
Gregos e Romanos tinham deuses para tudo e a vida desses deuses era imaginada à semelhança da dos mortais – homens e animais.
O Cristianismo que, como se sabe, apareceu muito depois, acabou por adoptar idênticos modelos, com uma profusão de santos e santas protectores.
Não sei se já haverá um santo protector contra os vírus informáticos. Mas deve estar na forja... Bem necessário é, porque os anti-vírus fabricados pelos mortais, por vezes erram – como qualquer mortal!...
A história (muito sucinta) que hoje aqui trago, é a de Escorpião, uma das doze constelações do Zodíaco.
Na Mitologia, o Escorpião está intimamente ligado à história do belo e audaz Orion - um caçador de extraordinários recursos. Usava uma espada, uma clava e um escudo (na constelação, na parte central - as Três Marias) e fazia-se acompanhar por dois cães de caça – as constelações de Cão Maior e Cão menor.
Em consequência dessas suas grandes capacidades, era frequentemente chamado, pelas divindades, para destruir horríveis feras e outros monstros que infestavam o país. No entanto a sua beleza atraiu as atenções da deusa Aurora que o raptou, levando-o consigo para a ilha de Delos. Esse amor, segundo reza a tradição, terá durado pouco. Aurora que desafiara a beleza de Afrodite, a deusa do Amor, foi castigada a não ter senão amores insatisfeitos.
A história, a partir daqui, é um pouco confusa, não se entendendo os mitólogos, sobre o desfiar dos acontecimentos.
O certo é que foi enviado um escorpião para matar Orion e ele, picado pelo terrível animalejo, morreu. Mas Ofiúco, conhecedor dos antídotos para todos os venenos, fê-lo ressuscitar.
No Céu, pode ver-se este último a pisar e esborrachar o escorpião. Orion, que era um dos gigantes, filho de Posseidon (ou Neptuno, para os Romanos – o deus do mar) também foi colocado no céu, como acontecia a quantos se celebrizavam, sendo mortais.
















