DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O ACONTECIMENTO TUNGUSTA

COMETAS 5


A Terra é bombardeada por meteoritos de vários tipos, somando mais de 2. 000 toneladas o peso do conjunto desses corpos, por ano. Ocasionalmente ainda caiem grandes meteoritos, como terá sido o caso de Tungusta, numa região remota da estepe russa, em 30 Junho 1908. O objecto (julga-se que era um cometa) explodiu quando chegou às altas camadas da atmosfera e deveria pesar 1 milhão de toneladas. Desenvolveu, ao despenhar-se, uma energia equivalente a uma bomba atómica. Derrubou milhares de árvores, matou rebanhos inteiros de renas, deitou pessoas ao chão a quarenta quilómetros e o ruído da explosão ouviu-se a milhares de quilómetros. Levantou poeiras que subiram até às altas camadas da atmosfera. Essas poeiras deram a volta ao mundo. De tal maneira que, nas noites seguintes, em Londres, se podia ler o Times à noite, dado  pelo reflexo da luminosidade provocada pelos raios do Sol!
Hoje em dia, cerca de 7 ou 8 grandes meteoritos ainda caiem todos os anos, na Terra, mais de 1/3, no mar. Alguns podem desenvolver energias equivalentes a uma bomba, como a de Nagasaki. O que recentemente explodiu no Pacífico, em Outubro de 1990, equivalia a 1000 toneladas de TNT. E também se sabe que, em média, cai um corpo de 1 quilómetro de diâmetro, em cada milhão de anos, que equivale a 1 megatonelada de TNT = 100 vezes todas as bombas nucleares do mundo, a explodir ao mesmo tempo!
Recentemente, à aproximação de Júpiter, um cometa denominado Shoemaker-Levy-9 foi fragmentado pelas poderosas forças gravíticas do planeta e despenhou-se, aos bocados, nesse gigante do Sistema. Júpiter, para nós, funciona com um escudo protector, pois, muitos eventuais corpos que poderiam cair na Terra, são captados pelo planeta gigante do Sistema. A espectacular queda foi observada e fotografada desde a Terra.
Porém, a maioria dos meteoritos ou cometas, despenham-se directamente no Sol, dada a sua enorme força gravítica
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domingo, 16 de janeiro de 2011

BOLAS DE FOGO





A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.
Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.
Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.
Na verdade, no dia 7 de Outubro, de 2008, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.
O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.
Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártida ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.
No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.
Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.
Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.
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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.

domingo, 9 de janeiro de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TITAN

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Saturno, como se sabe, é um dos últimos planetas do Sistema Solar. Curiosamente possui uma grande lua, Titan, a segunda maior de todo o sistema, quase o dobro do tamanho da nossa Lua. Maior mesmo, que o planeta Mercúrio. Só Ganimedes – uma das quatro luas que Galileu descobriu –, lhe ganha em estatura.
Tão longe como se encontra, só recentemente foi possível conhecer melhor a sua constituição, mercê das informações provindas da missão Cassini, uma feliz parceria entre as agências NASA, a europeia ESA e a italiana ASI, destinada a observar Saturno, os seus anéis e satélites naturais.
Sabe-se agora que Titan possui uma atmosfera mais densa que a da Terra, e que tem água. Porém, essa atmosfera é constituída por nuvens de metano e de etano, dois hidrocarbonetos.
O metano – o mais simples dos hidrocarbonetos –, é por nós correntemente utilizado para produzir energia, por combustão.
O etano, que é obtido a partir do gás natural, ou da refinação do petróleo, tem grande importância industrial, pois dele se obtém o etileno, um composto de numerosas aplicações: serve de anestésico em pequenas cirurgias, é usado para amadurecer artificialmente a fruta e no fabrico de plásticos, está na base de vidros sintéticos, é um solvente para vernizes, tintas e óleos lubrificantes, além de muitas outras aplicações industriais.


sábado, 1 de janeiro de 2011

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS (2)

