segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

EXPLOSÕES SOLARES

O Sol, que aos nossos olhos, tem esta imagem, 
está sujeito a inúmeras convulsões e explosões.
Este filme da Nasa, é bem significativo.
clicar
http://youtu.be/BvyA6JwddPQ
Créditos: Nasa Goldard
 DESEJO UM BOM ANO 
A TODOS OS MEUS ESTIMADOS LEITORES!

domingo, 21 de dezembro de 2014

ESCORPIÃO



A Mitologia Clássica é uma disciplina muito interessante, como aliás, todas as outras mitologias. Nela se inspiraram os grandes poetas desses tempos e, mesmo, Camões, já no período Renascentista. Essas extraordinárias histórias, estão, por vezes, na génese da própria História da Mitologia.
Gregos e Romanos tinham deuses para tudo e a vida desses deuses era imaginada à semelhança da dos mortais – homens e animais.
O Cristianismo que, como se sabe, apareceu muito depois, acabou por adoptar idênticos modelos, com uma profusão de santos protectores.
Não sei se já haverá um santo protector contra os vírus informáticos. Mas deve estar na forja. Bem necessário é, porque os anti-vírus fabricados pelos mortais, por vezes erram – como qualquer mortal!...
A história (muito sucinta) que hoje aqui trago, é a de Escorpião, uma das doze constelações do Zodíaco.
Na Mitologia, o Escorpião está intimamente ligado à história do belo e audaz Orion - um caçador de extraordinários recursos. Usava uma espada, uma clava e um escudo (na constelação, na parte central - as Três Marias) e fazia-se acompanhar por dois cães de caça – as constelações de Cão Maior e Cão menor.
Em consequência dessas suas grandes capacidades, era frequentemente chamado, pelas divindades, para destruir horríveis feras e outros monstros que infestavam o país. No entanto a sua beleza atraiu as atenções da deusa Aurora que o raptou, levando-o consigo para a ilha de Delos. Esse amor, segundo reza a tradição, terá durado pouco. Aurora que desafiara a beleza de Afrodite, a deusa do Amor, foi castigada a não ter senão amores insatisfeitos.
A história, a partir daqui, é um pouco confusa, não se entendendo os mitólogos, sobre o desfiar dos acontecimentos. O certo é que foi enviado um escorpião para matar Orion e ele, picado pelo terrível animalejo, morreu. Mas Ofiúco, conhecedor dos antídotos para todos os venenos, fê-lo ressuscitar.
No Céu, pode ver-se este último a pisar e esborrachar o escorpião. Orion, que era um dos gigantes, filho de Posseidon (ou Neptuno, para os Romanos – o deus do mar) também foi colocado no céu, como acontecia a quantos se celebrizavam, sendo mortais.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

