DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

ENXAME DE ESTRELAS



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Este grande enxame globular de estrelas, denominado M 4, é um dos mais próximos da nossa galáxia. Pode ser observado na constelação de Escorpião. Contém dezenas de milhares de estrelas e é, pela sua proximidade, um dos mais fotografados e estudados. Uma das questões que mais tem prendido os astrónomos, é o facto de uma das suas estrelas ter propriedades, no mínimo curiosas e intrigantes. É que, sendo muito antigas todas as suas estrelas, a estrela em causa possui uma muito maior quantidade de lítio, um elemento raro, do que seria de esperar. E isto porque o lítio é correntemente destruído ao longo dos milhares de milhões de vida da estrela.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

GRANDES METEORITOS

cratera Barringer, no Arizona

Meteoritos são pedras vindas do espaço, que caem na direcção da Terra e que podem ter dimensões tão diferentes como dos poucos milímetros, aos quilómetros.
Os mais pequenos (por vezes do tamanho de grãos de poeira) ardem ao atingir as altas camadas da atmosfera e são vistos como estrelas cadentes. Quando têm dimensões que lhes permitem não arder completamente, apresentam-se-nos como bolas de fogo ou pequenos bólides e são um espectáculo visual interessantíssimo (ou aterrador, para muitos…).
Alguns desses maiores meteoritos estão na origem de grandes crateras na Terra, com foi o caso da cratera Chicxulub (de 180 quilómetros) provocada por um bólide de mais de 10 mil metros de envergadura, que caiu na península do Yucatan, no México, há 65 milhões de anos e que se crê estar na origem da extinção dos dinossauros, ou do que provocou a cratera Barringer, no Arizona. Esta, tem um quilómetro de diâmetro e uns 200 metros de profundidade e pensa-se que teve origem na queda dum meteorito de 50 metros, há uns 50 mil anos.
Mais recentemente, há a notícia de que há 35 milhões de anos teria caído um outro, na Sibéria, deixando uma cratera de 100 quilómetros.
Especialistas russos dizem que o acontecimento produziu um enorme depósito de diamantes.
Isso aconteceu porque o impacto foi de tal maneira violento que provocou temperaturas e pressões susceptíveis de criar diamantes que, no caso, são ainda mais rijos que os que são usados em joalharia.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

RAIOS GAMA


A maior explosão duma estrela (até hoje observada), ocorreu a mais de 12 mil milhões de anos-luz de nós, na região da constelação de Carina, e foi captada simultaneamente por dois instrumentos do Telescópio Espacial de Raios Gama, Fermi. Atribuíram-lhe o nome de GRB 080916C.
Ter ocorrido a mais de 12 mil milhões de anos-luz, quer dizer também que o fenómeno ocorreu quando o Universo ainda era muito jovem.
A fantástica explosão libertou tanta energia como 9 mil supernovas, principalmente na banda dos altamente energéticos raios gama.
Pensa-se que fenómenos desta natureza só possam ser resultantes da explosão de remotas estrelas gigantescas que gastaram todo o seu combustível, dando origem a enormes buracos negros.

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

AS PLÊIADES

Imagem Google

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Charles Messier, um astrónomo francês do século XVIII, criou uma lista de 119 objectos celestes, denominado Catálogo de Messier. O M 45, as Plêiades, é um desses objectos. Trata-se dum grupo (um cúmulo de estrelas – aglomerado aberto) que se pode observar na constelação do Touro. É facilmente visível nos dois hemisférios. Têm uma cor predominantemente azul, o que desde logo indicia que são jovens e quentes. Por comparação, o Sol é uma estrela amarela, portanto "de meia idade"
Ter-se-ão formado nos últimos 100 milhões de anos e distam cerca de 380 anos-luz de nós.
À vista desarmada podem ver-se 7 estrelas ( conhecidas entre nós, por "sete-estrelo"), mas um apropriado instrumento óptico, mostra que são pelos menos umas quinhentas. A mais brilhante chama-se Alcion. Foram engendradas a partir da mesma nuvem de gás. Por isso têm a mesma idade e a mesma composição química.
A nebulosa onde se encontram, nada tem a ver com a nuvem de gases e poeiras de que se formaram as estrelas. Elas apenas atravessam essa "nebulosa de reflexão" – assim chamada, porque rebrilha devido à reflexão da luz das estrelas incidindo nas poeiras.
Contudo, este aglomerado de jovens estrelas, não é estável. Pensa-se que as fortes interacções gravitacionais a que estão sujeitas, provindas de outras estrelas da Galáxia, as façam dispersar e afastar, dentro duns 250 milhões de anos.

