DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

quarta-feira, 19 de maio de 2010

VÉNUS

PLANETA : VÉNUS.... planetas #3


A verdadeira natureza de Vénus só veio a ser conhecida depois de 1960, quando foi possível observá-lo na banda das ondas-rádio.
Até então, pensava-se que planeta estaria coberto de espessa vegetação, com oceanos de água ou de hidrocarbonetos e uma espessa atmosfera.
Também muitos acreditavam que fosse habitada pelos venusianos.
Os primeiros observadores do céu julgavam que Vénus não seria um planeta, mas sim dois, pelo simples facto de que geralmente só é facilmente vista pela manhã e depois à tarde. Na verdade, pelo facto de girar mais perto do Sol do que nós, (e embora seja o objecto mais brilhante do céu, a seguir ao Sol e à Lua), não é fácil vê-la em pleno dia. Assim, é tanto conhecida pela “estrela da manhã”, como pela “estrela da tarde”.
Na verdade, o planeta gira em volta do Sol, de leste para oeste, ao contrário da Terra. Um dia, em Vénus, equivale a 243 dias terrestres, sendo maior que o ano venusiano, que tem apenas 225 dias!

Tal como a Lua, é vista da Terra, num ciclo de fases, como a que se pode observar na gravura.
O planeta é conhecido desde tempos pré-históricos e é curioso que os maias elaboraram calendários que se baseavam no ciclos de Vénus.
Vénus é muito parecida com a Terra, em diversos aspectos: é um astro rochoso, constituiu-se a partir da mesma nebulosa, ao mesmo tempo que a Terra e tem uma massa, densidade e volume apenas ligeiramente inferiores. A sua distância ao Sol de cerca de 108 milhões de quilómetros comparados com os 150 milhões (uma unidade astronómica), que nos separam do astro-rei.
Quanto ao resto, sabe-se hoje, possui uma enorme e espessa atmosfera constituída por anidrido carbónico, praticamente sem vapor de água, não tendo oceanos.
As suas nuvens contêm gotículas do corrosivo ácido sulfúrico, uma pressão atmosférica, à superfície, mais de noventa vezes a que temos na Terra e temperaturas de 480º centígrados! Esta temperatura é devida principalmente ao efeito de estufa causado pelo anidrido carbónico.
Assim sendo, as primeiras sondas terrestres que para lá foram enviadas, não conseguiram vencer esses obstáculos e desfizeram-se ao descer na corrosiva e pesadíssima atmosfera, antes de poder enviar informações úteis.
Recentemente têm recorrido a outros métodos, para melhor conhecer o planeta, já que a atmosfera do planeta impede fotografar a sua superfície.
Utilizam-se radiotelescópios, sistemas de radar e sondas que se aproximam do planeta. Sabe-se agora que essa superfície é relativamente recente, onde existem grandes planícies cobertas de lava e rochas vulcânicas, atravessadas por correntes de lava e canais que se estendem por centenas de quilómetros
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quarta-feira, 12 de maio de 2010

