DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sexta-feira, 15 de julho de 2011

COMO DESCOBRIR UM PANETA EXTRASOLAR EM CASA

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Parte 1
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Neste momento está em órbita a nave espacial Missão Kepler, que tem como objectivo rastrear o céu numa região entre as constelações de Hidra e Cisne, à procura de planetas em estrelas próximas. Para ser mais preciso, diremos que a nave está equipada com uma câmara digital de 95 megapixels, o que lhe permite procurar planetas com as dimensões aproximadas da Terra, entre 150 mil estrelas!
Sabe que pode fazer isto, em casa, apenas usando o computador?
A técnica está em procurar pequenas variações no brilho duma dada estrela.
Hoje já são conhecidas as estrelas que são intrinsecamente “variáveis”, isto é: que mudam de intensidade porque têm ciclos de produção de mais ou menos energia. Outras há, conhecidas, que têm regiões mais frias e a rotação da estrela inibe saber muito mais.
Estas, à partida, são para pôr de parte.
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(continua)

sábado, 9 de julho de 2011

MIZAR E ALCOR

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Como foi dito em anterior postagem (clicar aqui), é a partir da bem visível Ursa Maior que se chega à Estrela Polar – indicadora do Norte.
A Ursa Maior é uma constelação dita circumpolar (norte) porque, é sempre visível nas latitudes norte, ao longo do ano.
Tem uma estrela muito interessante (a do meio da cauda)... que são duas!
Estão imensamente distantes uma da outra, mas, da Terra parecem estar ligadas. Chama-se a essa circunstância binárias visuais, para destingir daquelas (muitas outras) que dependem gravitacionalmente uma da outra.
Essas estrelas são a Mizar e a Alcor.

domingo, 3 de julho de 2011

AINDA A SUPERNOVA NA M 51

O que nós vemos hoje, na galáxia (clicar M 51), ou Whirlpool, também catalogada NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós, é uma supernova – uma estrela em estado explosivo. Isso aconteceu no início da época do Miocénio, há 23 milhões de anos, durante a era do Cenozóico.
Nesse tempo já a Terra era habitada por animais semelhantes aos que há hoje. Os dinossauros extinguiram-se à 65 milhões de anos. Mas o homem estava ainda bem longe de aparecer. No entanto, até meados do Miocénio (14 milhões de anos), desenvolveu-se um novo grupo de primatas, que estão na origem dos primeiros homnídeos, o australopithecus que, por sua vez, haveria de evoluir para dar o grupo homo percursor do homem, o homo sapiens.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CONSTELAÇÃO dos GÊMEOS

nebulosa esquimó
os gêmeos, tal como eram visto na Antiguidade Clássica
As duas estrelas mais brilhantes da constelação dos Gêmeos, a α e a β, são Castor e Pólux. Representam as cabeças dos gêmeos. Na mitologia grega, eram irmãos da célebre Helena de Tróia.
Sob o ponto de vista da Astronomia, é interessante saber que afinal Castor não é uma estrela, mas sim, três que se confundem, aos nossos olhos. Elas orbitam em torno umas das outras. Mas, mais interessante ainda é que cada uma dessas três estrelas, são, na realidade, sistemas binários. Assim sendo, Castor é um sistema sextuplo, que nos parece uma só estrela!
Encontram-se a cerca de 50 anos-luz de nós. Pólux, essa, está a 35 anos-luz. Portanto, não são gêmeos coisa nenhuma, porque não há nenhuma relação entre a α e β. O que nós vemos da Terra, é apenas a sua projecção no fundo do écran do céu.
Na espaço aparente ocupado pela constelação (que no céu é atravessada pela Elíptica – a linha vermelha), há a salientar um cúmulo aberto, o M 35, uma estrela de neutrões e a Nebulosa do Esquimó (NGC 2392), uma nebulosa planetária.

terça-feira, 21 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O ECLIPSE


A parte branca já saíu do eclipse - clicar para aumentar
ver postagem anterior

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eclipse total da Lua, a 15 de Junho

