sexta-feira, 24 de julho de 2009

ESTRELAS DE NEUTRÔES

Imagem de artista, de Casey ReedPenn, State University

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Estrelas de neutrões são objectos muito estranhos.

Formam-se aquando dos últimos estádios da evolução de estrelas maciças – umas oito vezes mais pesadas que o Sol – que entraram em colapso gravitacional.

A energia cinética dos átomos é transformada em energia térmica, dando origem a uma gigantesca explosão. A estrela brilha como mil milhões de sóis, durante algumas semanas!

Assim, parte da estrela é expulsa para o espaço e origina uma nebulosa, composta de gases e poeiras.

A matéria que fica, aglomera-se num núcleo com uma massa equivalente a uma vez e meia a do Sol, e apenas umas duas dezenas de quilómetros de diâmetro, onde os protões e os electrões se fundem devido à enorme força gravítica, originando neutrões. Daí, o nome dado a estes objectos.

Têm a particularidade de girar muito rapidamente, a centenas de vezes, por segundo. pelo efeito chamado "do patinador". Ou seja, à medida que a estrela encolhe, a velocidade de rotação aumenta, como um patinador a girar e que começa a encolher os braços.

Essa característica engendra a emissão de radiação de alta frequência, que chega até nós e é observada como se fosse um farol a girar muito regularmente. Por isso, às estrelas de neutrões também se lhes chama pulsars.

A matéria de que são constituídas é extremamente pesada. Uma colher de chá desse material pesará à volta de 100 milhões de toneladas!

A parte exterior da estrela – a crosta – assim se lhe pode chamar, é formada pelo material mais rijo que se conhece, no Universo, uns dez bilhões de vezes mais resistente que o aço!

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Estes números foram obtidos através de modelos processados
por computadores, mas, para os simples conhecedores
daquilo que são as dimensões do átomo, é fácil perceber...


sábado, 11 de julho de 2009

O Sistema Solar #1

Geralmente dizemos que o Sistema Solar é composto pelo Sol e pelos planetas que dele dependem gravitacionalmente. Mas não é bem assim.
Senão vejamos: depois de Mercúrio (o pequeno planeta rochoso que fica mais próximo do Sol) e dos que se lhe seguem, Vénus, a Terra e Marte, (igualmente rochosos), há uma enormidade de pequenos corpos celestes a que se dá o nome de Cintura de Asteróides, julga- se que os restos dum planeta falhado, devido aos enormes impulsos atractivos a que esteve sujeito aquando da formação do Sistema.
Só bem mais longe gravita Júpiter (o maior de todos os planetas e o principal responsável pela existência da cintura de asteróides), seguido por Saturno, Urano, Neptuno e por fim, Plutão, (hoje despromovido à categoria de simples asteróide), já enormemente distante de nós e do Sol.
Podemos ter uma noção dos volumes dos diferentes planetas, embora o Sol tenha dimensões que, a respeitar a relação com os planetas da imagem que publicamos, não coubesse no meu écran. Ele é um milhão e tal de vezes maior que o da Terra.
Sabendo-se que a Terra tem um diâmetro de quase 13 mil quilómetros, é fácil avaliar as enormes dimensões de Júpiter e Saturno e mesmo de Neptuno (ou Urano, sensivelmente igual a este último).
Mercúrio, Vénus, a Terra e Plutão parecem pigmeus, se comparados com os dois gigantes do Sistema. A nossa Lua, no esquema que reproduzimos, é quase invisível!
As distâncias a que estes corpos se encontram também podem facilmente ser compreendidas se adoptarmos um sistema comparativo simples. Assim, à distância Terra/Sol que é de 150 milhões de quilómetros (uma vastidão, cujos números são, para nós, ininteligíveis), os astrónomos chamam Unidade Astronómica. Com base nesta unidade de medida, podemos dizer que Júpiter se encontra a 5 u. a. e Plutão a 39 u. a.
Mas o Sistema Solar é muitíssimo mais vasto e não termina aí, ao contrário do que muitas vezes se ouve ou se vê escrito, confundindo-se sistema planetário com sistema solar.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

POEMA AO DEUS SOL

..O astro rei exibindo manchas solares, sinal de actividade


A ZONA VITAL DA ESTRELA

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Se estou aqui

é porque o Sol está onde está

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nem perto nem longe

,

no sítio exacto onde deve estar

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para que eu esteja aqui.