O bosão de Higgs


 É ponto assente, entre os astrónomos e os físicos, que o nosso universo se constituiu há cerca de 13.500 mil milhões de anos, a partir dum ovo cósmico – como lhe chamou o padre católico Georges Lemâitre (1927), tido como o  pioneiro da teoria do Big Bang.
Depois disso, foi possível ir reconstituindo os passos que levaram à constituição das galáxias e das estrelas, até ao dia de hoje. A teoria do Big Bang começou a ganhar expressão quando o astrónomo Edwin Hubble  mostrou que o universo está em expansão. 
Assim sendo, e como base em dados que se iam conseguindo, "colocaram o filme ao correr ao contrário" e, inevitavelmente chegaram ao princípio – o tal ovo cósmico. O modelo que foi concebido para o nosso universo, engendrado a partir das observações e medições que hoje se vão acumulando, está praticamente pronto.
É um assunto complicado, a bem dizer só para especialistas em física atómica e das partículas, e matemática.
Mas, há pontos obscuros, mormente ao nível dos constituintes dos átomos. No interior deste já foram detectadas mais duma centena de sub partículas. No entanto falta uma, de grande importância: o bosão de Higgs, assim chamada. O transcendente problema é saber qual a partícula que confere massa a todas as coisas. O bosão de Higgs (por ora teórico, proposto por Higgs), resolveria a questão. 
Para conseguir detectá-lo são necessárias energias verdadeiramente astronómicas e elas deverão ser aplicadas em choques de protões, a velocidades próximas da luz, de molde a fraccionar os ditos protões que deverão conter os famosos bosões.
Para isso está construído e operacional o Large Hadron Collider (LHC), projecto que o Laboratório Europeu de Física de Partículas (CERN), tem instalado próximo de Genève, entre as fronteiras Suíça e da França. Foi construído a cem metros de profundidade e é tem um anel cujo perímetro é de 27 quilómetros.
As partículas são atiradas umas contra as outras, dentro do anel oco, e aceleradas por 9.300 ímanes gigantes supracondutores, que foram refrigerados durante dois anos, até atingir - 271,3º Célsius – um pouco acima do zero absoluto.
O projecto, para o qual contribuíram países europeus, mas também os EUA, Índia, Rússia e Japão (e também Portugal), custou 3,76 mil milhões de euros. Nele participaram mais de 10 mil cientistas e engenheiros.
Os primeiros resultados só são esperados dentro duns dois anos.

sábado, 8 de maio de 2010

A DIVISÃO DIÁRIA DO TEMPO


 
Embora o grande físico e cosmologista inglês Stephen William Hawking, mostre matematicamente que o tempo "é uma abstracção", a verdade é que, para a nossa vida diária, foi necessário inventar uma qualquer maneira de medi-lo.
Desde muito cedo, os antigos preocuparam-se em medir o tempo. Não só no que dizia respeito às modificações que iam constatando acontecerem durante o ano, como também ao que viam acontecer com o correr do dia. Desde que a agricultura passou a fazer parte integrante das suas vidas, e em face das diferentes condições climatéricas que se iam processando ao longo do anos, tornou-se necessário saber as épocas mais favoráveis para fazer as plantações e as colheitas. Os primeiros calendários tinham essa finalidade.
Mas hoje vamo-nos ocupar apenas do facto quase bizarro de, ainda hoje, o dia e a hora não se enquadrarem no sistema decimal. 
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta  permite múltiplas divisões.  
Os babilónios dividiam o dia em 24 «parasangs», equivalentes a 720 estádios, uma medida de comprimento, da época, sendo que um estádio equivale a 7.420 metros. E isto, porque pensavam eles, um caminhante lesto era capaz de percorrer essa distância no vinte quatro avos do percurso diário do Sol!
Deve-se a Hipalco, um grego que viveu no século II a.C.,  a introdução do sistema, na Grécia e depois  no resto da Europa.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