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É já na próxima quarta-feira, dia 15 de Junho, um eclipse total de Lua, que será visto em quase todo o globo. Entre nós, a Lua nasce pouco antes das 21 horas, já completamente mergulhada na sombra que a Terra projecta no Espaço.
Por volta das 22 horas, vamos assistir à parte final da fase de eclipse total, quando a Lua começar a sair da sombra da Terra, entrando numa fase de penumbra, que durará até à meia-noite.
Em todo o Brasil, a Lua também nasce já encoberta.
Um acontecimento semelhante, visível em Portugal, só virá a repetir-se em 2015, no dia 28 de Setembro.
Será interessante verificar que a Lua continuará a ser vista, durante o eclipse. Isso deve-se à refracção da luz, na atmosfera terrestre. E a cor que apresentará será consequência do estado da própria atmosfera: gases diversos, nuvens ou nebulosidade, e poeiras. Ou, as recentes cinzas vulcânicas que têm sido ejectadas por vulcões.
A cor da Lua poderá ir do cinzento ao avermelhado, passando pelo laranja ou pelo castanho.
De referir que estes fenómenos – eclipses totais de Lua –, só acontecem pela Lua Cheia, porque é nessa situação que o nosso satélite natural poderá passar pelo cone da sombra da Terra, provocada pelo Sol.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Supernova na M 51

espere um pouco, ou mova o rato, para observar
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Foi recentemente anunciada uma supernova (uma estrela que chegou ao fim da existência e explodiu), na galáxia Whirlpool (também catalogada por NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós.
Na mesma imagem, pode ver-se o aspecto da galáxia, antes e depois desse acontecimento extraordinário. Como se constata, não havia nada de significativo no sítio onde aparece agora essa estrela em estado explosivo.
As enormíssimas temperaturas atingidas durante a explosão são as responsáveis pela formação de elementos pesados (acima do ferro e do silício), indispensáveis para que as novas estrelas resultantes, possam ter planetas rochosos idênticos à Terra. Mas isso só vem a acontecer passados muitos milhares de milhões de anos.
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* Os outros pontos de luz mais brilhantes visíveis na imagem, são estrelas da nossa própria galáxia, excepto a parte central, onde a concentração de estrelas é maior; de resto, como acontece noutras galáxias, incluindo a Via Láctea.
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A imagem é de Stéphane Lamotte Bailey

sábado, 28 de maio de 2011

ESTRELA POLAR

imagem google
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Ursa Menor é uma importante constelação, particularmente pelo facto de uma das suas estrelas indicar o Norte.
Noutros tempos isto era de capital importância para os navegadores, no hemisfério Norte.
A constelação não é facilmente perceptível mas, a vizinha (e invertida) Ursa Maior é fácil de identificar.
Na imagem que produzimos, a partir das duas "guardas" - assim se lhes chama - da Maior, facilmente se chega à Estrela Polar, a tal que indica o Norte.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O OVO CÓSMICO



Em tempos modernos, foi o abade belga Georges Lemaître a avançar a ideia de que o Universo tinha tido início num único átomo, a que chamou "átomo primordial" ou "ovo cósmico".
Tal proposta foi feita nos anos 30. Esta ideia contribuiu para explicar as observações de Edwin Hubble (1889-1953) que, ao medir "o deslocamento-para-o-vermelho", de galáxias distantes – o chamado red-shift, percebeu o seu sucessivo afastamento e, por consequência, que o Universo se encontra numa bolha de expansão. A anterior e célebre "Teoria da Relatividade Geral", de Einstein (1915), também já previa esse afastamento e consequente expansão.
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Mas é curioso verificar que em muitas das antigas civilizações prevalecia a mesma crença. Entre outros, os chineses, os celtas, os egípcios, os gregos, os indianos e vários povos indígenas, também acreditavam num ovo cósmico, donde teria nascido o Universo. Provavelmente, ao perceber que muito do que é a Criação, provém dum ovo.
Geralmente consideravam que o ovo eclodira depois dum longo período de repouso, ou caos.
Alguns falam das forças criativas no interior do ovo em repouso, e esta ideia, curiosamente, de certo modo vem ao encontro do que hoje se pensa sobre o vácuo absoluto e as suas forças potenciais que, sem que se saiba porquê, a um dado momento se põem em acção, como terá acontecido no BiG Bang – o eclodir do "ovo cósmico".

