DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Asteróide 2012 DA14


Sucedem-se as notícias de próximos cataclismos provocados por pedregulhos vindos do Espaço.

Segundo os antigos astrólogos Maias, a Terra seria praticamente destruída no dia 21 de Dezembro de 2012 (a data do equinócio). Seria responsável por esse acontecimento apocalíptico, um planeta vindo dos confins dos céus, e que deveria chocar com a Terra.

Muita gente acreditou. Mas nada aconteceu. E nem poderia acontecer, sem o conhecimento prévio - anos, provavelmente -, dos astrónomos.

Agora, sabem e divulgaram esses mesmos cientistas – que é quem sabe desta matéria -, o asteróide 2012 DA14, irá “roçar” o nosso planeta, no dia 15 de Fevereiro, a uns meros 34.500 km de altitude e a uma velocidade duns 7 quilómetros por segundo! Passará aquém dos satélites geoestacionários – os que têm por missão encaminhar as mensagens de telemóveis, para todo o mundo.

Mas logo os astrólogos, os bruxos e os ovnilogistas voltaram à carga para augurar um grande cataclismo na Terra, pois – dizem – os astrónomos estão a mentir-nos. O mesmo tinha acontecido em 1986, aquando da passagem do grande cometa Hale-Boop. Segundo esses arautos da desgraça, os extraterrestres (ou os deuses…) estão muito zangados com o que se passa por cá, e isso é um aviso.

O meteorito tem uma envergadura duns 45 metros e uma massa de 120 mil toneladas, sendo, portanto, muito pequeno. Mas se chegasse até nós, produziria um impacto da mesma ordem do que sucedeu sobre a tundra siberiana, em Tunguska, no início do século 20. Aí, o que aconteceu foi catastrófico: arrasou milhões de árvores, matou rebanhos de renas a centenas de quilómetros e causou uma nuvem de poeira muito densa que deu a volta ao mundo. Na noite seguinte, lia-se o Times, à noite, em Londres, por efeito da reflexão da luz solar – segundo relatos da época!

Acontecimentos como o que teve lugar na Sibéria, não são frequentes. Mas não terão sido tão raros, no passado, podendo acontecer a cada milénio. Nos séculos anteriores, não havia adequados meios de detecção e comunicação e - não nos esqueçamos -, ¾ da Terra são oceanos e há muitos e enormes desertos.

Esquecendo propositadamente – sabe-se lá com que intenções… - ou negligenciando estes dados, muitos incautos ou ignorantes são levados a pensar que a época que vivemos é perigosa, para muito pior, nesses domínios.
Mas não há nada que, astronomicamente, indicie que seja diferente das anteriores mais próximas, ou seja, milhões de anos.

terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DUMBBELL - nebulosa planetária


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A primeira nebulosa planetária a ser vista pelo Homem, foi a Nebulosa do Haltere (ou Dumbbell), correntemente catalogada de NGC 6853. O seu descobridor foi o célebre astrónomo Charles Messier, no século XVIII, que a descreveu como uma nebulosa oval, sem estrelas. No seu catálogo (o catálogo Messier), é designada por M 27. Pode observar-se na direcção da Constelação da Raposa, e está a 1.200 anos-luz ou, segundo outros cálculos, a metade dessa distância. Ter-se-á desenvolvido e começado a expandir-se há cerca duns 4 mil anos. Mas também aqui há muitas incertezas. A verdade é que é muito difícil fazer medições e cálculos exactos, para este tipo de corpos celestes.
Embora impossível de observar à vista desarmada, é uma das mais brilhantes do céu.
No centro da nebulosa está uma estrela anã, azul, muito quente, que deu origem.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

POEMA CÓSMICO II


A ZONA VITAL DA ESTRELA
Se estou aqui
é porque o Sol está onde está
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nem perto nem longe
 ,
no sítio exacto onde deve estar
para que eu esteja aqui.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

NEBULOSA CABEÇA DO CAVALO

Créditos: Adam Block, Mt. Lemmon SkyCenter, U. Arizona

Uma das mais fotografadas nebulosas é a "Cabeça do Cavalo". A 1ª vez que isso foi conseguido, foi em 1888, no Observatório da Universidade de Havard.
Trata-se duma nebulosa escura, a 1300 anos-luz, localizada no Cinturão de Orion, que tem cerca de 16 anos-luz de extensão e uma massa total duns 300 sóis, provenientes, principalmente de poeiras espessas (espessas, em termos cósmicos - entenda-se).
O mais interessante é que, recentemente, pesquisadores do Instituto Max Planck de Radioastronomia (Alemanha) aí detectaram indícios de grandes reservas de promitente petróleo, sob a forma de moléculas de C3H+, ou seja, hidrocarbonetos.
Se isto se confirmar, poderá mostrar que os hidrocarbonetos e o próprio petróleo, são produtos de origem astronómica, não biológica, como geralmente se crê.
Segundo esses astrónomos, a nebulosa contém umas 200 vezes mais hidrocarbonetos (onde se inclui o gás natural e o petróleo), que toda a água da Terra!

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

A ESTRELA SPICA



Créditos: Centro de Estudos Astronômicos de Minas Gerais
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A estrela Spica é a mais brilhante da constelação de Virgem. Por isso é designada por α. É uma estrela binária azul que se encontra a 260 anos-luz, sendo uma das mais brilhantes do céu a décima quinta. Na verdade, a olho nu, não conseguimos ver que, afinal, a α… são duas! Elas giram em volta uma da outra, a curta distância. Só um telescópio pode distinguir que são duas. A maior é dez vezes maior que o Sol, mas umas doze mil vezes mais brilhante!.. Também é seis vezes mais brilhante que a companheira.
A maior, sendo uma estrela de tão grande massa, é candidata a tornar-se numa super-nova, a mais próxima do Sistema Solar. Por isso é muito estudada.
Pensa-se que Hiparco tenha descoberto o fenómeno da precessão dos equinócios, baseando-se em dados que foi colhendo pela observação das posições de Spica, uma vez que ela se encontra muito perto da elíptica. Um templo, em Tebe, foi construído e orientado em relação à estrela, em 3200 a. C., e aí foi sendo registada a precessão, até mesmo por Copérnico.