DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

quinta-feira, 1 de março de 2012

AQUÁRIO . constelação do zodíaco

M2

A constelação do Aquário é uma das maiores, e descrita desde a Antiguidade. Encontra-se numa região do Céu que era vista como a região da água, ou do mar. Próxima dela estão Peixes, a Baleia e aquilo que era visto como um rio (o rio mais importantes da respectiva região terrestre), por diversas culturas: Eridanus. As suas estrelas, mesmo as mais importantes, são ténues. Os objectos mais relevantes da constelação são:

M2 (NGC 7069) - enxame globular, muito brilhante, a cerca de 50 mil anos-luz de nós.

NGC 7009, a "Nebulosa de Saturno" - nebulosa planetária.

NGC 7293, "Nebulosa da Hélice" - nebulosa planetária.

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

A CONSTELAÇÃO DO AQUÁRIO - MITOLOGIA

Aquário, segundo a mitologia. Imagem net.
Um pastor (que também era aguadeiro) chamado Ganimedes – nome que viria a ser utilizado por Galileu para baptizar uma das 4 luas de Júpiter, que ele descobrira –, era um jovem, muito belo e gentil.
Por isso, um dia foi raptado pela águia de Zeus e levado para a morada dos deuses para ser o aguadeiro dos ditos. Rapidamente se tornou muito querido de todos e, aproveitando-se dessa circunstância, pediu a Zeus para que o deixasse ajudar os mortais seus irmãos, levando-lhes água. Concedido o pedido, Ganimedes – para os gregos – ganhou o estatuto de Deus da Chuva!
E, não só para bem desempenhar as suas funções, como para poder sempre ser visto pelo pai (o rei Trós, muito saudoso do seu filho...), os deuses colocaram-no no céu!

domingo, 19 de fevereiro de 2012

NEBULOSA HÉLICE


Das nebulosas da constelação Aquário,
a Hélice (NGC 7293) - uma nebulosa planetária,
é a a que fica mais próximo de nós.

* A expressão "nebulosa planetária", nada tem a ver com planetas.
Mas sim com o facto de que a 1ª,
no séc XVIII (das muitas depois descobertas),
foi tomada por um sistema solar em formação!

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

A MINHA POESIA

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Ultrapassou os 80 mil visionamentos

o vídeo produzido no Brasil,
sobre o lançamento do meu livro

"Por Detrás das Palavras", em S. Paulo.

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A todos, o meu muito obrigado.
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clicar duas vezes, no vídeo, ao lado, na barra lateral
para ver o écran inteiro.
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Veja também o meu mais recente poema

domingo, 5 de fevereiro de 2012

GALILEU GALILEI


A PRIMEIRA LUNETA ASTRONÓMICA

A primeira luneta astronómica de que há memória, foi construída por Galileu Galilei. Tratava-se dum aparelho óptico rudimentar, que pode ser considerado o percursor dos modernos telescópios. O mês de Janeiro de 1604 ficou para a história da astronomia, como a data em que, através dela, o célebre sábio de Florença descobriu as quatro mais importantes luas de Júpiter – Io, Europa, Ganimedes e Calisto, por ordem de proximidade ao planeta. Também foi ele o primeiro a provar a realidade do sistema heliocêntrico (que tinha sido proposto por Copérnico), refutando a antiga crença de que a Terra era o centro do Sistema Solar e do Universo. Para além disto, nos domínios da astronomia –, foi ele o primeiro a observar e calcular a altura das montanhas da Lua, baseando-se nas sombras que o Sol projecta nas suas crateras, e a verificar a existência de fases, no planeta Vénus, à imagem do que se passa com as conhecidas fases do nosso satélite natural. O céu que observara através da luneta, também lhe permitiu concluir que a Via Láctea não era uma nuvem (como até aí se julgava), mas sim um enorme conjunto de estrelas, a galáxia de que o Sol faz parte.
Hoje sabe-se que esse número é superior a cem mil milhões (200. 000. 000. 000).