sábado, 14 de maio de 2011

CONSTELAÇÃO TOURO (2)


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As coincidências citadas no anterior postagem, de 8 de Maio, Constelação do Touro (1), têm feito com que certos estudiosos destas matérias se tenham debruçado sobre elas e tenha sido aventada uma ideia curiosa:
Há cerca de dezasseis mil anos, o nascimento da constelação do Touro (*) deveria fazer-se próximo do equinócio da Primavera, trazendo, possivelmente, aos de então, quer aos europeus e norte-africanos, quer aos povos das américas, uma imagem de paraíso do regresso à terra-mãe, com temperaturas amenas e bucólicos prados e herbívoros, dado pela sensação de calor (pensava-se) que emana da alfa, Aldebaran - (o olho do touro, segundo a mitologia árabe) -, uma gigante vermelha alaranjada.
Aldebaran é a mais brilhante da constelação e, por isso, há dois ou três milénios, por vezes, era utilizada para orientação no mar. Assim sendo, é fácil de perceber a importância que tinha. E nesse tempo, marcava o equinócio de Verão.
Em termos astronómicos, a estrela encontra-se relativamente próxima do nosso sistema solar, a sessenta e cinco anos luz.
Na constelação, as suas estrelas beta e zeta representam as pontas dos cornos do touro e perfilam-se, em riste, ameaçadores, na direcção de Orion, segundo reza a Mitologia.
Dizer-se que é uma constelação do Zodíaco, significa que se encontra no equador celeste. Vista da Terra, a projecção desse grupo de estrelas, no céu, parece ser anualmente atravessada pelo Sol, entre meados de Abril e meados de Maio. O mesmo acontece com as outras constelações ditas do Zodíaco, cada uma delas correspondendo a um período de tempo semelhante, no que respeita ao trânsito aparente do Sol, ao longo do céu.
(*) - a 1ª vez, durante um ano, que aparece no horizonte

domingo, 8 de maio de 2011

CONSTELAÇÃO TOURO


O Touro (Taurus) é uma das quarenta e oito constelações da lista elaborada por Ptolomeu, na sua obra, Almagest, dois séculos antes de Cristo. É reconhecida como constelação, desde os caldeus que viveram há cinco mil anos. A sua estrela mais brilhante é Aldebaran (o olho do toiro) - segundo os árabes.
Podemos facilmente observá-la na região zodiacal, nos nossos céus nocturnos, entre Carneiro e Gémeos, próxima da grande constelação de Orion. É uma das mais celebradas e esbeltas dos nossos céus e representa a cabeça do touro, segundo as mitologias ocidentais, mas também um prado (a inteira constelação), na mitologia inca das américas pré-columbianas, relacionando-se com o mesmo tipo de fantasia ou ilusão, embora se saiba quão distante dos povos do Mediterrâneo se encontrava essa civilização.
No entanto, sabe-se o valor que os antigos atribuíam ao touro, que era sinónimo de força e fertilidade e isso, provavelmente, tem a ver com o que se pretendia para o nascimento dum novo ano. 
O Touro é citado na mitologia grega e seria nen mais nem menos do que Zeus disfarçado de touro,  numa das suas habituais aventuras amorosas.
Para os egípcios era Ápis,  e os judeus assimilavam-no ao Bezerros de Ouro.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O CARANGUEJO (nebulosa)



