segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

WEBB



O telescópio espacial Hubble tem realizado relevantes proezas, particularmente ao nível da grande nitidez com que nos mostra objectos muito distantes. Os telescópios terrestres não têm essa possibilidade, em virtude de captarem a luz desses corpos depois de atravessar a atmosfera (e por vezes poeiras).
Mas o Hublle será substituído por outro, com maiores capacidades, em 2014: o Webb. Será ele a procurar revelar-nos o que se passou no Universo, nos primeiros 500 milhões de anos, e a maneira como se formaram as primeiras estrelas e galáxias.
É que foi fotografada, na banda dos infravermelhos, a primeira galáxia que se conhece, formada por essa altura: 480 milhões de anos, depois do Big Bang, ou seja há pouco menos de 13.700 milhões de anos, quando se pensa que se iniciou o Universo que conhecemos.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

ANAXIMANDRO

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Anaximandro (610-547 a. C.) foi discípulo de Tales de Mileto e é um dos sábios gregos da Escola Jónica. É um dos chamados pré-socráticos. Dedicou-se a várias disciplinas, como era hábito desses filósofos, sendo uma delas a Astronomia. Foi ele o primeiro a medir distâncias entre estrelas e a calcular a sua magnitude!
Mas, sem meios técnicos e sem instrumentos apropriados de medida, os homens desse tempo tinham apenas à sua disposição a cuidada observação e a reflexão. Não será, portanto, de admirar que Anaximandro julgasse que a Terra tinha a forma dum cilindro. Mas considerava que os peixes se tivessem formado no lodo, imigrado depois para terra firme, dando os animais terrestres (que, de todas as maneiras, é um princípio da Teoria da Evolução das Espécies).
E é espantoso que considerasse que a Terra se sustenta em duas forças contrárias, e que esta ideia dos opostos não ande longe da moderna teoria do vácuo que produz partículas de matéria e de anti-matéria, como no Big Bang.

domingo, 13 de novembro de 2011

DUAS NEBULOSAS EM SAGITÁRIO


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As cores que nós vemos nesta imagem, são processadas. Mas estão lá.
Nestas duas nebulosas da constelação de Sagitário, denominadas NGC 6589 e NGC 6590, o avermelhado é dado pelo oxigénio aí existente. Mas também as poeiras, uma vez suficientemente iluminadas por estrelas próximas, podem dar-nos o azul, ou suas nuances.
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Créditos: Astro Vision

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

CÚMULO ABERTO, EM SAGITÁRIO

M 25





O M 25 (do catálogo de Messier), ou IC4725, é um aglomerado aberto descoberto por Philippe Loys de Chéseux, em 1745. Deverá ter uns 100 milhões de anos, de idade, e encontra-se a 2000 anos-luz. Tem apenas cerca de 80 estrelas. Uma cefeida - estrela variável em brilho -, a U Sagittari é um dos objectos mais interessante do conjunto.

domingo, 6 de novembro de 2011

Cúmulo globular em Sagitário


M 22
O M 22 tem umas 70 mil estrelas e está a mais de 10 mil anos-luz de nós!

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Trifid nebula

Nebulosa Trifid, em Sagitário
A nebulosa, catalogada como M 20, por Messier, encontra-se a mais de 5000 anos luz, de nós!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A CONSTELAÇÃO DE SAGITÁRIO

A constelação de Sagitário é muito importante para a Astronomia porque ela se projecta no centro da Via Láctea. Aí há uma fortíssima aglomeração de estrelas, mas nós não a podemos ver à vista desarmada. As poeiras entre nós e ela, absorvem muita da radiação. Mas é possível, com meios apropriados, observá-la noutros comprimentos de onda, que não a da luz visível.  
A constelação é rica em aglomerados de estrelas e nebulosas. Destas, as mais importantes são a M8 (Nebulosa do Lago), M17 (Nebulosa da Ferradura) e a M20 (Nebulosa Trífida). Quanto aos aglomerados de estrelas (ou cúmulos) há a destacar o M22, que dista cerca de 10.400 anos luz, e é um dos mais próximos de nós. Deve ter umas 70.000 estrelas espalhadas por uma região de mais de 200 anos-luz de diâmetro. Já no mais modesto M23 foram apenas contadas 129 estrelas. O distante M25 é um aglomerado aberto de estrelas e encontra-se a aproximadamente 2.000 anos-luz. Terá pouco mais do que 80 estrelas. 
Mas o mais impressionante e importante dessa região do céu é um objecto denominado “Sagitário A”, provavelmente um gigantesco buraco negro no centro da nossa galáxia!