O CICLO SOLAR DOS ONZE ANOS

O Sol # 4

Conhece-se, com algum rigor, o comportamento do Sol, ao longo dos mais recentes anos, no que respeita à actividade interna e consequente produção de energia. O gráfico que apresentamos assim o demonstra, pois refere-se a um período de quase cem anos.
A sua vida é regulada por diversos ciclos, de que são relativamente bem conhecidos, o ciclo solar dos onze anos - também conhecido pelo período do sol quente, que pode ter variações de dez ou mais por cento - e o de vinte e dois, também chamado período magnético do Sol e que se crê ser responsável por determinadas mudanças periódicas que afectam o clima da Terra.
A título de curiosidade, diremos que também há fortes suspeitas de outros ciclos, de períodos de tempo mais alargados.
Na prática, o primeiro, caracteriza-se pelo aumento ou diminuição das manchas solares.
Ao analisar estratos em rochas de Flinders Range (Austrália do Sul) foi possível aos cientistas estabelecer uma relação com o primeiro desses citados ciclos. Esses estratos mostram camadas de detritos que sedimentaram (cascalho, areia, sais de ferro, terra), com um padrão que se repete de onze em onze camadas e uma gradação regular e bem nítida. As rochas em análise são do período Pré-Cambriano, cem milhões de anos antes dos primeiros registos das famosas trilobites! Os depósitos foram-se formando pelo degelo anual dum glaciar que então existia na região e as camadas sedimentares observadas mostram-nos algo do que se terá passado, em termos climatéricos, durante anos sucessivos, nessa época remota.
É fácil de deduzir que, quanto maior o degelo, mais deveriam ter sido os sedimentos acumulados. E que esses degelos foram uma consequência da maior ou menor actividade solar. Assim, concluíram os cientistas, o Sol tem tido um comportamento regular desde há pelo menos seiscentos milhões de anos, no que respeita a este ciclo e é provável que desde então venha consumindo sensivelmente os mesmos 600 milhões de toneladas de hidrogénio por segundo, basicamente transformando-os em hélio e energia.
Agora, o Sol já prepara-se para entrar num novo ciclo.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

AS ESTRELAS (1)

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Céu pejado de estrelas


Basta olhar para um céu nocturno, fora da poluição luminosa das cidades, para nos apercebermos da diversa aparência das estrelas. Podemos facilmente constatar que elas se nos apresentam com aspectos diferentes no que respeita à magnitude, brilho e cor. Será uma interessante experiência, para quem quer iniciar-se na astronomia, verificar estas diferenças.
As magnitudes têm a ver com a distância a que se encontram e também como a sua intrínseca luminosidade.
O brilho fornece-nos informações sobre a temperatura superficial do astro: se a estrela for branca ou azulada, sabemos que se trata duma estrela jovem, de altas temperaturas superficiais; se, ao invés, for alaranjada ou avermelhada, a estrela tem temperaturas superficiais mais baixas e provavelmente é velha.
As estrelas amareladas estão entre as primeiras e as segundas, como é o caso do Sol.
Porém, há outras estrelas bem diferentes, muitas das quais invisíveis à vista desarmada, mesmo que estivessem mais perto. Estão neste grupo as anãs, que debitam pouquíssima energia. Ou as estrelas de neutrões de exíguas dimensões e que apenas sabemos que existem, pela influência gravítica que exercem sobre outras que lhe estão próximas, bem maiores, e por um feixe de radiação que nos enviam a intervalos regulares.

sábado, 24 de abril de 2010

MAGNITUDES


As estrelas que vemos no céu, parecem ter dimensões diferentes. Mas a aparência é enganadora, sendo que as que nos parecem maiores podem não sê-lo, e vice-versa. Depende da distância a que se encontram e do seu brilho real, intrínseco. No entanto, podemos dividi-las em grupos, pela aparência do seu fulgor. Os astrónomos chamam magnitude (visual) a esse brilho. Curiosamente, usa-se uma escala inversa; isto é: uma estrela de magnitude 5, por exemplo, é menos brilhante que uma de magnitude 4, e assim por diante.
Mas tudo isto tem razões históricas, que vêm de muito longe, no passado. Foi Hiparco, um matemático e astrónomo grego que viveu há mais de 2.000 anos que, ao elaborar um catálogo de cerca de 800 estrelas, no ano de 129 a.C., estabeleceu as bases para a classificação que ainda hoje se utiliza. As estrelas foram classificadas pelo brilho que aparentavam. Na época, como se pode imaginar, os meios eram escassos, e o astrónomo apenas pôde utilizar a vista desarmada.
Na sua classificação aparecem as estrelas agrupadas em 6 classes de brilho, a que chamou “grandezas”. Assim, colocou as 20 mais brilhantes no grupo da 1ª grandeza. Altair - nome de origem árabe que significa "anjo em vôo" - é um bom exemplo. Altair está na constelação da Águia. Por comparação, a famosa Estela Polar, na Ursa Menor, tem uma magnitude de 2.
Inevitavelmente, colocou as que apenas podiam ser vistas muito ténues, no limite da observação, na 6ª grandeza.
Também há estrelas com magnitude negativa, portanto, mais brilhantes do que as de 1ª grandeza. É o caso de Sírius, uma estrela jovem e muito luminosa, cuja magnitude é de -1.46. É a estrela mais brilhante dos nossos céus, na constelação de Cão Maior, apenas a 8.7 anos-luz.