1 – O raciocínio e a imaginação, por vezes, antecipam o conhecimento factual. Vem a propósito referir um dos físicos mais brilhantes da actualidade, Roger Penrose, que aventara a hipótese de o nosso Universo não ser a consequência de um Big Bang, mas de vários. Sabe-se agora, por intermédio do satélite WMAP, que estuda a radiação cósmica de fundo,  que efectivamente houve vários big bangs cíclicos, um dos quais deu origem ao nosso actual universo.
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2 – Conhecem-se várias galáxias que chocaram com outras. E sabe-se, por exemplo, que a Via Láctea está em rota de colisão com a Andrómeda. Porém, quando isso acontecer, dificilmente haverá estrelas a esbarrar umas contra as outras. Pela simples razão de que as distâncias entre si, são enormes, e praticamente se pode dizer que uma galáxia é um grande vazio, onde, de onde em onde, há estrelas!
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3 – A Lua não ficará para sempre nos céus da Terra. Ela está continuamente a afastar-se de nós. Mas essa taxa de afastamento é muito pequena, cerca de 3 metros por século. É tudo uma questão de tempo…
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4 – As estrelas que vemos no céu fazem parte da nossa própria galáxia. Mas nós só conseguimos vislumbrar uma ínfima parte delas. Numa noite de céu limpo, fora da poluição luminosa das cidades, é possível ver umas 2.500 estrelas. A Galáxia, segundo as últimas estimativas, deve ter mais de 200 mil milhões...
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5 – Se o nosso Sol tivesse toda a sua massa concentrada numa esfera de dois quilómetros e meio de diâmetro, produzir-se-ia um buraco negro! Isto advém do chamado "Raio de Schwarzschild".
No centro das galáxias observam-se buracos negros super maciços que podem ser equivalentes a, entre um milhão e mil milhões de vezes, a massa do Sol!
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6 – Pouco ou nada ainda se sabe da matéria negra que existe em grande abundância no nosso Universo. Tudo o resto que se conhece, galáxias, estrelas, planetas, será apenas uns 4%, do total.
O destino final deste nosso universo, agora em fase de expansão, depende da sua massa total. Se  tem um determinado valor, começará a contrair-se (dentro de muitos milhares de milhões de anos), até a um ponto semelhante ao que deu origem ao Big Bang – por acção da força da gravidade – e , por ventura, tudo recomeçará de novo.
No caso inverso, O Universo expandir-se-á infinitamente.
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7 – O HLC, o Grande Colisionador de Hadrões (o mais potente acelerador de partículas jamais construído), já efectuou colisões entre protões, a enormes velocidades, que produziram resultados inesperados. Foram produzidas mini gotas dum plasma que terá precedido o Big Bang. Mas só em 2013 fará essas colisões a 99% da velocidade da luz, para tentar reproduzir o que se terá passado anteriormente.

domingo, 26 de dezembro de 2010

CAPRICÓRNIO


Capricórnio é uma das doze constelações do Zodíaco que, segundo a Astrologia, diz respeito aos que nasceram entre 22/12 e 20/01. 
O agrupamento de estelas de que hoje falamos, foi um dos primeiros a ser integrado nessa espécie de roda que se imaginou rodear o Sol – o Zodíaco. Mas nem sempre assim foi. Terá sido figurado pelo menos há uns 5500 anos, a. C., a avaliar por gravuras deixadas em objectos de barro, datando desses tempo e, alguns estudiosos, baseando-se em desenhos e pictogramas feitos na Mesopotâmia, cerca de 4000 a. C., afirmam que Capricórnio é apenas parte duma constelação imaginada anteriormente, que incluía a de Aquário.
Capricórnio representava uma cabra, em diversas regiões do Médio-Oriente. As histórias mitológicas que se foram produzindo em seu redor, na Antiguidade, são inúmeras e de variadas configurações. Em algumas é uma caracterização de Pã, um músico! – mas também um fauno que ajudara Zeus uma feroz batalha contra Tifão. Zeus, o deus supremo da mitologia grega, transformou-o em constelação, em sua homenagem e reconhecimento pelo serviço prestado. 
A constelação, em si, só com muita boa vontade poderá fazer lembrar uma cabra, sendo as suas estrelas pouco brilhantes, geralmente de magnitude 3 ou 4.
A estrela α, conhecida por Algedi é, na verdade, uma estrela dupla – ou seja: um par de estrelas que gravitam ente si, girando uma em redor da outra, e vice-versa.
Curiosamente a estrela β que era anunciadora do inverno, nesses tempos remotos, 4000 anos depois… já não o é!
A estrela δ, ao contrário do que é costume, é a mais brilhante constelação, também uma binária, mas que se eclipsa durante um período regular de 24h 32m 47.2s!
Capricórnio é uma constelação de reduzido interesse para a Astronomia. O único objecto que merece atenção é o M 30 do catálogo de Messier, ou  NGC 7099 (New General Cataloge), a 40.000 anos-luz. Tem a particularidade de ter uma grande concentração de estrelas na sua parte central, como se pode ver na gravura.