terça-feira, 28 de agosto de 2012

A CONSTELAÇÃO DE AQUÁRIO (mitologia)


Um pastor (que também era aguadeiro) chamado Ganimedes – nome que viria a ser utilizado por Galileu para baptizar uma das 4 luas de Júpiter, que ele descobrira –, era um jovem, muito belo e gentil.
Por isso, um dia foi raptado pela águia de Zeus e levado para a morada dos deuses para ser o aguadeiro dos ditos. Rapidamente se tornou muito querido de todos e, aproveitando-se dessa circunstância, pediu a Zeus para que o deixasse ajudar os mortais seus irmãos, levando-lhes água. Concedido o pedido, Ganimedes – para os gregos – ganhou o estatuto de Deus da Chuva!
E, não só para bem desempenhar as suas funções, como para poder sempre ser visto pelo pai (o rei Trós, muito saudoso do seu filho...), os deuses colocaram-no no céu!

AQUÁRIO segundo a MITOLOGIA
  

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Eppur si muove


1 - Eppur si muove
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                                                 .."Para o homem não é fácil começar a pensar.
                                          No entanto, uma vez que consegue fazê-lo,
                                          nunca mais pára"
                                          Jean Jacques Roussau
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Na Terra, muita coisa mudara no mundo, em recentes anos e - em última análise -, desde a célebre frase de Galileu "Eppur si muove", a que os inquisidores do Santo Ofício não terão atribuído o verdadeiro significado. 
Aí despontava - ou renascia das cinzas da noite medieval que ofuscara os Gregos - o verdadeiro génio científico que haveria de fazer do homem um viajante das Estrelas e do Cosmos. A luneta do sábio mostrara claramente que a Lua era semelhante à Terra; até se lhe viam montanhas, planícies e o mar!... Júpiter provou sem remissão não ser "fogo vivo", principiando a desvelar os seus segredos e as suas quatro pérolas: Io, Calisto, Europa e Ganimede. Saturno, esse, expunha os seus anéis, como uma virgem jovem e púdica pela primeira vez expõe os seus.
Este fora o descobridor das ignoradas coisas de cima, o primeiro visionário da lonjura e do tempo, nas asas ágeis da óptica e no desassossego de procurar mais além. Viu para além da vista, o que ninguém vira. E, de ver, imaginou o que não via. Afinal, sempre haveria de haver outros mundos, outras madrugadas possíveis, outras noites de lua e de estrelas!
Mais tarde - muito... ou pouco mais tarde?... - vencida a força que nos traz amarrados pelos pés, ao umbigo da terra, um outro homem colocava nos mares celestes um ínfimo relógio a acordar-nos todas as manhãs, com um poético bip bip. Era a consagração do espírito cósmico, do ser-pensante. O primeiro passo do "deus nas alturas" a olhar-nos, como se fôssemos nós mesmos, do cimo do Olimpo inacessível e temido.
Depois foi a sucessão conhecida dos feitos imorredoiros que fizeram o sonho último dos inquietos, e que encheram de pavor, ou pura e simplesmente deixaram indiferentes os imbecis e os ignorantes. 
Este mesmo homem que já fora Pitecanthropos e Cro-magnon, que apenas vivera para viver e só merecera do chão da terra o seu fim último, ensaiava uma série de experiências visando perceber o sentido desconhecido da vida e os seus limites. Estaríamos sós no Universo? Seria ele intransponível ou completamente inóspito para o nosso metabolismo de carvão e água, ou seria possível alcançá-lo, abarcar o seu todo e uma pluralidade ou infinidade de mundos habitados, ou a habitar?
Soavam ainda os ecos de provável vida biológica perto de nós, nos canali de Marte, observados por Percival Lowell e exacerbados por Orion Welles, na célebre rábula da invasão dos marcianos que assustou meio mundo yankee
Como seria essa vida? Seria igual à nossa? Ou parecida, ao menos, como Robison pretendia por volta do primeiro quartel do século XX, pintando os Marcianos como criaturas espertas, de longas orelhas e olhos como feijões caritos, imitando as feições dum chinês, bebedores de chá e hábeis condutores de automóveis?
O homem pensante, o astrónomo, todos os inquietos, não desistiram. Puseram-se a pensar, a desenhar, a fazer espelhos e tubos para ver mais longe ou, apenas... a deduzir equações intermináveis.
E um belo dia, munidos da ciência da pólvora e dos pássaros, punham no Espaço um enxame de abelhas, a ver se elas construíam hexagonais os seus favos e se a hierarquia terrestre se mantinha, lá no alto, próximo dos deuses. Ensinou macacos a voar, segredou segredos inconfessáveis a vermes e répteis, disse aos pássaros que havia outras ilhas, para além dos mares. E com a mesma singela naturalidade com que domesticou animais pondo-os ao seu serviço, desde Lascaux e Kapovaya, deu asas à cadela Laika, para que ela pudesse admirar, por ele, o esplendor do planeta, feito de azul e luz. Passados tantos anos, séculos de gerações que se foram multiplicando no deslumbramento de ser e na angústia da existência precária e breve, o pobre animal perdura na memória dos homens, na sua ânsia de absoluto, no seu questionar infatigável de si mesmo e do seu destino; não terá o esplendor mítico da máscara de  ouro de Totankhamon, mas parece olhar o infinito da mesma maneira, podendo ainda hoje admirar-se embalsamada, num museu de Leste, como a um faraó, ou um fresco de Miguel Ângelo.
As portas do Céu abriam-se; Yuri Gagarine ficou para a História, ilustrando-se e imortalizando-se, por ser o primeiro a transpo-la. 
A Era Espacial aí estava.
E depois das primeiras e tímidas viagens no interior do Sistema, o homem aventurava-se mais além, no reino das estrelas.
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 em A FEBRE DO OURO, pág 9

