DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

sábado, 25 de outubro de 2014

NEBULOSA DO ANEL ou M 57




A nebulosa pode ser vista com binóculos e eu próprio já a observei com um telescópio…
O objecto, de facto é uma nebulosa chamada “planetária” – os descobridores pensavam que era um planeta… mas enganaram-se. Os instrumentos da época eram de pouco alcance e não permitiam grandes observações. Foi descoberta nos finais do século XXVIII e catalogada por Messier como M 57 (M, de Messier), e está localizada na Constelação de Lira, a cerca de dois mil anos-luz da Terra. As melhores imagens que dela se tem, foram tiradas pelo telescópio espacial "Hubble", da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA).
No centro da nebulosa há uma estrela anã branca, que é o último estádio de uma estrela como o Sol, por exemplo.
Essas imagens registadas pelo "Hubble", com diferentes filtros, mostram detalhes que não eram conhecidos, e vão permitir melhor prever sobre a morte do Sol, o que deverá acontecer dentro duns seis mil milhões de anos.
A nebulosa é o resultado da transformação duma estrela parecida com o Sol, mas ao longo de milhares de milhões de anos foi queimando o seu hidrogénio e começou a definhar – sem combustível!
Nos próximos 10 mil anos, ela deverá ficar cada mais fraca até se fundir com o meio interestelar.
A nebulosa, mede cerca de um ano-luz de diâmetro e se expande a uma velocidade de 69 mil km/h. As cores, indicam diferentes temperaturas de gás, sendo o azul a temperatura mais quente e o vermelho o mais frio.

domingo, 19 de outubro de 2014

DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS


DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS


PARALAXE

A 1ª luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelasfixas mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através da paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que são medidos de seis em seis meses, para aproveitar abertura angulares entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; ou a Veja, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; ou à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); ou à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a 6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz Ou a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel, (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a 6ª mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.

EFEITO DE DOPPLER

No entanto, se pretendermos medir a distância a outras estrelas de galáxias distantes, ou às próprias galáxias, o método já não é eficaz.
Recorre-se ao efeito doppler, que nos diz que o espectro da luz dos corpos que se afastam de nós a enormes velocidades, tende para o vermelho. Essas medições são feitas por intermédio de instrumentos chamados espectógrafos e espectógrafos que analisam a luz (e a seu desvio para o vermelho), vinda das estrelas ou galáxias para onde os telescópios apontavam.

           

domingo, 12 de outubro de 2014

COMETA NO CÉU DE MARTE


No dia 19 do corrente mês, há a possibilidade de assistir a um raro evento astronómico.
Um cometa passa próximo a Marte, e isso é possível observar, na Terra.
O cometa é o C/2013 A1 Siding Spring e passará, segundo a NASA, a uns meros 140 mil kms do planeta. O cometa, que é a primeira vez que vem até ao interior do Sistema Solar, é oriundo da Nuvem de Oort, que está a mais de 100 mil U.A.
Será visível depois do crepúsculo da tarde, por volta das 19:20 horas. Estará na constelação Ofiúco, a sudoeste, próximo do aglomerado globular NGC 6401, a uns 17º de altura, e poderá ser visto com binóculos ou telescópios. A observação será possível durante aproximadamente 1 hora. Depois, já estará demasiadamente baixo, no horizonte.

1 U.A. (unidade astronómica) é a distância Terra/Sol - 150 milhões de kms

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

ECLIPSE DE LUA


Como se pode observar no mapa que transcrevemos, o eclipse será total apenas nas regiões centrais assinaladas. Não será possível observá-lo em Portugal. No Brasil, a melhor região para poder ter um lampejo do fenómeno é no Rio Branco, no Acre.

