DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ALDEBARÃ



Na mitologia: o Touro e o guerreiro Orion

A estrela Aldebarã encontra-se na constelação do Touro. É uma gigante vermelha, com tons a cair para o alaranjado. Distingue-se facilmente por ter essa cor. Os astrónomos conheçam-na por α Tauri, pois é a mais brilhante de todo o conjunto. Mas, desde o tempo dos antigos árabes – que lhe deram o nome – é conhecida pelo “olho de touro”. Também as Plêiades, conhecidas popularmente por Sete-estrelo, se encontram na constelação. Uma uma história interessante, dos domínios da Mitologia!
Numa postagem anterior, quando falámos de Orion, referimos “As Três Marias”, que se encontram no meio dessa esbelta constelação.
Pois, para encontrar Aldeberã, a partir delas, basta seguir as três estrelas - da esquerda para a direita - no Hemisfério Norte (e ao contrário no Hemisfério Sul.
Trata-se duma estrela de grandes dimensões, e que já gastou a principal fonte do seu combustível, o hidrogénio.
Quando isto acontece em estrelas deste género, o seu comportamento próximo é expandir-se. Assim, ela tem um raio umas 40 vezes maior do que o Sol, sendo 150 vezes mais brilhante que o nosso astro-rei!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Constelação de Hidra

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Na imagem pode ver-se as constelações do Corvo e da Taça
A mais extensa das constelações da esfera celeste é Hidra – abreviatura, Hya. 
No entanto, é pouco expressiva, já que as suas estrelas têm pouco brilho. Estende-se por mais de um quarto do céu. 
É vizinha de outras mais expressivas, como é o caso da Balança, Leão, Centauro, Corvo, a Taça, o Sextante e o Caranguejo.
A constelação já vem dos tempos da Mitologia Clássica e, na Grécia Antiga, Hidra representava um monstro de muitas cabeças.
Foi celebrizada por Hércules, num dos seus doze trabalhos, destruindo-a. 
Na abóbada nocturna, é vista no hemisfério sul e é interceptada pelo equador celeste, sendo representada como uma cobra d’água duma só cabeça.
A sua estrela mais brilhante é α Hya, também conhecida por Alphard.
No espaço do céu em que nós a vemos, há um aglomerado globular, baptizado de M 68, ou NGC 4590, as nebulosas planetárias NGC 2610 e NGC 3242, dito o fantasma de Júpiter, e um bom número de galáxias distantes.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

CONSTELAÇÃO DE ORION

Assim a constelação era vista na Antiguidade Clássica























Orion é uma das mais esbeltas constelações dos nossos céus, no equador celeste.
E nela se encontram vários objectos de grande interesse astronómico e visual.
A destacar, a nebulosa de Orion. Está catalogada como  M42 (do catálogo de Messier), ou NGC 1976. Com céu limpo e fora da poluição luminosa, pode a ser visível a olho nu. A M 42 está a mais de mil anos-luz de distância da Terra e compõe-se principalmente por estrelas jovens e bastante quentes.
As estrelas exteriores da constelação formam um trapézio e são a Alfa de Orion (Betelgeuse, uma supergigante vermelha). Betelgeuse é uma estrela muito brilhante, com um diâmetro 250 vezes maior que o do Sol. A sua distância até nós é de aproximadamente 200 anos-luz. Depois temos a Gama de Orion (Bellatrix), a Kapa (Saiph) e a Beta (Rigel), uma estrela muito azul. Todas elas, representam, na Mitologia clássica, partes do corpo do caçador Orion.
E a observar também As Três Marias, que se encontram a meio da constelação e representam o cinturão do célebre caçador, facilmente localizáveis o olho nu.

domingo, 15 de dezembro de 2013

CONSTELAÇÃO DO DRAGÃO (II)


Na imagem pode ver-se O Dragão (Draco), as duas Ursas e outras.


