São estranhas porque, em termos de temperatura, ficam a meio caminho entre as estrelas propriamente ditas… e os planetas. Podem considerar-se “estrelas falhadas”.
A sua massa varia entre 0,013 e 0,080 da massa solar, insuficiente, portanto, para desencadear a fusão nuclear, queimando hidrogénio, libertando grandes quantidades de energia e produzindo hélio.
Só puderam ser detectadas com o telescópio Spitzer, que recorre aos infravermelhos. Agora, depois de já terem sido detectadas centenas delas, o Spitzer descobriu uma proto-anã, na nuvem escura denominada Barnard 213, na região entre a constelação do Touro e a do Cocheiro.
Com o intuito de dar uma ideia do número astronómico das estrelas que povoam o nosso Universo, Carl Sagan escreveu no seu livro “Cosmos”, e disse na célebre série televisiva do mesmo nome, que esse número é idêntico a todos os grãos de areia de todas as praias do Mundo! Carl Sagan era um ilustre astrónomo, sempre preocupado com a pedagogia. O seu livro é vivamente aconselhado, por tratar destes assuntos da astronomia, numa linguagem simples e plena de analogias de fácil entendimento. À primeira vista parece abusiva a afirmação que produziu, no livro e na série televisiva. Mas… vamos por partes: estima-se que o nosso universo deverá conter umas duzentas mil milhões de galáxias e, provavelmente, a média do número de estrelas por galáxia, andará bem para além dos cem mil milhões. Multiplicados os dois números teremos:
. 20.000.000.000.000.000.000.000
. de estrelas, um número que ninguém é capaz de intuitivamente perceber. Na posse destes valores, convido os visitantes deste blog a fazer as contas sobre o número de grãos de areia de todas as praias do mundo. Claro que teremos de definir determinados conceitos e trabalhar segundo estimativas. Por exemplo, o que é que consideraremos uma praia: desde a maré-vazia à orla da praia, desde a maré-cheia à mesma orla, ou a média? Consideramos, no que respeita ao volume de areia, apenas a parte superficial, ou em profundidade? É uma questão de experimentar. Se eu imaginar 1 milhão de praias, no mundo, e se elas forem apenas 100. 000, será questão de mais dígito menos dígito, e isso pouca diferença faz, para o resultado final e o entendimento possível de tão astronómico número. Estamos a lidar com 23 dígitos! Se eu encontrar um número de 24 ou 25 dígitos ou, invés, encontrar apenas 22 ou 21, as coisas não alteram muito, para a compreensão do número de todas as estrelas dos céus. Carl Sagan, como era de esperar, deu-nos uma analogia correcta.
Todos os dias, a Terra é autenticamente bombardeada por um sem número de fragmentos de rocha vindos do Espaço. Calcula-se que umas mil toneladas desse material cósmico chegue diariamente ao nosso planeta. São conhecidos por meteoritos. Esses meteoritos têm diversas dimensões; vão desde grãos de poeira até outros que pesam vários quilos. Pode dizer-se que a sua frequência está directamente relacionada com as suas dimensões. Nestas condições, os mais pequenos são os mais frequentes, sendo cada vez mais raros os de maior porte. Assim sendo, o volume do meteorito (também há quem o considere um asteróide) que deu origem à cratera da gravura, já é bastante raro. Felizmente, para nós. A cratera do Arizona, também conhecida por cratera de Baringer, é um enorme buraco causado por um grande meteorito que aí caiu há 50 mil anos. Tem cerca de 200 metros de profundidade e um diâmetro que ronda os 1. 500. Deveria pesar 300.000 toneladas, tendo um diâmetro duns 40 metros. A velocidade do impacto e a consequente temperatura desenvolvida, derreteu parte da rocha. Hoje em dia, o local é um ponto turístico, visitado por muitos curiosos e estudado pelos cientistas, pois, cerca de metade do objecto permaneceu intacto. A sua entrada intempestiva, nas altas camadas da atmosfera, a uma velocidade de mais de dez quilómetros por segundo, fê-lo aquecer drasticamente, fragmentando-o em bocados que depois se espalharam pelo deserto, numa nuvem de fragmentos de material ferroso, um dos seus principais constituintes.
Se olharmos para o fundo do Universo e estivermos apetrechados com os apropriados instrumentos e os conhecimentos de hoje, chegaremos à conclusão de que ele tem um raio de 13 mil e tal milhões de anos-luz.