terça-feira, 11 de outubro de 2011

MEDIR O TEMPO

Embora o grande físico e cosmologista inglês Stephen William Hawking, mostre matematicamente que o tempo "é uma abstracção" a verdade é que, para a nossa vida diária foi necessário inventar uma qualquer maneira de medi-lo.
Desde muito cedo, os antigos preocuparam-se em medir o tempo. Não só no que dizia respeito às modificações que iam constatando acontecer durante o ano, como também ao que viam acontecer com o correr do dia. Desde que a agricultura passou a fazer parte integrante das suas vidas, e em face das diferentes condições climatéricas que se iam processando ao longo do anos, tornou-se necessário saber as épocas mais favoráveis para fazer as plantações e as colheitas. Os primeiros calendários tinham essa finalidade.
Mas hoje vamo-nos ocupar apenas do facto quase bizarro de, ainda hoje, o dia e a hora não se enquadrarem no sistema decimal.
Se dividimos a hora em sessenta minutos e o minuto em sessenta segundos, é apenas porque na importante cidade que era Babilónia era praticado o sistema sexagesimal. O número sessenta permite múltiplas divisões. Os babilónios dividiam o dia em 24 «parasangs», equivalentes a 720 estádios, uma medida de comprimento, da época, sendo que um estádio equivale a 7.420 metros. E isto, porque pensavam eles, um caminhante lesto era capaz de percorrer essa distância no vinte quatro avos do percurso diário do Sol!
Deve-se a Hiparco, um grego que viveu no século II a.C., a introdução do sistema, na Grécia e depois no resto da Europa.

sexta-feira, 30 de setembro de 2011

Supernova Nova Cygni 1992

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O fenómeno super-nova é bem raro. Isso acontece quando uma estrela de grande porte entra em colapso energético. Na nossa galáxia têm acontecido umas poucas, registadas desde 1300 a. C. Porém, as que melhor ficaram conhecidas foram a que foi observada pelos chineses e por índios americanos em 1054, e que deu  origem à nebulosa dita do Caranguejo; a que o famoso astrónomo Tycho Brahe viu, na constelação da Cassiopeia, em 1572; outra, observada por Johannes Kepler, na constelação da Serpente, em 1604, e algumas mais recentes, vistas só através dos telescópios. De destacar a que aconteceu na Grande Nuvem de Magalhães (uma pequena galáxia, satélite da Via Láctea), em 1987, e que foi vista à vista desarmada.
Na imagem vemos a Nova Cygni 1992, na constelação do mesmo nome, fotografada pelo Hubble, e que se encontra a mais de 10 mil anos-luz, de nós. Com algum tempo de intervalo, pode constatar-se o anel resultante da explosão que, aliás, continuará a expandir-se de durante milhares de anos.
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Veja também a nova postagem em Extraterrestres - aqui A FEBRE DO OURO (2) 


domingo, 25 de setembro de 2011

A FEBRE DO OURO

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 Do meu recente livro de ficção extraterrestre
(...) Por esse tempo, na Terra, construíam-se os primitivos observatórios providos de óculos capazes de ver para além do que é possível ver de humana vista. Galileu desvelara os primeiros segredos de Júpiter e seus satélites. Inspirado em Platão e Pitágoras, o matemático Kepler deduzira que Deus era um confrade, um geómetra!, e Tycho Brahé, de tanto olhar, compreendeu ser o Espaço mais fundo que a lonjura do pensamento humano e do seu sonho. As estrelas e as constelações, o Sete-Estrelo, a que os maias chamavam Tzab (a cobra-de-assobio), Perseu e Hércules, Aldebaran, o olho do toiro dos árabes, e até planetas, como a bela, lasciva Vénus dos latinos, tomada por um deus-mau... no Yucatan, ou o sombrio Saturno – só para citar uns poucos da ninhada – iam perdendo o lustro de criaturas divinas que se entretinham, no seu devaneio ou solidão, a lançar deleites ou maldições, sobre a Terra.

O homem cansava-se da destemperança dos deuses, do seu fútil jogo de marionetas. E, de tudo o mais, quanto se podia ver e perceber, e de todo o entendimento do que era para ser entendido, o nosso Sol igualmente se reduzia à condição de mera bola de fogo, como o velho sábio jónico antevira, um milhar de anos antes (o que, aliás, lhe valeu ter sido desterrado, pelos insaciáveis senhores do trono!)
E assim, todos estes sóis regionais – estes deuses de fogo que ardem em cinzas a nossa passagem breve –, o querido e formosíssimo Ahura-Mazda das minhas raízes indo-europeias, o Kinich-Ahau, dos maias, o sumério Shamash, cujos seguidores o julgavam dormir nas profundezas do Norte, esse esplendoroso e esbelto Amaterasu, brilhando em céus de púrpura e jade, a Oriente, ou o deus dos aztecas – este, um disco redondo, em oiro maciço... de uma braça de diâmetro! –, tinham, finalmente, sido relegados para os domínios do mito.
Inexoravelmente.
Mas estava-se ainda longe de pensar em viajar para as estrelas.
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pág 10

terça-feira, 20 de setembro de 2011

SUPERGIGANTE VERMELHA

Antares é uma estrela de colossais dimensões, que se pode ver a meio de Escorpião. Como é a mais brilhante da constelação, é-lhe atribuída a letra grega alfa.
Sendo uma supergigante vermelha, tem no entanto, associada a ela, uma outra estrela, umas quatro ou cinco vezes maior que o Sol, gravitando muito longe, a mais de 500 vezes a distância Sol/Plutão! De referir que Plutão fica umas 49 vezes mais longe do nós, do que o Sol.
É uma das mais brilhantes do céu e já era bem conhecida na Antiguidade, por egípcios, árabes e persas.
O seu brilho é 10.000 vezes o do Sol, encontrando-se à distância já respeitável de 600 anos-luz. Deve o seu nome (anti-Ares) ao facto de ser vermelha (como Marte, o planeta vermelho - o Ares dos gregos), rivalizando-o em cor e tonalidade. Na verdade, a aproximadamente cada uns vinte cinco anos, Marte parece chegar às imediações de Antares, na projecção celeste.
Se por hipótese, Antares estivesse onde está o Sol, então, Mercúrio, Vénus, a Terra e Marte teriam sido engolidos, pois a estrela estender-se-ia até à cintura de asteróides que gravita entre Marte e o Júpiter.
Para finalizar este pequeno apontamento, diremos que a superfície da estrela é menos quente que a do Sol, pouco mais de 3. 000º, estando classificada no tipo espectral M, e está a atingir o fim da sua evolução.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