domingo, 18 de abril de 2010

COMETAS

A POSTAGEM DE HOJE É UM EXCERTO DO MEU NOVO LIVRO,
A SAIR BREVEMENTE:

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HISTÓRIA BREVE DOS COMETAS
(Astronomia para amadores)
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A natureza dos cometas

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Os grandes cometas de outros tempos deixaram um rastro de mistério, pavor e, por vezes, veneração.

Não nos custa perceber porquê. O firmamento, a própria Terra e os mares, tinham sido obra divina e haveriam de perpetuar-se, sem modificação drásticas para o homem, porque essa era a vontade dos deuses e o mundo tinha sido criado para eles.

Qualquer acontecimento que envolvesse uma rara e díspar ocorrência nos céus ou na Terra, era tida por um aviso dos deuses a ínvios comportamentos dos humanos, ou puro e simplesmente, uma antecipação e revelação de factos relevantes para os impérios, os reis ou os poderosos.

De resto, o modelo aceite para o Cosmos, onde a Terra era o cento de todas coisas, que vinha desde Cláudio Ptolomeu (90-168) – um grego que vivia em Alexandria –, não permitia perceber o verdadeiro funcionamento do mundo celeste que nos rodeia.

Ptolomeu era um homem muito culto. Foi cartógrafo, matemático, astrólogo, astrónomo e geógrafo. Ainda escreveu trabalhos valiosos sobre a óptica e a teoria musical.

A sua obra maior é o "Algamesto", um tratado de astronomia. Esta obra é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica. Ela dá conta de todo o anterior conhecimento astronómico babilónico e grego. Foi a pedra de toque da astronomia de Europeus, Árabes e Indianos, até o aparecimento do modelo heliocêntrico de Copérnico.

Assim sendo, até ao século XV, ninguém podia perceber de onde vinham os cometas, as suas trajectórias e características.

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quarta-feira, 14 de abril de 2010

O SISTEMA SOLAR

O Sistema Solar #1

Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

O Sol #2


O diâmetro do Sol é cerca de 109 vezes o da Terra, o que faz com que, dentro dele, coubessem mais de 1 milhão e trezentos planetas idênticos ao nosso!
O desenho que serve de ilustração a este texto é bem significativo do seu descomunal volume. Particularmente em relação aos planetas rochosos, como Vénus, Marte e a Terra.
A sua temperatura interior sobe aos muitos milhões graus e produz tanta energia que daria para alimentar 2.600 planetas como a Terra, inteiramente cobertos de lâmpadas de 200 watts, cada!