domingo, 19 de dezembro de 2010

NATAL

DESEJO A TODOS OS MEUS ESTIMADOS LEITORES
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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

   PARALAXE
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A luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelas fixas mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através da paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que são medidos de seis em seis meses, para aproveitar aberturas angulares entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; a Vega, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a  6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz; a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.
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EFEITO DE DOPPLER
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No entanto, se pretendermos medir a distância a outras estrelas de galáxias distantes, ou às próprias galáxias, o método já não é eficaz.
Recorre-se ao efeito doppler, que nos diz que o espectro da luz dos corpos que se afastam de nós a enormes velocidades, tende para o vermelho. Essas medições são feitas por intermédio de instrumentos chamados espectógrafos que analisam a luz vinda das estrelas ou galáxias para onde os telescópios apontavam.
          

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

OS SATÉLITES DE JÚPITER


Io é o satélite que se encontra mais próximo do planeta Júpiter e foi visto pela primeira vez por Galileu, com a ajuda da luneta que inventara. Os restantes três, descobertos pelo célebre físico, são Europa, Calisto e Ganimedes. O diâmetro de Io é de mil e seiscentos quilómetros, o que lhe confere umas dimensões semelhantes à da Lua. Mas, além de possuir um núcleo metálico e uma densidade elevada, deve ter um campo magnético, o que não acontece com o nosso satélite natural. Apresenta tons amarelos que podem ser de enxofre e fósforo, talvez em estado líquido. As fotografias colhidas pela sonda Voyager, porém, revelam qualquer coisa de inesperado, bem nítidas na gravura, colhida pela sonda. São visíveis vários vulcões em plena actividade, como o que se pode observar na orla do satélite, claramente expelindo magma e gases para a atmosfera. De tal maneira assim é que o astro se encontra envolto numa nuvem muito ténue que o envolve completamente e que têm sido observadas desde há poucas décadas. Nessa nuvem também foi detectado o cloreto de sódio.
Essas erupções vulcânicas devem-se aos efeitos da força atractiva de Júpiter e de dois dos outros satélites. Io é constantemente puxado na direcção desses vizinhos, particularmente o gigante Júpiter e sofre fortíssimos efeitos de maré. Esses efeitos de maré podem deformar a sua crosta até aos cem metros. O calor desenvolvimento é o responsável pelos fenómenos de vulcanismo.
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terça-feira, 30 de novembro de 2010

RAIOS GAMA

O Universo não pára de nos surpreender.
Agora é o telescópio espacial Fermi, especialmente desenhado para detectar raios gama, que nos dá conta de que na nossa galáxia estão a produzir-se enormes quantidades desses tão energéticos raios, a partir do seu centro, onde pontifica um colossal buraco negro.
Essas emissões de raios gama saem para norte e para sul do centro da Galáxia e estendem-se por 50.000 anos luz, de uma ponta à outra. Devem ter começado há milhões de anos.
Pensa-se que foram consequência duma tremenda erupção no buraco negro mas, por ora, poucas são as certezas. Como se sabe, do buraco negro, nada pode sair, nem a luz sob que forma for: raios gama, ou outros.
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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