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

ESTRELAS PRÓXIMAS DO SOL


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click para aumentar - imagem google
A possibilidade de haver estrelas próximas com condições para terem desenvolvido vida superior, são escassas, por várias e muitas razões de ordem astronómica.
Uma das mais próximas do Sistema Solar é a Estrela de Barnard (uma anã vermelha, sem condições para albergar vida como a que temos por cá). A seguir vem o Sistema de Centauro, com três estrelas que gravitam entre si. Uma dessas estrelas é a Próxima, a que chega mais perto de nós. Uma outra é relativamente parecida com o Sol, mas o facto de gravitarem entre si, é muito limitativo, para a vida. Das que vêm depois, por ordem de distância, a mais interessante é a épsilon de Eridanus, a 10,5 anos-luz, também semelhante ao Sol, embora muito mais jovem.
Mais longe, já a mais de 12 anos-luz, está a tau Ceti.
Das que aparecem no diagrama, mercê da sua idade, talha e género, apenas a τ Ceti (deficiente em metais, o que é uma forte limitação), e a ɛ de Eridanus, são consideradas como eventualmente poderem ter planetas semelhantes aos planetas rochosos do Sistema Solar e, algum, semelhante à Terra, podendo albergar (clicar) vida superior e (tecnológica?), agora, ou no futuro.

sábado, 7 de janeiro de 2012

ANÃS-CASTANHAS


O Universo está cheio de corpos muito estranhos!
Agora foram descobertas estrelas anãs castanhas.
São estranhas porque, em termos de temperatura, ficam a meio caminho entre as estrelas propriamente ditas… e os planetas. Podem considerar-se “estrelas falhadas”.
A sua massa varia entre 0,013 e 0,080 da massa solar, insuficiente, portanto, para desencadear a fusão nuclear, queimando hidrogénio, libertando grandes quantidades de energia e produzindo hélio.
Só puderam ser detectadas com o telescópio Spitzer, que recorre aos infravermelhos. Agora, depois de já terem sido detectadas centenas delas, o Spitzer descobriu uma proto-anã, na nuvem escura denominada Barnard 213, na região entre a constelação do Touro e a do Cocheiro.
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Imagem Google

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

WEBB



O telescópio espacial Hubble tem realizado relevantes proezas, particularmente ao nível da grande nitidez com que nos mostra objectos muito distantes. Os telescópios terrestres não têm essa possibilidade, em virtude de captarem a luz desses corpos depois de atravessar a atmosfera (e por vezes poeiras).
Mas o Hublle será substituído por outro, com maiores capacidades, em 2014: o Webb. Será ele a procurar revelar-nos o que se passou no Universo, nos primeiros 500 milhões de anos, e a maneira como se formaram as primeiras estrelas e galáxias.
É que foi fotografada, na banda dos infravermelhos, a primeira galáxia que se conhece, formada por essa altura: 480 milhões de anos, depois do Big Bang, ou seja há pouco menos de 13.700 milhões de anos, quando se pensa que se iniciou o Universo que conhecemos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ANAXIMANDRO

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Anaximandro (610-547 a. C.) foi discípulo de Tales de Mileto e é um dos sábios gregos da Escola Jónica. É um dos chamados pré-socráticos. Dedicou-se a várias disciplinas, como era hábito desses filósofos, sendo uma delas a Astronomia. Foi ele o primeiro a medir distâncias entre estrelas e a calcular a sua magnitude!
Mas, sem meios técnicos e sem instrumentos apropriados de medida, os homens desse tempo tinham apenas à sua disposição a cuidada observação e a reflexão. Não será, portanto, de admirar que Anaximandro julgasse que a Terra tinha a forma dum cilindro. Mas considerava que os peixes se tivessem formado no lodo, imigrado depois para terra firme, dando os animais terrestres (que, de todas as maneiras, é um princípio da Teoria da Evolução das Espécies).
E é espantoso que considerasse que a Terra se sustenta em duas forças contrárias, e que esta ideia dos opostos não ande longe da moderna teoria do vácuo que produz partículas de matéria e de anti-matéria, como no Big Bang.