sexta-feira, 2 de abril de 2010

OS NASCIMENTOS E A LUA

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Há a crença de que a Lua tem influência sobre o nascimento dos bébés. Mas essa crença é injustificada. A influência da Lua sobre a Terra, é notória, mas ela apenas se verifica para grandes dimensões. É o caso das marés. Em lagoas ou lagos, elas não se verificam. Mesmo num grande mar como é o Mediterrâneo, as marés têm uma amplitude diminuta, se comparadas com as que nós conhecemos nas costas atlânticas. Os cientistas sabem disto há muito tempo.
A única verdadeira influência da Lua sobre a Terra, exerce-se por via das forças gravíticas, também conhecidas por Força da Atracção Universal.
Quando uma criança nasce, a influência gravítica exercida, por exemplo, pela enfermeira que assista ao parto, ou mesmo dum camião que passe perto da Maternidade, é incomparavelmente maior do que a influência da Lua. No entanto, e para acabar com as dúvida dos cépticos ou dos obscurantistas, têm sido realizados vários testes e inquéritos. Nunca se provou que a Lua tivesse influência sobre o comportamento humano, ou a incidência dos mais diversos crimes, por exemplo. Mas a ideia arreigada da influência da Lua Cheia (ou da Lua Nova) pode levar a que determinados indivíduos sintam ter chegada a hora deste ou daquele cometimento. É apenas um efeito psicológico, que tem raízes antigas na tradição e no folclore, sendo hoje sempre reavivada pelos "media", pelos filmes e pelos livros que amiudadamente se baseiam nesses mitos. Com o era, no tempo dos poetas do Parnaso… O que a Lua Cheia trás é um pequeno acréscimo de calor à Terra e isso, efectivamente, pode ter algumas consequências sobre o crescimento ou desenvolvimento das plantas. Só isso.
Em 1991, dois estudiosos analisaram as datas de nascimento de 4.456 bébés nascidos numa maternidade francesa e apenas encontraram o esperado: a distribuição dos nascimentos era uniforme, qualquer que fosse a fase lunar.
Uns anos depois, os italianos Peiti e Biagiotti estudaram 7. 842 partos ocorridos durante um período de 5 anos, numa clínica de Florença, e também nada encontraram de anormal.
A que se deve, então, esta crença? Eu, particularmente julgo que se deve ao facto de que, ao olharmos para a Lua, um dia antes ou depois da Lua Cheia, ela nos parecer que está CHEIA.
Se recuarmos no tempo, há centenas ou milhares de anos, quando praticamente ninguém tinha calendários, fácil nos é perceber que as pessoas diriam que o seu filho ou filha tinha nascido na Lua Cheia, quer fosse um dia antes, ou um dia depois, ou até mais.
E é evidente que… em três dias (ou mais) , nascem mais bebés que num só dia!

sexta-feira, 26 de março de 2010

NAVE ESPACIAL EUROPEIA


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Os engenheiros da Agência Espacial Europeia, construíram uma nave que é o maior e mais sofisticado veículo espacial jamais construído na Europa.
Foi lançado em 2008, da base da referida agência, na Guiana Francesa e foi transportado até lá, por via marítima.
A nave foi apelidada de Júlio Verne e pesa 7.500 quilos.
Foi lançada por um foguetão Arianne e colocada em órbita a cerca de 400 quilómetros de altura.
Um dos seus objectivos era acoplar à Estação Espacial Internacional (na imagem), onde se encontram equipas de astronautas, revezando-se, a realizar variadas experiências.
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domingo, 21 de março de 2010

DEUSES DA MITOLOGIA - Mercúrio



MERCÚRIO

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Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.

O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.

Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.

Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.

Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.

Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.

Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.

Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.

Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…

Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.

Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!

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Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII


