segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O SOL (CONTINUAÇÃO)

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O Sol #4
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O Sol está apenas a cerca de oito minutos-luz, comparado com os 4,5 anos-luz a que se encontra uma estrela do sistema de Centauro, a segunda mais perto de nós. A distância da Terra ao Sol é de 150 milhões de quilómetros.
A radiação solar é muito complexa. Ela é composta não só pela luz visível (que podemos admirar pelas cores do arco-íris), mas também por raios ultravioletas, infravermelhos, ondas rádio, raios x e neutrinos que são invísiveis. Da parte que nos chega sob a forma de radiação electromagnética, cerca de metade é luz visível.
Algumas das radiações, mesmo se em pequenas quantidades, são perigosas para a saúde ou, mesmo, incompatíveis com o nosso sistema vegetativo. Entre toda uma enorme gama de radiação, o Sol envia-nos raios x, que, como se sabe, são mortais, se absorvidos continuadamente pelo nosso protoplasma. Felizmente, eles não chegam à superfície do nosso planeta, pois são absorvidos pela atmosfera. Também uma parte dos ultravioletas é filtrada pelo ozone das altas camadas da atmosfera terrestre, iludindo, portanto, as medições que se fazem nos observatórios astronómicos implantados um pouco por todo o lado, no Mundo. O mesmo sucede com os raios cósmicos. Ao penetrar na atmosfera do planeta, são literalmente desfeitos noutras partículas que, após essas transformações, seguem na direcção da superfície terrestre, sem causar grandes danos.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

GALILEU




A PRIMEIRA LUNETA ASTRONÓMICA

A primeira luneta astronómica de que há memória, foi construída por Galileu Galilei. Tratava-se dum aparelho óptico rudimentar, que pode ser considerado o percursor dos modernos telescópios. O mês de Janeiro de 1604 ficou para a história da astronomia, como a data em que, através dela, o célebre sábio de Florença descobriu as quatro mais importantes luas de Júpiter – Io, Europa, Ganimedes e Calisto, por ordem de proximidade ao planeta. Também foi ele o primeiro a provar a realidade do sistema heliocêntrico (que tinha sido proposto por Copérnico), refutando a antiga crença de que a Terra era o centro do Sistema Solar e do Universo. Para além disto, nos domínios da astronomia –, foi ele o primeiro a observar e calcular a altura das montanhas da Lua, baseando-se nas sombras que o Sol projecta nas suas crateras, e a verificar a existência de fases, no planeta Vénus, à imagem do que se passa com as conhecidas fases do nosso satélite natural. O céu que observara através da luneta, também lhe permitiu concluir que a Via Láctea não era uma nuvem (como até aí se julgava), mas sim um enorme conjunto de estrelas, a galáxia de que o Sol faz parte.
Hoje sabe-se que esse número é superior a cem mil milhões (100. 000. 000. 000).