DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

A PARALAXE


PARALAXE

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A 1ª luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelas fixas mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através do efeito de paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que se obtêm para uma determinada estrela, medidos de seis em seis meses, entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; ou a Veja, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; ou à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); ou à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a 6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz Ou a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel, (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a 6ª mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

   PARALAXE
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A luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelas fixas mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através da paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que são medidos de seis em seis meses, para aproveitar aberturas angulares entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; a Vega, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a  6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz; a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.
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EFEITO DE DOPPLER
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No entanto, se pretendermos medir a distância a outras estrelas de galáxias distantes, ou às próprias galáxias, o método já não é eficaz.
Recorre-se ao efeito doppler, que nos diz que o espectro da luz dos corpos que se afastam de nós a enormes velocidades, tende para o vermelho. Essas medições são feitas por intermédio de instrumentos chamados espectógrafos que analisam a luz vinda das estrelas ou galáxias para onde os telescópios apontavam.
          

sábado, 24 de abril de 2010

MAGNITUDES


As estrelas que vemos no céu, parecem ter dimensões diferentes. Mas a aparência é enganadora, sendo que as que nos parecem maiores podem não sê-lo, e vice-versa. Depende da distância a que se encontram e do seu brilho real, intrínseco. No entanto, podemos dividi-las em grupos, pela aparência do seu fulgor. Os astrónomos chamam magnitude (visual) a esse brilho. Curiosamente, usa-se uma escala inversa; isto é: uma estrela de magnitude 5, por exemplo, é menos brilhante que uma de magnitude 4, e assim por diante.
Mas tudo isto tem razões históricas, que vêm de muito longe, no passado. Foi Hiparco, um matemático e astrónomo grego que viveu há mais de 2.000 anos que, ao elaborar um catálogo de cerca de 800 estrelas, no ano de 129 a.C., estabeleceu as bases para a classificação que ainda hoje se utiliza. As estrelas foram classificadas pelo brilho que aparentavam. Na época, como se pode imaginar, os meios eram escassos, e o astrónomo apenas pôde utilizar a vista desarmada.
Na sua classificação aparecem as estrelas agrupadas em 6 classes de brilho, a que chamou “grandezas”. Assim, colocou as 20 mais brilhantes no grupo da 1ª grandeza. Altair - nome de origem árabe que significa "anjo em vôo" - é um bom exemplo. Altair está na constelação da Águia. Por comparação, a famosa Estela Polar, na Ursa Menor, tem uma magnitude de 2.
Inevitavelmente, colocou as que apenas podiam ser vistas muito ténues, no limite da observação, na 6ª grandeza.
Também há estrelas com magnitude negativa, portanto, mais brilhantes do que as de 1ª grandeza. É o caso de Sírius, uma estrela jovem e muito luminosa, cuja magnitude é de -1.46. É a estrela mais brilhante dos nossos céus, na constelação de Cão Maior, apenas a 8.7 anos-luz.