segunda-feira, 15 de março de 2010

A RADIAÇÃO SOLAR

O Sol #2


A radiação solar não é apenas a luz solar visível, aquela que dá forma às árvores, aos horizontes, ao mar, a todos os objectos que nós somos capazes de observar, durante o dia. Ela incluí, também, a luz solar invisível aos nossos olhos e os raios cósmicos provenientes do Sol. Há ainda a considerar o neutrino, essa partícula ínfima e fantasmagórica, que hoje se sabe possuir massa.
A natureza da radiação é um assunto da maior importância para a compreensão do mundo em que vivemos. Não só do nosso universo macrofísico (o nosso mundo das realidades mais palpáveis e comuns do dia a dia, e do comportamento de corpos de grande massa, como as estrelas), mas também para a compreensão dos fenómenos ditos do infinitamente pequeno.
Foi o físico alemão Albert Einstein (1879–1955), quem descobriu que a velocidade da luz é constante, seja qual for o movimento do sistema no qual é medida. Essa e outras teorias respeitando o comportamento e a natureza da luz, revolucionaram a física moderna.
De qualquer maneira, a luz ou as suas manifestações ou aplicações dominam a nossa vida quotidiana, e isso acontece desde sempre.
Isaac Newton, no ano já distante de 1704, tinha-a descrito como uma "torrente de crepúsculos", para explicar certas propriedades do raio luminoso que, segundo o físico e astrónomo holandês Christiaan Huygens (1629–1695) se propaga em ondas, antecipando de dois séculos, o conhecimento que, hoje, dela temos.
Compreender a luz solar, é compreender um pouco das nossas vidas e a vida de toda a Terra. Esta vida que nós conhecemos não era possível sem ela, pois é dela que as plantas tiram a energia para realizar a fotossíntese, absorver e transformar os nutrientes, crescer e desenvolver-se.

domingo, 7 de março de 2010

O SOL

O Sol #3

O Sol é uma estrela, igual a tantas outras. Por estar próxima, parece-nos a maior de todas.
Sabemos a sua idade, volume e massa, composição química e temperatura, distância a que dela nos encontramos, e por aí adiante.
Mas os nossos mais remotos antepassados, não a comparavam às outras estrelas do céu e nada sabiam do seu princípio e destino último. Julgavam-na um deus imorredoiro, como todos os deuses da imaginação do homem.
No antigo egípcio, o Sol era Rá, ou Ámon-Rá e navegava num barco, através do céu, tendo Akenaton eleito Áton - o disco solar - como o único deus. A ele se refere um dos mais longos e harmoniosos poemas da antiguidade:

"
Como a tua aurora é bela, no horizonte,
Ó Aton, iniciador da vida
..."

Por todo planeta o Sol foi adorado como deus: desde a Austrália, dos Arunta, passando pelos Celtas e pela Mesopotânia, até à região dos esquimós do árctico. Na antiga Grécia era simbolizado por Apolo e representava a beleza física, em Babilónia por Shamash ou "a luz dos deuses", e alguns povos africanos viam-no como o "olho da suprema divindade", sempre presente, omnisciente e omnipotente. No Extremo Oriente, para os religiosos seguidores do Ryôbu-Xintô, o Sol é Amaterasu - o mais nobre dos deuses japoneses, irradiando claridade e luz.
Gago Coutinho conta que, quando atravessou a África Austral, encontrou umas tribos que pensavam que a Terra estava coberta por um manto e que o Sol, durante o dia, se encontrava aquém do referido manto. No entanto, à noite, o Sol estaria para aquém do manto. Como o manto se encontrava esburacado era possível ver a luz do sol pelos diversos buraquinhos, e isso eram as estrelas.
Hermes Trismegisto, tido pelo primeiro dos alquimistas, confundia Sol e ouro, considerando-o "formado por um mercúrio muito subtil e por um pouco de enxofre muito puro". Também na fria Dinamarca, os povos que habitavam Trundholm, na Idade do Bronze, adoravam o astro-rei e tinham-no representado por um disco coberto por uma folha de ouro. Situação semelhante se verificava na região dos astecas, que adoravam um Sol de uma braça de diâmetro, nesse metal precioso. Como se vê, quase todas as civilizações primitivas adoravam o Sol e muitas consideravam-no como deus. E não sem razão. Na verdade, sabemos hoje, a Terra é uma espécie de subproduto do Sol, feita dos restos da estrela, aquando da sua formação, vai para cinco mil milhões de anos. Mas não só a Terra foi engendrada pela estrela em formação, como, depois, passou a depender dela, da sua luz, do seu calor, da sua energia. Foi, muito certamente, esta constatação que fez como o Sol fosse tido como deus criador, pelos antigos. Até mesmo os primeiros cristãos se referiam a Cristo como "a luz", ou o Sol, certamente por ter sido associado a outras divindades solares mais antigas, da região.
Na verdade, o Sol é quase exclusivamente constituído por hidrogénio, um pouco de hélio e vestígios doutros elementos, como o oxigénio, na proporção de uma parte por cada mil e quinhentas de hidrogénio. Formou-se há mais de quatro mil e quinhentos milhões de anos e deve manter o aspecto actual, pelo menos durante mais outro tanto tempo. O seu diâmetro, que hoje é cem vezes maior que o terrestre, expandir-se-á até nós, engolindo a Terra e depois Marte. Por essas alturas, a estrela amarela e média que é o Sol, tendo consumido a maior parte do seu hidrogénio, convertendo-o em hélio, transforma-se numa gigante vermelha, idêntica a outras que se conhecem no céu da Galáxia. A sua luz empalidece e a estrela esfria inexoravelmente até comprimir-se a dimensões mínimas, muito inferiores ao seu actual volume e tornar-se anã-branca.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Cartaz de Apresentação, em Lagos

