas constelações, tal como eram vistas pelos antigos
, imagem Google.

.
Para os nossos antepassados, a anos-luz das estrelas, parecia que elas se encontravam agrupadas, moldando silhuetas de imagens diversas, no escuro manto do céu nocturno.

Toda a gente já ouviu falar da Orion, as duas Ursas, a Cassiopeia, ou das doze constelações do Zodíaco, onde os astrólogos dizem saber ler a sina de cada um de nós…
Muitas das culturas antigas, desde a egípcia e a babilónica, à clássica grega e romana, imaginaram esses agrupamentos, e deram-lhes nomes.
Algumas culturas utilizavam-nas para se guiarem nas colheitas ou na navegação. Como se sabe, o céu nocturno vai rodando ao longo ano e eram essas modificações cíclicas que lhes diziam, por exemplo, quando iniciar as sementeiras.
No antigo Egipto, Sírio (ou Sírius), da constelação do Cão Maior, anunciava as cheias do Nilo, pois aparecia no céus antes do solstício de Verão. Por isso foi adorada e as casas eram geralmente construídas de maneira que a sua luz pudesse entrar por elas adentro!
As mais antigas constelações terão sido imaginadas na Mesopotâmia, há cerca de 4.000 anos.
Mais tarde, Ptolomeu (127-145 d.C.), elaborou um célebre catálogo, numa obra imensa de 13 volumes, o Algamesto, onde estão enumeradas 1022 estrelas, das 48 constelações da época.
Com o rodar do tempo, foi necessário recorrer a outros agrupamentos de estrelas. No século XVIII, o abade francês Lacaille, tendo permanecido alguns anos na região do Cabo da Boa Esperança, introduziu 14 novas constelações, que só por essas regiões austrais podem ser observadas.
Deu-lhes nomes de invenções modernas, como o telescópio, o relógio, a bússola, ou o microscópio, entre outras.
Depois, em 1888, a União Astronómica Internacional, passou a considerar 88 constelações. Elas foram oficialmente declaradas em 1930, de modo a cobrir todo o céu e poder, assim, contribuir para uma mais fácil localização dos planetas, estrelas, galáxias, buracos negros ou mesmo, os cometas, ao serem vistos pela primeira vez ou se deslocarem no céu.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

MERCÚRIO



MITOLOGIAS


Mercúrio está identificado como planeta, desde o tempo dos Sumérios, no terceiro milénio a. C., onde apelidado de Nebo, divindade que «fazia advertências». No Egipto era Thot, o escriba dos deuses, responsável pelos livros divinos e conhecedor dos segredos e dos mistérios. Aparece, também, como Hermes Trimegistro, tido como o primeiro dos alquimistas, pai das ciências. Na Índia está associado a Buda, e no cristianismo primitivo seria Jesus, o intermediário entre Deus Pai e o Espírito Santo.
Na Grécia antiga, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após seu nascimento mostrou possuir grande inteligência. Era frequentemente representado com um capacete que lhe dava invisibilidade, e sapatos com asas – um adorno fugidio que, embora com uma inevitável aparência humana, mostrava a sua condição de mensageiro dos deuses, célere e esquivo, provavelmente pela maneira rápida e fugaz como parece comportar-se o céu. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico. O dom da palavra é atributo desse deus. Diz-se que, quando São Paulo foi à Ásia Menor e tão eloquentemente pregou à população local, que era pagã, foi aclamado como enviado dos deuses, um deus em forma de homem – o que, aliás, desagradou profundamente ao santo! Para os Romanos, era o deus dos viandantes, mas também, imagine-se, o deus dos comerciantes... e dos ladrões.

domingo, 27 de setembro de 2009

Perigos Vários

Em portagens anteriores já foram referidos alguns dos perigos de origem astronómica que a Terra enfrenta.

Os cometas e os asteróides são algumas dessas potenciais sérias ameaças, para o nosso planeta.