Assim, o Universo teria quase uns 28 mil milhões de anos-luz de diâmetro.
Isto é: a luz levaria esses cerca de 28 mil milhões anos para atravessar o Universo, de ponta a ponta (à velocidade de 300 mil quilómetros por segundo!
No entanto, o Universo está a expandir-se e o limite que nós vemos não é o limite (ou fim) do que hoje é.
O que nós vemos é o que era há 13 mil milhões de anos, levando a luz que daí veio, esse tempo até cá chegar.
O Universo expande-se e isso sabe-se desde que o astrónomo Hubble verificou essa expansão, bem patente, porque as galáxias se afastam umas das outras.
E a questão é que essa expansão não é linear: quanto mais o tempo passa, mais rapidamente elas se afastam umas das outras.
Assim, levando em conta essa aceleração, as dimensões do Universo andarão, actualmente, por uns 140 mil milhões de anos-luz|
. O quadro é de Giotto. E neste célebre quadro, o pintor representou o cometa Halley (por cima do presépio) que, segundo a tradição, terá estado no céu, aquando do nascimento de Cristo.
A Mitologia Clássica é uma disciplina muito interessante, como aliás, todas as outras mitologias. Nela se inspiraram os grandes poetas desses tempos e, mesmo, Camões, já no período Renascentista. Essas extraordinárias histórias, estão, por vezes, na génese da própria História da Mitologia. Gregos e Romanos tinham deuses para tudo e a vida desses deuses era imaginada à semelhança da dos mortais – homens e animais. O Cristianismo que, como se sabe, apareceu muito depois, acabou por adoptar idênticos modelos, com uma profusão de santos e santas protectores. Não sei se já haverá um santo protector contra os vírus informáticos. Mas deve estar na forja... Bem necessário é, porque os anti-vírus fabricados pelos mortais, por vezes erram – como qualquer mortal!... A história (muito sucinta) que hoje aqui trago, é a de Escorpião, uma das doze constelações do Zodíaco. Na Mitologia, o Escorpião está intimamente ligado à história do belo e audaz Orion - um caçador de extraordinários recursos. Usava uma espada, uma clava e um escudo (na constelação, na parte central - as Três Marias) e fazia-se acompanhar por dois cães de caça – as constelações de Cão Maior e Cão menor. Em consequência dessas suas grandes capacidades, era frequentemente chamado, pelas divindades, para destruir horríveis feras e outros monstros que infestavam o país. No entanto a sua beleza atraiu as atenções da deusa Aurora que o raptou, levando-o consigo para a ilha de Delos. Esse amor, segundo reza a tradição, terá durado pouco. Aurora que desafiara a beleza de Afrodite, a deusa do Amor, foi castigada a não ter senão amores insatisfeitos. A história, a partir daqui, é um pouco confusa, não se entendendo os mitólogos, sobre o desfiar dos acontecimentos. O certo é que foi enviado um escorpião para matar Orion e ele, picado pelo terrível animalejo, morreu. Mas Ofiúco, conhecedor dos antídotos para todos os venenos, fê-lo ressuscitar. No Céu, pode ver-se este último a pisar e esborrachar o escorpião. Orion, que era um dos gigantes, filho de Posseidon (ou Neptuno, para os Romanos – o deus do mar) também foi colocado no céu, como acontecia a quantos se celebrizavam, sendo mortais.
domingo, 6 de dezembro de 2009
.
.Encontro de 5ª Feira
.
na Biblioteca Municipal
Dr. Júlio Dantas, em Lagos
.
...Ciclo “Fórum Lagos 2009”
.
..Dia 10 de Dezembro, às 18.00 H
.
...........Com Vieira Calado
.
no encerramento do Ano Internacional da Astronomia
.
A comunicação
.
(presencial e não presencial)
.
ao nível da Galáxia
.
Apoio:
Câmara Municipal de Lagos
-
Organização doGrupo dosAmigos de Lagos
Próximo ENCONTRO: 6.JANEIRO.2010 – Início de novo Ciclo
. ................................ ...Templo de Vesta, em Roma.