MEDIÇÕES ASTRONÓMICAS

A nossa vida diária impõe a necessidade da utilização de vários sistemas de medidas. Os instrumentos ou os aparelhos que utilizamos (balanças, fitas métricas, relógios, entre outros) podem considerar-se inexactos, mas são os exactamente adequados a essas funções.
No entanto, quando o Homem pretende estudar aprofundadamente certos aspectos das ciências, quer seja a física tradicional e a física atómica, a química ou a astronomia, são necessários instrumentos de medida de grande sensibilidade e precisão.
Assim, a nave que transportou Aldrin e Armstrong (os primeiros homens a desembarcar na Lua), viajando a uma velocidade bem determinada, tinha de estar completamente segura de que ia aterrar num sítio exacto do mar da Tranquilidade, e isso só era possível desde que se conhecesse, de antemão, entre muitas outras coisas, a distância certa, entre o Cabo Canaveral e a Lua.
Calcular as distâncias que nos separam de diferentes corpos celestes, parece muito difícil. Mas não é.
Assim como não é difícil, ao homem comum, desconhecedor das matemáticas e da trigonometria, saber por exemplo, a altura exacta duma árvore bem alta, sem necessidade de subir ao seu topo, mesmo se estiver muito longe dela! Basta usar um pauzinho. Com um olho fechado e de braço esticado, faz-se coincidir a imagem do pauzinho, com a da árvore. Uma rotação, até à horizontal, permite ver aonde recai a outra extremidade. O tamanho da árvore é igual à projecção horizontal do pauzinho, no chão! Depois, é só medir.
A primeira das medições que se pode considerar astronómica, foi realizada por um grego antigo, chamado Eratóstenes, director da famosa Biblioteca de Alexandria. Ele realizou a proeza impressionante de calcular o perímetro da Terra, há mais de dois mil anos!
E isso, num tempo em todas as civilizações pensavam que a Terra era plana...

terça-feira, 6 de setembro de 2011

OS GRANDES IMPACTOS

A GRANDE CRATERA DO ARIZONA

Todos os dias, a Terra é autenticamente bombardeada por um sem número de fragmentos de rocha vindos do Espaço. Calcula-se que umas mil toneladas desse material cósmico chegue diariamente ao nosso planeta. São conhecidos por meteoritos. Esses meteoritos têm diversas dimensões; vão desde grãos de poeira até outros que pesam vários quilos, ou até muitas toneladas. Pode dizer-se que a sua frequência está directamente relacionada com as suas dimensões. Nestas condições, os mais pequenos são os mais frequentes, sendo cada vez mais raros os de maior porte.
Assim sendo, o volume do meteorito (também há quem o considere um asteróide) que deu origem à cratera da gravura, já é bastante raro. Felizmente, para nós.
A cratera do Arizona, também conhecida por cratera de Baringer, é um enorme buraco causado por um grande meteorito que aí caiu há 50 mil anos. Tem cerca de 200 metros de profundidade e um diâmetro que ronda os 1. 500. Deveria pesar 300.000 toneladas, tendo um diâmetro duns 40 metros. A velocidade do impacto e a consequente temperatura desenvolvida, derreteu parte da rocha.
Hoje em dia, o local é um ponto turístico, visitado por muitos curiosos e estudado pelos cientistas, pois, cerca de metade do objecto permaneceu intacto. A sua entrada intempestiva, nas altas camadas da atmosfera, a uma velocidade de mais de dez quilómetros por segundo, fê-lo aquecer drasticamente, fragmentando-o em bocados que depois se espalharam pelo deserto, numa nuvem de fragmentos de material ferroso, um dos seus principais constituintes.

terça-feira, 30 de agosto de 2011

M 71

O enxame de estrelas M 71 ( Messier 71, ou NGC 6838) foi descoberto por Philippe Loys Chéseuax, no ano já distante de 1780, na constelação de Sagitário.
Trata-se dum cúmulo de estrelas, fechado, relativamente jovem, a 12.000 anos-luz, de nós. 
A distância máxima entre as estrelas que o compõem, é de 27 anos-luz. 
créditos: NASA e ESA
Não é visível à vista desarmada, embora a sua luminosidade global seja equivalente a mais de 13.000 sóis!