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À atenção dos lacobrigenses.
O livro foi originariamente lançado na livraria Barata,

e depois em Faro, no Pátio das Letras,

apresentado pelo Doutor Vilhena Mesquita,

Professor da UAlg e Presidente da AJEA

(Associação dos Jornalistas e Escritores do Algarve).
Esse texto pode ser consultado aqui
A Edição é da Papiro, do Porto.
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sábado, 20 de fevereiro de 2010

ESTRELA de BARNARD




Quando olhamos para o céu nocturno, parece-nos que todas as estrelas estão estáticas.
Se vão mudando de posição é apenas porque todo o firmamento parece rodar, num todo.
Mas, de facto, assim não é. Só que os seus deslocamentos são tão pequenos que não nos são perceptíveis.
Sabe-se, por exemplo, que a Estrela Polar se está continuamente a afastar do Norte e que dentro duns milhares de anos já não servirá minimamente para indicar esse ponto cardeal.
Mas já em 1718, Edmond Hallley observara que a estrela Arcturus, tinha mudado de posição em cerca de 1 grau, em relação à medição que tinha sido feita por Ptolomeu, um astrónomo, matemático e geógrafo grego, do século II.
A Estrela de Barnard (descoberta por Edward Barnard, em 1916), é a que mais rapidamente parece deslocar-se no céu. E na verdade, tem um movimento próprio de 10 segundos de arco, por ano. Encontra-se a quase 6 anos-luz e é, a seguir às estrelas da Alfa Centauro, a mais próxima de nós. Mas é muito ténue (um centésimo da luminosidade intrínseca do Sol) e só pode ser vista com meios ópticos. É uma estrela anã vermelha tipo M5. Dentro de cerca de 8.000 anos será a estrela mais próxima do Sistema Solar.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