Foi no ano já distante de 1807, que o asteróide Vesta foi descoberto. O autor da primeira identificação deste pequeno corpo celeste, dos mais de 600 hoje catalogados, foi Olbers, bem conhecido também pelo célebre "Paradoxo de Olbers". O nome que lhe foi atribuído é o duma deusa da mitologia, que presidia à vida doméstica e ao fórum das coisas de cada um. Filha de Cronos e Reia, foi, mais tarde, engolida pelo pai. Valeu-lhe Zeus, que a resgatou. Apesar da sua beleza e dos muitos pretendentes que teve, entre os quais, Posseidon e o belo Apolo, jurou manter-se sempre virgem. Daí que, uma qualquer jura em seu nome, fosse sagrada. Rodeou-se das Vestais, umas sacerdotisas que também mantinham a virgindade e estavam encarregadas de manter o fogo sagrado no templo de Vesta, cujo culto (à deusa e a todos os deuses maiores), era dirigido e organizado pelos áugures e pelos pontífices.
Astronomicamente, a deusa é um objecto pouco expressivo. Não é o maior da Cintura de Asteróides que se encontra entre Marte e Júpiter, mas é o mais brilhante, chegando a poder ser observado a olho nu. O maior de todos é Ceres. No entanto, deve-se referir que haverá um milhão de pequenos outros, com menos de 1 quilómetro de diâmetro. A superfície de Vesta está coberta por rochas basálticas, que (julga-se), tiveram origem em vulcões há muito extintos. Essa característica permite melhor reflectir a luz, ao contrário dos outros maiores. Gira a menos de 2,5 U.A. do Sol e mede à volta de 500 por 450 quilómetros, de diâmetro. Na sua superfície é bem patente uma enorme cratera provocada pelo impacto dum grande meteorito, que mostra com é o interior do asteróide. Tem algumas semelhanças com os outros planetas telúricos, com é a Terra, porque se constituiu em camadas. Esse facto faz com que produza calor. No entanto, essa fonte de calor, acrescida do calor produzido pela radioactividade não são significativos.
O Sete-estrelo é a designação popular dum aglomerado de estrelas, na constelação do Touro, um dos objectos catalogado por Messier.
Também são conhecidas por Sete Irmãs. Mas, observadas com meios ópticos apropriados, são umas 500, de brilho muito fraco!
Nos compêndios, aparece com a designação de M 45.
Trata-se dum aglomerado estelar aberto, o mais brilhante do céu, perfeitamente visível a olho nu, em ambos os hemisférios.
As suas estrelas são azuis, muito quentes, e distam mais de 400 anos-luz, da Terra. Ter-se-ão formado há uns 100 milhões de anos. São, portanto, bastantes jovens.
Para os gregos, mais de 2.000 anos antes do astrónomo francês Messier ter elaborado o célebre catálogo que leva o seu nome, as Plêiades eram filhas de Atlas e Plione.
Foi Zeus quem as colocou no céu, a seu pedido, para se livrarem das contínuas perseguições de que estavam a ser alvo, por parte de Orion (como se sabe, um exímio caçador).
Eram elas, segundo a mitologia grega: Electra, Celeno, Taigete, Maia, Mérope, Asterope e Dríope.
E continua a ser esse o nome dessas estrelas.
Todo o conjunto se encontra envolto numa nebulosidade azulada.
Em boa verdade, essas estrelas encontram-se no interior duma nebulosa.
A cor da nebulosidade observada, segundo se julga, é o efeito da reflexão da luz das estrelas que compõem o sete-estrelo.
Mercúrio é um planeta difícil de observar. Ele encontra-se (visto no céu) sempre muito próximo do Sol e é ofuscado pelo seu brilho. Por isso, só pode ser observado ou imediatamente antes do nascer do Sol, ou logo a seguir ao pôr do Sol, nunca durante o pleno dia. Como é óbvio, tanto ao amanhecer como ao anoitecer, Mercúrio está sempre muito baixo no horizonte. Isto faz com que a sua luz tenha de atravessar o equivalente a 10 vezes a camada da atmosfera terrestre, para chegar até nós. Trata-se do mais pequeno planeta do Sistema Solar, fazendo a sua superfície lembrar a da Lua, coberta de crateras. Essas crateras poucas modificações têm sofrido, ao longo do tempo, porque o planeta não tem atmosfera reconhecível, nem há água, os dois factores da erosão.