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

A FEBRE DO OURO

Aproxima-se velozmente da Terra uma nave espacial comandada pelos computadores sapiens α e sapiens β, trazendo a bordo o autor de “A Febre do Ouro”.
A aterragem está prevista para as 21 e 30 do próximo sábado, junto aos antigos Paços do Concelho de Lagos, na Feira do Livro, onde o autor apresentará essa sua última obra.
Também estará patente “Algarve Ontem”, saído recentemente.
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Pode ler algumas passagens do livro  aqui

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

A LUNETA DE GALILEU

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A PRIMEIRA LUNETA ASTRONÓMICA





A primeira luneta astronómica de que há memória, foi construída por Galileu Galilei. Tratava-se dum aparelho óptico rudimentar, que pode ser considerado o percursor dos modernos telescópios. O mês de Janeiro de 1604 ficou para a história da astronomia, como a data em que, através dela, o célebre sábio de Florença descobriu as quatro mais importantes luas de Júpiter – Io, Europa, Ganimedes e Calisto, por ordem de proximidade ao planeta. Também foi ele o primeiro a provar a realidade do sistema heliocêntrico (que tinha sido proposto por Copérnico), refutando a antiga crença de que a Terra era o centro do Sistema Solar e do Universo. Para além disto, nos domínios da astronomia –, foi ele o primeiro a observar e calcular a altura das montanhas da Lua, baseando-se nas sombras que o Sol projecta nas suas crateras, e a verificar a existência de fases, no planeta Vénus, à imagem do que se passa com as conhecidas fases do nosso satélite natural. O céu que observara através da luneta, também lhe permitiu concluir que a Via Láctea não era uma nuvem (como até aí se julgava), mas sim um enorme conjunto de estrelas, a galáxia de que o Sol faz parte.
Hoje, sabe-se que esse número é superior a duzentos mil milhões: (200. 000. 000. 000)!

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

CHUVA DE ESTRELAS DE AGOSTO

Estamos no período das Perseides – uma chuva anual de estrelas cadentes – que vai ter o seu pico nas noites de 12 e 13 de Agosto. Infelizmente, para os observadores destes interessantes fenómenos astronómicos, a Lua estará cheia, Sábado, dia 13, o que limitará muito a visibilidade desses objectos.
Os meteoritos que vêm na direcção da Terra e se inflamam ao atingir as altas camadas da atmosfera, aí pelos 80 mil metros do solo, são restos dum cometa – o Swift-Tutlle, que volta às imediações da Terra, todos os 130 anos. Quando a Terra, no seu curso anual passa relativamente perto dos pequenos pedaços de matéria que o cometa ejectou, eles são atraídos pelo nosso planeta. O nome Perseides, tem a ver com a zona do céu donde parecem vir: a constelação de Peuseu.
Há referências a esta chuva de estrelas desde há mais de 2 mil anos, provenientes do Estremo Oriente.
Esperam-se cerca de cem meteoritos por hora, embora, como foi referido, a claridade da Lua ofusque a maioria.
Por curiosidade, refira-se que os católicos lhes chamam lágrimas de S. Lourenço.



quinta-feira, 28 de julho de 2011

Descobrir planetas extrasolares, sem sair de casa

 Parte 2
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Ver postagem de15 de Julho
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Quando em relação a nós, um planeta passa pela frente duma estrela, dá-se um ligeiro abaixamento do seu brilho. É esta situação que permite aos astrónomos deduzir o volume do planeta e também a distância a que orbitam a estrela. O que a sonda procura são planetas idênticos à Terra, pelo menos em dois parâmetros julgados necessários para a existência de vida: que estejam na “zona vital” da estrela e cujas dimensões sejam propícias à existência de atmosfera e água líquida.
A agência disponibiliza o site http://www.zooniverse.org a partir do qual é possível a qualquer um, sem sair de casa, descobrir planetas nas condições referidas!
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sexta-feira, 22 de julho de 2011

COMETA NO CÉU

Foi recentemente anunciada a presença dum interessante cometa, no interior do Sistema Solar, já para aquém da órbita de Júpiter. Foi descoberto por Elenin, há uns meses e, como é usual, terá o nome do seu descobridor. Foi baptizado Elenin (C/2010 X1). Tem um período muito longo, de cerca de 11.750 anos. Neste momento está a ser seguido pelos telescópios, na região da constelação de Virgem, e há quem pense que poderá vir a ser tão espectacular como o Hale-Bopp, da última década do século XX. Se isso acontecer, nunca será antes de fins de Agosto/princípios de Setembro.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

COMO DESCOBRIR UM PANETA EXTRASOLAR EM CASA

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Parte 1
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Neste momento está em órbita a nave espacial Missão Kepler, que tem como objectivo rastrear o céu numa região entre as constelações de Hidra e Cisne, à procura de planetas em estrelas próximas. Para ser mais preciso, diremos que a nave está equipada com uma câmara digital de 95 megapixels, o que lhe permite procurar planetas com as dimensões aproximadas da Terra, entre 150 mil estrelas!
Sabe que pode fazer isto, em casa, apenas usando o computador?
A técnica está em procurar pequenas variações no brilho duma dada estrela.
Hoje já são conhecidas as estrelas que são intrinsecamente “variáveis”, isto é: que mudam de intensidade porque têm ciclos de produção de mais ou menos energia. Outras há, conhecidas, que têm regiões mais frias e a rotação da estrela inibe saber muito mais.
Estas, à partida, são para pôr de parte.
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(continua)

sábado, 9 de julho de 2011

MIZAR E ALCOR

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Como foi dito em anterior postagem (clicar aqui), é a partir da bem visível Ursa Maior que se chega à Estrela Polar – indicadora do Norte.
A Ursa Maior é uma constelação dita circumpolar (norte) porque, é sempre visível nas latitudes norte, ao longo do ano.
Tem uma estrela muito interessante (a do meio da cauda)... que são duas!
Estão imensamente distantes uma da outra, mas, da Terra parecem estar ligadas. Chama-se a essa circunstância binárias visuais, para destingir daquelas (muitas outras) que dependem gravitacionalmente uma da outra.
Essas estrelas são a Mizar e a Alcor.