Créditos: clicar Guy-André Pierre-Nicolas

sábado, 6 de setembro de 2014

O MILHÃO

A EXPOSIÇÃO DO MILHÃO

Aqui há umas boas décadas atrás, esteve patente ao público americano, uma exposição chamada simplesmente do "MILHÃO".
Isto, porque toda a gente tem a consciência de que deixa de ter qualquer ideia de números que estejam fora do seu quotidiano.
A exposição era simples, sem grandes adornos. Construíram um pavilhão de quinhentos metros de comprimento, com um tabique ao meio, de modo a que os visitantes pudessem entrar pela porta de acesso, seguir até ao fundo pavilhão, dar a volta para o sentido contrário e continuar a visita até sair pela porta que dava novamente para a rua. Quando aí chegavam, tinham percorrido um quilómetro, ou seja, mil metros.
Colocaram mil painéis quadrados de um metro de lado, à altura dos olhos, ao longo dos quinhentos para lá e outros tantos para cá. E dentro de cada quadrado colaram mil bolinhas coloridas, de várias cores.
Escusado será dizer que, mil quadrados a multiplicar pelas mil bolinhas de cada um, dá um milhão!
Imaginemos o que se terá passado - a imensidão de bolinhas com que cada um foi confrontado! Não é de crer que alguém se tenha disposto a contá-las.
Se o fizesse, mesmo a uma média de dois segundos por bolinha, levaria pelo menos duas semanas, dia e noite, sem parar, para contá-las todas!
A opinião generalizada, mediante um inquérito feito a cada um dos que saíam, era de que, antes da exposição, não tinham nenhuma ideia, mesmo vaga, do que fosse a astronómica quantidade que representa o simples milhão.
Resta dizer que, em astronomia, números destes, ou ainda bem maiores - por exemplo, centenas ou milhares de milhões, são uma constante, quando se fala de estrelas, galáxias, possíveis planetas, tempo, ou espaço.

sexta-feira, 27 de junho de 2014

AURORAS BOREAIS



Foi o genial Galileu Galilei que, no ano já remoto de 1619, deu nome a esses fenómenos espectaculares que acontecem nos céus polares, mais propriamente, o caso das auroras boreais, nos céus do norte. 
Também acontecem nos céus austrais, como seria de esperar. 
Galileu socorreu-se dos nomes Aurora e Bóreas, para denominar esses acontecimentos. Aurora era o nome da deusa romana do amanhecer e Bóreas o deus do vento norte.
O fenómeno é devido ao impacto das partículas do vento solar e das partículas de poeiras espaciais, sobre as altas camadas da atmosfera terrestre, entre os 80 e os 150 kms de altitude.
O responsável pelo belo espectáculo que elas proporcionam, são as erupções solares.

quarta-feira, 23 de abril de 2014

PEQUENA IDADE DO GELO


Os estudos que os cientistas têm levado a cabo, para determinar com exactidão, quando começou e acabou essa assim chamada Pequena Idade do Gelo, não levam a uma conclusão unânime.
A verdade é que se sabe que a época romana foi um período quente e se prolongou pela Idade Média. Mas aí, não sabe quando as temperaturas médias começaram globalmente a descer.
No entanto, é certo que a partir do século XVIII / meados do século XIX, o clima da Terra aqueceu, de novo.
A Pequena Idade do Gelo, foi um período de tal maneira frio, pelo menos no Hemisfério Norte que, tanto o Tamisa como o Sena gelavam. Em 1607, o rio que passa por Londres, gelou pela primeira vez e a última só aconteceu em 1780.
Ao Vikings que habitavam a Groelândia, viram-se obrigados a procurar outras paragens, já que a vegetação se transformou em tundra inóspita. O mesmo aconteceu na Islândia e na Finlândia.
As vias fluviais, como os canais e os rios, gelavam e tornava-se impossível essa tão útil via para transporte. Na América o panorama era idêntico, por exemplo em Nova York, e nos Alpes, mais a sul. 
Não se sabe bem a causa dessa descida global das temperaturas, mas há dois factores que estarão na base do sucedido:
1 - Grandes erupções vulcânicas que encheram os ares de poeiras, impedindo a penetração dos raios solares e, portanto, de calor.
2 - Poucas manchas solares, denotando uma menor actividade do Sol.
A actividade humana não era para aí chamada, e há muita gente a sustentar que ainda hoje ela tem pouco peso nestas questões…
Na Holanda gelada, em 1608. Quadro de Hendrick Avercamp (1585 - 1634)