quarta-feira, 31 de outubro de 2007

COMETA 17/P HOLMES



Foi há mais de cem anos que este cometa foi descoberto, em 1892, pelo astrónomo inglês que lhe deu o nome. Curiosamente a sua órbita situa-se entre os planetas Júpiter e Marte, encontrando-se por estes dias a mais duzentos e vinte milhões de quilómetros da Terra. É um cometa periódico, com um período de quase 7 anos. Quando, desta vez, foi avistado, tinha uma magnitude de 17. Isto é: completamente impossível de ser visto, a não ser por meios ópticos de grande alcance. No entanto, e sem que e saiba bem porquê, passou rapidamente a ostentar um brilho que permite ser observado à vista desarmada, próximo da magnitude 3, nas imediações da constelação Perseu. Neste momento, o seu brilho diminui, embora se esteja a aproximar-se de nós.

crédito Paulo Barros

sexta-feira, 26 de outubro de 2007

ÚLTIMA HORA

.....COMETA. HOLMES

Sem grandes entusiasmos, para não defraudar as expectativas dos mais optimistas (o objecto encontra-se a uma distância superior à que nos separa do Sol), aqui se dá conta do que era a localização do cometa 17P/Holmes, onteontem, dia 24).
Não sendo um cometa espectacular, longe disso, como foi o recente Hale Bopp, na década de 90, será um bom teste às nossas capacidades de observação. Ele pode ser viso à vista desarmada, quase ao alto, junto à constelação de Perseu e distingue-se, com uma certa facilidade, duma vulgar estrela. Utilizando um binóculo (por exemplo de 8 x 30), nota-se-lhe perfeitamente a cabeleira redonda, de apreciáveis dimensões. Obviamente que a poluição luminosa das localidades será um grande obstáculo à sua visualização. A Lua, por estes dias, também perturba. Por isso, para os que são verdadeiramente amadores destas coisas, sugere-se que se desloquem para um sítio muito escuro, com uns binóculos e um tripé. Sem isso, o binóculo de nada serve, pois não se consegue manter a mesma posição.

imagem de artista

créditos: www.apolo11.com

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

OS COMETAS (1)

cometas#1


Os cometas são astros muito curiosos, por vezes espectaculares, que circulam dentro do Sistema Solar. Por isso, lhes chamam "vagabundos", ou "viajantes do Sistema Solar".

Orbitam em volta da estrela, como fazem a Terra e os outros planetas. Mas também como os pequenos corpos da Cintura de Asteróides que gravitam entre Marte e Júpiter e as duas outras descomunais cinturas de pequenos astros, que se encontram para além de Plutão.

Alguns asteróides que circulam pelo Sistema Solar são, provavelmente, velhos cometas que perderam toda a sua matéria volátil ao longo de milhões de anos de aproximações ao Sol.

Uns e outros são oriundos das citadas cinturas que se encontram para além de Plutão: a Cintura de Kuiper e a Nuvem de Oort, já imensamente distante do Sol. Esta última vai até a mais de meio caminho entre nós e a estrela mais próxima, a α de Centauro.

Basicamente, um cometa é um corpo de pequenas dimensões (até algumas dezenas de quilómetros de comprimento), que tem um núcleo sólido revestido por compostos gelados.

Quando se aproxima suficientemente do nosso astro-rei – numa das suas viagens orbitais – aquece, libertando parte dos seus voláteis. Algumas vezes, é possível observá-los a olho nu, desde a Terra e podem proporcionar grandes espectáculos visuais.

Para os romanos eram os astrum barbatum. E, no nosso país, eram conhecidas por "estrelas de rabo", para os mais antigos. Os chineses mais remotos viam-nos como pincéis, os hui, com que desenham as suas letras (o que é uma tradição milenar) e, como mostra a gravura que reproduzimos, certos povos guerreiros associavam as suas formas às armas que utilizavam!

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continua