DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PLUTÃO


Plutão já não é considerado um planeta, como referi numa outra anterior postagem.
A razão desta minha nova postagem sobre o tema, é uma fotografia de Plutão - um minúsculo ponto luminoso, no meio dum autêntico mar de estrelas mais ou menos longínquas, da nossa própria galáxia, que se vêem no background. Mas mesmo assim é preciso o leitor deste post, arranjar uma qualquer maneira de ampliar a fotografia até ver Plutão, junto à ponta da seta!
Lembre-se, no entanto, que Plutão tem apenas cerca de um terço do volume da Lua. Como tem uma órbita muito excêntrica, chega-se ao Sol às 30 Unidades Astronómicas, ou afasta-se até às 49 U.A. Por Isso, periodicamente, fica mais perto do Sol do que Neptuno.
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A extraordinária fotografia é de Pedro Ré, Professor da Faculdade de Ciências de Lisboa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nebulosa "A Formiga"


A nebulosa planetária Mz3 (ou Menzel 3 – descoberta por Donald Menzel, em 1922) tem uma forma estranha. Lembra o tórax e a cabeça duma formiga. Daí o nome por que também é conhecida. Tem um comprimento de cerca de um ano-luz. Mas deveria ser redonda. Pensa-se que alberga uma estrela parecida com o Sol (que não pode ser devidamente estudada porque a matéria da nebulosidade a ofusca), e que influencia a forma da nebulosa. O seu estudo aprofundado pode permitir saber como será o nosso Sol, depois de transformar-se também em nebulosa planetária.
A Nebulosa pode ser observada na constelação de Norma e encontra-se a cerca de 3 mil anos-luz da Terra.

Crédito: R. Sahai (JPL) et al., Hubble Heritage Team, ESA, NASA

quarta-feira, 25 de julho de 2012

URANO


Urano, para os gregos, era o deus do Céu. É o 7º planeta a partir do Sol e o 3º maior, do Sistema Solar. Em condições excepcionais, é visível a olho nu, mas nunca foi reconhecido como planeta, pelos Antigos, devido a seu muito lento movimento (aparente) no céu. Só foi reconhecido como tal, por William Herschel, em 1781, através do telescópio.


quinta-feira, 12 de julho de 2012

UM SEGUNDO A MAIS


Este ano de 2012 vai ter mais um segundo que os anteriores!
Assim decretou o o International Earth Rotation Service (IERS), a entidade máxima que estuda o tempo de rotação Terra e a "hora legal civil".
Esse segundo adicional foi intercalado à meia-noite UTC do dia 30 de Junho. 

terça-feira, 26 de junho de 2012

GALÁXIA M101, ou do CATA VENTO

A galáxia M101 (do catálogo de Messier), ou do New General Catalogue NGC 5457, pode ser observada em céus setentrionais, mais propriamente, na região da Ursa Maior. Foi descoberta em 1781, por Pierre Mechain, colaborador de Charles Messier (que também primeiro visionou a do Sombrero), e que lhe deu um nome francês (a sua nacionalidade) – galáxia do Molinete – a galáxia do Cata Vento. Esta imponente galáxia – cuja massa total está estimada em cem mil milhões de vezes a massa do Sol, é por nós vista de frente, em todo seu esplendor, fazendo lembrar uma girândola de fogo de artifício. É classificada como uma galáxia espiral (uma das maiores do género), e ocupa, na projecção do céu vemos, um diâmetro aparente quase igual à Lua! Não é visível à vista desarmada, mas a parte central é acessível a binóculos ou modestos telescópios. Só com um telescópio de 25 cms de abertura é possível começar a ver os braços da espiral e é necessária uma abertura de pelo menos 40 cms, para observar todo o conjunto. Encontra-se entre uns estimados 25 a 27 milhões de anos-luz, ou seja, quase dez vezes mais que a nossa vizinha Andrómeda. É bem maior que a nossa via Láctea, pois terá um diâmetro duns 170 mil anos-luz.

segunda-feira, 18 de junho de 2012

TITAN


Saturno, como se sabe, é um dos últimos planetas do Sistema Solar. Curiosamente possui uma grande lua, Titan, a segunda maior de todo o sistema, quase o dobro do tamanho da nossa Lua. Maior mesmo, que o planeta Mercúrio. Só Ganimedes – uma das quatro luas que Galileu descobriu –, lhe ganha em estatura.

Tão longe como se encontra, só recentemente foi possível conhecer melhor a sua constituição, mercê das informações provindas da missão Cassini, uma feliz parceria entre as agências NASA, a europeia ESA e a italiana ASI, destinada a observar Saturno, os seus anéis e satélites naturais.

Sabe-se agora que Titan possui uma atmosfera mais densa que a da Terra, e que tem água. Porém, essa atmosfera é constituída por nuvens de metano e de etano, dois hidrocarbonetos e outros gases.

O metano – o mais simples dos hidrocarbonetos –, é por nós correntemente utilizado para produzir energia, por combustão.