domingo, 13 de novembro de 2011

DUAS NEBULOSAS EM SAGITÁRIO


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As cores que nós vemos nesta imagem, são processadas. Mas estão lá.
Nestas duas nebulosas da constelação de Sagitário, denominadas NGC 6589 e NGC 6590, o avermelhado é dado pelo oxigénio aí existente. Mas também as poeiras, uma vez suficientemente iluminadas por estrelas próximas, podem dar-nos o azul, ou suas nuances.
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Créditos: Astro Vision

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CÚMULO ABERTO, EM SAGITÁRIO

M 25





O M 25 (do catálogo de Messier), ou IC4725, é um aglomerado aberto descoberto por Philippe Loys de Chéseux, em 1745. Deverá ter uns 100 milhões de anos, de idade, e encontra-se a 2000 anos-luz. Tem apenas cerca de 80 estrelas. Uma cefeida - estrela variável em brilho -, a U Sagittari é um dos objectos mais interessante do conjunto.

domingo, 6 de novembro de 2011

Cúmulo globular em Sagitário


M 22
O M 22 tem umas 70 mil estrelas e está a mais de 10 mil anos-luz de nós!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Trifid nebula

Nebulosa Trifid, em Sagitário
A nebulosa, catalogada como M 20, por Messier, encontra-se a mais de 5000 anos luz, de nós!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A CONSTELAÇÃO DE SAGITÁRIO

A constelação de Sagitário é muito importante para a Astronomia porque ela se projecta no centro da Via Láctea. Aí há uma fortíssima aglomeração de estrelas, mas nós não a podemos ver à vista desarmada. As poeiras entre nós e ela, absorvem muita da radiação. Mas é possível, com meios apropriados, observá-la noutros comprimentos de onda, que não a da luz visível.  
A constelação é rica em aglomerados de estrelas e nebulosas. Destas, as mais importantes são a M8 (Nebulosa do Lago), M17 (Nebulosa da Ferradura) e a M20 (Nebulosa Trífida). Quanto aos aglomerados de estrelas (ou cúmulos) há a destacar o M22, que dista cerca de 10.400 anos luz, e é um dos mais próximos de nós. Deve ter umas 70.000 estrelas espalhadas por uma região de mais de 200 anos-luz de diâmetro. Já no mais modesto M23 foram apenas contadas 129 estrelas. O distante M25 é um aglomerado aberto de estrelas e encontra-se a aproximadamente 2.000 anos-luz. Terá pouco mais do que 80 estrelas. 
Mas o mais impressionante e importante dessa região do céu é um objecto denominado “Sagitário A”, provavelmente um gigantesco buraco negro no centro da nossa galáxia!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MEDIR O TEMPO

Embora o grande físico e cosmologista inglês Stephen William Hawking, mostre matematicamente que o tempo "é uma abstracção" a verdade é que, para a nossa vida diária foi necessário inventar uma qualquer maneira de medi-lo.
Desde muito cedo, os antigos preocuparam-se em medir o tempo. Não só no que dizia respeito às modificações que iam constatando acontecer durante o ano, como também ao que viam acontecer com o correr do dia. Desde que a agricultura passou a fazer parte integrante das suas vidas, e em face das diferentes condições climatéricas que se iam processando ao longo do anos, tornou-se necessário saber as épocas mais favoráveis para fazer as plantações e as colheitas. Os primeiros calendários tinham essa finalidade.
Mas hoje vamo-nos ocupar apenas do facto quase bizarro de, ainda hoje, o dia e a hora não se enquadrarem no sistema decimal.
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta permite múltiplas divisões. Os babilónios dividiam o dia em 24 «parasangs», equivalentes a 720 estádios, uma medida de comprimento, da época, sendo que um estádio equivale a 7.420 metros. E isto, porque pensavam eles, um caminhante lesto era capaz de percorrer essa distância no vinte quatro avos do percurso diário do Sol!
Deve-se a Hiparco, um grego que viveu no século II a.C., a introdução do sistema, na Grécia e depois no resto da Europa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Supernova Nova Cygni 1992