Neste momento há um asteróide bem perto da Terra, a uma distância de 600 mil quilómetros. Felizmente não é uma ameaça, apesar de estar a uma distância pequena, o dobro da que se encontra a Lua.

Tem cerca de 1 quilómetro de diâmetro e, se eventualmente chocasse com o nosso planeta, causaria uma catástrofe de proporções avassaladoras.

Mas ele segue uma trajectória paralela à que a Terra descreve na sua órbita em volta do Sol e afastar-se-à dentro de dias.

Até hoje, um asteróide de tais dimensões, nunca tinha sido observado a tão curta distância.

Denominado 2009 ST19, e observado pela 1ª vez a 16 de Setembro último, este asteróide voltará dentro de 3 anos, mas a mais perigosa aproximação só virá a acontecer no ano de 2038.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mais duas nebulosas planetárias

...................................................Imagens Hubble
..............................................clicar nas imagens
..............Nebulosa mz3............................................Nebulosa do Esquimó

terça-feira, 15 de setembro de 2009

NEBULOSA PLANETÁRIA


.

A imagem que produzimos é duma nebulosa planetária catalogada com o nome de NGC 6751.

A denominação “planetária” nada tem a ver com planetas existentes ou em formação.

A designação genérica ficou, porque na primeira, do género desta a ser observada, os astrónomos julgaram ver a formação de planetas.

Ela é o resultado da expulsão de gases e poeiras (ver postagem anterior), indiciando o fim da estrela.

As cores mostram diferentes temperaturas e são obtidas por filtros especiais.

As regiões azuis são as mais quentes e as vermelhas ou laranja, as mais frias.

Também foi calculada a temperatura da superfície da estrela (que se encontra no meio da imagem): cerca de 140.000º Célcius.

.

Imagem Hubble

domingo, 6 de setembro de 2009

Nebulosa Dumbbell

imagem Google (nebulosa Dumbbell)

.

As nebulosas são dos objectos celestes mais espectaculares. São descritas pelos astrónomos, com nuvens de gás e poeiras produzidas pela explosão de estrelas de grande massa. Ou, noutras situações, são produzidas por estrelas que expelem esses gases e essas poeiras. O gás presente em maior percentagem é o hidrogénio, o elemento mais leve da Natureza, composto por apenas um protão e um electrão.

.

Sem procurar entrar em grandes detalhes (que estão fora do propósito destes pequenos artigos, destinados aos iniciados), diremos que certas nebulosas são como que verdadeiras maternidades ou creches de novas estrelas!

.

Duma estrela que morreu, passados milhões de anos, os seus restos começam a aglutinar-se em vários espaços e, se os aglomerados resultantes forem suficientemente grandes, nascem novas estrelas!

.

Há boas razões para crer que o nosso Sol seja uma estrela de 3ª geração.

.

Na nossa Galáxia são conhecidas algumas nebulosas que derivaram duma dessas colossais explosão de estrelas e que foram observadas na Terra.

A mais célebre é a nebulosa do Caranguejo, que resultou duma super-nova vista pelos Chineses em 1054, e também por índios americanos que desenharam o que viram, numa pedra!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

AS ESTRELAS

.
Estrelas #1


Há boas razões para crer que foi o Big Bang (uma explosão inicial, de proporções inimagináveis), que deu origem ao nosso Universo.
Esse acontecimento apocalíptico ter-se-á dado há cerca de treze mil milhões de anos, segundo os últimos cálculos, iniciando um decurso que levou à formação das estrelas e à sua diversidade, embora não esteja ainda estabelecida a maneira como elas se agruparam, para produzir esses conjuntos gigantescos a que chamamos galáxias.
.
No entanto, os astrónomos não têm dúvidas de que as primeiras estrelas eram quase exclusivamente compostas por hidrogénio. Todas as observações, medições e cálculo, apontam no sentido de que elas eram constituídas por esse elemento, de um só protão e um só electrão, o mais simples de todos os elementos da Natureza.
.
Quando nasce uma estrela, o seu destino fica imediatamente marcado pela sua massa. A massa está intimamente ligada à força da gravidade. Se for muito maior que o Sol, essa força (que tudo puxa para o interior - o centro de gravidade) engendra colossais pressões e temperaturas internas e consequentes reacções de fusão nuclear: a estrela consome-se rapidamente e subsiste durante pouco tempo, antes de experimentar catastróficas convulsões que acabarão por levá-la a explodir.
Ao invés, se for pequena, terá uma existência serena durante muito milhares de milhões de anos.
.
É o caso do Sol, que muito consideram como um estrela anã.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A IDADE DO SOL