Os romanos consideravam-no um deus, o mensageiro dos deuses (com asas nos pés), porque ele parece mover-se mais depressa que os outros planetas do sistema. Tal como a Lua, Mercúrio tem fases, e isso foi verificado pela 1ª vez pelo astrónomo italiano Giovanni Zupus, em 1639. A massa de Mercúrio foi determinada por Franz Enke, que dá o nome a um famoso cometa. O extraordinário cálculo foi feito a partir das perturbações gravitacionais sobre ele exercidas pela estrela. E isto passou-se em 1841! Modernamente, foi possível melhor estudar o planeta, mercê das observações e medições produzidas pela sonda Mariner 10, lançada em 1973.
O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma estrela do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros. A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invísiveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível. Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.
QUERO AGRADECER A TODOS OS AMIGOS (PRINCIPALMENTE AOS AMIGOS DA BLOGOSFERA) QUE ESTIVERAM PRESENTES NO LANÇAMENTO DE "VIAGEM ATRAVÉS DA LUZ", E TAMBÉM AOS QUE TÊM VINDO A PEDIR-ME PARA LHES ENVIAR O LIVRO. CONTO COMEÇAR A FAZÊ-LO NA PRÓXIMA SEMANA.
. Algumas constelações, tal como eram vistas pelos antigos, imagem Google.
. Para os nossos antepassados, a anos-luz das estrelas, parecia que elas se encontravam agrupadas, moldando silhuetas de imagens diversas, no escuro manto do céu nocturno. Toda a gente já ouviu falar da Orion, as duas Ursas, a Cassiopeia, ou das doze constelações do Zodíaco, onde os astrólogos dizem saber ler a sina de cada um de nós… Muitas das culturas antigas, desde a egípcia e a babilónica, à clássica grega e romana, imaginaram esses agrupamentos, e deram-lhes nomes. Algumas culturas utilizavam-nas para se guiarem nas colheitas ou na navegação. Como se sabe, o céu nocturno vai rodando ao longo ano e eram essas modificações cíclicas que lhes diziam, por exemplo, quando iniciar as sementeiras. No antigo Egipto, Sírio (ou Sírius), da constelação do Cão Maior, anunciava as cheias do Nilo, pois aparecia no céus antes do solstício de Verão. Por isso foi adorada e as casas eram geralmente construídas de maneira que a sua luz pudesse entrar por elas adentro! As mais antigas constelações terão sido imaginadas na Mesopotâmia, há cerca de 4.000 anos. Mais tarde, Ptolomeu (127-145 d.C.), elaborou um célebre catálogo, numa obra imensa de 13 volumes, o Algamesto, onde estão enumeradas 1022 estrelas, das 48 constelações da época. Com o rodar do tempo, foi necessário recorrer a outros agrupamentos de estrelas. No século XVIII, o abade francês Lacaille, tendo permanecido alguns anos na região do Cabo da Boa Esperança, introduziu 14 novas constelações, que só por essas regiões austrais podem ser observadas. Deu-lhes nomes de invenções modernas, como o telescópio, o relógio, a bússola, ou o microscópio, entre outras. Depois, em 1888, a União Astronómica Internacional, passou a considerar 88 constelações. Elas foram oficialmente declaradas em 1930, de modo a cobrir todo o céu e poder, assim, contribuir para uma mais fácil localização dos planetas, estrelas, galáxias, buracos negros ou mesmo, os cometas, ao serem vistos pela primeira vez ou se deslocarem no céu.
Mercúrio está identificado como planeta, desde o tempo dos Sumérios, no terceiro milénio a. C., onde apelidado de Nebo, divindade que «fazia advertências». No Egipto era Thot, o escriba dos deuses, responsável pelos livros divinos e conhecedor dos segredos e dos mistérios. Aparece, também, como Hermes Trimegistro, tido como o primeiro dos alquimistas, pai das ciências. Na Índia está associado a Buda, e no cristianismo primitivo seria Jesus, o intermediário entre Deus Pai e o Espírito Santo. Na Grécia antiga, Mercúrio era filho de Zeus e Maia, e logo após seu nascimento mostrou possuir grande inteligência. Era frequentemente representado com um capacete que lhe dava invisibilidade, e sapatos com asas – um adorno fugidio que, embora com uma inevitável aparência humana, mostrava a sua condição de mensageiro dos deuses, célere e esquivo, provavelmente pela maneira rápida e fugaz como parece comportar-se o céu. Mercúrio conhece as ervas, e o seu poder mágico. O dom da palavra é atributo desse deus. Diz-se que, quando São Paulo foi à Ásia Menor e tão eloquentemente pregou à população local, que era pagã, foi aclamado como enviado dos deuses, um deus em forma de homem – o que, aliás, desagradou profundamente ao santo! Para os Romanos, era o deus dos viandantes, mas também, imagine-se, o deus dos comerciantes... e dos ladrões.