O etano, que é obtido a partir do gás natural, ou da refinação do petróleo, tem grande importância industrial, pois dele se obtém o etileno, um composto de numerosas aplicações: serve de anestésico em pequenas cirurgias, é usado para amadurecer artificialmente a fruta e no fabrico de plásticos, está na base de vidros sintéticos, é um solvente para vernizes, tintas e óleos lubrificantes, além de muitas outras aplicações.

Uma mina de combustíveis!

Só que se encontra quase a 1.500.000.000 km de nós, 9 vezes e meia a distância que nos separa do Sol!

quarta-feira, 6 de junho de 2012

TRÂNSITO DE VÉNUS


No passado dia 6 de Junho deu-se um raro acontecimento celeste. O planeta Vénus intrometeu-se entre o Sol e a Terra e provocou aquilo que em Astronomia se chama trânsito. Tem as características dum eclipse, mas a parte eclipsada do Sol é minúscula, e nem pode ser observada à vista desarmada; sem comparação, neste aspecto, com os eclipses de Sol, provocados pela Lua.
Aí, o disco solar aparece sensivelmente igual ao do nosso satélite natural e, algumas vezes, tapa completamente o Sol.
No caso do trânsito de Vénus, o seu disco é muito mais pequeno que o solar (ver gravura) e apenas pode ser observado com meios ópticos apropriados.
O fenómeno durou mais de seis minutos, sendo possível visionar em muitas regiões do Globo. Mas não em Portugal (porque quando a Terra, Vénus e o Sol se encontravam no mesmo enfiamento, o astro-rei ainda se encontrava abaixo do horizonte). No Brasil, foi observado apenas em algumas regiões.
Estes fenómenos são raros. Há dois muito próximos no tempo, mas depois é preciso mais de cem anos para que tal volte a acontecer. O próximo só será visto no dia 11 de Dezembro de 2117!
Aquele que aconteceu no tempo de Edmond Halley (1656/1742), foi aproveitado pelo célebre astrónomo britânico, para determinar a distância Terra/Sol, pelo método da paralaxe, embora os instrumentos de medida, da época, não permitissem o grande rigor que hoje se consegue.

terça-feira, 29 de maio de 2012

OS COMETAS


Os cometas são astros muito curiosos, por vezes espectaculares, que circulam dentro do Sistema Solar. Por isso, chamam-lhes "vagabundos", ou "viajantes do Sistema Solar". 
Orbitam em volta da estrela, como fazem a Terra e os outros planetas. Mas também como os pequenos corpos da Cintura de Asteróides que gravitam entre Marte e Júpiter e os dois outros descomunais conjuntos de pequenos astros, que se encontram para além de Plutão.
Alguns asteróides que circulam pelo Sistema Solar são, provavelmente, velhos cometas que perderam toda a sua matéria volátil ao longo de milhões de anos de aproximações ao Sol.
Uns e outros são oriundos dos referidos conjuntos que se encontram para além de Plutão: a Cintura de Kuiper e a Nuvem de Oort, já imensamente distante do Sol. Esta última vai até a mais de meio caminho entre nós e a estrela mais próxima, a α de Centauro.
Basicamente, um cometa é um corpo de pequenas dimensões (até algumas dezenas de quilómetros de comprimento), que tem um núcleo sólido revestido por compostos gelados.
Quando se aproxima suficientemente do nosso astro-rei – numa das suas viagens orbitais – aquece, libertando parte dos seus voláteis. Algumas vezes, é possível observá-los a olho nu, desde a Terra e podem proporcionar grandes espectáculos visuais.
Para os romanos eram os astrum barbatum. E, no nosso país, eram conhecidas por "estrelas de rabo", para os mais antigos. Os chineses mais remotos viam-nos como pincéis, os hui, com que desenham as suas letras (o que é uma tradição milenar) e, certos povos guerreiros associavam as suas formas às armas que utilizavam!

terça-feira, 22 de maio de 2012

Ophiuchus, ou Serpentário

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Ophiuchus, ou Serpentário (ver postagem anterior), é uma constelação localizada no Hemisfério Sul e, segundo o que foi determinado, em 1930, pela União Astronómica Internacional, pertence à roda do Zodíaco, pois se encontra na região zodiacal, cruzando a elíptica, entre Escorpião e Sagitário. 
Desde então, os astrólogos discutem se a constelação deve representar um Signo, embora os astrónomos pura e simplesmente ignorem essas discussões, por as considerarem sem qualquer valor.                         
É representada por uma serpente, nas mãos dum homem. Na constelação há uma importante estrela, a Estrela de Barnard, que está bem próxima do Sol, a 6 anos-luz, embora seja invisível à vista desarmada. É uma anã, de pouca massa e actividade. Nela também se encontram cinco aglomerados de estrelas - M9, M10, M12, M14 e M107.