COLISÃO DE GALÁXIAS

2 galáxias em colisão - imagem Google
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Como se sabe, o Universo encontra-se numa fase de expansão.
Edwin Hubble (1889 –1953), para além de descobrir outras galáxias para além da nossa (a Estrada de Santiago), foi o primeiro a mostrar o seu progressivo afastamento, pelo red shift (desvio para o vermelho), nas informações espectrais que advinham das suas observações e medições, feitas nessas galáxias.
Assim sendo, e estando imensamente distantes umas das outras, poderá parecer que, ao se afastarem, nunca poderão colidir.  
Mas esse afastamento só é uniforme para grandes conjuntos.
No seu todo, o Universo expande-se mas, considerando localizadas zonas do Espaço, poderá haver aproximações, ou mesmo colisões.
Imaginemos uma rua cheia de gente que se dirige numa determinada direcção. Considerada a grande escala (a extensão da rua), a massa popular segue no mesmo sentido. No entanto, uma ou outra pessoa pode, pontualmente, estar a fazer o trajecto em diagonal, ou mesmo a vir no sentido inverso, atropelando todos os que apanha pela frente...
No que respeita às galáxias, não é por vontade própria (apanágio do Homem), que elas se poderão aproximar, mas fruto da interacção das forças gravíticas de umas e outras.
Conhecem-se muitas em rota de colisão, outras que estão a colidir.
A nossa Galáxia terá esse destino. Num futuro muito longínquo, colidirá com a Andrómeda, a maior, do chamado Grupo Local.
O Grupo Local é composto por umas 35 galáxias e inclui a Via Láctea, a Andrómeda e o Triângulo, numa extensão de cerca de 10 milhões de anos-luz. A maioria das restantes são muito pequenas e são satélites das 3 maiores, como as Nuvens de Magalhães, que nos estão próximas e até são visíveis no Hemisfério Sul.
Isto vem a propósito, porque acaba de ser descoberta uma estrela de outra galáxia, na nossa. Os primeiros cálculos levam a pensar que, no passado, uma pequena galáxia satélite terá sido engolida pela Via Láctea!

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

EXPLORAÇÕES ESPACIAIS

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A estação espacial soviética, denominada Salyut 1 (saudação, em russo), que pesava mais de 18 toneladas, foi lançada há quase 40 anos, em Abril de 1971, e fora concebida para vários programas e testes. Uma das suas missões era estudar os recursos da Terra. Uma outra dessas missões, era levar a cabo experiências biológicas.
Uma dessas experiências consistia em obter sementes, no espaço. Essas sementes de cereais e outras, seriam depois utilizadas noutras sondas ou naves espaciais, para se saber se seriam capazes de produzir sucessivas gerações de novas sementes, em condições de mínima imponderabilidade, no espaço.
A força da gravidade no interior das naves que saem para o espaço interplanetário, fora do campo gravítico da Terra, não vai além do centésimo milésimo da que temos no nosso planeta. Apesar disso, pensava-se que ela seria suficiente para as sementes memorizarem a informação e "saberem" dirigir correctamente as folhas e as raízes, em noutros nascimentos, dentro de posteriores naves.
Estas experiências, como facilmente se compreende, são de vital importância para os futuros navegantes do espaço interestelar, porque uma nave dessa natureza deverá ser auto suficiente, talvez para sempre...

segunda-feira, 8 de novembro de 2010


CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS

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* Se nos fosse possível viajar à velocidade da luz (300 mil quilómetros por segundo) daríamos sete voltas à Terra, nesse pequeníssimo lapso de tempo.
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* A distância entre a Terra e o Sol é de 150 milhões de quilómetros. Se o Sol se apagasse neste momento, só deixaríamos de vê-lo, cerca de oito minutos depois.
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* A galáxia da Andrómeda é algo semelhante à nossa, mas bem maior. É constituída por cerca de 400 mil milhões de estrelas e lembra um casulo ligeiramente espalmado, vista ao telescópio. Se se apagasse neste momento, seria ainda visível durante mais de dois milhões de anos! No entanto, é uma das mais próximas de nós. Conhece-se uma enormidade de outras, que se encontram milhões de vezes mais longe.
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* A estrela alfa da constelação de Hércules - uma gigante vermelha, conhecida desde o tempo dos antigos gregos pelo nome de Rasalgeti e que se encontra a quinhentos anos-luz de nós -, tem um diâmetro seiscentas vezes maior que o nosso Sol. Este, por sua vez, é um milhão de vezes mais volumoso que a Terra.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

