quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

A NOSSA GALÁXIA


A nossa galáxia é apenas uma das miríades outras, do nosso Universo.
Pelo essencial, se considerarmos os diversos astros de que são constituídas, todas são idênticas. Cada uma delas tem milhares de milhões de estrelas de variados tipos.
Porém, as suas configurações podem ser bem diferentes. A Via Láctea e a Andrómeda, por exemplo, fazem lembrar um disco das competições desportivas, sendo os seus bordos notoriamente em espiral, como se o conjunto se estivesse a esfrangalhar nesses limites. Outras há que são esféricas, elípticas, lenticulares, ou irregulares. A Via Láctea faz parte dum grupo dumas trinta galáxias, a que se chama o Grupo Local. Além dela, as mais importantes são a Andrómeda e o Triângulo, todas espirais. Por sua vez, como sucede com a nossa própria galáxia, também as outras possuem pequenas galáxias satélites ou glóbulos estelares. As duas Nuvens de Magalhães (só visíveis no hemisfério sul, mas já descritas nas mitologias de alguns povos das ilhas do Pacífico, antes de serem conhecidas dos europeus, por intermédio dos relatos dos navegadores que acompanharam Fernão de Magalhães, na primeira Volta ao Mundo), são as mais importantes galáxias satélites da Via Láctea. A maior dessas Nuvens de Magalhães, tem cerca de dez mil milhões de estrelas. A mais pequena tem um décimo dessas estrelas e está a cento e sessenta mil anos luz de nós. Outras como a do Dragão e da Ursa Menor, não têm mais que cem mil unidades.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O ACONTECIMENTO TUNGUSTA

COMETAS 5


A Terra é bombardeada por meteoritos de vários tipos, somando mais de 2. 000 toneladas o peso do conjunto desses corpos, por ano. Ocasionalmente ainda caiem grandes meteoritos, como terá sido o caso de Tungusta, numa região remota da estepe russa, em 30 Junho 1908. O objecto (julga-se que era um cometa) explodiu quando chegou às altas camadas da atmosfera e deveria pesar 1 milhão de toneladas. Desenvolveu, ao despenhar-se, uma energia equivalente a uma bomba atómica. Derrubou milhares de árvores, matou rebanhos inteiros de renas, deitou pessoas ao chão a quarenta quilómetros e o ruído da explosão ouviu-se a milhares de quilómetros. Levantou poeiras que subiram até às altas camadas da atmosfera. Essas poeiras deram a volta ao mundo. De tal maneira que, nas noites seguintes, em Londres, se podia ler o Times à noite, dado  pelo reflexo da luminosidade provocada pelos raios do Sol!
Hoje em dia, cerca de 7 ou 8 grandes meteoritos ainda caiem todos os anos, na Terra, mais de 1/3, no mar. Alguns podem desenvolver energias equivalentes a uma bomba, como a de Nagasaki. O que recentemente explodiu no Pacífico, em Outubro de 1990, equivalia a 1000 toneladas de TNT. E também se sabe que, em média, cai um corpo de 1 quilómetro de diâmetro, em cada milhão de anos, que equivale a 1 megatonelada de TNT = 100 vezes todas as bombas nucleares do mundo, a explodir ao mesmo tempo!
Recentemente, à aproximação de Júpiter, um cometa denominado Shoemaker-Levy-9 foi fragmentado pelas poderosas forças gravíticas do planeta e despenhou-se, aos bocados, nesse gigante do Sistema. Júpiter, para nós, funciona com um escudo protector, pois, muitos eventuais corpos que poderiam cair na Terra, são captados pelo planeta gigante do Sistema. A espectacular queda foi observada e fotografada desde a Terra.
Porém, a maioria dos meteoritos ou cometas, despenham-se directamente no Sol, dada a sua enorme força gravítica
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domingo, 16 de janeiro de 2011

BOLAS DE FOGO





A primeira informação que houve sobre a existência e aproximação dum deste objectos à Terra, pertenceu aos astrónomos do Observatório de Monte Lemmon, no Arizona.
Foi-lhe dado o nome de 2008 TC3.
Assim que a informação foi revelada, por todo o mundo outros astrónomos começaram a seguir a sua trajectória. Os cálculos mostravam que o objecto estava em rota de colisão com a Terra e que deveria entrar na nossa atmosfera com uma inclinação duns 20 º, na região norte do Sudão.
Na verdade, no dia 7 de Outubro, de 2008, à hora (2.46, Tempo Médio de Greenwish) e local previsto, o meteorito entrou nas altas camadas da atmosfera, com uma velocidade duns 30.000 quilómetros/hora e produziu uma bola-de-fogo, devido ao tremendo aquecimento que sofreu com a fricção no ar rarefeito, talvez a uns 80 ou 100 quilómetros da superfície terrestre.
O objecto, dum metro ou dois de diâmetro, acabou por fragmentar-se e cair em bocados não chegando a ser uma ameaça.
Meteoritos deste tamanho são relativamente frequentes (dois ou três, por ano). Na maioria das vezes, dada a inclinação com que entram, não são vistos. E podem cair nos oceanos, desertos, na Antártida ou, durante o dia, tornando muito difícil a sua percepção.
No entanto, se tivesse uns dez metros de diâmetro, provocaria uma explosão semelhante à bomba de Hiroshima. Felizmente, objectos com esse diâmetro são muito raros.
Este 2008 TC3 foi visível na Índia e na Europa.
Mas esta é a primeira vez que, antecipadamente se teve conhecimento duma aproximação e entrada na atmosfera terrestre.
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Bola de Fogo caída na Rússia em 1663 - Google.