......
.

A energia solar que chega à Terra, cifra-se por 2 calorias/minuto/metro quadrado. Sabendo-se que a intensidade da luz emitida é inversamente proporcional ao quadrado da distância percorrida, pode-se calcular a quantidade total de energia que o Sol produz, num dado espaço de tempo.

O Sol transforma cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogénio, por segundo, em hélio, sendo 4 milhões de toneladas dessa matéria, convertidas directamente em energia. Parte dessa energia chega até nós.

À Terra chegam apenas cinco milésimos de mil milionésimos da energia que o Sol produz. Mas esta pequena fracção equivale a mais de 50.000 vezes a energia produzida em todo o mundo, pelo homem.

Se o Sol queimasse carvão e a Terra recebesse as mesmas 2 calorias por metro quadrado, em cada minuto, teria que queimar mil milhares de milhões de toneladas de carvão, em cada segundo!

E, assim sendo, considerando a massa solar, ele extinguir-se-ia em cerca de 2.000 anos.

O resto das contas leva-nos a uma idade de mais de 4 mil e 500 milhões de anos, para o Sol.

A Terra é apenas um pouco mais jovem…

terça-feira, 18 de agosto de 2009

O PLANETA SATURNO

.

Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.

No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.

Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.

Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.

É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.


quinta-feira, 13 de agosto de 2009

BÓLIDE


.

http://www.youtube.com/watch?v=YhWTIuqthR0

.

clicar

.


Estamos num período de chuva de estrelas. São as chamadas Perseides, pois parecem vir da constelação de Perseu. Resultam dos fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.

Milhões de observadores, passam horas a fio, a olhar o céu nocturno, pelo prazer de observar as estrelas cadentes que vão surgindo.

Acontece que, de onde em onde, surge um filamento mais espesso, por vezes, verdadeiramente espectacular.

Foi o que aconteceu há duas noites, visível em Portugal e agora reproduzido pelo youtube.

.

Créditos: (Canela's Robotic Observatory Website)


segunda-feira, 10 de agosto de 2009

O SISTEMA SOLAR

Imagem produzida pelo Observatório de Paris
.
PARA ALÉM DE PLUTÃO.

.
Depois de Plutão e Neptuno, cujas órbitas se cruzam, há uma cintura de pequenos asteróides de interior rochoso, cobertos essencialmente de água em estado sólido e poeiras, dando-lhes um aspecto de gelo sujo.
Encontram-se bem para além dos últimos planetas (com a excepção de Plutão, aliás, despromovido da condição de planeta...), e nem por isso, deixam de pertencer ao Sistema Solar e depender das forças de atracção que emanam do Sol. Contam-se por milhões esses minúsculos corpos que, de vez em quando, ao sabor de desequilíbrios gravíticos, vêm na direcção do Sol, constituindo-se em cometas. A todo esse conjunto se chama Cintura de Kuiper.
Porém, a influência do nosso astro-rei continua ainda por uma imensidão de espaço e só termina depois dum outro enorme conjunto de pequenos corpos celestes conhecido por Nuvem de Oort, donde, provavelmente, também nos chegam outros cometas, esses, de longo período. Essa Nuvem de Oort, que terá uns 100 mil milhões de potenciais cometas, alonga-se entre as 55 mil e as 100 unidades astronómicas.
O Sistema estende-se até onde a influência do Sol se fizer sentir, antes que comece a prevalecer o reino de outra estrela.
Entre uma e outra há um descomunal espaço inter-estelar. O vazio entre as estrelas é, correntemente, tão grande, que passa a ser inútil e desenquadrada a utilização da unidade de medida U.A. - unidade astronómica, ou seja: 150 milhões de quilómetros - a distância entre a Terra e o Sol. Esta medida usa-se apenas para as distâncias dentro do Sistema Solar.
Depois passa a utilizar-se o ano-luz, a distância percorrida pela luz, num ano, à tremenda velocidade de 300 quilómetros, por segundo!