domingo, 3 de julho de 2011

AINDA A SUPERNOVA NA M 51

O que nós vemos hoje, na galáxia (clicar M 51), ou Whirlpool, também catalogada NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós, é uma supernova – uma estrela em estado explosivo. Isso aconteceu no início da época do Miocénio, há 23 milhões de anos, durante a era do Cenozóico.
Nesse tempo já a Terra era habitada por animais semelhantes aos que há hoje. Os dinossauros extinguiram-se à 65 milhões de anos. Mas o homem estava ainda bem longe de aparecer. No entanto, até meados do Miocénio (14 milhões de anos), desenvolveu-se um novo grupo de primatas, que estão na origem dos primeiros homnídeos, o australopithecus que, por sua vez, haveria de evoluir para dar o grupo homo percursor do homem, o homo sapiens.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

CONSTELAÇÃO dos GÊMEOS

nebulosa esquimó
os gêmeos, tal como eram visto na Antiguidade Clássica
As duas estrelas mais brilhantes da constelação dos Gêmeos, a α e a β, são Castor e Pólux. Representam as cabeças dos gêmeos. Na mitologia grega, eram irmãos da célebre Helena de Tróia.
Sob o ponto de vista da Astronomia, é interessante saber que afinal Castor não é uma estrela, mas sim, três que se confundem, aos nossos olhos. Elas orbitam em torno umas das outras. Mas, mais interessante ainda é que cada uma dessas três estrelas, são, na realidade, sistemas binários. Assim sendo, Castor é um sistema sextuplo, que nos parece uma só estrela!
Encontram-se a cerca de 50 anos-luz de nós. Pólux, essa, está a 35 anos-luz. Portanto, não são gêmeos coisa nenhuma, porque não há nenhuma relação entre a α e β. O que nós vemos da Terra, é apenas a sua projecção no fundo do écran do céu.
Na espaço aparente ocupado pela constelação (que no céu é atravessada pela Elíptica – a linha vermelha), há a salientar um cúmulo aberto, o M 35, uma estrela de neutrões e a Nebulosa do Esquimó (NGC 2392), uma nebulosa planetária.

terça-feira, 21 de junho de 2011

quinta-feira, 16 de junho de 2011

O ECLIPSE


A parte branca já saíu do eclipse - clicar para aumentar
ver postagem anterior

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Eclipse total da Lua, a 15 de Junho

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É já na próxima quarta-feira, dia 15 de Junho, um eclipse total de Lua, que será visto em quase todo o globo. Entre nós, a Lua nasce pouco antes das 21 horas, já completamente mergulhada na sombra que a Terra projecta no Espaço.
Por volta das 22 horas, vamos assistir à parte final da fase de eclipse total, quando a Lua começar a sair da sombra da Terra, entrando numa fase de penumbra, que durará até à meia-noite.
Em todo o Brasil, a Lua também nasce já encoberta.
Um acontecimento semelhante, visível em Portugal, só virá a repetir-se em 2015, no dia 28 de Setembro.
Será interessante verificar que a Lua continuará a ser vista, durante o eclipse. Isso deve-se à refracção da luz, na atmosfera terrestre. E a cor que apresentará será consequência do estado da própria atmosfera: gases diversos, nuvens ou nebulosidade, e poeiras. Ou, as recentes cinzas vulcânicas que têm sido ejectadas por vulcões.
A cor da Lua poderá ir do cinzento ao avermelhado, passando pelo laranja ou pelo castanho.
De referir que estes fenómenos – eclipses totais de Lua –, só acontecem pela Lua Cheia, porque é nessa situação que o nosso satélite natural poderá passar pelo cone da sombra da Terra, provocada pelo Sol.

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Supernova na M 51

espere um pouco, ou mova o rato, para observar
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Foi recentemente anunciada uma supernova (uma estrela que chegou ao fim da existência e explodiu), na galáxia Whirlpool (também catalogada por NGC 5194, a mais de 20 milhões anos-luz, de nós.
Na mesma imagem, pode ver-se o aspecto da galáxia, antes e depois desse acontecimento extraordinário. Como se constata, não havia nada de significativo no sítio onde aparece agora essa estrela em estado explosivo.
As enormíssimas temperaturas atingidas durante a explosão são as responsáveis pela formação de elementos pesados (acima do ferro e do silício), indispensáveis para que as novas estrelas resultantes, possam ter planetas rochosos idênticos à Terra. Mas isso só vem a acontecer passados muitos milhares de milhões de anos.
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* Os outros pontos de luz mais brilhantes visíveis na imagem, são estrelas da nossa própria galáxia, excepto a parte central, onde a concentração de estrelas é maior; de resto, como acontece noutras galáxias, incluindo a Via Láctea.
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A imagem é de Stéphane Lamotte Bailey

sábado, 28 de maio de 2011

ESTRELA POLAR

imagem google
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Ursa Menor é uma importante constelação, particularmente pelo facto de uma das suas estrelas indicar o Norte.
Noutros tempos isto era de capital importância para os navegadores, no hemisfério Norte.
A constelação não é facilmente perceptível mas, a vizinha (e invertida) Ursa Maior é fácil de identificar.
Na imagem que produzimos, a partir das duas "guardas" - assim se lhes chama - da Maior, facilmente se chega à Estrela Polar, a tal que indica o Norte.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