sábado, 5 de maio de 2012

ASTRONOMIA E ASTROLOGIA


OS CÉUS ESTÃO MUDADOS
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Os céus estão mudados e com eles a sorte dos humanos!
Segundo observações e estudos de eminentes astrónomos da Minnesota Planetarium Society, nos Estados Unidos, a configuração do céu já não é aquela que nos fazem crer os astrólogos. Quer isto dizer que as previsões que eles fizerem, baseando-se no mapa antigo dos signos… estão forçosamente erradas! E isto porque um dos movimentos que a Terra tem, vem sistematicamente desalinhando a posição que vemos das estrelas do céu. Esse desalinhamento é muito lento, em termos de vida humana, mas o suficiente para deslocar as constelações, relativamente a nós, desde que a astrologia foi inventada, na antiga Bibilónia.
Mas dizem mais os astrónomos: O Zodíaco deveria ser dividido em 13 constelações (portanto, 13 Signos do Zodíaco) e não as doze actuais.
Ao princípio, onde tudo isto foi inventado, havia também a constelação do Serpentário (simbolizado por uma cobra) e respectivo signo, e assim é que estava certo!
Eis, segundo a astronomia a sequência e datas dos signos, ou seja, onde está o Sol na projecção que vemos, em relação às constelações:
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Capricórnio: de 20 de janeiro a 16 de fevereiro
Aquário: de 16 de fevereiro a 11 de março
Peixes: de 11 de março a 18 de abril
Carneiro: de 18 de abril a 13 de maio
Touro: de 13 de maio a 21 de junho
Gêmeos: de 21 de junho a 20 de julho
Caranguejo: de 20 de julho a 10 de agosto
Leão: de 10 de agosto a 16 de setembro
Virgem: de 16 de setembro a 30 de outubro
Balança: de 30 de outubro a 23 de novembro
Escorpião: de 23 a 29 de novembro
Serpentário: de 29 de novembro a 17 de dezembro
Sagitário: de 17 de dezembro a 20 de janeiro

quarta-feira, 25 de abril de 2012

GALÁXIA DE ANDRÓMEDA


A galáxia de Andrómeda  (a M 31, do catálogo de Messier), é a mais próxima da nossa Via Láctea. Pertence ao chamado Grupo Local, constituído por umas 40 galáxias. A seguir à Andrómeda e à Via Láctea, por ordem de grandeza, destaca-se a do Triângulo (M 33) e as duas Nuvens de Magalhães (visíveis no hemisfério austral).
Crê-se que foi o persa Abd-al-Rahman Al-Sufi quem a descreveu pela primeira vez, no ano de 964.
Andrómeda é bem maior que a nossa galáxia (mais de 400 mil milhões de estrelas), e dista de nós uns 2 milhões e 500 mil anos-luz.
É visível apenas no hemisfério norte. Encontra-se facilmente se procurarmos a constelação do mesmo nome, pois é visível a olho nu, em céus escuros. Pode ser melhor visionada com binóculos.

domingo, 8 de abril de 2012

O TEMPO CRONOLÓGICO



 
Embora o grande físico e cosmologista inglês Stephen William Hawking, mostre matematicamente que o tempo "é uma abstracção", a verdade é que, para a nossa vida diária, foi necessário inventar uma qualquer maneira de medi-lo.
Desde muito cedo, os antigos preocuparam-se em medir o tempo. Não só no que dizia respeito às modificações que iam constatando acontecerem durante o ano, como também ao que viam acontecer com o correr do dia. Desde que a agricultura passou a fazer parte integrante das suas vidas, e em face das diferentes condições climatéricas que se iam processando ao longo do anos, tornou-se necessário saber as épocas mais favoráveis para fazer as plantações e as colheitas. Os primeiros calendários tinham essa finalidade.
Mas hoje vamo-nos ocupar apenas do facto quase bizarro de, ainda hoje, o dia e a hora não se enquadrarem no sistema decimal. 
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta  permite múltiplas divisões.  
Os babilónios dividiam o dia em 24 «parasangs», equivalentes a 720 estádios, uma medida de comprimento, da época, sendo que um estádio equivale a 7.420 metros. E isto, porque pensavam eles, um caminhante lesto era capaz de percorrer essa distância no vinte quatro avos do percurso diário do Sol!
Deve-se a Hipalco, um grego que viveu no século II a.C.,  a introdução do sistema, na Grécia e depois  no resto da Europa.

segunda-feira, 26 de março de 2012

CEM MIL VISITAS

Este blog
acaba de ser visto
pelo visitante número cem mil!
O meu muito obrigado a todos.

terça-feira, 20 de março de 2012

O CENTRO DA VIA LÁCTEA


A nossa galáxia possui um núcleo central que se pensa ser formado por estrelas mais velhas, ditas do tipo A (e mais ricas em elementos pesados), do que as que estão em seu redor. A sua cor avermelhada, em contraste com a cor mais azulada das estrelas periféricas, assim o mostra. Esse núcleo tem uma forma achatada e um diâmetro duns 100 mil anos-luz. A altura andará pelos 30 mil. A concentração das suas estrelas também é maior ‒ por exemplo ‒, do que na região onde vivemos: a periferia dum dos braços espiralados da Galáxia.

Essa parte central da nossa Via láctea emite forte radiação electromagnética, raios x e radiação infravermelha, proveniente dum grande buraco negro que se encontra no seu centro (ver artigo anterior).

Toda a região está envolvida por um disco de poeiras e gás que absorvem a radiação ultravioleta.

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*Quando se escreve Galáxia com G maiúsculo, estamos implicitamente a referir a nossa própria.