DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
Mostrando postagens com marcador Eros. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Eros. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de junho de 2010

OS ASTERÓIDES



Os asteróides são feitos de material deixado desde a formação do sistema solar. Uma teoria sugere que são os restos de um planeta que foi destruído numa colisão massiva ocorrido há muito tempo. Mais provavelmente, os asteróides são matéria que nunca se uniu para formar um planeta. De facto, se se juntasse a massa total estimada de todos os asteróides num único objecto, esse objecto teria menos de 1.500 quilómetros (932 milhas) de diâmetro - menos de metade do diâmetro da nossa Lua.
Muito do nosso conhecimento acerca dos asteróides vem do exame das rochas e dos fragmentos do espaço que caem na superfície da Terra. Os asteróides que estão numa rota de colisão com a Terra são chamados meteoroides. Quando um meteoroide atinge a nossa atmosfera em alta velocidade, a fricção provoca a incineração desta porção de matéria espacial, provocando um raio de luz conhecido por meteoro. Se um meteoroide não arde completamente, o que resta atinge a superfície da Terra e é chamado um meteorito.
De todos os meteoritos examinados, 92.8% são compostos de silicato (pedra), e 5.7% são compostos por ferro e níquel; o restante é uma mistura dos três materiais. Meteoritos de pedra são os mais difíceis de identificar porque parecem-se muito com rochas terrestres.
Por os meteoritos serem matéria do início do sistema solar, os cientistas estão interessados na sua composição. As sondas espaciais que passaram pela cintura de asteróides descobriram que a cintura está bastante vazia e que os asteróides estão separados de grandes distâncias. Antes de 1991, a única informação obtida dos asteróides era de observações terrestres. Em Outubro de 1991, o asteróide 951 Gaspra foi visitado pela sonda Galileo e tornou-se no primeiro asteróide a ter fotos em alta resolução. Em Agosto de 1993 Galileo aproximou-se do asteróide 243 Ida. Este foi o segundo asteróide a ser visitado por sondas espaciais. Tanto Gaspra como Ida estão classificados como asteróides do tipo S, compostos por silicatos ricos em metais.
Em 27 de Junho de 1997 a sonda NEAR aproximou-se em alta velocidade do asteróide 253 Mathilde. Este encontro deu aos cientistas a primeira vista de perto de um asteróide do tipo C , rico em carbono. Esta visita foi única porque NEAR não estava preparada para encontros em voo. NEAR era uma sonda destinada ao asteróide Eros em Janeiro de 1999.
Os astrónomos estudaram vários asteróides por observações de Terra. Alguns asteróides notáveis são Toutatis, Castalia, Geógrafos e Vesta. Os astrónomos estudaram Toutatis, Geógrafos e Castalia usando observações de radar de Terra durante as maiores aproximações ao nosso planeta. Vesta foi observado pelo Telescópio Espacial Hubble.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

O PLANETA VÉNUS

.
VÉNUS


.
UM POUCO DE MITOLOGIA
planetas #2

O nascimento de Vénus, quadro de Botticelli.

O planeta Vénus era a deusa da beleza e do amor, para os antigos romanos. Se aparecia pelas manhãs chamavam-lhe Hesperius, e Fósforo, pelas tardes. Para os gregos era Afrodite.
Esta deusa foi uma das divindades mais veneradas na antiguidade. Segundo a lenda, nasceu da espuma do mar. Uma concha de madrepérola cobriu essa espuma, servindo-lhe de abrigo. Mais tarde, foi levada pelo mar até à ilha de Chipre, onde se abriu, fazendo surgir Vénus. Zéfiro, um dos oito ventos, entregou Vénus às mãos das Musas, que se encarregaram de criá-la e educá-la. A história da deusa prossegue com o seu casamento com Vulcano, o desajeitado e o feio deus que trabalhava na forja, coadjuvado pelos ciclopes, que eram uns horríveis gigantes de um só olho. Entre outras missões, fazia os raios do trovão, que Júpiter (o deus supremo) utilizava para descarregar a sua fúria e o seu castigo sobre os mortais que se portavam mal.
Sendo feio e desajeitado como era, Vulcano foi enganado de mil formas, por sua belíssima e sensual esposa.
A aventura amorosa que a deusa do amor teve com Marte, o deus da guerra, foi a mais escandalosa que se deu na morada dos deuses, o monte Olimpo, e desses amores nos faz eco Camões, numa passagem dos Lusíadas.
Encontravam-se muitas vezes, em local secreto. Ora, certa vez, Febo, também considerado como Apolo, o Sol, e que também amava Vénus, seguiu os dois apaixonados até ao seu esconderijo secreto e, espiando-os de perto, chamou Vulcano para se dar conta do que sucedia. Apanhando os amantes em flagrante, Vulcano envolveu-os numa forte rede invisível e chamou todos os deuses para que testemunhassem o adultério.
Desse amor com Marte, Vénus teve um filho, Cupido, ou Eros, o deus do amor.
Percebendo os males que Cupido poderia causar, devido ao adultério, Júpiter pediu a Vénus que se desfizesse dele, mas ela não lhe obedeceu. Como Cupido estivesse condenado a ser sempre criança, enquanto não tivesse outro irmão, Vénus teve outro filho de Marte, Anteros, ou o antiamor, "aquele que transforma o amor em ódio".
Além de Cupido, Vénus teve outros amores, como Baco (o deus do vinho).
Mas a sua maior paixão foi por Adónis, um mortal que era mais belo do que qualquer dos deuses. Por ele, Vénus fugiu do Olimpo e desdenhou da companhia dos deuses. Foi por isso que, Marte, cheio de ciúmes, se transformou em javali, atacou Adónis e o matou. Vénus, depois de muito chorar, transformou Adónis numa efémera e bela anémona.
Neptuno terá sido o seu último esposo. A lenda diz-nos que Neptuno, um deus marinho muito antigo, filho do Oceano e de Tétis, casou-se com sua irmã gémea, Dóris, que lhe deu cinquenta belíssimas ninfas marítimas que foram chamadas Nereidas. Neptuno tinha o seu palácio no fundo do mar, cavalos com crina de ouro que puxavam o seu carro por sobre as ondas, e ostentava um tridente. Apaixonou-se por Anfitrite, mas esta, temendo a severidade do deus e os perigos dos abismos, fugiu amedrontada. Refugiou-se nos rochedos próximos ao Monte Atlas, mas lá foi encontrada por dois golfinhos que a persuadiram a aceitar o amor de Neptuno. Anfitrite deixou-se convencer e os dois peixes a levaram para junto do deus marinho que, agradecido, pediu à Júpiter, seu irmão, que os imortalizasse.
Neptuno e Anfitrite formaram um casal muito feliz e de sua união nasceram não só inúmeras Ninfas marinhas, como também o mais famoso dos divinos seres da água, Tristão.
Uma outra lenda conta que dois golfinhos salvaram a vida de Vénus e de seu filho, Cupido, quando ambos eram perseguidos pelo gigante Tifon, durante a guerra que Júpiter desencadeou contra os monstruosos gigantes.
Mas isto são histórias de outros tempos, deuses, prodígios e mistérios insondáveis.
Hoje em dia, os astrónomos procuram desvendar os segredos mais íntimos da deusa - o planeta Vénus, o segundo a contar do Sol, ainda envolto em muita sombra e desconhecimento.
Uma das maneiras tem sido enviar sondas, para descer até às profundezas da sua densa atmosfera.
É o que veremos numa posterior postagem.