AS DUAS SONDAS VOYAGER

Uma das sondas Voyager
placa em ouro

Lançadas de Cabo Canaveral, em 1977, as duas sondas denominadas Voyager 1 e 2, tinham por missão chegar perto, fotografar e estudar os planetas exteriores, particularmente Saturno, Urano e Neptuno. A missão foi cumprida, mas as sondas não mais regressarão à Terra. Recorde-se que, entre muitos outros cometimentos, as Voyager descobriram várias novas luas em Júpiter e Urano e estudaram os campos magnéticos e os anéis desses dois planetas. Neste momento, a Voyager 1, que levou 12 anos a chegar a Neptuno, já se encontra bem para além de Plutão e percorre 520 milhões de quilómetros por ano, na direcção da constelação Hércules. Como os cientistas sabiam que a sua rota acabaria por levá-la muito para além do nosso Sistema Solar, resolveram aproveitá-la para enviar uma mensagem na direcção das estrelas. Puseram-lhe a bordo uma placa incorruptível (em ouro) com informação científica, nomeadamente a que está relacionada com todos os elementos da tabela de Mendlief, localização do Sol e da Terra, na Galáxia, entre outras. Em gravação, seguem composições musicais, saudações em cinquenta e seis línguas, incluindo uma “de baleia” e respectivas instruções para serem decifradas, a gravação do choro duma criança, além de inúmeras fotografias das mais diversas regiões, actividades humanas e  animais. Um beijo dos humanos, um tipo de peça de teatro japonês, conhecido por Shakuhachi, e outras cenas do quotidiano, poderão ajudar seres extraterrestres que a recolham, a perceber como somos. No entanto, mesmo viajando a essas altas velocidades, a sonda só virá eventualmente a passar próximo duma outra estrela, ou dum planeta extra-solar, dentro de milhões de anos. Hoje já se conhecem mais de duzentos planetas gravitando estrelas mais ou menos próximas. Mas ainda não foi encontrado nenhum que se possa dizer exactamente igual à Terra. No entanto, um, pelo menos, é relativamente semelhante e gravita em torno duma estrela, na chamada zona vital. No entanto, mesmo admitindo que exista um planeta suficientemente auspicioso, relativamente perto de nós, na rota por onde segue a nave, a probabilidade de ser habitado por seres inteligentes e tecnológicos, como nós, é quase nula. Mas mesmo assim, vale a pena tentar. Pelo menos, para os eternamente sonhadores homo sapiens sapiens, deste mundo.…

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

A NAVE ROSETTA


A nave Rosetta, lançada desde a Terra, há mais de dez anos, acaba de alcançar o seu objectivo: o cometa denominado 67P/Churyumov-Gerasimenko, a cerca de 450 milhões de quilómetros, três vezes a distância que nos separa do Sol!
Recentemente, quando já a curta distância, a nave enviou uma sonda (Philae), que aterrou na superfície do cometa. Isso aconteceu como previsto, sete horas depois.
Aí, irá efectuar várias tarefas, como medir o campo magnético do cometa e realizar perfurações até os 30 centímetros de profundidade, para estudar os materiais da superfície do núcleo. A ESA (Agência Espacial Europeia – sigla inglesa), que é responsável pelo projecto, também pretende estudar a cauda do cometa, particularmente a sua água (e compará-la com a da Terra), e analisar diferentes moléculas complexas.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

O PICO DO CICLO SOLAR DOS 11 ANOS


É bem conhecido dos astrónomos, o "Ciclo Solar dos 11 Anos". Esse ciclo é uma consequência das variações do número de manchas escuras e de explosão solares e é conhecido e registado desde 1755.
Neste momento, as explosões do Sol atingiram o máximo (o que acontece todos os 11 anos, dando o nome ao ciclo). Essas explosões processam-se numa área solar gigantesca, desde 26 de Outubro. É libertada uma poderosa radiação, constituída principalmente protões de alta velocidade que se deslocam a 400 quilómetros, por segundo. Tem pouca ou negligenciável influência sobre a vida.
Já o mesmo não acontece aos satélites que estão a orbitar o planeta, como por exemplo os dos GPS, que se encontram no espaço, fora dos escudos protectores que são o campo magnético e atmosfera terrestre.

Mas a influência dessas variações de produção de energia, por parte do Sol, podem ter grande influência no clima da Terra. E convém aqui recordar o que aconteceu entre 1645 e 1715 (a chamada Pequena Era Glacial), quando a actividade solar desceu muito. Nesse período, chamado de "O Período de Maunder", as manchas solares tornaram-se muito raras e as temperaturas na Europa (e não só) causaram invernos extremamente frios. O inverno de 1708 a 1709 foi o inverno mais rigoroso já registado e coincidiu com o registo mais baixo de manchas solares.
O que intriga e preocupa os astrónomos é que esses ciclos têm vindo a decrescer de intensidade (ver gravura).
O que pode acontecer, para nos livrar de piores males... é que o Sol tenha também ciclos de cerca de cem anos e, felizmente, há indícios disso.