DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4

terça-feira, 4 de março de 2014

OS GRANDES ASTRÓNOMOS - CASSINI

O traço curvo que se vê no planeta, é a sombra da descontinuidade que Cassini descobriu nos anéis.

Os meios de que dispõem os astrónomos actuais são incomparavelmente mais desenvolvidos e mais diversificados, do que, digamos, nos séculos XVII e XVIII. E é espantoso como esses homens foram capazes de deduzir as estruturas físicas e o funcionamento do nosso universo próximo.
Está neste grupo, Giovanni Cassini. As suas reconhecidas capacidades, cedo o levaram à Universidade de Bolonha, apenas, com 25 anos.
Mais tarde, como não podia deixar de ser, foi catedrático.
Um dos seus primeiros trabalhos foi o de corrigir as tábuas vigentes, para o movimento do Sol. Depois descobriu que Júpiter e Marte giravam sobre si próprios e calculou esses períodos de rotação, bem como os dos movimentos dos quatro satélites de Júpiter que Galileu tinha visto, pela primeira vez, com a sua famosa luneta. Estas medições vieram mais tarde a servir a Olaf Roemer, para deduzir a velocidade da luz!
Depois de ser nomeado director do Observatório Astronómico de Paris, descobriu os quatros principais satélites de Saturno e a famosa “Divisão de Cassini”, nos anéis de Saturno. Sustentou que a luz zodiacal era de natureza extraterrestre e não meteorológica, como até então se julgava.
Calculou a distância ao Sol, com a ajuda de outro astrónomo, Richter, colocado a 10 mil kilómetros de distância, na Guiana Francesa, pelo método da paralaxe, e também a Marte e, baseando-se nas leis de Kepler, determinou as distâncias dos outros planetas, ao Sol.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A SUPERNOVA SN 1987 A

Supernova SN 1987 A


Aquando da descoberta duma recente (e jovem, se assim se lhe pode chamar...) supernova, denominada SN 1987 A, os astrónomos interessaram-se particularmente pelas poeiras que também logo se formaram. A supernova foi detectada na Grande Nuvem de Magalhães (uma pequena galáxia, satélite da nossa), a 160 anos-luz e é a mais próxima até agora observada, depois que Kepler, em 1604, descobriu uma, dentro da nossa próxima galáxia.
O interesse da descoberta, é que a situação agora verificada pode ser a chave para se pereceber a grande quantidade de poeiras (de compostos de oxigénio, silício e carbono) que geralmente rodeiam as galáxias. 
* Relembre-se que uma supernova é um evento raro, originado pela explosão duma estrela de grandes dimensões.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

ARQUIMEDES

"Todo o corpo mergulhado num líquido, sofre uma impulsão vertical de baixo para cima, 
igual ao peso do volume de líquido deslocado" (Arquimedes)*
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Arquimedes de Siracusa  (287 a. C. – 212 a. C.) é hoje tido por um dos grandes matemáticos de todos os tempos. Foi certamente um dos maiores cientistas da Antiguidade Clássica. Também foi astrónomo.
Foi, além disso, um físico notável e grande inventor. Lançou as bases da hidrostática e da estática.
Inventou o parafuso (tão utilizado desde aí), definiu as leis da alavanca, projectou todos os tipos de máquinas para uso militar, e tantas outras. Baseando-se nas equações dos sistemas de alavancas, imaginou um engenho capaz de levantar navios para fora de água e um outro capaz de pôr em chamas navios inimigos, utilizando um sistema de espelhos.
Mostrou a relação entre o volume da esfera e a área da superfície do cilindro, e essa foi uma das suas maiores deduções matemáticas. 
Utilizou o método chamado da exaustão, que joga com a soma de uma série infinita, para calcular áreas de arcos parabólicos, inventou uma maneira inovadora de expressar grandes números, e debruçou-se sobre o número π, levando-o a uma precisão nunca até aí encontrada