O ano de 1054 da nossa era, ficou para a história da astronomia como o ano em que a primeira supernova foi descrita pelos habitantes do planeta. O acontecimento foi registado no dia 4 de Julho, pelos astrónomos Chineses da dinastia Sung, que chamaram ao fenómeno, estrela convidada.
Mas também, por outros povos da Terra. Os índios Navajos, de Chaco Canon, no Novo México, gravaram o fenómeno, numa pedra, tendo o cuidado de aí colocar a Lua, na sua correcta fase, e algumas estrelas próximas, tal como observaram. Isso permitiu que os modernos astrónomos soubessem que o fenómeno registado por esses índios americanos, fora o mesmo que os chineses registaram.
O que aconteceu foi qualquer coisa de verdadeiramente surpreendente. Numa região do céu, na constelação do Touro, onde não havia nenhuma estrela proeminente, apareceu, subitamente, um luzeiro de grande intensidade a aumentar o seu brilho, de noite para noite, de tal maneira que, em poucos dias, o seu resplendor chegou a atingir cinco vezes o do planeta Vénus e ser claramente visível, em pleno dia!
Tratava-se duma supernova, ou seja: uma estrela que explodiu, debitando tanta energia em poucas semanas, como o nosso Sol o tem vindo a fazer, desde há milhares de milhões de anos!
Assestando os telescópios para o sítio exacto onde se verificou o acontecimento, os astrónomos de hoje podem observar uma nebulosa que, vagamente, faz lembrar um caranguejo, sendo conhecida por esse nome. Messier, um astrónomo que elaborou o primeiro mapa celeste dos tempos modernos, deu-lhe a designação de M 1. Encontra-se a mais de três mil anos luz da Terra e no seu centro está um estrela de neutrões – um pulsar – que gira sobre si mesmo, trinta vezes por segundo.
Quando, a intervalos de quarenta ou cinquenta anos, se tiram fotografias ao pulsar, pode ver-se que a explosão não chegou ao fim. Na verdade, filamentos visíveis de matéria, ainda se afastam do centro, a cerca de mil quilómetros por segundo, passado que foi mais dum milénio, sobre esse tão extraordinário acontecimento!

domingo, 24 de abril de 2011

A RADIAÇÃO SOLAR

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A radiação que chega até nós, vinda do Sol, é de natureza diversa e envolve uma série de fenómenos diversos. Para os povos mais antigos, ela resumia-se à luz visível e, mesmo assim, essa luz parecia ser una e indivisível. No entanto, os estudos do inglês Thomas Young, vieram a mostrar a realidade dessa luz. Ela, de facto, é composta de várias luzes diferentes, que podemos verificar (e apreciar) num arco-íris. Quando se dá esse belo fenómeno atmosférico, a luz solar é decomposta em luzes de sete cores diferentes. O mesmo se passa quando a fazemos atravessar o prisma óptico, em laboratório. Ao atravessar o prisma de vidro ou a viajar por entre as gotículas de água que se mantém em suspensão depois da chuva, o conjunto da ondas luminosas que compõem a luz solar, é fraccionada segundo as suas características electromagnéticas. A cada uma dessas cores corresponde um diferente comprimento de onda da radiação solar e cada uma dessas luzes tem características físicas diferentes. Por exemplo, ela é mais fria e mais penetrante nas imediações do violeta e mais quente e menos penetrante, nos vermelhos.
No entanto, a radiação solar não se esgota nestas sete cores e seus correspondentes comportamentos físicos. Além dos raios ultravioletas, que têm um efeito nocivo e perigoso na pele dos veraneantes (mas também no resto da fauna e da flora do planeta...), particularmente se se trata dos ultravioletas duros, que são os mais penetrantes, temos ainda a os raios x e os raios gama, muito mais perigosos que os ultravioletas. O ozone e a atmosfera protegem-nos dessas radiações mortíferas.
Ainda a considerar, na radiação solar, o efeito dos raios cósmicos que, como o nome sugere, parecem vir do Cosmos longínquo. Mas assim não é. Eles chegam-nos de todas as zonas do espaço cósmico e são oriundos de estrelas comuns, inclusivamente do Sol. São entidades como núcleos de hélio e até núcleos de elementos pesados. Chegam à Terra com velocidades apenas um pouco inferiores à velocidade da luz e geralmente não atingem a superfície do nosso planeta. Como são de dimensões idênticas ao oxigénio ou ao azoto da atmosfera, chocam com esses elementos ao entrar nas altas camadas atmosféricas, produzindo fenómenos interessantíssimos que são estudados atentamente na física atómica.
Para finalizar, vamos referir os neutrinos. O número de neutrinos que chega à Terra é colossal. Têm características que os tornam quase indetectáveis, porque são partículas electricamente neutras (tal como os fotões), e ainda muitíssimo mais pequenas que eles. Assim, não são atraídos ou repelidos pela matéria comum e passam facilmente por entre ela, sem esbarrar com os núcleos de todos os elementos da natureza (atravessam o nosso corpo, em todos os sentidos, sem que demos por isso e sem nos causar qualquer dano), podendo também atravessar de lado a lado toda a Terra (e mesmo o Sol), sem praticamente interagir com a matéria.
A existência desta partícula quase fantasma, tinha sido proposta pelo físico austríaco Pauli, em 1930, para tentar explicar determinados problemas que se punham com a desintegração do neutrão. Mas foi Enrico Fermi, ainda no mesmo ano de 1930, que elaborou um modelo para o átomo, que incluía o neutrino. Como era italiano, chamou-lhe neutrino, ou seja: pequeno neutrão.
A existência da partícula acabou por ser provada. Porém, subsiste um mistério. Porque é que chegam à Terra muito menos neutrinos dos que são previstos teoricamente?
Haverá qualquer coisa que ainda não foi bem compreendida nessa partícula fantasma, ou haverá algum erro importante, nos mais recentes modelos que procuram explicar o funcionamento do Cosmos?
Recentemente, pensa-se que se transformam, pelo caminho.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O CRUZEIRO DO SUL