domingo, 9 de janeiro de 2011

CONVITE

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

TITAN

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Saturno, como se sabe, é um dos últimos planetas do Sistema Solar. Curiosamente possui uma grande lua, Titan, a segunda maior de todo o sistema, quase o dobro do tamanho da nossa Lua. Maior mesmo, que o planeta Mercúrio. Só Ganimedes – uma das quatro luas que Galileu descobriu –, lhe ganha em estatura.
Tão longe como se encontra, só recentemente foi possível conhecer melhor a sua constituição, mercê das informações provindas da missão Cassini, uma feliz parceria entre as agências NASA, a europeia ESA e a italiana ASI, destinada a observar Saturno, os seus anéis e satélites naturais.
Sabe-se agora que Titan possui uma atmosfera mais densa que a da Terra, e que tem água. Porém, essa atmosfera é constituída por nuvens de metano e de etano, dois hidrocarbonetos.
O metano – o mais simples dos hidrocarbonetos –, é por nós correntemente utilizado para produzir energia, por combustão.
O etano, que é obtido a partir do gás natural, ou da refinação do petróleo, tem grande importância industrial, pois dele se obtém o etileno, um composto de numerosas aplicações: serve de anestésico em pequenas cirurgias, é usado para amadurecer artificialmente a fruta e no fabrico de plásticos, está na base de vidros sintéticos, é um solvente para vernizes, tintas e óleos lubrificantes, além de muitas outras aplicações industriais.


sábado, 1 de janeiro de 2011

CURIOSIDADES ASTRONÓMICAS (2)

1 – O raciocínio e a imaginação, por vezes, antecipam o conhecimento factual. Vem a propósito referir um dos físicos mais brilhantes da actualidade, Roger Penrose, que aventara a hipótese de o nosso Universo não ser a consequência de um Big Bang, mas de vários. Sabe-se agora, por intermédio do satélite WMAP, que estuda a radiação cósmica de fundo,  que efectivamente houve vários big bangs cíclicos, um dos quais deu origem ao nosso actual universo.
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2 – Conhecem-se várias galáxias que chocaram com outras. E sabe-se, por exemplo, que a Via Láctea está em rota de colisão com a Andrómeda. Porém, quando isso acontecer, dificilmente haverá estrelas a esbarrar umas contra as outras. Pela simples razão de que as distâncias entre si, são enormes, e praticamente se pode dizer que uma galáxia é um grande vazio, onde, de onde em onde, há estrelas!
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3 – A Lua não ficará para sempre nos céus da Terra. Ela está continuamente a afastar-se de nós. Mas essa taxa de afastamento é muito pequena, cerca de 3 metros por século. É tudo uma questão de tempo…
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4 – As estrelas que vemos no céu fazem parte da nossa própria galáxia. Mas nós só conseguimos vislumbrar uma ínfima parte delas. Numa noite de céu limpo, fora da poluição luminosa das cidades, é possível ver umas 2.500 estrelas. A Galáxia, segundo as últimas estimativas, deve ter mais de 200 mil milhões...
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5 – Se o nosso Sol tivesse toda a sua massa concentrada numa esfera de dois quilómetros e meio de diâmetro, produzir-se-ia um buraco negro! Isto advém do chamado "Raio de Schwarzschild".
No centro das galáxias observam-se buracos negros super maciços que podem ser equivalentes a, entre um milhão e mil milhões de vezes, a massa do Sol!
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6 – Pouco ou nada ainda se sabe da matéria negra que existe em grande abundância no nosso Universo. Tudo o resto que se conhece, galáxias, estrelas, planetas, será apenas uns 4%, do total.
O destino final deste nosso universo, agora em fase de expansão, depende da sua massa total. Se  tem um determinado valor, começará a contrair-se (dentro de muitos milhares de milhões de anos), até a um ponto semelhante ao que deu origem ao Big Bang – por acção da força da gravidade – e , por ventura, tudo recomeçará de novo.
No caso inverso, O Universo expandir-se-á infinitamente.
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7 – O HLC, o Grande Colisionador de Hadrões (o mais potente acelerador de partículas jamais construído), já efectuou colisões entre protões, a enormes velocidades, que produziram resultados inesperados. Foram produzidas mini gotas dum plasma que terá precedido o Big Bang. Mas só em 2013 fará essas colisões a 99% da velocidade da luz, para tentar reproduzir o que se terá passado anteriormente.