O OVO CÓSMICO



Em tempos modernos, foi o abade belga Georges Lemaître a avançar a ideia de que o Universo tinha tido início num único átomo, a que chamou "átomo primordial" ou "ovo cósmico".
Tal proposta foi feita nos anos 30. Esta ideia contribuiu para explicar as observações de Edwin Hubble (1889-1953) que, ao medir "o deslocamento-para-o-vermelho", de galáxias distantes – o chamado red-shift, percebeu o seu sucessivo afastamento e, por consequência, que o Universo se encontra numa bolha de expansão. A anterior e célebre "Teoria da Relatividade Geral", de Einstein (1915), também já previa esse afastamento e consequente expansão.
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Mas é curioso verificar que em muitas das antigas civilizações prevalecia a mesma crença. Entre outros, os chineses, os celtas, os egípcios, os gregos, os indianos e vários povos indígenas, também acreditavam num ovo cósmico, donde teria nascido o Universo. Provavelmente, ao perceber que muito do que é a Criação, provém dum ovo.
Geralmente consideravam que o ovo eclodira depois dum longo período de repouso, ou caos.
Alguns falam das forças criativas no interior do ovo em repouso, e esta ideia, curiosamente, de certo modo vem ao encontro do que hoje se pensa sobre o vácuo absoluto e as suas forças potenciais que, sem que se saiba porquê, a um dado momento se põem em acção, como terá acontecido no BiG Bang – o eclodir do "ovo cósmico".

sábado, 14 de maio de 2011

CONSTELAÇÃO TOURO (2)


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As coincidências citadas no anterior postagem, de 8 de Maio, Constelação do Touro (1), têm feito com que certos estudiosos destas matérias se tenham debruçado sobre elas e tenha sido aventada uma ideia curiosa:
Há cerca de dezasseis mil anos, o nascimento da constelação do Touro (*) deveria fazer-se próximo do equinócio da Primavera, trazendo, possivelmente, aos de então, quer aos europeus e norte-africanos, quer aos povos das américas, uma imagem de paraíso do regresso à terra-mãe, com temperaturas amenas e bucólicos prados e herbívoros, dado pela sensação de calor (pensava-se) que emana da alfa, Aldebaran - (o olho do touro, segundo a mitologia árabe) -, uma gigante vermelha alaranjada.
Aldebaran é a mais brilhante da constelação e, por isso, há dois ou três milénios, por vezes, era utilizada para orientação no mar. Assim sendo, é fácil de perceber a importância que tinha. E nesse tempo, marcava o equinócio de Verão.
Em termos astronómicos, a estrela encontra-se relativamente próxima do nosso sistema solar, a sessenta e cinco anos luz.
Na constelação, as suas estrelas beta e zeta representam as pontas dos cornos do touro e perfilam-se, em riste, ameaçadores, na direcção de Orion, segundo reza a Mitologia.
Dizer-se que é uma constelação do Zodíaco, significa que se encontra no equador celeste. Vista da Terra, a projecção desse grupo de estrelas, no céu, parece ser anualmente atravessada pelo Sol, entre meados de Abril e meados de Maio. O mesmo acontece com as outras constelações ditas do Zodíaco, cada uma delas correspondendo a um período de tempo semelhante, no que respeita ao trânsito aparente do Sol, ao longo do céu.
(*) - a 1ª vez, durante um ano, que aparece no horizonte

domingo, 8 de maio de 2011

CONSTELAÇÃO TOURO


O Touro (Taurus) é uma das quarenta e oito constelações da lista elaborada por Ptolomeu, na sua obra, Almagest, dois séculos antes de Cristo. É reconhecida como constelação, desde os caldeus que viveram há cinco mil anos. A sua estrela mais brilhante é Aldebaran (o olho do toiro) - segundo os árabes.
Podemos facilmente observá-la na região zodiacal, nos nossos céus nocturnos, entre Carneiro e Gémeos, próxima da grande constelação de Orion. É uma das mais celebradas e esbeltas dos nossos céus e representa a cabeça do touro, segundo as mitologias ocidentais, mas também um prado (a inteira constelação), na mitologia inca das américas pré-columbianas, relacionando-se com o mesmo tipo de fantasia ou ilusão, embora se saiba quão distante dos povos do Mediterrâneo se encontrava essa civilização.
No entanto, sabe-se o valor que os antigos atribuíam ao touro, que era sinónimo de força e fertilidade e isso, provavelmente, tem a ver com o que se pretendia para o nascimento dum novo ano. 
O Touro é citado na mitologia grega e seria nen mais nem menos do que Zeus disfarçado de touro,  numa das suas habituais aventuras amorosas.
Para os egípcios era Ápis,  e os judeus assimilavam-no ao Bezerros de Ouro.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

O CARANGUEJO (nebulosa)