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A constelação do Cruzeiro do Sul não é visível nas nossas latitudes. Mas foi de grande importância para os europeus, antigos navegantes e descobridores das terras e ilhas austrais.
Servia de referência segura, para quem navegava nesses mares.
Assim como no hemisfério norte, a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), indica o polo Norte, também uma das estrelas do Cruzeiro do Sul, indica o polo austral.
Trata-se da estrela α (alfa), conhecida por Estrela de Magalhães, ou Acrux, a mais brilhante da constelação e uma das mais brilhante de todo céu nocturno. Na verdade, a observação ao telescópio, mostra que a α não é uma só estrela, mas duas!
É sempre visível nessas latitudes, pois faz a circunvalação do polo Sul celeste e nunca entra em ocaso.
Outras estrelas da constelação merecem referência: a β (beta), também muito brilhante e que se pode observar num dos braços menores do diagrama. Chamam-lhe Becrux, ou Mimosa.
No topo superior, podemos ver uma estrela avermelhada, denominada Rubídea. É, pela cor, uma estrela velha.
Uma interessante curiosidade desta constelação é que ela se encontra bem próximo duma das que compõem a constelação de Centauro, a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol.
E, como se sabe, as estrelas do Cruzeiro do Sul (juntamente com outras), estão representadas na bandeira do Brasil. Todas essas estrelas representam os muitos Estados brasileiros.
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imagem Google

sábado, 2 de abril de 2011

SATURNO



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Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.
No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.
Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.
Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.
É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.