ERATÓSTENES


Eratóstenes nasceu em 276 a. C, na Grécia. É um dos sábios mais importantes da Antiguidade, tendo-se notabilizado em vários campos: foi matemático, geógrafo, astrónomo, filosofo, poeta e historiador. Em 194 a. C., morreu (provavelmente cego), em Alexandria, onde foi director da célebre Biblioteca.
Entre os seus mais relevantes feitos, descobertas e invenções, há a destacar as que empreendeu nos domínios da astronomia.
Foi ele o criador da esfera armilar; calculou a distância entre a Terra e o Sol, com uma assinalável precisão, se considerarmos os exíguos e imprecisos instrumentos da época; mediu a inclinação da elíptica; elaborou um catálogo de 675 estrelas fixas; provou a esfericidade do globo, utilizando conhecimentos de trigonometria; e calculou o perímetro da Terra.
Isto, num tempo em que praticamente toda a gente julgava que ela era "quadrada", plana, rodeada pelo fogo ou por mares indomáveis!
Este, foi, sem dúvida o seu maior empreendimento científico e um dos mais extraordinários, desses tempos. Relembre-se que a América (norte e sul), a Austrália e todas as regiões e mares austrais ainda não eram conhecidos dos europeus, nessa época.
Terá encontrado, num rolo de papiros da Biblioteca de Alexandria, a informação de que na cidade de Siena (hoje chamada Assuão), o Sol ficava a prumo, não produzindo sombra, no dia do solstício de Verão, em 21 de Junho. (Assim é, no hemisfério norte).
Essa informação foi confirmada num poço vertical, ao meio dia, por se encontrar (quase) sobre a elíptica.
Como vivia em Alexandria, reparou que as casas da cidade produziam uma sombra, cujo ângulo era possível de medir. Isto só poderia dar-se, sendo esférica a Terra!
No ano seguinte, no mesmo dia do solstício, mandou colocar um lenho direito, na vertical, em Alexandria e mediu o ângulo da sombra, que era de 7º 12’. Isto corresponde a cerca de 1/50 dos 360º da circunferência – o perímetro da Terra, em graus.
Na posse destes dados, o meridiano terrestre tinha de ser 50 vezes a distância entre Assuão e Siene!
Ao tempo, como é evidente, não havia o metro ou o quilómetro, as maiores distâncias mediam-se em estádios. Mandou medir essa distância, diz-se que, a passo de camelo, que é um passo certo, muito regular. É fácil perceber os erros acumulados que foram cometidos. Mas, mesmo assim, a distância foi medida em cerca de 5.000 estádios (cerca dos 925 quilómetros actuais). Multiplicou os dois números e encontrou um perímetro de 46. 250 quilómetros, contra o valor real de cerca de 40.000, que hoje se conhece.
O erro é perfeitamente compreensível.
O método é genial.

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

TODAS AS ESTRELAS

Com o intuito de dar uma ideia do número astronómico das estrelas que povoam o nosso Universo, Carl Sagan escreveu no seu livro “Cosmos”, e disse na célebre série televisiva do mesmo nome, que esse número é idêntico a todos os grãos de areia de todas as praias do Mundo!
Carl Sagan era um ilustre astrónomo, sempre preocupado com a pedagogia. O seu livro é vivamente aconselhado, por tratar destes assuntos da astronomia, numa linguagem simples e plena de analogias de fácil entendimento.
À primeira vista parece abusiva a afirmação que produziu, no livro e na série televisiva.
Mas… vamos por partes: estima-se que o nosso universo deverá conter umas duzentas mil milhões de galáxias e, provavelmente, a média do número de estrelas por galáxia, andará bem para além dos cem mil milhões.
Multiplicados os dois números teremos:
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20.000.000.000.000.000.000.000
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de estrelas, um número que ninguém é capaz de intuitivamente perceber.
Na posse destes valores, convido os visitantes deste blog a fazer as contas sobre o número de grãos de areia de todas as praias do mundo.
Claro que teremos de definir determinados conceitos e trabalhar segundo estimativas. Por exemplo, o que é que consideraremos uma praia: desde a maré-vazia à orla da praia, desde a maré-cheia à mesma orla, ou a média?
Consideramos, no que respeita ao volume de areia, apenas a parte superficial, ou em profundidade?
É uma questão de experimentar. Se eu imaginar 1 milhão de praias, no mundo, e se elas forem apenas 100. 000, será questão de mais dígito menos dígito, e isso pouca diferença faz, para o resultado final e o entendimento possível de tão astronómico número.
Estamos a lidar com 23 dígitos!
Se eu encontrar um número de 24 ou 25 dígitos ou, invés, encontrar apenas 22 ou 21, as coisas não alteram muito, para a compreensão do número de todas as estrelas dos céus.
Carl Sagan, como era de esperar, deu-nos uma analogia correcta.
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Galáxias - Imagem do Hubble

sábado, 9 de janeiro de 2010

Aos Amigos de Faro e Imediações


Saiba mais na exposição, no meu blog de poesia.