
.
A PRIMEIRA LUNETA ASTRONÓMICA
.


As estrelas que vemos no céu, parecem ter dimensões diferentes. Mas a aparência é enganadora, sendo que as que nos parecem maiores podem não sê-lo, e vice-versa. Depende da distância a que se encontram e do seu brilho real, intrínseco. No entanto, podemos dividi-las em grupos, pela aparência do seu fulgor. Os astrónomos chamam magnitude (visual) a esse brilho. Curiosamente, usa-se uma escala inversa; isto é: uma estrela de magnitude 5, por exemplo, é menos brilhante que uma de magnitude 4, e assim por diante.
Mas tudo isto tem razões históricas, que vêm de muito longe, no passado. Foi Hiparco, um matemático e astrónomo grego que viveu há mais de 2.000 anos que, ao elaborar um catálogo de cerca de 800 estrelas, no ano de
Na sua classificação aparecem as estrelas agrupadas em 6 classes de brilho, a que chamou “grandezas”. Assim, colocou as 20 mais brilhantes no grupo da 1ª grandeza. Altair - nome de origem árabe que significa "anjo em vôo" - é um bom exemplo. Altair está na constelação da Águia. Por comparação, a famosa Estela Polar, na Ursa Menor, tem uma magnitude de 2.
Inevitavelmente, colocou as que apenas podiam ser vistas muito ténues, no limite da observação, na 6ª grandeza.
Também há estrelas com magnitude negativa, portanto, mais brilhantes do que as de 1ª grandeza. É o caso de Sírius, uma estrela jovem e muito luminosa, cuja magnitude é de -1.46. É a estrela mais brilhante dos nossos céus, na constelação de Cão Maior, apenas a 8.7 anos-luz.
A natureza dos cometas
.
Os grandes cometas de outros tempos deixaram um rastro de mistério, pavor e, por vezes, veneração.
Não nos custa perceber porquê. O firmamento, a própria Terra e os mares, tinham sido obra divina e haveriam de perpetuar-se, sem modificação drásticas para o homem, porque essa era a vontade dos deuses e o mundo tinha sido criado para eles.
Qualquer acontecimento que envolvesse uma rara e díspar ocorrência nos céus ou na Terra, era tida por um aviso dos deuses a ínvios comportamentos dos humanos, ou puro e simplesmente, uma antecipação e revelação de factos relevantes para os impérios, os reis ou os poderosos.
De resto, o modelo aceite para o Cosmos, onde a Terra era o cento de todas coisas, que vinha desde Cláudio Ptolomeu (90-168) – um grego que vivia em Alexandria –, não permitia perceber o verdadeiro funcionamento do mundo celeste que nos rodeia.
Ptolomeu era um homem muito culto. Foi cartógrafo, matemático, astrólogo, astrónomo e geógrafo. Ainda escreveu trabalhos valiosos sobre a óptica e a teoria musical.
A sua obra maior é o "Algamesto", um tratado de astronomia. Esta obra é uma das mais importantes e influentes da Antiguidade Clássica. Ela dá conta de todo o anterior conhecimento astronómico babilónico e grego. Foi a pedra de toque da astronomia de Europeus, Árabes e Indianos, até o aparecimento do modelo heliocêntrico de Copérnico.
Assim sendo, até ao século XV, ninguém podia perceber de onde vinham os cometas, as suas trajectórias e características.
-
..Pág 12
O Sol #2
O diâmetro do Sol é cerca de 109 vezes o da Terra, o que faz com que, dentro dele, coubessem mais de 1 milhão e trezentos planetas idênticos ao nosso!
-
MERCÚRIO
.
Já aqui foi produzida uma postagem sobre este pequeno planeta rochoso, que é o que gravita mais próximo do Sol. Ele tem 40% do diâmetro da Terra.
O assunto foi tratado nos seus aspectos científicos, astronómicos.
Hoje vamos referir o que pensavam os antigos.
Como gravita muito perto Sol, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte.
Até aos Gregos, pensava-se que eram duas estrelas: Apolo, estrela da manhã e Hermes, estrela da tarde.
Os Romanos, por sua vez, chamaram-lhe Mercúrio. E foi eleito à categoria de deus.
Por ser dotado de grande eloquência, foi nomeado mensageiro dos deuses, particularmente de Júpiter, ocupando-se da paz e da guerra, dos amores e das desavenças entre os deuses, assim como dos mortais, na Terra e nos Infernos.
Atribuíam-lhe a invenção da lira, a harmonização da escrita e da língua, o desenvolvimento do comércio e das artes, e mais um sem número de contribuições para o bem-estar dos mortais.
Mas também, como reverso da medalha, cedo se revelou um ladrão de alto calibre. Ainda em criança (de pequenino é que se torce o pé ao pepino…), roubou a cinta de Vénus, o tridente a Neptuno, a espada de Marte, os bois a Apolo…
Em Roma, era muito festejado pelos negociantes, no dia 1.° de Maio. O objectivo era pedir a protecção do deus para o seu comércio e o perdão para as suas roubalheiras. Para tanto, sacrificavam uma porca prenha e ungiam-se com a água duma fonte que teria os poderes do deus.
Com tudo isto (e isto é apenas uma parte dos seus atributos…), Mercúrio, para os Romanos, era o deus da eloquência, dos viajantes, dos negociantes e, como não podia deixar de ser... dos ladrões!
.
Escultura do flamengo Artus Quellius, séc XVII

.
Com o intuito de dar uma ideia do número astronómico das estrelas que povoam o nosso Universo, Carl Sagan escreveu no seu livro “Cosmos”, e disse na célebre série televisiva do mesmo nome, que esse número é idêntico a todos os grãos de areia de todas as praias do Mundo!