GALILEU GALILEI


Luneta de Galileu- imagem Google
Quando o velho sábio nascido em Pisa, no século XVI, assestou pela primeira vez uma luneta astronómica na direcção de Júpiter, quase duvidou do que via: um pequeno disco, bem nítido, ligeiramente colorido, e quatro pontos de luz que rodeavam o planeta e dele pareciam depender.
Um novo visionamento, mais tarde, revelou que os pontos de luz tinham mudado de posição, tendo posteriores observações confirmado que esses pontos de luz volteavam à roda do grande planeta. Eram satélites: as quatro grandes luas de Júpiter – Io, Europa, Calisto e Ganimedes; tal como a Lua é um satélite da Terra.
Esta descoberta foi decisiva para o abandono da ideia de que a Terra é o centro do Universo – o geocentrismo –, defendida pelo grego Cláudio Ptolomeu (90-158), na sua principal obra: o "Algamesto", e alimentada durante séculos, pela Igreja de Roma.
Mas Galileu Galilei também se notabilizou por outros inúmeros estudos. Foi ele quem primeiro percebeu o "princípio da inércia", as leis do movimento uniformemente acelerado e as do movimento parabólico. Descobriu as manchas solares e os anéis de Saturno, viu montanhas na Lua, percebeu que Vénus tinha fases, como a Lua. Desenvolveu a balança hidráulica, criou a célebre luneta e o termómetro que levam o seu nome, inventou um método para determinar o peso do ar, o relógio de pêndulo e o compasso geométrico. 
Foi condenado pela Inquisição, tendo apenas sido absolvido… em 1983!
É justamente considerado "o pai da ciência moderna", particularmente pelo facto de ter imposto o método empírico, e relegado para o esquecimento o método aristotélico.
           

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

A Sonda Kepler

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Johannes Kepler
Johannes Kepler (1571 — 1630) foi matemático e astrónomo, e um importante vulto da revolução científica que teve lugar no século XVII.
Foi ele quem formulou as três célebres leis fundamentais da mecânica celeste.
Essas leis permitiram a Isaac Newton elaborar a sua teoria da gravitação universal.
Em sua homenagem, foi lançada, em 2009, a sonda que leva o seu nome,  e que tinha como missão principal detectar planetas extra-solares Ela deverá observar umas 10.000 estrelas, durante 4  anos.
Mas, mais recentemente, foi atribuída uma outra missão à sonda. Ela irá procurar identificar objectos da nuvem de Oort, que se crê ser um imenso repositório de futuros cometas. A nuvem de Oort, proposta por Yan Oort, em 1950, estender-se-ia até aos limites do Sistema Solar, envolvendo-o em todos os sentidos, como a casca duma laranja, passe a expressão.
O método a ser utilizado para detectar esses pequenos corpos é o mesmo que está a ser utilizado para detectar planetas girando à volta doutros sóis.
Quando um deles passar em frente duma dada estrela, a luminosidade desta, baixará ligeiramente durante o tempo em que o objecto estiver no enfiamento da observação. Instrumentos muito precisos de medida, determinarão depois as dimensões dos objectos em causa.

sábado, 16 de outubro de 2010

O NEUTRINO

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Uma partícula quase fantasma
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O número de neutrinos que chega à Terra é colossal. Têm características que os tornam quase indetectáveis, porque são partículas electricamente neutras (tal como os fotões), e ainda muitíssimo mais pequenas que eles. Assim, não são atraídos ou repelidos pela matéria comum e passam facilmente por entre ela, sem esbarrar com os núcleos de todos os elementos da natureza (atravessam o nosso corpo, em todos os sentidos, sem que demos por isso e sem nos causar qualquer dano), podendo também atravessar de lado a lado toda a Terra, (e mesmo o Sol), sem praticamente interagir com a matéria.
A existência desta partícula quase fantasma, tinha sido proposta pelo físico austríaco Pauli, em 1930, para tentar explicar determinados problemas que se punham com a desintegração do neutrão. Mas foi Enrico Fermi, ainda no mesmo ano de 1930, que elaborou um modelo para o átomo, que incluía o neutrino. Como era italiano, chamou-lhe neutrino, ou seja: pequeno neutrão.
A existência da partícula acabou por ser provada. Uma das primeiras experiências, foi feita no Japão, envolvendo 50. 000 toneladas de água. O neutrino, de onde em onde, embora muito raramente, acaba por interferir com a matéria e produzir luz, que era captada e registada num dos 17. 000 tubos que compunham o sofisticado equipamento.
Porém, subsiste um mistério, como anteriormente referimos. Porque é que chegam à Terra muito menos neutrinos dos que são previstos teoricamente?
Haverá qualquer coisa que ainda não foi bem compreendida nessa partícula fantasma, ou haverá algum erro importante, nos mais recentes modelos que procuram explicar o funcionamento do Cosmos?