A par de numerosas estrelas duplas que se podem ver na constelação, há a registar também várias nebulosas, como a Olho de Gato, a 3 mil anos-luz, descoberta no já longínquo ano de 1786, por Herschel, e outras galáxias distantes: a lenticular NGC 5866, a PGC 39058 e a PGC 39058, já a milhões de anos-luz. 
Mas há outros interessantes objectos, como os enxames de galáxias, dos quais sobressai o Abell 2218, a 3 mil milhões de anos-luz, e as galáxias interactivas, ou seja, que se fundem entre si. Está neste caso a Arp 288, a 429 milhões de anos-luz.
Na constelação também se pode observar um quasar, que é o mais distante objecto observável com um telescópio de amadores, e a sua luz chega até nós, mais de 8 mil milhões de anos, depois de ter sido enviada!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A CONSTELAÇÃO DO DRAGÃO (I)


A constelação do Dragão é um conjunto de estrelas com muitos pontos de interesse histórico e astronómico.
Aquando da construção das pirâmides, no Antigo Egipto, era uma das estrelas do Dragão, a α (Thuban), que indicava o Polo Norte. Uma das faces das pirâmides era desenhada para estar sempre face ao norte.
Os arqueólogos de hoje, procurando datar a história dessa época, baseiam muitas das suas teorias, na Astronomia. A Grande Pirâmide de Quéops (Khufu), a maior e a mais antiga das três pirâmides de Gisé terá sido construída pelo faraó que lhe dá o nome, cujo reinado se estendeu de 2252 a. C. a 2528 a. C. Mas (e a fazer fé em alguns livros antigos), o período desse reinado conduz a várias interrogações quanto à verdadeira data da sua construção, se for levada em conta a Astronomia.
A alfa permaneceu desde o ano de 3942 b. C., até 1793 b. C., a indicar o Norte.
Mas o efeito de precessão fez com que, às tantas, a dita estrela já não indicasse esse ponto cardinal. Isso só voltará a acontecer lá para o ano vindouro de 21. 000, fruto do carácter circumpolar da constelação.
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(continua)

domingo, 1 de dezembro de 2013

TRISTE SINA!

O cometa ISON desintegrou-se, pelo menos, parcialmente. Ao passar no periélio (a distância mais curta do Sol), enfrentou as enormes forças de atracção do nosso astro-rei, e temperaturas de 4 000º (suficientes para derreter metais e rochas e provocar a sua vaporização)!
Esta situação tinha sido prevista como uma das três possíveis, como escrevemos em anterior postagem, bem antes do periélio.
Se a sua estrutura interna fosse mais consistente (o que era impossível de saber), poderia ter resistido, e seria um grande espectáculo visual.
O que dele resta continua na mesma rota, aproximando-se agora, da Terra, mas a destruição a que foi sujeito reduziram-na a pequenas dimensões e dificilmente poderá ser visto à vista desarmada. 
A sua órbita hiperbólica vai levá-lo para fora do Sistema Solar e não mais volta.


clicar para ver... a entrada e a saída do Inferno!

domingo, 24 de novembro de 2013

COMETA ISON



O cometa está no céu!
Pode ver o que se está a passar abrindo o link:
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Há várias opções que pode explorar.
Experimente, que é interessantíssimo.
Por exemplo, se adicionar as posições de Mercúrio e Saturno, verá que todos eles se encontram próximos. Assim, é mais fácil encontrá-lo no céu, ao amanhecer, onde nasce o Sol. 
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Entretanto, relembremos o que aqui foi dito em postagem de Setembro de 2013


3 Cenários para o cometa ISON


Há quase um ano que o cometa Ison (C/2012 S1) foi descoberto.
Ele vem da Nuvem de Oort e deve ter sido de lá ejectado, para o interior do Sistema Solar.
A 28 de Novembro de 2013 passará no periélio - a menor distância, em relação ao Sol (a menos de 2 milhões de Kms!). O que acontecer nesse dia, ditará a sua sorte.
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3 cenários são possíveis:
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1 – Literalmente evapora, devido ao enorme calor solar.
2 – Parte-se aos bocados e isso talvez possa ser observado, desde a Terra.
3 – Sobrevive ao calor e à fortíssima atracção solar e será visto da Terra (particularmente no Hemisfério Norte), como um dos maiores do milénio. E até durante o dia, com brilho idêntico à Lua!
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E veja este modelo dinâmico! 
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 http://www.solarsystemscope.com/ison/index.php

 Créditos: @2013 TheSkyLive.com.