A SAIR BREVEMENTE:
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HISTÓRIA BREVE DOS COMETAS
(Astronomia para amadores)
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A natureza dos cometas
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Os grandes cometas de outros tempos deixaram um rastro de mistério, pavor e, por vezes, veneração.
Não nos custa perceber porquê. O firmamento, a própria Terra e os mares, tinham sido obra divina e haveriam de perpetuar-se, sem modificação drásticas para o homem, porque essa era a vontade dos deuses e o mundo tinha sido criado para eles.
Qualquer acontecimento que envolvesse uma rara e díspar ocorrência nos céus ou na Terra, era tida por um aviso dos deuses a ínvios comportamentos dos humanos, ou puro e simplesmente, uma antecipação e revelação de factos relevantes para os impérios, os reis ou os poderosos.
De resto, o modelo aceite para o Cosmos, onde a Terra era o cento de todas coisas, que vinha desde Cláudio Ptolomeu (90-168) – um grego que vivia em Alexandria –, não permitia perceber o verdadeiro funcionamento do mundo celeste que nos rodeia.
Ptolomeu era um homem muito culto. Foi cartógrafo, matemático, astrólogo, astrónomo e geógrafo. Ainda escreveu trabalhos valiosos sobre a óptica e a teoria musical.
A sua obra maior é o "Algamesto", um tratado de astronomia. Esta obra é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica. Ela dá conta de todo o anterior conhecimento astronómico babilónico e grego. Foi a pedra de toque da astronomia de Europeus, Árabes e Indianos, até o aparecimento do modelo heliocêntrico de Copérnico.
Assim sendo, até ao século XV, ninguém podia perceber de onde vinham os cometas, as suas trajectórias e características.
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