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Ter-se-ão formado nos últimos 100 milhões de anos e distam cerca de 380 anos-luz de nós.
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| AQUÁRIO segundo a MITOLOGIA |

Urano, para os gregos, era o deus do Céu. É o 7º planeta a partir do Sol e o 3º maior, do Sistema Solar. Em condições excepcionais, é visível a olho nu, mas nunca foi reconhecido como planeta, pelos Antigos, devido a seu muito lento movimento (aparente) no céu. Só foi reconhecido como tal, por William Herschel, em 1781, através do telescópio.
A galáxia M101 (do catálogo de Messier), ou do New General Catalogue – NGC 5457, pode ser observada em céus setentrionais, mais propriamente, na região da Ursa Maior. Foi descoberta em 1781, por Pierre Mechain, colaborador de Charles Messier (que também primeiro visionou a do Sombrero), e que lhe deu um nome francês (a sua nacionalidade) – galáxia do Molinete – a galáxia do Cata Vento. Esta imponente galáxia – cuja massa total está estimada em cem mil milhões de vezes a massa do Sol, é por nós vista de frente, em todo seu esplendor, fazendo lembrar uma girândola de fogo de artifício. É classificada como uma galáxia espiral (uma das maiores do género), e ocupa, na projecção do céu vemos, um diâmetro aparente quase igual à Lua! Não é visível à vista desarmada, mas a parte central é acessível a binóculos ou modestos telescópios. Só com um telescópio de 25 cms de abertura é possível começar a ver os braços da espiral e é necessária uma abertura de pelo menos 40 cms, para observar todo o conjunto. Encontra-se entre uns estimados 25 a 27 milhões de anos-luz, ou seja, quase dez vezes mais que a nossa vizinha Andrómeda. É bem maior que a nossa via Láctea, pois terá um diâmetro duns 170 mil anos-luz.

Saturno, como se sabe, é um dos últimos planetas do Sistema Solar. Curiosamente possui uma grande lua, Titan, a segunda maior de todo o sistema, quase o dobro do tamanho da nossa Lua. Maior mesmo, que o planeta Mercúrio. Só Ganimedes – uma das quatro luas que Galileu descobriu –, lhe ganha em estatura.
Tão longe como se encontra, só recentemente foi possível conhecer melhor a sua constituição, mercê das informações provindas da missão Cassini, uma feliz parceria entre as agências NASA, a europeia ESA e a italiana ASI, destinada a observar Saturno, os seus anéis e satélites naturais.
Sabe-se agora que Titan possui uma atmosfera mais densa que a da Terra, e que tem água. Porém, essa atmosfera é constituída por nuvens de metano e de etano, dois hidrocarbonetos e outros gases.
O metano – o mais simples dos hidrocarbonetos –, é por nós correntemente utilizado para produzir energia, por combustão.
O etano, que é obtido a partir do gás natural, ou da refinação do petróleo, tem grande importância industrial, pois dele se obtém o etileno, um composto de numerosas aplicações: serve de anestésico em pequenas cirurgias, é usado para amadurecer artificialmente a fruta e no fabrico de plásticos, está na base de vidros sintéticos, é um solvente para vernizes, tintas e óleos lubrificantes, além de muitas outras aplicações.
Uma mina de combustíveis!
Só que se encontra quase a 1.500.000.000 km de nós, 9 vezes e meia a distância que nos separa do Sol!
A nossa galáxia possui um núcleo central que se pensa ser formado por estrelas mais velhas, ditas do tipo A (e mais ricas em elementos pesados), do que as que estão em seu redor. A sua cor avermelhada, em contraste com a cor mais azulada das estrelas periféricas, assim o mostra. Esse núcleo tem uma forma achatada e um diâmetro duns 100 mil anos-luz. A altura andará pelos 30 mil. A concentração das suas estrelas também é maior ‒ por exemplo ‒, do que na região onde vivemos: a periferia dum dos braços espiralados da Galáxia.
Essa parte central da nossa Via láctea emite forte radiação electromagnética, raios x e radiação infravermelha, proveniente dum grande buraco negro que se encontra no seu centro (ver artigo anterior).
Toda a região está envolvida por um disco de poeiras e gás que absorvem a radiação ultravioleta.
-*Quando se escreve Galáxia com G maiúsculo, estamos implicitamente a referir a nossa própria.