* O célebre enunciado de Arquimedes, foi-me lembrado pelo nosso amigo do Sol de Esteva . E já agora, hoje, substitui-se "líquido" por "fluido". Não muda muito. Mas no tempo do célebre físico, ainda não era possível saber isto.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

ALDEBARÃ



Na mitologia: o Touro e o guerreiro Orion

A estrela Aldebarã encontra-se na constelação do Touro. É uma gigante vermelha, com tons a cair para o alaranjado. Distingue-se facilmente por ter essa cor. Os astrónomos conheçam-na por α Tauri, pois é a mais brilhante de todo o conjunto. Mas, desde o tempo dos antigos árabes – que lhe deram o nome – é conhecida pelo “olho de touro”. Também as Plêiades, conhecidas popularmente por Sete-estrelo, se encontram na constelação. Uma uma história interessante, dos domínios da Mitologia!
Numa postagem anterior, quando falámos de Orion, referimos “As Três Marias”, que se encontram no meio dessa esbelta constelação.
Pois, para encontrar Aldeberã, a partir delas, basta seguir as três estrelas - da esquerda para a direita - no Hemisfério Norte (e ao contrário no Hemisfério Sul.
Trata-se duma estrela de grandes dimensões, e que já gastou a principal fonte do seu combustível, o hidrogénio.
Quando isto acontece em estrelas deste género, o seu comportamento próximo é expandir-se. Assim, ela tem um raio umas 40 vezes maior do que o Sol, sendo 150 vezes mais brilhante que o nosso astro-rei!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Constelação de Hidra

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Na imagem pode ver-se as constelações do Corvo e da Taça
A mais extensa das constelações da esfera celeste é Hidra – abreviatura, Hya. 
No entanto, é pouco expressiva, já que as suas estrelas têm pouco brilho. Estende-se por mais de um quarto do céu. 
É vizinha de outras mais expressivas, como é o caso da Balança, Leão, Centauro, Corvo, a Taça, o Sextante e o Caranguejo.
A constelação já vem dos tempos da Mitologia Clássica e, na Grécia Antiga, Hidra representava um monstro de muitas cabeças.
Foi celebrizada por Hércules, num dos seus doze trabalhos, destruindo-a. 
Na abóbada nocturna, é vista no hemisfério sul e é interceptada pelo equador celeste, sendo representada como uma cobra d’água duma só cabeça.
A sua estrela mais brilhante é α Hya, também conhecida por Alphard.
No espaço do céu em que nós a vemos, há um aglomerado globular, baptizado de M 68, ou NGC 4590, as nebulosas planetárias NGC 2610 e NGC 3242, dito o fantasma de Júpiter, e um bom número de galáxias distantes.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

CONSTELAÇÃO DE ORION

Assim a constelação era vista na Antiguidade Clássica























Orion é uma das mais esbeltas constelações dos nossos céus, no equador celeste.
E nela se encontram vários objectos de grande interesse astronómico e visual.
A destacar, a nebulosa de Orion. Está catalogada como  M42 (do catálogo de Messier), ou NGC 1976. Com céu limpo e fora da poluição luminosa, pode a ser visível a olho nu. A M 42 está a mais de mil anos-luz de distância da Terra e compõe-se principalmente por estrelas jovens e bastante quentes.
As estrelas exteriores da constelação formam um trapézio e são a Alfa de Orion (Betelgeuse, uma supergigante vermelha). Betelgeuse é uma estrela muito brilhante, com um diâmetro 250 vezes maior que o do Sol. A sua distância até nós é de aproximadamente 200 anos-luz. Depois temos a Gama de Orion (Bellatrix), a Kapa (Saiph) e a Beta (Rigel), uma estrela muito azul. Todas elas, representam, na Mitologia clássica, partes do corpo do caçador Orion.
E a observar também As Três Marias, que se encontram a meio da constelação e representam o cinturão do célebre caçador, facilmente localizáveis o olho nu.