sábado, 9 de outubro de 2010

CONSTELAÇÃO DE VIRGEM (2) - Mitologia

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Como ficou dito na anterior postagem, as constelações são grupos imaginários de estrelas.
Os antigos, conforme as civilizações, viam nelas objectos do quotidiano, figuras míticas, deuses, animais… E, à volta dessas configurações, se teciam a mais variadas lendárias peripécias e enredos.
A constelação de Virgem (constelação do Zodíaco) representa uma jovem e são inúmeras as histórias como ela relacionadas.
Não as referiremos. Apenas mostramos a sua imagem, tal como foi imaginada, a partir das estrelas mais brilhantes da constelação.
É bem de ver, que nelas se podia inscrever o que quer que fosse.
E então, os nativos de Virgem, teriam outros atributos e outro destino…
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* Comparar a imagem com a da anterior postagem

sábado, 2 de outubro de 2010

CONSTELAÇÃO DE VIRGEM

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imagem Google

 A constelação da Virgem é um imaginado agrupamento de estrelas, pouco expressivo, próximo da constelação de Leão e que pode servir-lhe de referência.
Das suas estrelas há a destacar a α, Spica (também chamada Espiga), uma estrela azul esbranquiçada, intrinsecamente muito brilhante, a 280 anos-luz de nós. Se estivesse à distância que está Sírio (a mais luzidia dos nossos céus) seria umas noventa vezes mais brilhante!
Aquilo que à vista desarmada parece ser uma só estrela, a γ, Porrima, é, na verdade, um par de estrelas muito próximas e muito parecidas, que orbitam em torno uma da outra. Por estes tempos confundem-se numa só, pois se encontram no enfiamento uma da outra, em relação a nós. Esse movimento recíproco dura uns 170 anos.
Outra estrela a realçar é a ε, a Vindimadora, uma gigante amarela à distância de 100 anos-luz.
O fundo da constelação é muito rico em galáxias, particularmente o chamado Enxame de Virgem (cerca de 3.000), a 45 milhões de anos-luz, onde pontifica a gigante M87 (assim catalogada por Messier), que se julga ter um enorme buraco negro, no seu centro. Daí emana uma fortíssima fonte-rádio, conhecida como Virgem A.

domingo, 26 de setembro de 2010

A EXTINÇÃO DOS DINOSSAUROS

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imagem google
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Está estabelecido que a grande extinção das espécies que ocorreu na transição do Cretácio para o Terciário (a chamada fronteira C/T), foi causado por um asteróide que caiu na Terra. Mais precisamente em Chicxulub,  na península do Yucatan, no México, há cerca de 65 milhões de anos, tendo aniquilado os dinossauros e mais de metade das espécies animais, de então.
O asteróide teria uma envergadura duns 15 quilómetros e, ao embater na Terra, desenvolveu uma energia equivalente a um milhão de vezes a da bomba atómica de Hiroshima. As poeiras que produziu, ofuscaram completamente a luz solar, a nível planetário, produzindo um inverno duradoiro e negro.
Curiosamente, a extinção dos dinossauros abriu caminho ao desenvolvimento das pequenas espécies de animais de sangue quente, nomeadamente as espécies mamárias, donde, mais tarde, surgiu o homem.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

A GALÁXIA DE ANDRÓMEDA

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imagem google
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A galáxia de Andrómeda  (a M 31, do catálogo de Messier), é a mais próxima da nossa Via Láctea. Pertence ao chamado Grupo Local, constituído por umas 40 galáxias. A seguir à Andrómeda e à Via Láctea, por ordem de grandeza, destaca-se a do Triângulo (M 33) e as duas Nuvens de Magalhães (visíveis no hemisfério austral).
Crê-se que foi o persa Abd-al-Rahman Al-Sufi quem a descreveu pela primeira vez, no ano de 964.
Andrómeda é bem maior que a nossa galáxia (mais de 400 mil milhões de estrelas), e dista de nós uns 2 milhões e 500 mil anos-luz.
É visível apenas no hemisfério norte. Encontra-se facilmente se procurarmos a constelação do mesmo nome, pois é visível a olho nu, em céus escuros. Pode ser melhor visionada com binóculos.