DILEMA

https://youtu.be/K_sAgzRbMu4
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sexta-feira, 30 de julho de 2010

APRESENTAÇÃO DE LIVRO

FOTOS DO LANÇAMENTO
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Praia da Luz, ao entardecer
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Na sequência de "A Terra e as Estrelas", 
eis o meu novo livro de divulgação cultural, 
"Breve História dos Cometas".
A apresentação do livro teve lugar  
na Feira do Livro da Praia da Luz.
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O livro esteve em promoção, ao preço de 5 €, 
e era acompanhado pela oferta 
de "A Terra e as Estrelas", da mesma colecção.
A promoção mantém-se
para os estimados utentes da blogsfera. 
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As fotografias são de efe, a quem muito agradeço.

domingo, 25 de julho de 2010

APRESENTAÇÃO DE LIVRO

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sábado, 26 de junho de 2010

Breve História dos Cometas

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Do meu próximo livro "História Breve dos Cometas",  
a ser apresentado na Feira do Livro da Praia da Luz, Lagos, em Julho,
um pequeno extracto da Nota de Apresentação:  
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O(...) O presente trabalho pretende constituir-se como leitura de fácil apreensão, que possa contribuir para aguçar alguma apetência para aprofundar aspectos relevantes da ciência astronómica.
Também tem como finalidade dar a conhecer algumas estórias – no mínimo surpreendentes… que, ao longo dos tempos, têm envolvido o aparecimento de cometas, e o seu enquadramento histórico.
 Essas estórias ficaram para a posteridade na História da Astronomia, não pelo seu valor científico, mas que, em alguns casos, envolvem factos curiosos que deverão contribuir para evidenciar a racionalidade de uns e também o obscurantismo de outros, face a desusados ou esporádicos acontecimentos celestes, desde tempos recuados, até praticamente aos nossos dias. (...)

sábado, 29 de maio de 2010

Estória Breve dos Cometas



Excerto do meu novo livro, (Pág. 10).
"ESTÓRIA BREVE DOS COMETAS"
a sair em Junho
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 (…) Muitos dos (cometas) que vieram a seguir, foram associados a guerras e catástrofes e até, à ideia da destruição total da Terra.
Em 1531, Luísa de Sabóia, mãe de Francisco I, já na cama da morte, dizia fitando o cometa que estava no céu e que via através da janela: "Eis aí um aviso que não parece mandado a pessoas de baixa condição. Deus no-lo manda para nos advertir. Preparemo-nos para morrer."
William Shakespeare (1564–1616), na mesma linha de pensamento escreveu: "Quando os mendigos morrem não há cometas à vista: os próprios céus anunciam a morte dos príncipes."
Esta ideia de que os avisos do céu eram dirigidos às personagens mais importantes, vinha de longe. Pensa-se hoje que a astrologia datará de há mais de 15 milénios, na Mesopotâmia. Mas os primeiros astrólogos de que há registo, no Ocidente, são de há cerca de 4. 000 anos, quando foi estabelecido o Zodíaco. Estas práticas de adivinhação, provindas dos caldeus, espalharam-se pela Grécia, Babilónia e Roma. 
Os astrólogos ocuparam-se, nos seus inícios, de prever a sorte de monarcas e  países. (…) ,
Numa página do livro: 3 cometas
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terça-feira, 29 de julho de 2008

cometas

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O COMETA de HALLEY

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.................................................O cometa Halley em 1835. Gravura do séc. XIX

O cometa Halley é o mais célebre de todos os cometas. A sua história remonta ao ano de 239 a. C.
Devemos aos remotos astrónomos chineses as observações que efectuaram nesses tempos recuados e também todos os registos de outros cometas, incluindo as 10 posteriores aparições do mesmo cometa, entre os anos de 760 e 66 d.C. Mas eles não foram capazes de associar nenhuma dessas aparições a qualquer outra anterior, porque nesse tempo se pensava que esses estranhos visitantes nunca mais voltavam. Hoje sabe-se que assim não é, depois que Edmond Halley, um astrónomo inglês que viveu no século XVII, observou e estudou a trajectória dum cometa brilhante que se via nos céus, em 1682 e a que foi dado o seu nome.
Baseando-se nos escritos enunciados no «Principia», de Newton, onde eram deduzidas as leis da mecânica celeste e nas leis que Kepler equacionara para descrever o movimento dos planetas em torno do Sol, Edmond Halley determinou a trajectória do cometa e foi capaz de prever o seu regresso. Essa órbita é uma elíptica muito alongada e, contas feitas, o cometa regressaria dentro de 75 ou 76 anos. E regressou. O astrónomo já não pertencia ao número dos vivos, para poder presenciar e rejubilar-se com a sua extraordinária previsão, mas o seu nome ficou para sempre ligado à astronomia e o feito serviu de prova complementar às leis de Kepler e à revolucionário teoria da gravitação de Newton.
Mas nem por isso se esvaneceram as crenças nos maus augúrios trazidos pelos cometas.
Antes de Edmond Halley, em 66 d. C., segundo relatos ocidentais da época, o cometa permaneceu visível quase durante um ano, sobre Jerusalém e "parecia um sabre ameaçando a cidade". Esta passagem do Halley ficou associada à Guerra Judaica. Como se sabe, os romanos do tempo do imperador Vespasiano, cercaram Jerusalém em 70 d. C. e acabaram por tomar a cidade sitiada.
Em 1066, ano em que o cometa também reapareceu nos céus da Terra, é de lembrar o resultado da célebre batalha de Hastings, entre Normandos e Ingleses: para os Normandos ele ficou como um bom presságio, pois ganharam a guerra, enquanto que os Ingleses o amaldiçoaram...
Também uma situação semelhante aconteceu em 1910, aquando da implantação da República, em Portugal. Para os republicanos, o Halley tinha sido uma boa promessa; para os monárquicos, o anúncio duma grande desgraça...
É vasta a lista conhecida de desgraças e cataclismos atribuídas aos cometas, quer ao Halley, quer aos outros. Ainda em relação a este célebre "viajante interplanetário", lembremos Mehemed II e a queda de Constantinopla, em 1456. O responsável por essa calamidade, para os Cristãos e para toda a cristandade... fora o Halley, que, no entanto, só passou 3 anos depois!...
A última passagem do Halley, junto da Terra, verificou-se entre 1985 e 1986, como previsto. Mas as condições de visibilidade foram muito afectadas pela grande distância a que passou de nós, no seu caminho em direcção ao Sol, e também na sua rota de regresso aos confins do Sistema Solar. Na Europa, na maior parte do tempo ele aparecia-nos muito próximo da estrela, ao nascer ou por do Sol, sendo ofuscado pelo seu brilho. Mas no hemisfério austral – por exemplo, na África do Sul –, o Halley manteve-se muito tempo ao alto, no céu nocturno e foi possível observá-lo sem dificuldade. Esta última aparição do célebre cometa terá sido uma das mais pobres de toda a História.

A próxima passagem será no ano de 2061.