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

PLUTÃO


Plutão já não é considerado um planeta, como referi numa outra anterior postagem.
A razão desta minha nova postagem sobre o tema, é uma fotografia de Plutão - um minúsculo ponto luminoso, no meio dum autêntico mar de estrelas mais ou menos longínquas, da nossa própria galáxia, que se vêem no background. Mas mesmo assim é preciso o leitor deste post, arranjar uma qualquer maneira de ampliar a fotografia até ver Plutão, junto à ponta da seta!
Lembre-se, no entanto, que Plutão tem apenas cerca de um terço do volume da Lua. Como tem uma órbita muito excêntrica, chega-se ao Sol às 30 Unidades Astronómicas, ou afasta-se até às 49 U.A. Por Isso, periodicamente, fica mais perto do Sol do que Neptuno.
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A extraordinária fotografia é de Pedro Ré, Professor da Faculdade de Ciências de Lisboa.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Nebulosa "A Formiga"


A nebulosa planetária Mz3 (ou Menzel 3 – descoberta por Donald Menzel, em 1922) tem uma forma estranha. Lembra o tórax e a cabeça duma formiga. Daí o nome por que também é conhecida. Tem um comprimento de cerca de um ano-luz. Mas deveria ser redonda. Pensa-se que alberga uma estrela parecida com o Sol (que não pode ser devidamente estudada porque a matéria da nebulosidade a ofusca), e que influencia a forma da nebulosa. O seu estudo aprofundado pode permitir saber como será o nosso Sol, depois de transformar-se também em nebulosa planetária.
A Nebulosa pode ser observada na constelação de Norma e encontra-se a cerca de 3 mil anos-luz da Terra.

Crédito: R. Sahai (JPL) et al., Hubble Heritage Team, ESA, NASA

quarta-feira, 25 de julho de 2012

URANO


Urano, para os gregos, era o deus do Céu. É o 7º planeta a partir do Sol e o 3º maior, do Sistema Solar. Em condições excepcionais, é visível a olho nu, mas nunca foi reconhecido como planeta, pelos Antigos, devido a seu muito lento movimento (aparente) no céu. Só foi reconhecido como tal, por William Herschel, em 1781, através do telescópio.