O ano de 1054 da nossa era, ficou para a história da astronomia como o ano em que a primeira supernova foi descrita pelos habitantes do planeta. O acontecimento foi registado no dia 4 de Julho, pelos astrónomos Chineses da dinastia Sung, que chamaram ao fenómeno, estrela convidada.
Mas também, por outros povos da Terra. Os índios Navajos, de Chaco Canon, no Novo México, gravaram o fenómeno, numa pedra, tendo o cuidado de aí colocar a Lua, na sua correcta fase, e algumas estrelas próximas, tal como observaram. Isso permitiu que os modernos astrónomos soubessem que o fenómeno registado por esses índios americanos, fora o mesmo que os chineses registaram.
O que aconteceu foi qualquer coisa de verdadeiramente surpreendente. Numa região do céu, na constelação do Touro, onde não havia nenhuma estrela proeminente, apareceu, subitamente, um luzeiro de grande intensidade a aumentar o seu brilho, de noite para noite, de tal maneira que, em poucos dias, o seu resplendor chegou a atingir cinco vezes o do planeta Vénus e ser claramente visível, em pleno dia!
Tratava-se duma supernova, ou seja: uma estrela que explodiu, debitando tanta energia em poucas semanas, como o nosso Sol o tem vindo a fazer, desde há milhares de milhões de anos!
Assestando os telescópios para o sítio exacto onde se verificou o acontecimento, os astrónomos de hoje podem observar uma nebulosa que, vagamente, faz lembrar um caranguejo, sendo conhecida por esse nome. Messier, um astrónomo que elaborou o primeiro mapa celeste dos tempos modernos, deu-lhe a designação de M 1. Encontra-se a mais de três mil anos luz da Terra e no seu centro está um estrela de neutrões – um pulsar – que gira sobre si mesmo, trinta vezes por segundo.
Quando, a intervalos de quarenta ou cinquenta anos, se tiram fotografias ao pulsar, pode ver-se que a explosão não chegou ao fim. Na verdade, filamentos visíveis de matéria, ainda se afastam do centro, a cerca de mil quilómetros por segundo, passado que foi mais dum milénio, sobre esse tão extraordinário acontecimento!

domingo, 24 de abril de 2011

A RADIAÇÃO SOLAR

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A radiação que chega até nós, vinda do Sol, é de natureza diversa e envolve uma série de fenómenos diversos. Para os povos mais antigos, ela resumia-se à luz visível e, mesmo assim, essa luz parecia ser una e indivisível. No entanto, os estudos do inglês Thomas Young, vieram a mostrar a realidade dessa luz. Ela, de facto, é composta de várias luzes diferentes, que podemos verificar (e apreciar) num arco-íris. Quando se dá esse belo fenómeno atmosférico, a luz solar é decomposta em luzes de sete cores diferentes. O mesmo se passa quando a fazemos atravessar o prisma óptico, em laboratório. Ao atravessar o prisma de vidro ou a viajar por entre as gotículas de água que se mantém em suspensão depois da chuva, o conjunto da ondas luminosas que compõem a luz solar, é fraccionada segundo as suas características electromagnéticas. A cada uma dessas cores corresponde um diferente comprimento de onda da radiação solar e cada uma dessas luzes tem características físicas diferentes. Por exemplo, ela é mais fria e mais penetrante nas imediações do violeta e mais quente e menos penetrante, nos vermelhos.
No entanto, a radiação solar não se esgota nestas sete cores e seus correspondentes comportamentos físicos. Além dos raios ultravioletas, que têm um efeito nocivo e perigoso na pele dos veraneantes (mas também no resto da fauna e da flora do planeta...), particularmente se se trata dos ultravioletas duros, que são os mais penetrantes, temos ainda a os raios x e os raios gama, muito mais perigosos que os ultravioletas. O ozone e a atmosfera protegem-nos dessas radiações mortíferas.
Ainda a considerar, na radiação solar, o efeito dos raios cósmicos que, como o nome sugere, parecem vir do Cosmos longínquo. Mas assim não é. Eles chegam-nos de todas as zonas do espaço cósmico e são oriundos de estrelas comuns, inclusivamente do Sol. São entidades como núcleos de hélio e até núcleos de elementos pesados. Chegam à Terra com velocidades apenas um pouco inferiores à velocidade da luz e geralmente não atingem a superfície do nosso planeta. Como são de dimensões idênticas ao oxigénio ou ao azoto da atmosfera, chocam com esses elementos ao entrar nas altas camadas atmosféricas, produzindo fenómenos interessantíssimos que são estudados atentamente na física atómica.
Para finalizar, vamos referir os neutrinos. O número de neutrinos que chega à Terra é colossal. Têm características que os tornam quase indetectáveis, porque são partículas electricamente neutras (tal como os fotões), e ainda muitíssimo mais pequenas que eles. Assim, não são atraídos ou repelidos pela matéria comum e passam facilmente por entre ela, sem esbarrar com os núcleos de todos os elementos da natureza (atravessam o nosso corpo, em todos os sentidos, sem que demos por isso e sem nos causar qualquer dano), podendo também atravessar de lado a lado toda a Terra (e mesmo o Sol), sem praticamente interagir com a matéria.
A existência desta partícula quase fantasma, tinha sido proposta pelo físico austríaco Pauli, em 1930, para tentar explicar determinados problemas que se punham com a desintegração do neutrão. Mas foi Enrico Fermi, ainda no mesmo ano de 1930, que elaborou um modelo para o átomo, que incluía o neutrino. Como era italiano, chamou-lhe neutrino, ou seja: pequeno neutrão.
A existência da partícula acabou por ser provada. Porém, subsiste um mistério. Porque é que chegam à Terra muito menos neutrinos dos que são previstos teoricamente?
Haverá qualquer coisa que ainda não foi bem compreendida nessa partícula fantasma, ou haverá algum erro importante, nos mais recentes modelos que procuram explicar o funcionamento do Cosmos?
Recentemente, pensa-se que se transformam, pelo caminho.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

