terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

COMETAS (2)

Cometas #2

Na verdade, um cometa típico apresenta uma espécie de cabeleira envolvendo o seu núcleo brilhante e uma longa cauda, que pode dar a ideia dum cabelo muito comprido e esguio, que se encontra sempre na direcção oposta ao Sol, por efeito do vento solar que a empurra nesse sentido. Certas caudas podem atingir os 150 milhões de quilómetros de extensão, a distância Terra/Sol!
Passam a maior parte do tempo nas profundezas do Sistema Solar, gelados.
Geralmente descrevem trajectórias elípticas de grande excentricidade e voltam regularmente. Outros, porém, só por cá passam uma vez, por descreverem órbitas hiperbólicas, e não mais regressam.

Por múltiplas razões, os cometas são astros importantes, embora para a maior parte dos humanos, eles sejam apenas estranhos, raros e intrigantes, ou belos.
Já lá vai o tempo em que eram considerados portadores de mensagens ameaçadoras e funestas, ou bons presságios, para outros…
Porém, hoje em dia, e embora se saiba exactamente o que são e a razão por que nos visitam, ainda causam perturbações a muita gente e trazem para a ribalta a ignorância atávica de alguns habitantes do planeta.
Terão sido observados desde sempre. Alguns deles não poderiam passar desapercebidos aos nossos antepassados de antanho, quanto mais não fosse pela sua forma e luminosidade, parecendo pairar nos céus nocturnos. Vários, de entre eles, até foram visíveis em pleno dia!
A maioria dos que estão catalogados foi descoberta no século XX, depois da utilização generalizada dos bons telescópios que conseguem vislumbrar os que são invisíveis a olho nu.
Há uns 1000 que já nos visitaram pelo menos uma vez. Desses, uns 120 são regulares visitantes. E todos os anos se descobrem uns dez ou doze novos cometas.
Ganham o nome do seu descobridor (ou descobridores), a que se ajunta um código de números e letras.
Mas os cometas realmente magníficos, os que facilmente podem ser vistos por qualquer pessoa, só aparecem, em média, um por década.

A gravura mostra o cometa Halley, representado na célebre tapeçaria de Bayeux (Normandia), na Idade Média.


Ver também COMETAS (1) de 22 de Outubro

(continua)

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