Em portagens anteriores já foram referidos alguns dos perigos de origem astronómica que a Terra enfrenta.
Os cometas e os asteróides são algumas dessas potenciais sérias ameaças, para o nosso planeta.
Neste momento há um asteróide bem perto da Terra, a uma distância de 600 mil quilómetros. Felizmente não é uma ameaça, apesar de estar a uma distância pequena, o dobro da que se encontra a Lua.
Tem cerca de 1 quilómetro de diâmetro e, se eventualmente chocasse com o nosso planeta, causaria uma catástrofe deproporções avassaladoras.
Mas ele segue uma trajectória paralela à que a Terra descreve na sua órbita em volta do Sol e afastar-se-à dentro de dias.
Até hoje, um asteróide de tais dimensões, nunca tinha sido observado a tão curta distância.
Denominado 2009 ST19, e observado pela 1ª vez a 16 de Setembro último, este asteróide voltará dentro de 3 anos, mas a mais perigosa aproximação só virá a acontecer no ano de 2038.
As nebulosas são dos objectos celestes mais espectaculares. São descritas pelos astrónomos, com nuvens de gás e poeiras produzidas pela explosão de estrelas de grande massa. Ou, noutras situações, são produzidas por estrelas que expelem esses gases e essas poeiras. O gás presente em maior percentagem é o hidrogénio, o elemento mais leve da Natureza, composto por apenas um protão e um electrão.
.
Sem procurar entrar em grandes detalhes (que estão fora do propósito destes pequenos artigos, destinados aos iniciados), diremos que certas nebulosas são como que verdadeiras maternidades ou creches de novas estrelas!
.
Duma estrela que morreu, passados milhões de anos, os seus restos começam a aglutinar-se em vários espaços e, se os aglomerados resultantes forem suficientemente grandes, nascem novas estrelas!
.
Há boas razões para crer que o nosso Sol seja uma estrela de 3ª geração.
.
Na nossa Galáxia são conhecidas algumas nebulosas que derivaram duma dessas colossais explosão de estrelas e que foram observadas na Terra.
A mais célebre é a nebulosa do Caranguejo, que resultou duma super-nova vista pelos Chineses em 1054, e também por índios americanos que desenharam o que viram, numa pedra!
Há boas razões para crer que foi o Big Bang (uma explosão inicial, de proporções inimagináveis), que deu origem ao nosso Universo. Esse acontecimento apocalíptico ter-se-á dado há cerca de treze mil milhões de anos, segundo os últimos cálculos, iniciando um decurso que levou à formação das estrelas e à sua diversidade, embora não esteja ainda estabelecida a maneira como elas se agruparam, para produzir esses conjuntos gigantescos a que chamamos galáxias. . No entanto, os astrónomos não têm dúvidas de que as primeiras estrelas eram quase exclusivamente compostas por hidrogénio. Todas as observações, medições e cálculo, apontam no sentido de que elas eram constituídas por esse elemento, de um só protão e um só electrão, o mais simples de todos os elementos da Natureza. . Quando nasce uma estrela, o seu destino fica imediatamente marcado pela sua massa. A massa está intimamente ligada à força da gravidade. Se for muito maior que o Sol, essa força (que tudo puxa para o interior - o centro de gravidade) engendra colossais pressões e temperaturas internas e consequentes reacções de fusão nuclear: a estrela consome-se rapidamente e subsiste durante pouco tempo, antes de experimentar catastróficas convulsões que acabarão por levá-la a explodir. Ao invés, se for pequena, terá uma existência serena durante muito milhares de milhões de anos. .
É o caso do Sol, que muito consideram como um estrela anã.
A energia solar que chega à Terra, cifra-se por 2 calorias/minuto/metro quadrado. Sabendo-se que a intensidade da luz emitida é inversamente proporcional ao quadrado da distância percorrida, pode-se calcular a quantidade total de energia que o Sol produz, num dado espaço de tempo.