O CRUZEIRO DO SUL

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A constelação do Cruzeiro do Sul não é visível nas nossas latitudes. Mas foi de grande importância para os europeus, antigos navegantes e descobridores das terras e ilhas austrais.
Servia de referência segura, para quem navegava nesses mares.
Assim como no hemisfério norte, a estrela Polar (da constelação da Ursa Menor), indica o polo Norte, também uma das estrelas do Cruzeiro do Sul, indica o polo austral.
Trata-se da estrela α (alfa), conhecida por Estrela de Magalhães, ou Acrux, a mais brilhante da constelação e uma das mais brilhante de todo céu nocturno. Na verdade, a observação ao telescópio, mostra que a α não é uma só estrela, mas duas!
É sempre visível nessas latitudes, pois faz a circunvalação do polo Sul celeste e nunca entra em ocaso.
Outras estrelas da constelação merecem referência: a β (beta), também muito brilhante e que se pode observar num dos braços menores do diagrama. Chamam-lhe Becrux, ou Mimosa.
No topo superior, podemos ver uma estrela avermelhada, denominada Rubídea. É, pela cor, uma estrela velha.
Uma interessante curiosidade desta constelação é que ela se encontra bem próximo duma das que compõem a constelação de Centauro, a estrela mais próxima de nós, a seguir ao Sol.
E, como se sabe, as estrelas do Cruzeiro do Sul (juntamente com outras), estão representadas na bandeira do Brasil. Todas essas estrelas representam os muitos Estados brasileiros.
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imagem Google

sábado, 2 de abril de 2011

SATURNO



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Os antigos atribuíam a este planeta uma grande importância celestial e divina.
No antigo Egipto, Saturno era “uma estrela geradora superior”, baptizada de Hor-ka-ker. Na mitologia grega, Saturno figurava o deus Kronos, o Tempo, e era o pai de Zeus. Para os assírios, tal como para os gregos, Saturno era o deus do Tempo. Também era adorado na China, como o “planeta eterno”, chamado Tien-Sing. Esta ideia de eternidade, ou longínqua proveniência, estava igualmente patente na mitologia indiana, onde era conhecido por “aquele que se move lentamente”.
Sob o ponto de vista astronómico, Saturno é um grande planeta gasoso, o último possível de ver a olho nu, da corte que rodeia o Sol. Por isso, é observado desde tempos imemoriais. A sua leve coloração amarelada e o seu aspecto, assemelham-no a uma estrela de primeira grandeza.
Só em 1660 foi possível observá-lo melhor, depois de Galileu ter inventado o telescópio, mas mesmo assim indistintamente, pois que o planeta está rodeado de anéis e eles mudam regularmente a sua posição em relação ao plano terrestre.
É umas 600 vezes maior do que a Terra e é constituído quase totalmente por hidrogénio, tal como Júpiter e o próprio Sol.

terça-feira, 22 de março de 2011

OBSERVAR O CÉU

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Para quem quer iniciar-se na astronomia, a primeira observação do céu deve ser feita durante o dia. Ao contrário do que poderá parecer, há muita coisa interessante a descobrir, desde o nascer do Sol até que ele se ponha.
Vamos partir do princípio que os nossos observadores residem em zonas de latitudes médias, Portugal e Brasil.
Podemos começar por verificar que os pontos onde o nosso astro rei desponta, a Oriente, vão mudando ao longo do ano. E, pela mesma ordem de razões, onde ele desaparece a Poente.
E também se pode constatar que, no hemisfério norte, a trajectória (aparente) do sol vai subindo, a partir do equinócio de Março (equinócio: noites iguais - do latim). E ao contrário, no hemisfério sul.
A consequência, é o aumento ou o encurtamento das horas de luz solar, ou da noite. No dia dos equinócios, a noite e o dia têm igual duração.
Também será interessante constatar que o Sol e a Lua parecem descrever uma mesma trajectória (ou muito próxima), no céu. Isto deve-se ao facto de estarem - a Terra e a Lua -, a girar sobre planos muito aproximados. É quase como se tivéssemos três bolinhas (uma delas sendo o Sol), em cima duma mesa. Na verdade, todos os planetas estão aproximadamente no mesmo plano, e por isso parecem descrever idêntica trajectória, no céu. Exceptua-se Plutão, que cruza a órbita de Neptuno. E essa é uma das razões porque já não é considerado um planeta, além de,
recentemente, se ter compreendido  que faz parte da Cintura de Kuiper.
Se for possível ver algum planeta ao cair do dia ou ao nascer do Sol, poderá verificar-se que eles também se encontram por ali, na mesma linha. Essa imaginária linha é a Elíptica
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