terça-feira, 18 de abril de 2017

segunda-feira, 6 de março de 2017

O Sistema Solar

A Royal Astronomical Society revelou que um grupo de astrofísicos divulgou um estudo sobre objectos espaciais de origem idêntica à de outros planetas, que se encontram para além de Neptuno, e concluiu que há um comportamento anormal nas suas distâncias (à Terra), e nas suas velocidades.

Isso sugere a existência de planetas de grandes dimensões, para lá do referido planeta. A força gravitacional desses objectos (até hoje desconhecidos), estaria na origem dessas discrepâncias.
Trata-se duma situação parecida com a que levou Le Verrier (1811-1877) a estabelecer, definitivamente, a existência de Neptuno, a partir das discrepâncias que encontrou na órbita de Saturno.
Assim, o nosso sistema planetário teria, pelo menos, mais dois planetas. E, a ser verdade, o facto provocará uma autêntica revolução no modelo hoje aceite, para o Sistema Solar.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Sons de Saturno




Foi a sonda Cassini que captou e retransmitiu estes sons,
desde o planeta gasoso e gigante, 
que é Saturno - o planeta dos anéis.

clicar em baixo

https://youtu.be/Sh2-P8hG5-E

domingo, 15 de janeiro de 2017

A NEBULOSA DO ANEL



A nebulosa pode ser vista com binóculos e eu próprio já a observei com um telescópio…
O objecto, de facto é uma nebulosa chamada “planetária” – os descobridores pensavam que era um planeta… mas enganaram-se. Os instrumentos da época eram de pouco alcance e não permitiam grandes observações. Foi descoberta nos finais do século XVIII e catalogada por Messier como M 57 (M, de Messier), e está localizada na Constelação de Lira, a cerca de dois mil anos-luz da Terra. As melhores imagens que dela se tem, foram tiradas pelo telescópio espacial "Hubble", da NASA e da Agência Espacial Europeia (ESA).
No centro da nebulosa há uma estrela anã branca, que é o último estádio de uma estrela como o Sol, por exemplo.
Essas imagens registadas pelo "Hubble", com diferentes filtros, mostram detalhes que não eram conhecidos, e vão permitir melhor prever sobre a morte do Sol, o que deverá acontecer dentro duns seis mil milhões de anos.
A nebulosa é o resultado da transformação duma estrela parecida com o Sol, mas ao longo de milhares de milhões de anos foi queimando o seu hidrogénio e começou a definhar – sem combustível!
Nos próximos 10 mil anos, ela deverá ficar cada mais fraca até se fundir com o meio interestelar.
A nebulosa, mede cerca de um ano-luz de diâmetro e se expande a uma velocidade de 69 mil km/h. As cores, indicam diferentes temperaturas de gás, sendo o azul a temperatura mais quente e o vermelho o mais frio.

sábado, 7 de janeiro de 2017

DISTÂNCIAS E MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS


PARALAXE

A 1ª luneta astronómica fora construída em 1604, por Galileu, que através dela descobriu as luas de Júpiter, calculou a altura das montanhas da Lua e concluiu que a Via Láctea não era uma nuvem, como antes se pensava, mas sim um enorme conjunto de Estrelas. Mas já Tycho Brahé, em 1602, elaborara um catálogo das 777 estrelas fixas, mais visíveis. Ao mesmo tempo, os astrónomos começaram a procurar determinar as distâncias que nos separam dessas estrelas.
O método mais corrente para se determinar distâncias dessa grandeza é o que se obtém através da paralaxe. O método requer conhecimentos de geometria, e é baseado nos ângulos que são medidos de seis em seis meses, para aproveitar a abertura angular entre pontos distanciados de 300 milhões de quilómetros – o diâmetro da órbita da Terra!
Com este método é possível saber a distância a estrelas próximas, por exemplo, à epsilon Indi (uma anã laranja um pouco mais pequena que o Sol), a 11,2 anos-luz; ou a Veja, a mais brilhante da constelação da Lira, a 26 anos-luz; ou à Próxima de Centauro, que está a cerca de 4,4 anos-luz (a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol); ou à anã vermelha, Estrela de Barnard, que se encontra a 6 anos-luz, ou ainda, entre muitíssimas outras, à estrela branca Altair, da constelação da Águia (a águia voadora dos Árabes, e que para os Romanos era a companheira de Júpiter).
Mas também ainda é possível medir a distância a estrelas mais longínquas, como por exemplo à alfa de Leão, conhecida por Régulos, que está a 84 anos-luz Ou a Betelguese, em Orion, uma supergigante vermelha como a órbita de Marte, a 650 anos-luz; ou a Rigel, (o diabo, dos Árabes), na mesma constelação de Orion, uma supergigante branco-azulada, a 850 anos-luz e que é a 6ª mais brilhante do céu, pois brilha como 10.000 sóis.

EFEITO DE DOPPLER

No entanto, se pretendermos medir a distância a outras estrelas maia distantes, ou a estrelas de galáxias distantes, ou às próprias galáxias, o método já não é eficaz.
Recorre-se ao efeito doppler, que nos diz que o espectro da luz dos corpos que se afastam de nós a enormes velocidades, tende para o vermelho. Essas medições são feitas por intermédio de instrumentos chamados espectógrafos e espectógrafos que analisam a luz (e a seu desvio para o vermelho), vinda das estrelas ou galáxias para onde os telescópios apontavam.