DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CONSTELAÇÃO DO TOURO (1)

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O Touro é uma das quarenta e oito constelações da lista elaborada por Ptolomeu, na sua obra, Almagest, dois séculos antes de Cristo. É reconhecida como constelação, desde os caldeus que viveram há cinco mil anos.

Podemos facilmente observá-la na região zodiacal, nos nossos céus nocturnos, entre Carneiro e Gémeos, próxima da grande constelação de Orion. É uma das mais celebradas e esbeltas dos nossos céus e representa a cabeça do touro, segundo as mitologias ocidentais, mas também um prado (a inteira constelação), na mitologia inca das américas pré-columbianas, relacionando-se com o mesmo tipo de fantasia ou ilusão, embora se saiba quão distante dos povos do Mediterrâneo se encontrava essa civilização.

No entanto, sabe-se o valor que os antigos atribuíam ao touro, que era sinónimo de força e fertilidade e isso, provavelmente, tem a ver com o que se pretendia para o nascimento dum novo ano.

É citado na mitologia grega e seria Zeus disfarçado de touro, numa das suas habituais aventuras amorosas. Para os egípcios era Ápis e até os judeus o assimilavam ao Bezerro de Ouro.

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(continua)

sábado, 16 de fevereiro de 2008

COMETAS (3)

O registo mais antigo da observação de um cometa, foi feito por um astrólogo da corte imperial chinesa, no ano já distante de 1.059 a. C. Nesse tempo, e durante séculos, não era possível observar a esmagadora maioria dos cometas que passavam muito longe da Terra, ou que tinham pequeno porte.
Quando foi possível usar chapas fotográficas, muitos astrónomos começaram a detectar cometas de exíguas dimensões visuais, fotografando a mesma região do céu, noites e noites a fio e comparando depois as chapas. Se aparecia algum ponto de luz que não estivera lá, nas noites anteriores, então, era provável que se se tratasse dum cometa. Posteriores fotografias permitem saber ao certo do que se tratava e, se fosse um cometa, determinar-lhe a órbita e saber da possibilidade de ser observável a olho nu. Esta técnica ainda é usada. Os primeiros contactos visuais acontecem quando esses astros ainda se encontram muito longe, por vezes entre a zona das órbitas de Júpiter e Marte.
No passado recente (e ainda hoje) eram os astrónomos amadores que se dedicavam a procurar cometas. No entanto, particularmente depois da entrada em operações do telescópio espacial Hubble, muitos desses astros são detectados, em primeiro lugar, por esse potente instrumento óptico. E, para além de outras observações que permitem descortinar todos os recantos do céu, com uma nitidez sem par, o Hubble está a ser utilizado para vasculhar nas regiões que estão logo a seguir à zona da referida órbita de Plutão. Procura a famosa Cintura de Kuipper, imaginada pelo astrónomo Gerard Kuipper, em meados do século passado, já que, em 1992, telescópios terrestres detectaram, pela primeira vez, cerca duns vinte corpos cobertos de gelos para além da citada órbita de Plutão. Os primeiros cálculos indicam que esse repositório deverá ter uns 200 milhões de corpos. Encontra-se a umas 500 vezes a distância entre a Terra e Sol. A região do céu que está a ser rastreada, situa-se na constelação do Touro. Nessa região, o fundo galáctico apresenta poucas nebulosas e galáxias que poderiam baralhar as pesquisas.