terça-feira, 22 de março de 2011

OBSERVAR O CÉU

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Para quem quer iniciar-se na astronomia, a primeira observação do céu deve ser feita durante o dia. Ao contrário do que poderá parecer, há muita coisa interessante a descobrir, desde o nascer do Sol até que ele se ponha.
Vamos partir do princípio que os nossos observadores residem em zonas de latitudes médias, Portugal e Brasil.
Podemos começar por verificar que os pontos onde o nosso astro rei desponta, a Oriente, vão mudando ao longo do ano. E, pela mesma ordem de razões, onde ele desaparece a Poente.
E também se pode constatar que, no hemisfério norte, a trajectória (aparente) do sol vai subindo, a partir do equinócio de Março (equinócio: noites iguais - do latim). E ao contrário, no hemisfério sul.
A consequência, é o aumento ou o encurtamento das horas de luz solar, ou da noite. No dia dos equinócios, a noite e o dia têm igual duração.
Também será interessante constatar que o Sol e a Lua parecem descrever uma mesma trajectória (ou muito próxima), no céu. Isto deve-se ao facto de estarem - a Terra e a Lua -, a girar sobre planos muito aproximados. É quase como se tivéssemos três bolinhas (uma delas sendo o Sol), em cima duma mesa. Na verdade, todos os planetas estão aproximadamente no mesmo plano, e por isso parecem descrever idêntica trajectória, no céu. Exceptua-se Plutão, que cruza a órbita de Neptuno. E essa é uma das razões porque já não é considerado um planeta, além de,
recentemente, se ter compreendido  que faz parte da Cintura de Kuiper.
Se for possível ver algum planeta ao cair do dia ou ao nascer do Sol, poderá verificar-se que eles também se encontram por ali, na mesma linha. Essa imaginária linha é a Elíptica
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quinta-feira, 17 de março de 2011

APRESENTAÇÃO DE LIVRO EM S. PAULO

8º  SARAU POÉTICO DO BECO DOS POETAS

20 de Março,
das 10hs ás 12hs.

Apresentação do livro
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POR DETRÁS DAS PALAVRAS”,
(esgotado em Portugal)
do poeta português Vieira Calado
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E como sempre, é uma grande alegria 
ver você lendo ou declamando sua poesia, 
falando de suas conquistas literárias e compartilhando conosco.
Contamos com sua presença no Dia 20 de Março, 
será um Domingo de alegria e muita Poesia, 
 você não pode faltar!
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CEU Caminho do Mar
Av. Engº Armando de Arruda Pereira, 5.241- Jabaquara-SP
                                                                                    tel. 011-5021-2233