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O fenómeno super-nova é bem raro. Isso acontece quando uma estrela de grande porte entra em colapso energético. Na nossa galáxia têm acontecido umas poucas, registadas desde 1300 a. C. Porém, as que melhor ficaram conhecidas foram a que foi observada pelos chineses e por índios americanos em 1054, e que deu  origem à nebulosa dita do Caranguejo; a que o famoso astrónomo Tycho Brahe viu, na constelação da Cassiopeia, em 1572; outra, observada por Johannes Kepler, na constelação da Serpente, em 1604, e algumas mais recentes, vistas só através dos telescópios. De destacar a que aconteceu na Grande Nuvem de Magalhães (uma pequena galáxia, satélite da Via Láctea), em 1987, e que foi vista à vista desarmada.
Na imagem vemos a Nova Cygni 1992, na constelação do mesmo nome, fotografada pelo Hubble, e que se encontra a mais de 10 mil anos-luz, de nós. Com algum tempo de intervalo, pode constatar-se o anel resultante da explosão que, aliás, continuará a expandir-se de durante milhares de anos.
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Veja também a nova postagem em Extraterrestres - aqui A FEBRE DO OURO (2) 


domingo, 25 de setembro de 2011

A FEBRE DO OURO

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 Do meu recente livro de ficção extraterrestre
(...) Por esse tempo, na Terra, construíam-se os primitivos observatórios providos de óculos capazes de ver para além do que é possível ver de humana vista. Galileu desvelara os primeiros segredos de Júpiter e seus satélites. Inspirado em Platão e Pitágoras, o matemático Kepler deduzira que Deus era um confrade, um geómetra!, e Tycho Brahé, de tanto olhar, compreendeu ser o Espaço mais fundo que a lonjura do pensamento humano e do seu sonho. As estrelas e as constelações, o Sete-Estrelo, a que os maias chamavam Tzab (a cobra-de-assobio), Perseu e Hércules, Aldebaran, o olho do toiro dos árabes, e até planetas, como a bela, lasciva Vénus dos latinos, tomada por um deus-mau... no Yucatan, ou o sombrio Saturno – só para citar uns poucos da ninhada – iam perdendo o lustro de criaturas divinas que se entretinham, no seu devaneio ou solidão, a lançar deleites ou maldições, sobre a Terra.

O homem cansava-se da destemperança dos deuses, do seu fútil jogo de marionetas. E, de tudo o mais, quanto se podia ver e perceber, e de todo o entendimento do que era para ser entendido, o nosso Sol igualmente se reduzia à condição de mera bola de fogo, como o velho sábio jónico antevira, um milhar de anos antes (o que, aliás, lhe valeu ter sido desterrado, pelos insaciáveis senhores do trono!)
E assim, todos estes sóis regionais – estes deuses de fogo que ardem em cinzas a nossa passagem breve –, o querido e formosíssimo Ahura-Mazda das minhas raízes indo-europeias, o Kinich-Ahau, dos maias, o sumério Shamash, cujos seguidores o julgavam dormir nas profundezas do Norte, esse esplendoroso e esbelto Amaterasu, brilhando em céus de púrpura e jade, a Oriente, ou o deus dos aztecas – este, um disco redondo, em oiro maciço... de uma braça de diâmetro! –, tinham, finalmente, sido relegados para os domínios do mito.
Inexoravelmente.
Mas estava-se ainda longe de pensar em viajar para as estrelas.
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pág 10

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SUPERGIGANTE VERMELHA

Antares é uma estrela de colossais dimensões, que se pode ver a meio de Escorpião. Como é a mais brilhante da constelação, é-lhe atribuída a letra grega alfa.
Sendo uma supergigante vermelha, tem no entanto, associada a ela, uma outra estrela, umas quatro ou cinco vezes maior que o Sol, gravitando muito longe, a mais de 500 vezes a distância Sol/Plutão! De referir que Plutão fica umas 49 vezes mais longe do nós, do que o Sol.
É uma das mais brilhantes do céu e já era bem conhecida na Antiguidade, por egípcios, árabes e persas.
O seu brilho é 10.000 vezes o do Sol, encontrando-se à distância já respeitável de 600 anos-luz. Deve o seu nome (anti-Ares) ao facto de ser vermelha (como Marte, o planeta vermelho - o Ares dos gregos), rivalizando-o em cor e tonalidade. Na verdade, a aproximadamente cada uns vinte cinco anos, Marte parece chegar às imediações de Antares, na projecção celeste.
Se por hipótese, Antares estivesse onde está o Sol, então, Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte teriam sido engolidos, pois a estrela estender-se-ia até à cintura de asteróides que gravita entre Marte e o Júpiter.
Para finalizar este pequeno apontamento, diremos que a superfície da estrela é menos quente que a do Sol, pouco mais de 3. 000º, estando classificada no tipo espectral M, e está a atingir o fim da sua evolução.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

