DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

domingo, 12 de outubro de 2014

COMETA NO CÉU DE MARTE


No dia 19 do corrente mês, há a possibilidade de assistir a um raro evento astronómico.
Um cometa passa próximo a Marte, e isso é possível observar, na Terra.
O cometa é o C/2013 A1 Siding Spring e passará, segundo a NASA, a uns meros 140 mil kms do planeta. O cometa, que é a primeira vez que vem até ao interior do Sistema Solar, é oriundo da Nuvem de Oort, que está a mais de 100 mil U.A.
Será visível depois do crepúsculo da tarde, por volta das 19:20 horas. Estará na constelação Ofiúco, a sudoeste, próximo do aglomerado globular NGC 6401, a uns 17º de altura, e poderá ser visto com binóculos ou telescópios. A observação será possível durante aproximadamente 1 hora. Depois, já estará demasiadamente baixo, no horizonte.

1 U.A. (unidade astronómica) é a distância Terra/Sol - 150 milhões de kms

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ECLIPSE DE LUA


Como se pode observar no mapa que transcrevemos, o eclipse será total apenas nas regiões centrais assinaladas. Não será possível observá-lo em Portugal. No Brasil, a melhor região para poder ter um lampejo do fenómeno é no Rio Branco, no Acre.

Créditos: clicar Guy-André Pierre-Nicolas

sábado, 6 de setembro de 2014

O MILHÃO

A EXPOSIÇÃO DO MILHÃO

Aqui há umas boas décadas atrás, esteve patente ao público americano, uma exposição chamada simplesmente do "MILHÃO".
Isto, porque toda a gente tem a consciência de que deixa de ter qualquer ideia de números que estejam fora do seu quotidiano.
A exposição era simples, sem grandes adornos. Construíram um pavilhão de quinhentos metros de comprimento, com um tabique ao meio, de modo a que os visitantes pudessem entrar pela porta de acesso, seguir até ao fundo pavilhão, dar a volta para o sentido contrário e continuar a visita até sair pela porta que dava novamente para a rua. Quando aí chegavam, tinham percorrido um quilómetro, ou seja, mil metros.
Colocaram mil painéis quadrados de um metro de lado, à altura dos olhos, ao longo dos quinhentos para lá e outros tantos para cá. E dentro de cada quadrado colaram mil bolinhas coloridas, de várias cores.
Escusado será dizer que, mil quadrados a multiplicar pelas mil bolinhas de cada um, dá um milhão!
Imaginemos o que se terá passado - a imensidão de bolinhas com que cada um foi confrontado! Não é de crer que alguém se tenha disposto a contá-las.
Se o fizesse, mesmo a uma média de dois segundos por bolinha, levaria pelo menos duas semanas, dia e noite, sem parar, para contá-las todas!
A opinião generalizada, mediante um inquérito feito a cada um dos que saíam, era de que, antes da exposição, não tinham nenhuma ideia, mesmo vaga, do que fosse a astronómica quantidade que representa o simples milhão.
Resta dizer que, em astronomia, números destes, ou ainda bem maiores - por exemplo, centenas ou milhares de milhões, são uma constante, quando se fala de estrelas, galáxias, possíveis planetas, tempo, ou espaço.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

AURORAS BOREAIS



Foi o genial Galileu Galilei que, no ano já remoto de 1619, deu nome a esses fenómenos espectaculares que acontecem nos céus polares, mais propriamente, o caso das auroras boreais, nos céus do norte. 
Também acontecem nos céus austrais, como seria de esperar. 
Galileu socorreu-se dos nomes Aurora e Bóreas, para denominar esses acontecimentos. Aurora era o nome da deusa romana do amanhecer e Bóreas o deus do vento norte.
O fenómeno é devido ao impacto das partículas do vento solar e das partículas de poeiras espaciais, sobre as altas camadas da atmosfera terrestre, entre os 80 e os 150 kms de altitude.
O responsável pelo belo espectáculo que elas proporcionam, são as erupções solares.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PEQUENA IDADE DO GELO