segunda-feira, 7 de março de 2011

SUPER-NOVAS

Hoje, para variar,
vai um extracto do meu livro de ficção extraterrestre "Eram Dinossauros", 
onde aparece  uma descrição romanceada
do que é uma super-nova.
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A implosão duma gigante é um acontecimento apocaliptíco, como Zstst frisara. Nada se lhe compara, em violência. É como se a estrela, à beira da morte irredutível, gritasse a vacuidade de ter vivido, o fim anunciado de todas as veleidades, num inferno de desespero, até à consumação do tempo. Mas a morte violenta duma estrela, é também o lodo de que Anaximandro diz ter sido feita a Vida numa infinidade de mundos donde evoluirão os homens que somos, a majestosa e mítica cleyera ochancea, o Lap-Tamo que, em tempos remotos, veio trazer frutos capitosos ao povo da Nova Guiné, o holoptychius do planeta biológico de Baleia, ou a hiperexótica ichthyostega sideral, cor de prata, dos lagos gelados do pulsar do Caranguejo.                            
Uma supernova é como se fosse um Big Bang, em miniatura. Mas mesmo assim suficiente para anunciar a Ressurreição. O calor e as forças reinantes no interior duma tal estrela, são quase infinitas – ou infinitas, mesmo!...–, se considerarmos a nossa pequenez, a dimensão das nossas vidas. O estertor final duma estrela agonizante anuncia o Caos e o Brama, a ressurreição de todos os elementos do Cosmos; e é esse adeus à vida, feito de pressões e temperaturas inimagináveis, que sintetiza os metais pesados. Eles são a utopia de todas as conquistas, com que mais tarde se há-de chegar à tecnologia e aos outros planetas das estrelas, e que fazem a balbúrdia das nossas vidas:
A prata e a platina; o chumbo, que os Romanos utilizavam para moldar em barro, a eternidade, no bronze das estátuas; o zinco; o cobalto tido como génio maléfico na mitologia germânica; o gálio que lembra o alumínio; o bismuto e o selénio, para fazer electricidade em pó; o níquel comum; o esguio mercúrio, com que Lavoisier concluiu que nada se cria, nada se perde; o estanho da lata; o cobre, para fazer tachos, fios, anéis de ouro, hélices, amuletos, moedas, cataplanas, alambiques, bugigangas; o cádmio, amante de neutrões lentos;  o estrôncio, primo do cálcio, que serve para pouco, a não ser para dar cabo dos ossos das criancinhas, em Hiroshima, ou no atol de Mororoa; o césio, pior ainda, maldito até à última geração; as luzes coloridas do crípton e do xénon; o zinco, das pilhas de Volta, e que, em menino, vi dar hidrogénio, em laboratório; o tântalo e o háfnio; o irídio, do museu de Sèvres e da fronteira C.T., onde se afogaram os dinossauros terrestres; o lantâneo, o cério, o neodínio, o promécio, o samário, o európio, o galodínio, o holmo, o túlio, o lutécio, que lembram os frutos exóticos de Tau Ceti; o paládio, que Pons julgou descobrir a pólvora; o ouro, da máscara de Toutakanon; o molibdénio, das lâmpadas e das rótulas; o térbio, com que se espera ir à Andrómeda pelo hiper-espaço; o tungsténio e o ósmio, e os outros todos, até ao urânio, na tábua de Mendlief, sintetizados no estertor final da gigante.                     
Tempo das estrelas e tempo dos átomos, este tempo cósmico onde vivemos a nossa vida! Ciclo macroscópico feito de pequenos nadas!
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Somos efectivamente feitos do pó das estrelas!
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Ou: "... como o climax fugaz que conduz o sémen redentor! " – na versão de Zstst, procurando trazer de novo, o discurso, ao tema que ali os reunira: "Do protoplasma às ondas-rádio".
   
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Nota do autor: Zstst (um dinossauro dum planeta distante) 
é uma das principais personagens de  
"ERAM DINOSSAUROS", 
(a publicar).

terça-feira, 1 de março de 2011

A CINTURA DE KUIPER

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Para além da órbita de Neptuno, entre as 30 e as 50 u.a. (unidades astronómicas)*, há uma enormidade de pequenos corpos que volteiam o Sol, formando uma espécie de cintura a que deram o nome de Cintura de Kuiper. O primeiro desses corpos a ser descoberto foi Plutão que, como se sabe, foi recentemente despromovido da sua condição de planeta, para ser considerado um elemento da referida cintura.
Ainda Plutão era considerado planeta, descobriram o (então primeiro) objecto da cintura que o astrónomo Kuiper propusera. Baptizaram-no de 1992 QB1, no ano aí referenciado. De lá para cá, já foram catalogados uns mil ou mais desses objectos transneptunianos. Os maiores têm diâmetros que ultrapassam os mil quilómetros, como é o caso do próprio Plutão, e de Ério e Varema, entre outros.
Estes pequenos corpos são geralmente descritos como “bolas de gelo sujo” e podem constituir-se em cometas, sempre que sujeitos a certos desiquilíbrios gravíticos, ao se chegarem próximo das órbitas de Neptuno ou Júpiter. Mas também podem sofrer impulsos que levem as suas órbitas a passarem de elípticas a hiperbólicas, sendo projectados para fora do Sistema Solar ou a só regressar às imediações do Sol, mil ou mais anos depois.
Calcula-se que a massa total dos corpos que constituem a referida cintura, não exceda um décimo da massa da Terra.
Mas o seu conhecimento é da maior importância, porque essas bolas de gelo sujo se mantêm, provavelmente, como eram quando se formou o Sistema Solar, vai para 4.500 milhões de anos. O seu estudo permitirá perceber melhor o modo como o Sistema Solar se formou, com todas os conhecimentos científicos que daí advêm.

* 1 u.a. são cento e cinquenta milhões de quilómetros, a distância Terra/Sol.