O Sol transforma cerca de 600 milhões de toneladas de hidrogénio, por segundo, em hélio, sendo 4 milhões de toneladas dessa matéria, convertidas directamente em energia. Parte dessa energia chega até nós.
À Terra chegam apenas cinco milésimos de mil milionésimos da energia que o Sol produz. Mas esta pequena fracção equivale a mais de 50.000 vezes a energia produzida em todo o mundo, pelo homem.
Se o Sol queimasse carvão e a Terra recebesse as mesmas 2 calorias por metro quadrado, em cada minuto, teria que queimar mil milhares de milhões de toneladas de carvão, em cada segundo!
E, assim sendo, considerando a massa solar, ele extinguir-se-ia em cerca de 2.000 anos.
O resto das contas leva-nos a uma idade de mais de 4 mil e 500 milhões de anos, para o Sol.
Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.
No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.
Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.
Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.
É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.
Estamos num período de chuva de estrelas.São as chamadas Perseides, pois parecem vir da constelação de Perseu. Resultam dos fragmentos deixados pelo cometa Swift-Tuttle.
Milhões de observadores, passam horas a fio, a olhar o céu nocturno, pelo prazer de observar as estrelas cadentes que vão surgindo.
Acontece que, de onde em onde, surge um filamento mais espesso, por vezes, verdadeiramente espectacular.
Foi o que aconteceu há duas noites, visível em Portugal e agora reproduzido pelo youtube.
Depois de Plutão e Neptuno, cujas órbitas se cruzam, há uma cintura de pequenos asteróides de interior rochoso, cobertos essencialmente de água em estado sólido e poeiras, dando-lhes um aspecto de gelo sujo. Encontram-se bem para além dos últimos planetas (com a excepção de Plutão, aliás, despromovido da condição de planeta...), e nem por isso, deixam de pertencer ao Sistema Solar e depender das forças de atracção que emanam do Sol. Contam-se por milhões esses minúsculos corpos que, de vez em quando, ao sabor de desequilíbrios gravíticos, vêm na direcção do Sol, constituindo-se em cometas. A todo esse conjunto se chama Cintura de Kuiper. Porém, a influência do nosso astro-rei continua ainda por uma imensidão de espaço e só termina depois dum outro enorme conjunto de pequenos corpos celestes conhecido por Nuvem de Oort, donde, provavelmente, também nos chegam outros cometas, esses, de longo período. Essa Nuvem de Oort, que terá uns 100 mil milhões de potenciais cometas, alonga-se entre as 55 mil e as 100 unidades astronómicas.
O Sistema estende-se até onde a influência do Sol se fizer sentir, antes que comece a prevalecer o reino de outra estrela.
Entre uma e outra há um descomunal espaço inter-estelar. O vazio entre as estrelas é, correntemente, tão grande, que passa a ser inútil e desenquadrada a utilização da unidade de medida U.A. - unidade astronómica, ou seja: 150 milhões de quilómetros - a distância entre a Terra e o Sol. Esta medida usa-se apenas para as distâncias dentro do Sistema Solar. Depois passa a utilizar-se o ano-luz, a distância percorrida pela luz, num ano, à tremenda velocidade de 300 quilómetros, por segundo!
A ilha do Príncipe, no arquipélago de S. Tomé e Príncipe, antiga colónia portuguesa, está intimamente ligada à física einsteiniana e à astronomia. Em 1919, no dia 29 de Maio, deu-se um eclipse total de Sol, visível nessa ilha atlântica (e também em Sobral, no Ceará, onde erigiram um museu e um belíssimo monumento para comemorar o acontecimento), dois locais onde as condições geológicas eram propícias a um experimento que iria ter lugar. Para a ilha do Príncipe acorreram físicos e astrónomos britânicos, liderados por Stanley Eddington, enquanto outros se dirigiram ao Brasil. Aquando da fase total do eclipse, embora sob condições adversas, pois havia muitas nuvens tanto num como no outro local escolhido, foram tiradas fotografias que mostravam estrelas (de dia invisíveis) e que se podiam ver nas imediações do Sol totalmente eclipsado. Procurava-se confirmar uma das previsões de Einstein, decorrente da Teoria da Relatividade e que diz que a luz é desviada nas imediações de corpos de grande massa, como são as estrelas. Em 1905, o jovem Albert Einstein (1879-1955), estabelecera como um dos princípios básicos da sua teoria, a equivalência entre o movimento uniformemente acelerado e a acção da gravidade. A força da gravidade, segundo o físico, provoca uma deformação do espaço. Quando a luz passa próximo de corpos celestes com massa elevada, dá-se um encurvamento dos raios luminosos. Fotografado durante a noite o mesmo céu e as mesmas estrelas (sem o Sol a atrapalhar), e comparadas as posições das estrelas, mediante rigorosas medições, provou-se verdadeira a exactidão da extraordinária teoria.