A nossa vida diária impõe a necessidade da utilização de vários sistemas de medidas. Os instrumentos ou os aparelhos que utilizamos (balanças, fitas métricas, relógios, entre outros) podem considerar-se inexactos, mas são os exactamente adequados a essas funções.
No entanto, quando o Homem pretende estudar aprofundadamente certos aspectos das ciências, quer seja a física tradicional e a física atómica, a química ou a astronomia, são necessários instrumentos de medida de grande sensibilidade e precisão.
Assim, a nave que transportou Aldrin e Armstrong (os primeiros homens a desembarcar na Lua), viajando a uma velocidade bem determinada, tinha de estar completamente segura de que ia aterrar num sítio exacto do mar da Tranquilidade, e isso só era possível desde que se conhecesse, de antemão, entre muitas outras coisas, a distância certa, entre o Cabo Canaveral e a Lua.
Calcular as distâncias que nos separam de diferentes corpos celestes, parece muito difícil. Mas não é.
Assim como não é difícil, ao homem comum, desconhecedor das matemáticas e da trigonometria, saber por exemplo, a altura exacta duma árvore bem alta, sem necessidade de subir ao seu topo, mesmo se estiver muito longe dela! Basta usar um pauzinho. Com um olho fechado e de braço esticado, faz-se coincidir a imagem do pauzinho, com a da árvore. Uma rotação, até à horizontal, permite ver aonde recai a outra extremidade. O tamanho da árvore é igual à projecção horizontal do pauzinho, no chão! Depois, é só medir.
A primeira das medições que se pode considerar astronómica, foi realizada por um grego antigo, chamado Eratóstenes, director da famosa Biblioteca de Alexandria. Ele realizou a proeza impressionante de calcular o perímetro da Terra, há mais de dois mil anos!
E isso, num tempo em todas as civilizações pensavam que a Terra era plana...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

OS GRANDES IMPACTOS

A GRANDE CRATERA DO ARIZONA

Todos os dias, a Terra é autenticamente bombardeada por um sem número de fragmentos de rocha vindos do Espaço. Calcula-se que umas mil toneladas desse material cósmico chegue diariamente ao nosso planeta. São conhecidos por meteoritos. Esses meteoritos têm diversas dimensões; vão desde grãos de poeira até outros que pesam vários quilos, ou até muitas toneladas. Pode dizer-se que a sua frequência está directamente relacionada com as suas dimensões. Nestas condições, os mais pequenos são os mais frequentes, sendo cada vez mais raros os de maior porte.
Assim sendo, o volume do meteorito (também há quem o considere um asteróide) que deu origem à cratera da gravura, já é bastante raro. Felizmente, para nós.
A cratera do Arizona, também conhecida por cratera de Baringer, é um enorme buraco causado por um grande meteorito que aí caiu há 50 mil anos. Tem cerca de 200 metros de profundidade e um diâmetro que ronda os 1. 500. Deveria pesar 300.000 toneladas, tendo um diâmetro duns 40 metros. A velocidade do impacto e a consequente temperatura desenvolvida, derreteu parte da rocha.
Hoje em dia, o local é um ponto turístico, visitado por muitos curiosos e estudado pelos cientistas, pois, cerca de metade do objecto permaneceu intacto. A sua entrada intempestiva, nas altas camadas da atmosfera, a uma velocidade de mais de dez quilómetros por segundo, fê-lo aquecer drasticamente, fragmentando-o em bocados que depois se espalharam pelo deserto, numa nuvem de fragmentos de material ferroso, um dos seus principais constituintes.