quarta-feira, 5 de agosto de 2009

O DESVIO DA LUZ


A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia.
Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil.
Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado.
Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas.
Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos.
Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
Foto obtida no Sobral.

sábado, 1 de agosto de 2009

O DEUS PROTECTOR JÚPITER

-
Clicar para melhor ver

Fotografias de Fábio Carvalho, S. Carlos, Brasil.

;

Júpiter era o deus supremo dos Romanos (Zeus, para os Gregos).

Os homens desses tempos tinham a sua postura por majestática e imperturbável, verdadeiramente digna dum soberano austero e estável, no firmamento nocturno.

Ao contrário de Vénus e Marte – igualmente brilhantes – mas que se deslocavam, ao longo das noites, com um carácter volúvel e buliçoso, características que os identificavam com a Deusa do Amor, Vénus, e Marte, o Deus da Guerra.

A mais de 2.000 anos de distância, não imaginavam Gregos e Romanos, que Júpiter fosse um verdadeiro deus protector da Terra!

Como se sabe, num passado mais ou menos remoto, asteróides ou cometas de grandes dimensões viajando pelo interior do Sistema Planetário, acabaram por colidir com a Terra, provocando grandes cataclismos de dimensões planetárias. Foi o caso da queda do enorme meteorito que deu origem à extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. Ou de outros, mais remotos (ou até bem recentes), como o acontecimento conhecido por Tungusta, que teve lugar na tundra russa, há cerca dum século*.

Mais recentemente, em 1993, o cometa, Shoemaker-Levy 9, afundou-se em Júpiter, interrompendo, assim, a sua viagem. Como esses corpos viajam na direcção do Sol, podem, eventualmente, passar nas proximidades da Terra e vir a chocar com ela.

É por isso que Júpiter tem um papel muito importante, pois absorve muitos destes bólides, preservando a Terra de eventuais colisões.

E, há bem pouco tempo, pela segunda vez na história da astronomia, foi possível verificar uma dessas colisões.

Nas imagens que mostramos, pode ver-se, na região polar norte de Júpiter, o efeito ainda visível dessa colisão extraordinária.

-

* Ver postagem sobre esse acontecimento.


sexta-feira, 24 de julho de 2009

ESTRELAS DE NEUTRÔES

Imagem de artista, de Casey ReedPenn, State University

ç

Estrelas de neutrões são objectos muito estranhos.

Formam-se aquando dos últimos estádios da evolução de estrelas maciças – umas oito vezes mais pesadas que o Sol – que entraram em colapso gravitacional.

A energia cinética dos átomos é transformada em energia térmica, dando origem a uma gigantesca explosão. A estrela brilha como mil milhões de sóis, durante algumas semanas!

Assim, parte da estrela é expulsa para o espaço e origina uma nebulosa, composta de gases e poeiras.

A matéria que fica, aglomera-se num núcleo com uma massa equivalente a uma vez e meia a do Sol, e apenas umas duas dezenas de quilómetros de diâmetro, onde os protões e os electrões se fundem devido à enorme força gravítica, originando neutrões. Daí, o nome dado a estes objectos.