- Clicar para melhor ver Fotografias de Fábio Carvalho, S. Carlos, Brasil.
;
Júpiter era o deus supremo dos Romanos (Zeus, para os Gregos).
Os homens desses tempos tinham a sua postura por majestática e imperturbável, verdadeiramente digna dum soberano austero e estável, no firmamento nocturno.
Ao contrário de Vénus e Marte – igualmente brilhantes – mas que se deslocavam, ao longo das noites, com um carácter volúvel e buliçoso, características que os identificavam com a Deusa do Amor, Vénus, e Marte, o Deus da Guerra.
A mais de 2.000 anos de distância, não imaginavam Gregos e Romanos, que Júpiter fosse um verdadeiro deus protector da Terra!
Como se sabe, num passado mais ou menos remoto, asteróides ou cometas de grandes dimensões viajando pelo interior do Sistema Planetário, acabaram por colidir com a Terra, provocando grandes cataclismos de dimensões planetárias. Foi o caso da queda do enorme meteorito que deu origem à extinção dos dinossauros, há cerca de 65 milhões de anos. Ou de outros, mais remotos (ou até bem recentes), como o acontecimento conhecido por Tungusta, que teve lugar na tundra russa, há cerca dum século*.
Mais recentemente, em 1993, o cometa, Shoemaker-Levy 9, afundou-se em Júpiter, interrompendo, assim, a sua viagem. Como esses corpos viajam na direcção do Sol, podem, eventualmente, passar nas proximidades da Terra e vir a chocar com ela.
É por isso que Júpiter tem um papel muito importante, pois absorve muitos destes bólides, preservando a Terra de eventuais colisões.
E, há bem pouco tempo, pela segunda vez na história da astronomia, foi possível verificar uma dessas colisões.
Nas imagens que mostramos, pode ver-se, na região polar norte de Júpiter, o efeito ainda visível dessa colisão extraordinária.
Imagem de artista, de Casey ReedPenn, StateUniversity
ç
Estrelas de neutrões são objectos muito estranhos.
Formam-se aquando dos últimos estádios da evolução de estrelas maciças – umas oito vezes mais pesadas que o Sol – que entraram em colapso gravitacional.
A energia cinética dos átomos é transformada em energia térmica, dando origem a uma gigantesca explosão. A estrela brilha como mil milhões de sóis, durante algumas semanas!
Assim, parte da estrela é expulsa para o espaço e origina uma nebulosa, composta de gases e poeiras.
A matéria que fica, aglomera-se num núcleo com uma massa equivalente a uma vez e meia a do Sol, e apenas umas duas dezenas de quilómetros de diâmetro, onde os protões e os electrões se fundem devido à enorme força gravítica, originando neutrões. Daí, o nome dado a estes objectos.
Têm a particularidade de girar muito rapidamente, a centenas de vezes, por segundo. pelo efeito chamado "do patinador". Ou seja, à medida que a estrela encolhe, a velocidade de rotação aumenta, como um patinador a girar e que começa a encolher os braços.
Essa característica engendra a emissão de radiação de alta frequência, que chega até nós e é observada como se fosse um farol a girar muito regularmente. Por isso, às estrelas de neutrões também se lhes chama pulsars.
A matéria de que são constituídas é extremamente pesada. Uma colher de chá desse material pesará à volta de 100 milhões de toneladas!
A parte exterior da estrela – a crosta – assim se lhe pode chamar, é formada pelo material mais rijo que se conhece, no Universo, uns dez bilhões de vezes mais resistente que o aço!
.
Estes números foram obtidos através de modelos processados
por computadores, mas, para os simples conhecedores
daquilo que são as dimensões do átomo, é fácil perceber...