quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

COMETAS

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10 ─ A CAUDA DOS COMETAS

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A cauda dos cometas é a consequência da sublimação de compostos voláteis e outros, emanados do núcleo cometário.

Geralmente, ela estende-se por milhões de quilómetros no vazio inter-planetário. Assim sendo, por todo percurso do cometa (sem estarem sujeitos a praticamente nenhuma força atractiva), esses compostos e também poeira ou grãos de areia provenientes do núcleo, ficam como que em suspensão.

São todos esses materiais que, sujeito ao efeito da luz solar, nós vemos da Terra.

Há muito que se conhecem estes factos, embora só há umas três décadas tenha sido possível verificar in loco, qual a composição duma cauda comum. Para tanto, foram enviadas diversas sondas que se aproximaram e penetraram até ao interior da cauda dos cometas a estudar, a dezenas de milhões de quilómetros da Terra.

Essas sondas estavam munidas de complexa aparelhagem e instrumentos vários, preparadas para contar e analisar os ínfimos grãos de poeira e verificar o calibre dos diversos grãos de areia.

A maioria dessas poeiras eram tão exíguas que tinham dimensões mil vezes menores que as partículas do fumo dos cigarros!

Quanto aos grãos de areia, havia-os de diversas dimensões, sendo que, quanto maiores, menos frequentes eram.

Quando a Terra, no seu movimento de translação em volta do Sol, passa por essas regiões do Espaço, capta alguns desses grãos de pó ou bagos de areia (mercê da sua força atractiva – a força da gravidade). Ao penetrar a enormes velocidades na atmosfera terrestre, aos cem ou mais quilómetros acima do nível do mar, esses materiais aquecem fortemente, acabando por incendiar-se, dando origem às conhecidas estrelas cadentes e às chuvas de estrelas.

No entanto, refira-se, há estrelas cadentes isoladas e esparsas, que provavelmente nada têm a ver com os cometas. Vêm, não se sabe donde, dos confins do Sistema Solar.

As chuvas de estrelas acontecem regularmente, em determinadas épocas do ano, como foi referido.

As mais importantes, pela quantidade de estrelas cadentes que produzem num determinado espaço de tempo, são as que seguem, indicando-se também, qual o radiante.

O radiante é a região do céu donde as estrelas cadentes parecem provir.

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Quadrântidas – entre 2 e 5 de Janeiro, nas regiões das constelações de Boieiro e Ursa Maior

Aquáridas – entre 5 e 6 Maio, na parte norte de Aquário

Perseidas – entre 11 e 13 de Agosto, em Perseu

Oriónidas – entre 20 e 23 Outubro, entre Orion e Gémeos

Táuridas – desde 2 a 5 Novembro, entre as Plêiades e as Híades

Leónidas – por volta de 17 e 18 Novembro, perto da cabeça do Leão

Gemínidas – entre 13 e 14 Dezembro, perto da estrela Castor, nos Gémeos


* A gravura é da época (1833), aquando duma extraordinária chuva de estrelas, na América do Norte.

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