terça-feira, 22 de abril de 2008

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25 de Abril

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uma bandeira na mão
outra no peito

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atrás da razão
o direito

terça-feira, 15 de abril de 2008

ESCORPIÃO (2)

ANTARES

No anterior artigo, referente à constelação do Escorpião, referimos um pouco da sua história, segundo a visão da Mitologia Clássica. Mas, na verdade, a verdadeira condição da constelação, é bem outra.
Para os astrónomos as constelações são campos, dos 88 em que a abóbada celeste foi dividida (em constelações), na sua projecção no fundo celeste, tal com é vista de cá. Para os antigos, a configuração das estrelas, desenhava abstractamente um guerreiro, um cão, uma balança, ou um escorpião, por exemplo.

No caso vertente, no antigo Egipto, a ideia dum escorpião tem origem nos períodos de seca que assolavam a região do Nilo. É precisamente nessas alturas que o Sol se projecta nessa constelação. O Escorpião encarnava um animal nefasto, perigoso, pronto a matar com o seu ferrão venenoso, rastejando lentamente na abóbada celeste, pela noite fora.

Para os astrónomos, as constelações funcionam como pontos de referência para as diferentes regiões da abóbada celeste.
E por vezes não são as estrelas de maior brilho (magnitude) as que mais suscitam o interesse. Outros objectos são mais importantes.
Na constelação do Escorpião, Antares (Alpha Scorpii, a denominação latina), a sua estrela principal merece referência, pois é uma supergigante vermelha, 700 vezes maior do que o Sol e 10.000 vezes mais brilhante. Na realidade a estrela (de magnitude 1) tem uma companheira, sendo portanto uma estrela binária. É dos objectos mais avermelhados do inteiro céu sendo, por vezes, confundida com o planeta Marte (o planeta vermelho). Encontra-se a 600 anos-luz de nós.
Outros objectos, na mesma constelação, merecem especial referência. A este assunto voltaremos em próxima postagem.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A CONSTELAÇÃO DE ESCORPIÃO

UM POUCO DE MITOLOGIA

A Mitologia Clássica é uma disciplina muito interessante, como aliás, todas as outras mitologias. Nela se inspiraram os grandes poetas desses tempos e, mesmo, Camões, já no período Renascentista. Essas extraordinárias histórias, estão, por vezes, na génese da própria História da Mitologia.
Gregos e Romanos tinham deuses para tudo e a vida desses deuses era imaginada à semelhança da dos mortais – homens e animais.
O Cristianismo que, como se sabe, apareceu muito depois, acabou por adoptar idênticos modelos, com uma profusão de santos e santas protectores.
Não sei se já haverá um santo protector contra os vírus informáticos. Mas deve estar na forja... Bem necessário é, porque os anti-vírus fabricados pelos mortais, por vezes erram – como qualquer mortal!...
A história (muito sucinta) que hoje aqui trago, é a de Escorpião, uma das doze constelações do Zodíaco.
Na Mitologia, o Escorpião está intimamente ligado à história do belo e audaz Orion - um caçador de extraordinários recursos. Usava uma espada, uma clava e um escudo (na constelação, na parte central - as Três Marias) e fazia-se acompanhar por dois cães de caça – as constelações de Cão Maior e Cão menor.
Em consequência dessas suas grandes capacidades, era frequentemente chamado, pelas divindades, para destruir horríveis feras e outros monstros que infestavam o país. No entanto a sua beleza atraiu as atenções da deusa Aurora que o raptou, levando-o consigo para a ilha de Delos. Esse amor, segundo reza a tradição, terá durado pouco. Aurora que desafiara a beleza de Afrodite, a deusa do Amor, foi castigada a não ter senão amores insatisfeitos.
A história, a partir daqui, é um pouco confusa, não se entendendo os mitólogos, sobre o desfiar dos acontecimentos.
O certo é que foi enviado um escorpião para matar Orion e ele, picado pelo terrível animalejo, morreu. Mas Ofiúco, conhecedor dos antídotos para todos os venenos, fê-lo ressuscitar.
No Céu, pode ver-se este último a pisar e esborrachar o escorpião. Orion, que era um dos gigantes, filho de Posseidon (ou Neptuno, para os Romanos – o deus do mar) também foi colocado no céu, como acontecia a quantos se celebrizavam, sendo mortais.