DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

a galáxia mais antiga


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Depois do Big Bang, que se julga ter acontecido há cerca de 13,7 mil milhões de anos, começaram a formar-se as estrelas e as galáxias, embora ainda não se saiba ao certo, quando isso começou a acontecer.
No entanto, surge agora a notícia da descoberta duma galáxia existente desde uns 480 milhões de anos, depois do começo do nosso actual universo – a mais antiga até agora detectada. A imagem que nos chega, é a de como ela era, nesse tempo.
A descoberta foi realizada utilizando uma câmara de infravermelhos.
O que os astrónomos procuram, neste momento, é saber o que aconteceu no período de formação desses primeiros objectos, ou seja, nos primeiros 500 milhões de anos da existência do universo.
Isso virá a ser possível quando entrar em operações um novo telescópio espacial, o Webb, em 2014, que irá substituir o Hubble.

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A NOSSA GALÁXIA


A nossa galáxia é apenas uma das miríades outras, do nosso Universo.
Pelo essencial, se considerarmos os diversos astros de que são constituídas, todas são idênticas. Cada uma delas tem milhares de milhões de estrelas de variados tipos.
Porém, as suas configurações podem ser bem diferentes. A Via Láctea e a Andrómeda, por exemplo, fazem lembrar um disco das competições desportivas, sendo os seus bordos notoriamente em espiral, como se o conjunto se estivesse a esfrangalhar nesses limites. Outras há que são esféricas, elípticas, lenticulares, ou irregulares. A Via Láctea faz parte dum grupo dumas trinta galáxias, a que se chama o Grupo Local. Além dela, as mais importantes são a Andrómeda e o Triângulo, todas espirais. Por sua vez, como sucede com a nossa própria galáxia, também as outras possuem pequenas galáxias satélites ou glóbulos estelares. As duas Nuvens de Magalhães (só visíveis no hemisfério sul, mas já descritas nas mitologias de alguns povos das ilhas do Pacífico, antes de serem conhecidas dos europeus, por intermédio dos relatos dos navegadores que acompanharam Fernão de Magalhães, na primeira Volta ao Mundo), são as mais importantes galáxias satélites da Via Láctea. A maior dessas Nuvens de Magalhães, tem cerca de dez mil milhões de estrelas. A mais pequena tem um décimo dessas estrelas e está a cento e sessenta mil anos luz de nós. Outras como a do Dragão e da Ursa Menor, não têm mais que cem mil unidades.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O ACONTECIMENTO TUNGUSTA

COMETAS 5


A Terra é bombardeada por meteoritos de vários tipos, somando mais de 2. 000 toneladas o peso do conjunto desses corpos, por ano. Ocasionalmente ainda caiem grandes meteoritos, como terá sido o caso de Tungusta, numa região remota da estepe russa, em 30 Junho 1908. O objecto (julga-se que era um cometa) explodiu quando chegou às altas camadas da atmosfera e deveria pesar 1 milhão de toneladas. Desenvolveu, ao despenhar-se, uma energia equivalente a uma bomba atómica. Derrubou milhares de árvores, matou rebanhos inteiros de renas, deitou pessoas ao chão a quarenta quilómetros e o ruído da explosão ouviu-se a milhares de quilómetros. Levantou poeiras que subiram até às altas camadas da atmosfera. Essas poeiras deram a volta ao mundo. De tal maneira que, nas noites seguintes, em Londres, se podia ler o Times à noite, dado  pelo reflexo da luminosidade provocada pelos raios do Sol!
Hoje em dia, cerca de 7 ou 8 grandes meteoritos ainda caiem todos os anos, na Terra, mais de 1/3, no mar. Alguns podem desenvolver energias equivalentes a uma bomba, como a de Nagasaki. O que recentemente explodiu no Pacífico, em Outubro de 1990, equivalia a 1000 toneladas de TNT. E também se sabe que, em média, cai um corpo de 1 quilómetro de diâmetro, em cada milhão de anos, que equivale a 1 megatonelada de TNT = 100 vezes todas as bombas nucleares do mundo, a explodir ao mesmo tempo!
Recentemente, à aproximação de Júpiter, um cometa denominado Shoemaker-Levy-9 foi fragmentado pelas poderosas forças gravíticas do planeta e despenhou-se, aos bocados, nesse gigante do Sistema. Júpiter, para nós, funciona com um escudo protector, pois, muitos eventuais corpos que poderiam cair na Terra, são captados pelo planeta gigante do Sistema. A espectacular queda foi observada e fotografada desde a Terra.
Porém, a maioria dos meteoritos ou cometas, despenham-se directamente no Sol, dada a sua enorme força gravítica
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domingo, 16 de janeiro de 2011

BOLAS DE FOGO





A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.
Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.
Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.
Na verdade, no dia 7 de Outubro, de 2008, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.
O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.
Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártida ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.
No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.
Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.
Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.
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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.