quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

PUBLIQUEI UM NOVO LIVRO DE POEMAS (o 17º).

ESTOU A PROMOVÊ-LO NO MEU BLOG DE POESIA.
NO ENTANTO, NÃO QUERO DEIXAR DE MOSTRÁ-LO AQUI.
Para os interessados deste blog, ele vai acompanhado do meu livro de astronomia para amadores "A TERRA E AS ESTRELAS".
O preço global é de cinco euros.

Pedidos directamente neste blog, ou para vieiracalado@gmail.com

DESDE JÁ O MEU OBRIGADO

sábado, 16 de fevereiro de 2008

COMETAS (3)

O registo mais antigo da observação de um cometa, foi feito por um astrólogo da corte imperial chinesa, no ano já distante de 1.059 a. C. Nesse tempo, e durante séculos, não era possível observar a esmagadora maioria dos cometas que passavam muito longe da Terra, ou que tinham pequeno porte.
Quando foi possível usar chapas fotográficas, muitos astrónomos começaram a detectar cometas de exíguas dimensões visuais, fotografando a mesma região do céu, noites e noites a fio e comparando depois as chapas. Se aparecia algum ponto de luz que não estivera lá, nas noites anteriores, então, era provável que se se tratasse dum cometa. Posteriores fotografias permitem saber ao certo do que se tratava e, se fosse um cometa, determinar-lhe a órbita e saber da possibilidade de ser observável a olho nu. Esta técnica ainda é usada. Os primeiros contactos visuais acontecem quando esses astros ainda se encontram muito longe, por vezes entre a zona das órbitas de Júpiter e Marte.
No passado recente (e ainda hoje) eram os astrónomos amadores que se dedicavam a procurar cometas. No entanto, particularmente depois da entrada em operações do telescópio espacial Hubble, muitos desses astros são detectados, em primeiro lugar, por esse potente instrumento óptico. E, para além de outras observações que permitem descortinar todos os recantos do céu, com uma nitidez sem par, o Hubble está a ser utilizado para vasculhar nas regiões que estão logo a seguir à zona da referida órbita de Plutão. Procura a famosa Cintura de Kuipper, imaginada pelo astrónomo Gerard Kuipper, em meados do século passado, já que, em 1992, telescópios terrestres detectaram, pela primeira vez, cerca duns vinte corpos cobertos de gelos para além da citada órbita de Plutão. Os primeiros cálculos indicam que esse repositório deverá ter uns 200 milhões de corpos. Encontra-se a umas 500 vezes a distância entre a Terra e Sol. A região do céu que está a ser rastreada, situa-se na constelação do Touro. Nessa região, o fundo galáctico apresenta poucas nebulosas e galáxias que poderiam baralhar as pesquisas.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

COMETAS (2)

Cometas #2

Na verdade, um cometa típico apresenta uma espécie de cabeleira envolvendo o seu núcleo brilhante e uma longa cauda, que pode dar a ideia dum cabelo muito comprido e esguio, que se encontra sempre na direcção oposta ao Sol, por efeito do vento solar que a empurra nesse sentido. Certas caudas podem atingir os 150 milhões de quilómetros de extensão, a distância Terra/Sol!
Passam a maior parte do tempo nas profundezas do Sistema Solar, gelados.
Geralmente descrevem trajectórias elípticas de grande excentricidade e voltam regularmente. Outros, porém, só por cá passam uma vez, por descreverem órbitas hiperbólicas, e não mais regressam.

Por múltiplas razões, os cometas são astros importantes, embora para a maior parte dos humanos, eles sejam apenas estranhos, raros e intrigantes, ou belos.
Já lá vai o tempo em que eram considerados portadores de mensagens ameaçadoras e funestas, ou bons presságios, para outros…
Porém, hoje em dia, e embora se saiba exactamente o que são e a razão por que nos visitam, ainda causam perturbações a muita gente e trazem para a ribalta a ignorância atávica de alguns habitantes do planeta.
Terão sido observados desde sempre. Alguns deles não poderiam passar desapercebidos aos nossos antepassados de antanho, quanto mais não fosse pela sua forma e luminosidade, parecendo pairar nos céus nocturnos. Vários, de entre eles, até foram visíveis em pleno dia!
A maioria dos que estão catalogados foi descoberta no século XX, depois da utilização generalizada dos bons telescópios que conseguem vislumbrar os que são invisíveis a olho nu.
Há uns 1000 que já nos visitaram pelo menos uma vez. Desses, uns 120 são regulares visitantes. E todos os anos se descobrem uns dez ou doze novos cometas.
Ganham o nome do seu descobridor (ou descobridores), a que se ajunta um código de números e letras.
Mas os cometas realmente magníficos, os que facilmente podem ser vistos por qualquer pessoa, só aparecem, em média, um por década.

A gravura mostra o cometa Halley, representado na célebre tapeçaria de Bayeux (Normandia), na Idade Média.


Ver também COMETAS (1) de 22 de Outubro

(continua)