Os estudos que os cientistas têm levado a cabo, para determinar com exactidão, quando começou e acabou essa assim chamada Pequena Idade do Gelo, não levam a uma conclusão unânime.
A verdade é que se sabe que a época romana foi um período quente e se prolongou pela Idade Média. Mas aí, não sabe quando as temperaturas médias começaram globalmente a descer.
No entanto, é certo que a partir do século XVIII / meados do século XIX, o clima da Terra aqueceu, de novo.
A Pequena Idade do Gelo, foi um período de tal maneira frio, pelo menos no Hemisfério Norte que, tanto o Tamisa como o Sena gelavam. Em 1607, o rio que passa por Londres, gelou pela primeira vez e a última só aconteceu em 1780.
Ao Vikings que habitavam a Groelândia, viram-se obrigados a procurar outras paragens, já que a vegetação se transformou em tundra inóspita. O mesmo aconteceu na Islândia e na Finlândia.
As vias fluviais, como os canais e os rios, gelavam e tornava-se impossível essa tão útil via para transporte. Na América o panorama era idêntico, por exemplo em Nova York, e nos Alpes, mais a sul. 
Não se sabe bem a causa dessa descida global das temperaturas, mas há dois factores que estarão na base do sucedido:
1 - Grandes erupções vulcânicas que encheram os ares de poeiras, impedindo a penetração dos raios solares e, portanto, de calor.
2 - Poucas manchas solares, denotando uma menor actividade do Sol.
A actividade humana não era para aí chamada, e há muita gente a sustentar que ainda hoje ela tem pouco peso nestas questões…
Na Holanda gelada, em 1608. Quadro de Hendrick Avercamp (1585 - 1634)

terça-feira, 15 de abril de 2014

ANTARES




Antares é uma estrela de dimensões colossais, que podemos ver ao meio da constelação do Escorpião. Se estivesse onde está o Sol, em relação nós, estender-se-ia para além da órbita de Marte, até à Cintura de Asteroides, entre este planeta e Júpiter!
Este nome deriva do grego antigo, e o seu significado é o de “que se opõe a Marte” o deus Ares. A razão de ser desta oposição, provém da cor de ambos, a estrela e o planeta. Essa cor é o avermelhado, daí que, ainda hoje, chamemos a Marte o planeta vermelho. A sua luminosidade é também colossal, umas 10 mil vezes maior que o sol. Mas encontra-se a cerca de 550 anos-luz, de nós…
No entanto, a sua massa é apenas umas 17, ou pouco mais vezes, superior ao Sol, tendo, portanto, uma densidade média muito pequena
É uma estrela em vias de transformar-se radicalmente, tal como a recém referida, neste blog - Betelguese. Poderá explodir em supernova, formando depois um buraco-negro ou uma estrela de neutrões. Em termos cósmicos, essa espectacular explosão está para breve – talvez um milhão de anos.
Para terminar esta sucinta apresentação da estrela, diremos apenas que ela esteve, na Antiguidade, no centro de várias e interessantes histórias mitológicas, desde o Egípto à Pérsia.

quarta-feira, 2 de abril de 2014

HIPATIA DE ALEXANDRIA




Se nos reportarmos à Antiguidade ou aos séculos primeiros da nossa Era, também mulheres se distinguiram no campo da astronomia e outras ciências, ou artes.
É o caso de Hipatia, uma egípcia dos primórdios do século V, e que foi uma neoplatónica da Escola de Alexandria. Ela é a primeira mulher matemática, de que há memória. Também se debruçou sobre a geometria e a álgebra. Interessou-se pela oratória e pela mecânica. Inventou um dispositivo para destilar água, um outro para medir o nível da água do mar e um hidrómetro, para determinar a densidade dos líquidos.
Os astrolábios, que são instrumentos muito antigos, para determinar as posições das estrelas, foram melhorados por ela, nalgumas das suas características.
Era uma mulher austera e dedicou a sua vida ao pensamento e ao ensino. Estudou a história de todas as religiões, numa altura em que Roma adoptava o Cristianismo. 
Esta decisão por parte do imperador Teodósio, o Grande, veio a causar grandes disputas entre pagãos e religiosos. O Egípto, nesse tempo, relembre-se, era uma província romana.
Hipatia manteve-se sempre pagã, e terá sido essa sua condição que levou a que fosse assassinada, por esses primeiros cristãos do Império.