Têm a particularidade de girar muito rapidamente, a centenas de vezes, por segundo. pelo efeito chamado "do patinador". Ou seja, à medida que a estrela encolhe, a velocidade de rotação aumenta, como um patinador a girar e que começa a encolher os braços.

Essa característica engendra a emissão de radiação de alta frequência, que chega até nós e é observada como se fosse um farol a girar muito regularmente. Por isso, às estrelas de neutrões também se lhes chama pulsars.

A matéria de que são constituídas é extremamente pesada. Uma colher de chá desse material pesará à volta de 100 milhões de toneladas!

A parte exterior da estrela – a crosta – assim se lhe pode chamar, é formada pelo material mais rijo que se conhece, no Universo, uns dez bilhões de vezes mais resistente que o aço!

.

Estes números foram obtidos através de modelos processados
por computadores, mas, para os simples conhecedores
daquilo que são as dimensões do átomo, é fácil perceber...


sábado, 11 de julho de 2009

O Sistema Solar #1

Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

POEMA AO DEUS SOL

..O astro rei exibindo manchas solares, sinal de actividade


A ZONA VITAL DA ESTRELA

.

.

Se estou aqui

é porque o Sol está onde está

.

nem perto nem longe

,

no sítio exacto onde deve estar

.

para que eu esteja aqui.



quinta-feira, 25 de junho de 2009

O SOL

.
-
O Sol fotografado pela sonda Soho, nos ultravioletas
-
Apesar de ser a estrela que se encontra mais perto de nós, aquela que verdadeiramente podemos estudar com um certo rigor, o Sol ainda se encontra envolto em muitos mistérios e incertezas. A luz e todo o tipo de radiação que ele continuamente nos envia, têm sido, até agora, o meio privilegiado para o seu estudo e compreensão.
No entanto, é sabido que a atmosfera terrestre filtra muita dessa radiação e, por conseguinte, nos esconde algumas informações preciosas. Para contornar estas barreiras, os grandes observatórios são geralmente implantados em altos cumes de montanhas, em lugares remotos, locais secos e sem poeiras, onde o ar se encontra mais rarefeito e onde é menor ( ou quase nula) a poluição luminosa provinda das cidades. A sua localização a grande altitude, também evita a maior parte das nuvens.
Contudo, para as exigências de muitas das necessidades observacionais da moderna astronomia, eles já não são suficientemente úteis. Por isso se recorre aos satélites artificiais e às sondas.
Inventado pelo francês Bernard Lyot em 1930, o coronógrafo, foi um dos primeiros instrumentos capaz de observar a coroa solar, aquando dos eclipses. Durante esses raros mas espectaculares acontecimentos, pode ser observada a nebulosidade que rodeia o Sol, porque a fonte de luz se encontra encoberta pela Lua.
Para melhor estudar o Sol, também se utilizam filtros adaptados aos telescópios para obter fotografias que permitem distinguir diversos tipos de radiação, em separado. Essas fotografias mostram-nos imagens que não nos são familiares e permitem importantes dados sobre a actividade solar, em particular sobre as camadas exteriores, onde é possível verificar o movimento da sua matéria superficial.
Mas, muitas destas pesquisas continuam a revelar-se inconclusivas ou insuficientes, apesar dos progressos da tecnologia. A atmosfera da Terra continua a ser a maior barreira, pelo modo como distorce as imagens recolhidas, devido à inevitável circulação da massa aérea, ou por absorver parte dessa radiação. Pequenas diferenças de temperatura conferem heterogeneidade às camadas de ar, a humidade turva a visibilidade, a própria composição e estrutura das moléculas da camada aérea que cobre o nosso planeta, é uma barreira.
O problema começou a ser resolvido, com o evento dos satélites artificiais e, mais recentemente ainda, com o envio de sondas na direcção do Sol, munidas de complexa aparelhagem para fotografar, observar e medir as radiações solares, de muito perto. Mas não só as radiações solares. Também o seu campo gravitacional e magnético, o vento solar e demais incidências que se verificam no nosso astro-rei.