DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

A nossa vida diária impõe a necessidade da utilização de vários sistemas de medidas. Os instrumentos ou os aparelhos que utilizamos (balanças, fitas métricas, relógios, entre outros) podem considerar-se inexactos, mas são os exactamente adequados a essas funções.
No entanto, quando o Homem pretende estudar aprofundadamente certos aspectos das ciências, quer seja a física tradicional e a física atómica, a química ou a astronomia, são necessários instrumentos de medida de grande sensibilidade e precisão.
Assim, a nave que transportou Aldrin e Armstrong (os primeiros homens a desembarcar na Lua), viajando a uma velocidade bem determinada, tinha de estar completamente segura de que ia aterrar num sítio exacto do mar da Tranquilidade, e isso só era possível desde que se conhecesse, de antemão, entre muitas outras coisas, a distância certa, entre o Cabo Canaveral e a Lua.
Calcular as distâncias que nos separam de diferentes corpos celestes, parece muito difícil. Mas não é.
Assim como não é difícil, ao homem comum, desconhecedor das matemáticas e da trigonometria, saber por exemplo, a altura exacta duma árvore bem alta, sem necessidade de subir ao seu topo, mesmo se estiver muito longe dela! Basta usar um pauzinho. Com um olho fechado e de braço esticado, faz-se coincidir a imagem do pauzinho, com a da árvore. Uma rotação, até à horizontal, permite ver aonde recai a outra extremidade. O tamanho da árvore é igual à projecção horizontal do pauzinho, no chão! Depois, é só medir.
A primeira das medições que se pode considerar astronómica, foi realizada por um grego antigo, chamado Eratóstenes, director da famosa Biblioteca de Alexandria. Ele realizou a proeza impressionante de calcular o perímetro da Terra, há mais de dois mil anos!
E isso, num tempo em todas as civilizações pensavam que a Terra era plana...

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

AS DUAS SONDAS VOYAGER











Lançadas de Cabo Canaveral, em 1977, as duas sondas denominadas Voyager 1 e 2, tinham por missão chegar perto, fotografar e estudar os planetas exteriores, particularmente Saturno, Urano e Neptuno. A missão foi cumprida, mas as sondas não mais regressarão à Terra. Recorde-se que, entre muitos outros cometimentos, as Voyager descobriram várias novas luas em Júpiter e Urano e estudaram os campos magnéticos e os anéis desses dois planetas. Neste momento, a Voyager 1, que levou 12 anos a chegar a Neptuno, já se encontra bem para além de Plutão e percorre 520 milhões de quilómetros por ano, na direcção da constelação Hércules. 
Como os cientistas sabiam que a sua rota acabaria por levá-la muito para além do nosso Sistema Solar, resolveram aproveitá-la para enviar uma mensagem na direcção das estrelas. Puseram-lhe a bordo uma placa incorruptível (em ouro) com informação científica, nomeadamente a que está relacionada com todos os elementos da tabela de Mendlief, localização do Sol e da Terra, na Galáxia, entre outras. Em gravação, seguem composições musicais, saudações em cinquenta e seis línguas, incluindo uma “de baleia” e respectivas instruções para serem decifradas, a gravação do choro duma criança, além de inúmeras fotografias. Um beijo dos humanos, um tipo de peça de teatro japonês, conhecido por Shakuhachi, e outras cenas do quotidiano, poderão ajudar seres extraterrestres que a recolham, a perceber como somos. 
No entanto, mesmo viajando a essas altíssimas velocidades, a sonda só virá eventualmente a passar próximo duma outra estrela, ou dum planeta extra-solar, dentro de milhões de anos. Hoje já se conhecem centenas de planetas gravitando estrelas mais ou menos próximas. Mas ainda não foi encontrado nenhum que se possa dizer exactamente igual à Terra. 
Mesmo admitindo que exista um planeta suficientemente auspicioso, relativamente perto de nós, na rota por onde segue a nave, a probabilidade de ser habitado por seres inteligentes e tecnológicos, como nós, é quase nula. Mas mesmo assim, vale a pena tentar. Pelo menos, para os eternamente sonhadores homo sapiens sapiens, deste mundo...

segunda-feira, 21 de julho de 2008

MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS (1)

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A nossa vida diária impõe a necessidade da utilização de vários sistemas de medidas. Os instrumentos ou os aparelhos que utilizamos (balanças, fitas métricas, relógios, entre outros) podem considerar-se inexactos, mas são os exactamente adequados a essas funções.
No entanto, quando o Homem pretende estudar aprofundadamente certos aspectos das ciências, quer seja a física tradicional e a física atómica, a química ou a astronomia, são necessários instrumentos de medida de grande sensibilidade e precisão.
Assim, a nave que transportou Aldrin e Armstrong (os primeiros homens a desembarcar na Lua), viajando a uma velocidade bem determinada, tinha de estar completamente segura de que ia aterrar num sítio exacto do mar da Tranquilidade, e isso só era possível desde que se conhecesse, de antemão, entre muitas outras coisas, a distância certa, entre o Cabo Canaveral e a Lua.
Calcular as distâncias que nos separam de diferentes corpos celestes, parece muito difícil. Mas não é.
Assim como não é difícil, ao homem comum, desconhecedor das matemáticas e da trigonometria, saber por exemplo, a altura exacta duma árvore bem alta, sem necessidade de subir ao seu topo, mesmo se estiver muito longe dela! Basta usar um pauzinho. Com um olho fechado e de braço esticado, faz-se coincidir a imagem do pauzinho, com a da árvore. Uma rotação, até à horizontal, permite ver aonde recai a outra extremidade. O tamanho da árvore é igual à projecção horizontal do pauzinho, no chão! Depois, é só medir.
A primeira das medições que se pode considerar astronómica, foi realizada por um grego antigo, chamado Eratóstenes, director da famosa Biblioteca de Alexandria. Ele realizou a proeza impressionante de calcular o perímetro da Terra, há mais de dois mil anos!
É o que veremos em posterior postagem.